Mostrando postagens com marcador Reportagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reportagens. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de fevereiro de 2015

UM ALERTA CONSCIENCIAL

Em muitos grupos dedicados ao crescimento espiritual ocorrem situações que contradizem os objetivos primordiais do grupo, despertadas por pensamentos e sentimentos menores que precisam ser analisados com objetividade e humildade.

Ultimamente tenho conversado com muitas pessoas que participam de grupos espiritualistas, espíritas, umbandistas, conscienciologistas. Há uma queixa geral por parte das pessoas: o porquê das pessoas que participam de atividades espirituais contaminarem vibracionalmente seus colegas de grupo com seus “dramas e porcarias interiores”, misturando a parte personalística com o estudo espiritual.

Como tenho muitos amigos em várias áreas – e boa parte deles respeita um pouco os toques que dou dentro da temática espiritual –, é muito comum que muitas pessoas me liguem ou enviem e-mails perguntando-me sobre várias coisas, e pedindo a minha opinião sobre determinados assuntos. Assim, nesses últimos tempos soube de várias coisas que estão rolando em diversos grupos e com diversas pessoas – algumas coisas sobre as quais eu já havia alertado e que acabaram acontecendo.

Parece-me que as pessoas estão cada vez mais dando mole espiritualmente com suas “melecas conscienciais”, e propiciando aquela abertura para os obsessores se aproveitarem. Muitos têm falado sobre o ego, mas sempre o ego dos outros – nunca o deles mesmos. Ignoram que só quem pode ver o ego é próprio o ego; os grandes seres que já transcenderam o ego só vêem a unidade de tudo, jamais a personalidade transitória e seus dramas. Portanto, por um motivo óbvio, quem muito fala do ego alheio é súdito do mesmo.

Nessa questão de ego (de que todo mundo reclama) ainda fico com o ensinamento de Paramahansa Ramakrishna: "Enquanto não transcender o ego, transforme-o em ego servidor". Ou seja, enquanto ser humano submetido à roda reencarnatória e ao jugo das emoções densas, o ego faz parte do jogo. O negócio é transformar esse ego em ego trabalhador; já que não dá para liquidar o bicho, vamos usá-lo para fazer algo interessante e que alavanque vibrações positivas para todos.

Respeitar as Oportunidades
Outro assunto muito comentado em grupos (incluindo listas de discussão na internet) diz respeito às diversas competições e sabotagens a que muitos se deixam levar.

Na verdade, quem tem competência no que faz e está seguro não fica prestando atenção ao trabalho alheio, não fica comparando coisa alguma nem fica preocupado com o surgimento de um novo grupo, pois sabe bem o que veio fazer aqui na Terra, e, se cumpre sua missão com qualidade, isso ficará evidente por conseqüência natural. Além de suas atitudes, identifica-se a espiritualidade facilmente pelo brilho dos olhos, pela energia e alegria no fazer algo, pela qualidade de suas idéias, por seu coração generoso, etc.

Por que será que o ser humano não consegue ser feliz com o sucesso do outro? Se as pessoas pudessem ver a ascensão espiritual dos seres avançados e o silêncio e anonimato disso, certamente ficariam muito envergonhadas. Há algo a meditar sobre isso: não se escuta o som do nascer do sol. Ou seja, os mestres são como estrelas iluminando espiritualmente e anonimamente a humanidade.

E por que será que as pessoas desperdiçam tanto a oportunidade da luz consciencial que lhes é concedida? Costumam "cuspir no prato" onde tal abertura lhes é dada. O pior é que quanto maior é a liberdade do espaço que elas freqüentam, maior é a quantidade de tolices que elas falam e apresentam ali mesmo. Parece até que elas precisam ser doutrinadas e reprimidas para valorizarem mais as coisas. Talvez elas precisem de mais doutrinação e menos espiritualidade, ou um pouco mais de espetos cármicos cutucando suas vidas e forçando-as a seguirem em frente com mais coerência. Será que os participantes de grupos espiritualistas têm noção de que nos antigos processos iniciáticos muitas pessoas sequer teriam a chance de uma abertura? e que nos lugares onde hoje se trabalha a espiritualidade de forma aberta, responsável e bem-humorada, ninguém está ali para observar os seus defeitos nem cobrar uma santidade que ninguém tem?

Mesmo carregadas de encrencas interiores, de muita leviandade e carências diversas – fatores que levariam à sua reprovação garantida nas iniciações sérias da Antigüidade –, as pessoas ainda têm o acesso aos estudos espirituais. Então por que será que elas não respeitam mais a liberdade e o acesso que têm?

