domingo, 27 de julho de 2014

A SÍNDROME DO ORGULHO FERIDO - MELINDRE

A Síndrome do Orgulho Ferido - Melindre
Francisco Aranda Gabilan


Melindre Originariamente, um simples e comum substantivo masculino, com o sutil significado de ser a delicadeza no trato, cuidado extremo em não magoar ou ofender por palavras ou obras.
É o que dizem os dicionários... 
Mas, curiosamente, no dia a dia de relação entre as pessoas, há mais significados, dependendo da ótica de quem o analisa. Se a visão é de quem provocou o melindre em alguém, fala mais alto seu sentido menor: suscetibilidade exagerada, escrúpulo, com profunda significação como agente das crises da sociedade humana. Se a visão é de quem se melindrou, o “paciente” liga tal sentimento a uma “justa” indignação, à injustiça e à ingratidão alheias, com uma acentuada pitada de sentimento melodramático de auto-piedade, de vítima. 

Entretanto, sem rebuscamentos, sem volteios, sem rodeios e sem metáforas, melindre quer dizer mesmo orgulho ferido, egoísmo contrariado, vez que não há um autor sequer consultado e que se propõe analisar a questão fora os dicionários que não afirme peremptoriamente que o melindre não seja um sentimento filho direto do orgulho, usando da síntese de um ilustre espírito-espírita.

Tenhamos presente que uma célula da sociedade humana das mais representativas é a casa espírita, onde, lastimavelmente, também grassam interesses pessoais, desejos de destaque, arroubos de sabedoria, vaidades e tantos outros sentimentos iguais. Daí porque, quando menos se espera, surge o melindre... 

É o médium que não se conforma com a análise direta feita por companheiros estudiosos, quando ele, ao receber os Espíritos, bate os pés, as mãos, fala alto demais, repetitivamente, com linguagem às vezes inadequada, etc. Melindra-se e não aceita as observações e conselhos, retirando-se do trabalho ou isolando-se na crítica à casa e seus dirigentes. É o expositor que não cumpre os horários, nem o programa, que desvia sempre do assunto da palestra ou da aula, descambando para análises outras, não raro pessoais ou sem importância doutrinária, e que não aceita as recomendações da direção de manter-se fiel ao programa ou à conduta em classe ou na tribuna, melindrando-se com facilidade, afirmando que “nessa etapa da vida” não está mais para ouvir críticas “especialmente de quem sabe menos e é muito mais moço...” É o dirigente de área na casa que se julga auto-suficiente em tudo e não aceita conselhos e recomendações para melhoria do setor, ameaçando retirar-se, entregar o cargo, exigindo se promova reunião de diretoria para ouvir suas reclamações. É o diretor que tem sua proposição refugada e se sente desprestigiado, desaparecendo das reuniões e das assembléias. É até mesmo o doador de donativos, cujo nome foi omitido nos agradecimentos, magoando-se e fugindo a novas colaborações.

E assim por diante... 
O que se ouve, em todos os exemplos citados, é mais ou menos o seguinte: “Não entendo o porquê de tanta injustiça comigo, tanta ingratidão... logo eu, que tanto fiz, que tanto dei de mim, que tanto ajudei...”, seguido de lamentações e, não raro, até de choro, entremeado de rasgos de vítima do mundo e de todos. 

O erro está, neste caso, em o melindrado esperar (e até exigir) gratidão de todos pelo trabalho que ele desenvolveu na Casa, confundindo obrigações com favores. Ora, obrigações não implicam de modo algum em gratidão, muito especialmente se levando em conta que quem as assume, o faz livremente. Daí, quando contrariado, ferido em seu orgulho pessoal, julga-se vítima de ingratidão, de injustiça... e ameaça retirar-se, quando não se esquiva definitivamente.

Um lembrete rápido para reflexão: Jesus houvera curado dez leprosos numa única tarde; mas, quantos deles se detiveram para agradecer-lhe? Apenas um! Quando o Cristo voltou-se para seus discípulos e perguntou-lhes onde estariam os outros nove curados, todos já tinham desaparecido, sem sequer um agradecimento. E daí: Jesus se melindrou, desistiu da tarefa, julgou-os ingratos? Para pensar! 
Há mais uma agravante no fato que envolve o trabalhador descuidado: o melindre “propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral. Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.” (...) “Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente. Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.” 

Assiste razão integral ao preclaro Irmão X , a afirmar que “os melindres pessoais são parasitos destruidores das melhores organizações do espírito. Quando o disse-me-disse invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual.”

Ouçamos, afinal, todos nós, trabalhadores da seara espírita, os simplíssimos mas altamente judiciosos e adequadíssimos conselhos de André Luiz, na cartilha de boa condução moral chamada Sinal Verde , assim vazados: 

“Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração. 
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja. 
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente. 
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estuda-la. 

Melindres arrasam as melhores plantações de amizades. 
Quem reclama, agrava as dificuldades. 
Não cultive ressentimentos. 
Melindrar-se, é um modo de perder as melhores situações. 
Não se aborreça, coopere. 
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro”. 

Contra os vermes corrosivos do egoísmo, da vaidade e do orgulho (ferido ou não!), recomenda-se o uso do antisséptico da Boa Nova, distribuído altruisticamente por Jesus, quando nos exorta: Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos. 


TÍTULO.: A Síndrome do Orgulho Ferido - Melindre 
Por.: Francisco Aranda Gabilan (fagabilan@uol.com.br)

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sábado, 26 de julho de 2014

APENAS UM LEMBRETE

 APENAS UM LEMBRETE

Lembre-se que você é um Espírito imortal vivendo breve experiência num corpo físico.
Lembre-se que seu corpo é feito de matéria e, como tal, sofre o desgaste natural como tudo o que é matéria. Mas esse desgaste não atinge o Espírito.

Assim, quando você perceber que a sua pele está enrugando, lembre-se de que esse é um fenômeno que não alcança o Espírito.
Enquanto a sua pele enruga, seu Espírito pode ficar ainda mais radiante e mais iluminado.
Você não pode deter os segundos, nem evitar que se transformem em anos.

Não pode impedir que o seu cabelo caia ou se torne branco, mas isso não deve ser motivo para levar embora a vitalidade da sua alma imortal.
Sua esperança jamais poderá estar atrelada à sua forma física, pois o ser pensante que você é, é o mais importante e sobreviverá por toda a eternidade.
Sua força e sua vitalidade independem da sua idade.
Seu Espírito é o agente capaz de espanar a poeira do tempo.
Lembre-se de que você não é um corpo que tem um Espírito, é um Espírito temporariamente vivendo num corpo físico.

Chegará o dia que você encontrará uma linha de chegada e perceberá que logo à frente há outra linha de partida...
A vida é feita de idas e vindas... Partidas e chegadas.
Um dia você terá que abandonar esse corpo, mas jamais abandonará a vida...

Lembre-se que cada dia é uma oportunidade de viver e viver bem.
Se acontecer de cometer um engano, não detenha o passo, siga em frente pois logo adiante encontrará outro desafio...
A vida é feita de desafios... Vencemos uns, somos vencidos por outros, mas não podemos deter o passo.
E o maior de todos os desafios é vencer a si mesmo, usando a razão para não se deixar dominar por vícios e prazeres excessivos e prejudiciais.

Importante é não perder tempo vivendo de lembranças amargas e fotografias pela metade, amarelas e empoeiradas...
O dia mais importante é o dia de hoje... E hoje você tem a oportunidade de reescrever a sua história... Conhecer novas paisagens... Colecionar imagens de cores vivas.

Lembre-se que você é um Espírito feito de luz e a luz sempre pode suplantar as trevas... por mais densas que sejam.
O importante é que jamais detenha o passo...

Se as forças físicas não lhe permitem mais correr como antes, ande depressa.
Se algo o impedir de andar depressa, caminhe lentamente, mas siga em frente.
E, se por algum motivo, não puder mais caminhar sem apoio, use bengalas, muletas, cadeira de rodas. Mas vá em frente...
E se, um dia, você não puder mais movimentar seu corpo para continuar andando, voe com o pensamento.

Seu pensamento nada e ninguém poderá deter.
Você é livre para pensar, para aprender, para alcançar os céus em busca de esperança e paz.
O essencial é que você não pare nunca...