Perceber as Qualidades
Reclama-se muito, também, de que muitas pessoas se acham altamente iluminadas e detentoras de conhecimentos que os outros não têm. Alguns até mesmo se arvoram como "escolhidos" de alguma coisa ou missão (talvez, escolhidos pela própria imaturidade).

Outro dia, uma amiga me ligou e pediu minha opinião acerca de um desentendimento que ela havia travado com seu grupo espiritual. Um dos componentes do grupo se dizia acoplado espiritualmente por tubos de luz violeta na cabeça, e ligado constantemente com Jesus, que estava lhe orientando pessoalmente, e que em breve o Buda também apareceria a ele.

O grupo entrou na onda dele (por que será que as pessoas não usam o discernimento e sempre entram nessas canoas furadas?). Entretanto, a atitude do sujeito não correspondia ao que ele dizia. Ele bebia demais e era irritadinho. Usava de sua suposta espiritualidade para dar conselhos; com isso, acabava se metendo na vida íntima de todo mundo, manipulando isso como se ele mesmo não estivesse cheio de problemas para resolver em sua vida. Fora as fofocas que ele tricotava nos bastidores do grupo.

Falei para minha amiga que alguém assim quer é chamar a atenção devido às suas carências internas, e, nessas condições, serve de canal para entidades tenebrosas acabarem com o trabalho do grupo inteiro. Assim, ela afastou o tal sujeito e peitou todos do grupo, exigindo mais discernimento e mais amor em servir espiritualmente. Ela fez o certo: procurou preservar o grupo e os objetivos do trabalho.

No entanto, como sempre acontece nesses casos, o tal sujeito que foi afastado começou a falar mal de todo mundo; só não disse que era beberrão, fofoqueiro e mal-amado. E está tentando afastar várias pessoas de lá mediante as intrigas que espalha.

Minha amiga – vítima das intrigas perpetradas pelo infeliz que se autoconsidera muito espiritualizado – é uma pessoa de fibra e batalhadora, com defeitos, sim, mas honesta e canal de amparadores dignos – o que lhe dá o devido respaldo espiritual, com boas energias e olhos sempre brilhando. É uma pena que as pessoas nunca olhem isso, preferindo o caminho mais fácil de observar os defeitos alheios.

Reflexões Finais
Estou contando para vocês esses casos que acontecem em grupos e em listas de discussão na internet. Se "cair alguma ficha" para alguns em relação a algo comentado aqui, não importa. Basta mudar a vibração, corrigindo o problema com humildade, e tocar a bola pra frente. Ninguém é perfeito. Eu, vocês e todos os seres humanos – independente de raça, credo, sexo, idade ou condição – precisamos aprender muito. Somos "deficientes espirituais", tentando melhorar nossos "aleijões conscienciais" aqui neste planeta-escola. 

Temos muitos potenciais, uma vez que somos divinos em essência. Somos luz, ainda que não nos tenhamos despertados do sono milenar da consciência imposto por nossos egos. Por isso titubeamos tanto no trato com as verdades da vida. Somos uma mistura de seres divinos com encrencas variadas. O objetivo dos estudos espirituais – pouco importando a qual linha espiritual a pessoa pertença ou tenha afinidade – é o despertar desses potenciais divinos e a melhoria dos pensamentos, sentimentos, energias e atitudes.

"Poucos têm olhos para entender a verdade; cada um enxerga apenas o que deseja".
 "Até os homens imbecis são capazes de grandes feitos; mas os grandes homens são aqueles capazes de manter os pequenos feitos dignos todo dia".

"O mal que me fazem não me faz mal; o mal que me faz mal é o mal que eu faço."

Fonte .: REVISTA ESPIRITISMO E CIÊNCIA (Volume- 01)

HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos da REVISTA ESPIRITISMO E CIÊNCIA pelo artigo que iluminou este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

FÍSICA QUÂNTICA EXPLICA VIDA APÓS A MORTE


Física quântica explica vida após a morte

Renomado professor de física da Universidade de Oregon, pesquisador do Institute of Noetic Sciences, assíduo visitante do Brasil, o indiano Amit Goswami mostra por que a reencarnação é um fenômeno que merece ser investigado pela ciência.

Por Amit Goswami - No fim do século 19, os teosofistas, sob a liderança de Madame Helena Blavatsky, redescobriram para o Ocidente algumas antigas verdades orientais. A verdade da ontologia perene – de que a consciência é a base de todo o ser – era clara para eles. Eles reconheciam também dois princípios cosmológicos. Um é o princípio da repetição para o cosmo inteiro – a ideia de que o universo se expande a partir de um big-bang, depois se retrai num big-crunch e em seguida se expande outra vez, esticando e encolhendo de modo cíclico. O segundo princípio era a ideia de reencarnação – a ideia de que existe uma outra vida antes desta e haverá outra depois da morte; nós já estivemos aqui antes e vamos renascer muitas outras vezes.

Para a mentalidade moderna, a reencarnação parece um tanto absurda. Sob implacável pressão da ciência materialista, nós nos identificamos quase totalmente com o corpo físico, de modo que a ideia de que uma parte de nós sobrevive à morte do corpo físico é difícil de engolir. Ainda mais difícil é imaginar um renascimento dessa parte num novo corpo físico. A imagem de uma alma deixando o corpo que morre e entrando num feto prestes a nascer parece particularmente incômoda, porque pressupõe uma alma existindo independentemente do corpo. E nós tentamos com tanto afinco erradicar o dualismo de nossa visão de mundo!

Mas o nosso monismo (1) não precisa ser um monismo fundamentado na matéria. Se, em vez da matéria, a consciência for a base de todo o ser, a primeira dificuldade – aceitar que uma parte de nós sobrevive à morte – é consideravelmente mitigada, pois pelo menos a consciência sobrevive à morte do corpo físico.

Além disso, quando aprendemos que a nova ciência precisa incluir os corpos vital e mental e o intelecto para captar o sentido do que acontece no nível material da realidade, e que o corpo físico é uma espécie de computador (quântico) no qual as funções vitais e mentais estão programadas num software fácil de usar, até mesmo a aceitação da ideia de algo como uma alma se torna fácil. Não, isso não requer dualismo. Nenhum de nossos corpos – o físico, o vital, o mental ou o intelecto – é uma substância sólida, ao estilo newtoniano clássico; eles são, em vez disso, possibilidades quânticas na consciência. A consciência simultaneamente provoca colapsos de possibilidades paralelas desses mundos para compor sua própria experiência de cada momento.

Dos quatro corpos, apenas o corpo físico é localizado, estrutural e também materialmente; é por essa razão que é chamado de corpo grosseiro. Nossos corpos vital e mental são inteiramente funcionais, criados por condicionamento. Nós desenvolvemos propensões a determinadas confluências de funções vitais e mentais no processo de formação das representações no físico. Esses padrões de hábito se constituem de memória quântica – o condicionamento das probabilidades quânticas associadas às funções matemáticas de onda quântica desses corpos. É uma boa descrição científica de uma parte de nós que sobreviveria à morte: o corpo sutil – o conglomerado dos corpos vital, mental e temático–, no qual a memória das propensões passadas (que os hindus denominam carma) é transportada pela matemática quântica modificada dos corpos vital e mental. Podemos chamar esse conglomerado de mônada quântica. (Além dos corpos grosseiro e sutil, existe um terceiro, o corpo causal, constituído do corpo de beatitude do modelo panchakosha, o qual, é claro, sobrevive à morte, porque é a base do ser. Para onde mais ele iria?)

Com isso, a reencarnação é elevada à categoria de fenômeno merecedor de investigação científica, pois a melhor prova científica da existência do corpo sutil, com seus componentes vital e mental, seria um indício de sua sobrevivência e reencarnação. (2)

A mônada quântica sobrevivente, de acordo com o nosso modelo, conserva a memória quântica dos padrões de hábito e das propensões das vidas passadas. E existem amplos dados em apoio à ideia de que as propensões sem dúvida sobrevivem e reencarnam. No entanto, todas as narrativas que acumulamos durante a nossa existência, toda a nossa história pessoal, morrem, de modo geral, com o corpo físico, com o cérebro; essas histórias não são transportadas pelas mônadas quânticas. Mesmo assim, existem dados que mostram que algumas pessoas, especialmente crianças, são capazes de lembrar-se de histórias de vidas passadas, frequentemente com um nível de detalhe surpreendente. Qual é a explicação para essa memória reencarnacional? A não-localidade quântica através do tempo e do espaço esclareceria isso.