Deus não criou você para a derrota. Deus criou você para a vitória, para a felicidade plena. E essa conquista é a parte que lhe cabe.
Este é apenas um lembrete pois, um dia, um Sublime Alguém já nos disse tudo isso e nós esquecemos.
Esquecemos que Ele saiu do corpo mas jamais saiu da vida...

O Seu suave convite ainda paira no ar: Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-Me.
Esquecemos que Ele afirmou com convicção e firmeza: Nenhuma das ovelhas que o Pai Me confiou se perderá.

Eu sou uma de Suas ovelhas e você também é. Não importa a que religião você pertença. Não importa a que religião eu pertença.
Somos as ovelhas que o Criador confiou ao Sublime Pastor da Galileia, para que Ele nos ensine o caminho que nos conduzirá à felicidade plena.

* * *

Este é apenas um lembrete... que você pode até desconsiderar...
Mas uma coisa é certa: você não deixará de existir, como Espírito imortal que é e não evitará os percalços e as lições da caminhada, porque você, você é filho da Inteligência Suprema do Universo...
Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

ESQUEÇA QUALQUER SOMBRA

ESQUEÇA QUALQUER SOMBRA
 FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Contempla o mundo em torno:
Tudo é benção de Deus.
O Céu resguarda a Terra
Sob teto de luz.
Em pleno mar aéreo,
A vida se alimenta.
Fontes, flores e frutos
Entregam-se sem paga.
Vive, ama, trabalha
E esquece qualquer sombra
Rejubila-te e serve.
Deus te conduz em paz.
 

EMMANUEL
(Do livro "Algo Mais", Francisco Cândido Xavier)


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quinta-feira, 24 de julho de 2014

OS OUTROS

OS OUTROS
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros.
Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande vazio...
Pára um pouco e perceberá a presença nas sombras da retaguarda.
Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos.

Volta-te e vê.
Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados que ainda lhe servem de suporte às mãos tristes em que os dedos mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os olhos fatigados que te contemplam... Falam-te a história de esperanças e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem-se ao frio cortante do lar
perdido e à agonia da ramagem nas trevas...

Pára e compadece-te.
Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor de teu hálito.
Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples semente, caída na terra que o arado martirizou?
A beleza de um minuto nos ensina, muita vez, a povoar de alegria e de luz a existência inteira.

Diz antiga lenda que uma gota de chuva caiu sobre o oceano que a tormenta encapelara e, aflita, perguntou:
– ”Deus de Bondade, que farei, sozinha, neste abismo estarrecedor?” 
O Pai não lhe respondeu, mas, tempos depois, a gota singela era retirada do mar, convertida numa pérola para adornar a coroa de um rei.

Dá também algo de ti aos que bracejam no torvelinho do sofrimento, e, mesmo que possas ofertar apenas um pingo de amor aos que padecem, tua dádiva será filtrada pelas correntes da angústia humana e subirá, cristalina e luminescente, na direção dos céus, para enfeitar a glória de Deus.

Pelo Espírito Meimei
Do livro: O Espírito da Verdade
Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

A MISERICÓRDIA ELEVA A ALMA!

A Misericórdia eleva a Alma!
Francisco Rebouças

Bem-aventurados os que são misericordiosos,porque obterão misericórdia.
(S. MATEUS, cap. V, v. 7.)

Em sua sabedoria de Espírito Puro, Jesus, Modelo e Guia da humanidade, ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos.
Importante lição podemos haurir das palavras de Jesus, em resposta ao apóstolo Pedro, sobre o conhecer e o não praticar os ensinamentos cristãos conforme segue:

“— Senhor: que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam”?
Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:
— Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!”(1)
É, dessa forma, no labor do bem e no enfrentamento de nossas dificuldades intimas, que progredimos e desenvolvemos as virtudes latentes em nosso interior, a espera que nos decidamos por cultivá-las no exercício constante da caridade para com o próximo e para com a vida.