Acredito que todas as reencarnações de uma dada mônada quântica são conectadas não-localmente através do tempo e do espaço, correlacionadas em virtude de uma intenção consciente. Pouco antes do momento da morte, quando entramos num estado que os budistas tibetanos denominam bardo (transição), nossa identidade-ego cede consideravelmente; e, quando mergulhamos no eu quântico, tomamos conhecimento de uma janela não-local de recordações – passadas, presentes e futuras. Quando agonizamos, somos capazes de travar uma relação não-local com a nossa próxima encarnação, ainda sendo gestada, de modo que todas as histórias que recordamos se tornam parte das histórias dessa encarnação, agregando-se a suas recordações de infância. Essas recordações podem ser evocadas, mais tarde, sob hipnose. E, em alguns casos, as crianças conseguem evocar espontaneamente essas histórias de suas vidas passadas.

Como a mônada quântica sabe onde deve renascer? Se as diferentes encarnações físicas são correlacionadas pela não-localidade quântica e pela intenção consciente, seria a nossa intenção (no momento da morte, por exemplo) que transporta a nossa mônada quântica de um corpo encarnado para outro.

Indícios de sobrevivência e reencarnação
Existem três tipos de indícios em favor da teoria da sobrevivência e reencarnação do corpo sutil:

• Experiências relativas ao estado alterado de consciência no momento da morte
• Dados sobre reencarnação
• Dados sobre seres desencarnados

Uma espécie de indício vem do limiar da morte, a experiência de morte. As experiências de visões comunicadas psiquicamente a parentes e amigos por pessoas à beira da morte vêm sendo registradas desde 1889, quando Henry Sidgwick e seus colaboradores iniciaram cinco anos de compilação de um Censo das Alucinações, sob os auspícios da British Society for Psychical Research. Sidgwick descobriu que um número significativo das alucinações relatadas envolvia pessoas que estavam morrendo a uma distância considerável do indivíduo que alucinava, e ocorria num prazo de 12 horas da morte.

Mais conhecidas, evidentemente, são as experiências de quase-morte (EQMs), nas quais o indivíduo sobrevive e se recorda de sua experiência. Nas EQMs, nós encontramos uma confirmação de algumas das crenças religiosas de diversas culturas; quem teve a experiência frequentemente descreve uma passagem por um túnel que leva a um outro mundo, guiada, muitas vezes, por uma conhecida figura espiritual da tradição da pessoa ou por um parente morto.

Tanto nas visões no leito de morte quanto nas experiências de quase-morte, o indivíduo parece transcender a situação de morrer, que, afinal, é frequentemente dolorosa e desconcertante. O indivíduo parece experimentar um domínio de consciência “feliz”, diferente do domínio físico da experiência comum.

A felicidade ou a paz comunicadas telepaticamente nas visões no leito de morte sugerem que a experiência da morte é um profundo encontro com a consciência não-local e com seus diversos arquétipos. Na comunicação telepática de uma experiência alucinatória, a identificação com o corpo que está padecendo e morrendo ainda é claramente muito forte. Mas a subsequente libertação dessa identificação permite uma comunicação integral da felicidade da consciência do eu quântico, que está além da identidade-ego.

Que as experiências de quase-morte são encontros com a consciência não-local e seus arquétipos é algo confirmado por dados diretos. Uma nova dimensão da pesquisa sobre a EQM demonstra que uma EQM pode levar a uma profunda transformação no modo de vida do sobrevivente da experiência. Muitos deles, por exemplo, deixam de sentir o medo da morte que assombra a maior parte da humanidade.

Qual é a explicação para a imagética específica descrita pelos que passaram pela EQM? As imagens vistas – personagens espirituais, parentes próximos como os pais ou os irmãos – são claramente arquetípicas. Podemos aprender alguma coisa comparando as experiências dos indivíduos com sonhos, uma vez que o estado que eles experimentam é semelhante ao estado onírico: sua identificação com o corpo se reduz e o ego deixa de ficar monitorando e controlando.

 Dados sobre reencarnação

Os indícios em favor da memória reencarnacional são obtidos principalmente a partir dos relatos de crianças que se lembram de suas vidas passadas com detalhes passíveis de comprovação. O psiquiatra Ian Stevenson acumulou uma base de dados de cerca de duas mil recordações reencarnacionais comprovadas. Em alguns casos, ele chegou a levar as crianças aos lugares das vidas passadas de que se lembravam para comprovar suas histórias. Mesmo sem jamais terem estado nesses lugares, as crianças os reconheciam e conseguiam identificar as casas em que tinham vivido. Às vezes reconheciam até mesmo membros de suas famílias anteriores. Em um caso, a criança lembrou-se de onde havia algum dinheiro escondido, e, de fato, encontrou-se dinheiro ali. Os detalhes sobre esses dados podem ser encontrados nos livros e artigos de Stevenson. Um dos modos de se comprovar nosso modelo atual – de que a memorização reencarnacional ocorre numa idade muito precoce, por meio de uma comunicação não-local com o eu à beira da morte da vida anterior – seria verificar se os adultos são capazes de se lembrar de experiências de vidas passadas, quando submetidos à regressão à infância.

Dados sobre entidades desencarnadas

Até aqui, falamos sobre dados que envolvem experiências de pessoas na realidade manifesta. Mas existem outros dados, muito controversos, a respeito da sobrevivência depois da morte nos quais uma pessoa viva (normalmente um médium ou canalizador em estado de transe) alega se comunicar com uma pessoa, e falar por ela, que já morreu há algum tempo e aparentemente habita um domínio além do tempo e do espaço. Isso sugere não apenas a sobrevivência da consciência depois da morte como também a existência de uma mônada quântica sem corpo físico.


Como um médium se comunica com uma mônada quântica desencarnada? A consciência não é capaz de provocar o colapso de ondas de possibilidade numa mônada quântica isolada, mas, se a mônada quântica desencarnada entrar em correlação com um ser material vivo (o médium), o colapso pode ocorrer. Os canalizadores são as pessoas que possuem um talento especial e disposição para atuar nessa qualidade.

O fenômeno da escrita automática também pode ser explicado em termos de canalização. As ideias criativas e as verdades espirituais estão disponíveis para todos, mas o acesso a elas requer uma mente preparada. Como o profeta Maomé foi capaz de escrever o Corão, mesmo sendo praticamente analfabeto? O arcanjo Gabriel – uma mônada quântica – emprestou a Maomé, por assim dizer, uma mente. A experiência também transformou Maomé.


ANJOS E DEVAS

Em todas as culturas existem concepções de seres correspondentes ao que, no cristianismo, se denomina anjos. Os devas são os anjos do hinduísmo. Em geral, os anjos, ou devas, pertencem ao reino transcendente e arquetípico do corpo temático, o que Platão chamava de reino das ideias, e são desprovidos de forma. São os contextos aos quais nós damos forma em nossos atos criativos. Mas, na literatura, e mesmo nos tempos modernos, também existem anjos percebidos pelas pessoas como auxiliadores (como Gabriel, que auxiliou Maomé). Na linguagem de nosso modelo, esse tipo de anjo poderia ser uma mônada quântica desencarnada cuja participação no ciclo de nascimento e renascimento já terminou.


Notas
(1) De acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, o monismo é uma “concepção que remonta ao eleatismo grego (antigo sistema filosófico da escola de Eleia, que só admitia duas espécies de conhecimentos: os que provêm dos sentidos e são apenas ilusão, e os que provêm do raciocínio e são os únicos verdadeiros) segundo a qual a realidade é constituída por um princípio único, um fundamento elementar, sendo os múltiplos seres redutíveis em última instância a essa unidade”. (N. da R.)

(2) Saliente-se que F. A. Wolf (1996) elaborou um modelo de sobrevivência depois da morte dentro do próprio paradigma materialista. Em sua teoria, no entanto, há várias hipóteses que talvez não sejam viáveis; seu modelo de sobrevivência, por exemplo, é válido somente se o universo vier a terminar num big-crunch.

Serviço
Este artigo é um excerto do capítulo “A Ciência e o Espírito da Reencarnação” do livro “A janela visionária – Um guia para a iluminação por um físico quântico”, de Amit Goswami, publicado no Brasil pela Editora Cultrix.

Brasil 247: o seu jornal digital 24 horas por dia, 7 dias por semana


Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CARTAS PSICOGRAFADAS TRAZEM NOTÍCIAS DO ALÉM

Orlando Carneiro em sessão de psicografia


“Se eu pudesse ao menos me despedir”. “Se ele pudesse explicar como tudo aconteceu, para facilitar nossa compreensão”. “Se eu pudesse pedir perdão”. Estes são desejos frequentes de quem perdeu alguém que amava. Aqueles que buscam na fé a força para seguir a vida, tentando superar a dor e o vazio deixados pela morte de um ente querido, recebem atendimento em grupos de apoio de várias religiões. Por todo o Brasil, cada dia mais dessas famílias encontra alívio e respostas para algumas de suas perguntas em cartas psicografadas, que tentam mostrar que a vida continua, de alguma forma, no plano espiritual.