Em o Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos as claras explicações sobre esse nobre sentimento, que precisamos urgentemente desenvolver a benefício do nosso crescimento espiritual, na busca da implantação do Reino de Deus entre os homens o mais depressa possível, conforme abaixo descrito:
“A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. “Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.” (2)

O benfeitor Emmanuel nos afirma que: “Espiritismo, restaurando o Cristianismo, é universidade da alma”. Nesse sentido, vale recordar que Jesus, o Mestre por excelência, nos ensinou, acima de tudo, a viver construindo para o bem e para a verdade, como a dizer-nos que a chama da cabeça não derrama, a luz da felicidade sem o óleo do coração. (3)

Fontes:
(1) Xavier, Francisco Cândido – Livro: Jesus no Lar, FEB, 20ª edição - pelo Espírito Neio Lúcio – Cap. 4.
(2) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição – Capítulo X, item 4.
(3) Xavier, Francisco Cândido – Livro da Esperança, C.E.C., 15ª edição - Espírito Emmanuel – Cap. 12
Por: Francisco Rebouças.
Associação de Divulgação da Doutrina Espírita


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segunda-feira, 21 de julho de 2014

VERDADEIRA PROVA DE AMOR

VERDADEIRA PROVA DE AMOR

Ele tem 80 anos de idade e toma café da manhã todos os dias com sua esposa. 
Eu perguntei: por que sua esposa está em casa de repouso?
Ele disse: 
- Porque ela tem Alzheimer (perda de memória).
Eu perguntei: a sua esposa se preocupa e sempre te espera para ir tomar café com ela?
E ele respondeu:
- Ela não se lembra... Já não sabe quem eu sou, faz cinco anos, já não me reconhece.
Surpreso, eu disse:
- E ainda toma café da manhã com ela todas as manhãs, mesmo que ela não te reconheça?
O homem sorriu e olhou para os meus olhos e apertou minha mão. Em seguida, disse: 
- "Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei quem ela é".


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domingo, 20 de julho de 2014

MARCAS DE DEUS

MARCAS DE DEUS
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER


Amor sem sofrimento

É fogo para a cinza.

Ser pessoa querida

Pode ser qualquer um.

Amar sem ter o amor

É construir nos Céus.

Quem ama aceita os outros

Sem mudar-lhes a vida.

A abelha colhe o mel

Sem alterar a flor.

Amor e sacrifício

São marcas de Deus...

Emmanuel
(Do livro Livro: “Algo Mais", FCXavier)
 

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sábado, 19 de julho de 2014

ANTÍDOTOS EFICAZES

Antídotos Eficazes
DIVALDO PEREIRA FRANCO


Resguarda-te das construções mentais perniciosas.
Aquilo que vitalizas na mente transforma-se em algema retentiva ou asa de libertação.
Conforme penses, viverás.
O pensamento envia mensagens que alcançam o destino para o qual se dirigem.

Em razão disso, recebes respostas equivalentes.
A sintonia decorre da afinidade de propósitos.

A onda mental que emites movimenta-se em campo de vibrações equivalentes, aumentando de intensidade ou diminuindo-a conforme a faixa na qual se expande.
Nesse sentido, outras mentes buscam-te, sediadas no corpo ou fora dele.

Às vezes, de acordo com os propósitos de que se reveste, a ideia a ti dirigida cria um clima psíquico em tua volta que termina por envolver-te, produzindo perturbação e desordem.
Se buscas os ideais de elevação, captarás respostas superiores da vida.
Se, todavia, te reténs nos anseios tormentosos do sentimento, padeces a injunção de comensais infelizes, que te exploram e desequilibram.

Todas as criaturas, em razão dos compromissos pretéritos, atraímos ou repelimos os Espíritos que nos rodeiam.
Mediante as inevitáveis afinidades de gosto, aspiração e identidade emocional, estabelecemos vínculos que, perniciosos, se convertem em lamentáveis e demorados processos de obsessão, reclamando tratamento cuidadoso e de largo curso.
Não somente quando buscados pela conduta mental ou emocional, os seres espirituais se aproximam dos homens. Igualmente, com o objetivo de os ajudar, quando são bons e nobres, como também de os perturbar, se infelizes ou malévolos.

Embora ninguém se encontre sem o concurso dos Mentores Espirituais, os inimigos do bem e do progresso insistem na faina de inquietar e prejudicar, com o que se comprazem, ou se desforçam de antigas pugnas em que sofreram, simplesmente por inveja, por malquerença, por despeito...

Envolve-te nas ondas mentais do otimismo e do amor que cruzam os espaços, como também, emite pensamentos saudáveis, aclimatando-te às ideias edificantes e positivas.
Se te sentires acoimado por induções mentais depressivas, de exaltação, de mágoa ou de rancor, levado a suspeitas injustificáveis ou não, a desejos exorbitantes de qualquer natureza, tem cuidado!

Sobrepõe-lhes a reação do bem e da confiança, esforçando-te por retirá-los da mente. Todavia, se não o lograres, busca o recurso da prece, entregando-te na ação da caridade e do amor, que são os antídotos mais eficazes contra perturbação de qualquer natureza, especialmente a de origem obsessiva.

Joanna de Ângelis  &  Divaldo P. Franco
Obra: Momentos de Alegria

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

QUANDO ME AMEI DE VERDADE

 QUANDO ME AMEI DE VERDADE
KIM MCMILLEN


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Não devemos ter medo dos confrontos... Até os planetas se chocam e do caos nascem as Estrelas.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

KIM MCMILLEN

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

TUDO COMEÇA COM BONS PENSAMENTOS

TUDO COMEÇA COM BONS PENSAMENTOS...
MARIA SILVIA ORLOVAS


De fato tudo na vida começa com bons pensamentos, mas, e como as coisas terminam?
Para esta pergunta cabem muitas respostas, pois o desenrolar da vida depende de cada um de nós, das nossas atitudes diárias e também do nosso karma que nos coloca para vivenciar as mais diversas situações que semeamos como escolhas e pendências de vidas passadas.

Ainda hoje, depois de tantos anos atendendo fico impressionada como as pessoas repetem os padrões, como a vida presente da maioria dos meus clientes é um reflexo de suas vidas passadas. Em princípio, pensava como a maioria na ação e na reação, num raciocínio básico.
Se fiz alguma coisa tenho que pagar pelo mal feito. Mas descobri que existem importantes nuances dessa lei. Uma das nuances acontece quando o indivíduo fica preso às suas crenças negativas e mesmo depois de já ter se penitenciado de ações ruins do passado como, por exemplo, ter sido um guerreiro e arruinado famílias, tendo causado para si a experiência de não se sentir aceito pela sua família ou de ser privado da companhia de pessoas amorosas e boas, não consegue se livrar desse condicionamento.

Sempre coloco esse pensamento para meu cliente: Ok, amigo, você já viveu isso e, agora, por que não continuar de outra forma, por que não se abrir para outras experiências? Mesmo nessa vida, você não muda o passado. Se por acaso não teve uma infância feliz, você não pode retornar e fazer de novo. Mas você pode perdoar seus pais, você pode criar para si mesmo relacionamentos com mais compreensão e amor. Pois muitas vezes a herança dessa existência pode ser negada. Por que você vai carregar com você as memórias de um pai cruel, bêbado ou de uma mãe cheia de críticas e mal humor? Você não precisa imitá-los, nem guardar a revolta pensando na pobre criança indefesa que você foi um dia.

Na realidade, o sofrimento causa marcas no corpo emocional e a alma inconsciente fica vivendo e revivendo os fatos desta e de outras vidas, ficamos vibrando nossas incertezas e seguimos vida afora usando os poucos recursos emocionais que aprendemos. Se meu pai gerou em mim sentimento de abandono, vou passar a vida inteira sem acreditar nas pessoas?

Não precisa ser assim. Somos fortes, somos seres de luz. Quando percebemos que estamos negativos, pesados, com pena de nós mesmos pelas tristezas da vida, precisamos mudar e, ao mesmo tempo, não colocar nos outros a nossa felicidade. As pessoas podem participar da nossa vida, mas não devem carregar o peso dessa responsabilidade. E em todas as nossas relações a forma de cada um agir terá enorme poder.

Se você está carente, cuidado, não releve as atitudes do parceiro, não feche os olhos para o que a vida está mostrando. Porque muitas vezes quando estamos infelizes com nossa caminhada criamos salvadores, damos poder a outras pessoas e outras situações. Tipo: Se conseguir esse trabalho, tudo será diferente. Se essa pessoa me amar serei feliz. Se me casar e constituir família, encontrarei felicidade. Na verdade, tudo isso é muito bom, mas dependerá das pessoas envolvidas fazer a vida dar certo. Algumas coisas dependerão de você mas, outras não.
Assim, comece sua história com bons pensamentos e tente com discernimento manter-se assim.

Boa sorte!

Por Maria Silvia Orlovas (Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores).
FONTE.: http://www.forumespirita.net/

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