Orlando Carneiro é um dos médiuns que faz o contato entre as famílias e os desencarnados, há 25 anos divulgando o espiritismo das obras de Allan Kardec. Ele viaja até São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná várias vezes por ano, para atender o maior número possível de pessoas. Em Curitiba ele atua uma vez por mês, no "Grupo Espírita recanto da Prece" (veja aqui a agenda do médium). http://www.portasdoamor.com.br/agenda-de-psicografias/

O atendimento mais recente foi no dia 30 de setembro. A fila começou a formar-se na entrada do estabelecimento por volta das 4h. As 130 senhas para atendimento foram distribuídas às 6h30. A maior parte de pessoas na fila, tanto neste dia quanto nos outros, é composta por pais que perderam seus filhos.

Na equipe do médium há pessoas que passaram pela mesma dor das famílias que são atendidas. É o caso de Marlei, que viu a belíssima filha Karol, de pouco mais de 20 anos, morrer oito anos atrás, vítima de um grave problema de saúde. “Nos três primeiros anos eu perdi o chão. Depois encontrei na doutrina espírita a força para me levantar. Recebi cartas dela e hoje também trabalho aqui”, conta.

Atendimento
No auditório, homens e mulheres de todas as idades, com olheiras fundas e olhos vermelhos de tanto chorar, são recebidos com preces, passes e palestras. Às 7h30, Orlando começa a atender as 130 pessoas, individualmente, para entender o que elas vieram buscar. O processo demora a manhã inteira. As famílias já levam água e livros espíritas, sabendo que terão que esperar. Um filme que conta a história de famílias como as que estavam ali presentes, e que encontraram alento nas cartas de Chico Xavier, é exibido e emociona.

Na cantina, para passar o tempo, estranhos começam a se conhecer e a desabafar. Izolda, que foi ao centro espírita pela primeira vez, conta que passou 46 dias na UTI com a filha Ana Carolina, grávida de gêmeos, há dois anos. A jovem, acometida por uma grave doença gestacional, perdeu as crianças e não resistiu. 

A mãe lembra das últimas conversas com a filha, e dos planos que a jovem fez de viajar com sua “grande companheira”, como ela mesma descrevia, assim que saísse a aposentadoria da mãe. Depois da perda, Izolda conheceu duas professoras aposentadas que organizam excursões, seguindo os conselhos da filha, e as três foram as detentoras das primeiras senhas de atendimento naquele dia. 

Uma das amigas de Izolda perdeu o marido há 15 anos. O casal planejava os festejos de Natal quando o homem sofreu queimaduras por todo o corpo em um acidente de trabalho. No hospital, caminhando e falando, ele tinha um diagnóstico positivo da equipe médica. Entretanto, sofreu uma parada cardíaca nos braços da esposa e morreu.

“JESUS CRISTO, EU ESTOU AQUI”

Fernanda Deslandes

Quando termina o atendimento individual, Orlando vai para o palanque do auditório, que permanece coberto de flores, e começa a psicografar as cartas. Ele tira os óculos e passa horas escrevendo, com uma das mãos cobrindo parcialmente os olhos. Enquanto isso, o público ouve testemunhos, palestras, e músicas que também compõem o roteiro de evangélicos e católicos.

Quando a psicografia acaba, o público está de pé, de mãos dadas, cantando “Jesus Cristo”, de Roberto Carlos, em coro. Todos, ansiosos, são informados de que, como dizia Chico Xavier, “o telefone só toca de lá para cá”, ou seja, não tem como definir quem irá se comunicar com os que ficaram. As nove cartas psicografadas começam a ser lidas na frente de todos, e quem, ao final, não recebe nenhuma comunicação, sai com a certeza de que foram priorizados pelos espíritos aqueles parentes que sofriam mais.
Entre os que tiveram a sorte de ouvir uma mensagem estava Izolda. Ana Carolina explicou para a mãe que o casal de gêmeos está crescendo no plano espiritual e já está com dois aninhos. Ela contou que sabia dos riscos quando ficou grávida, mas que optou ainda assim por tentar trazer os filhos ao mundo. Izolda caiu aos prantos, bem como os poucos da plateia que sabiam de sua história. Outras duas mães receberam notícias dos filhos que cometeram suicídio. Eles pediram perdão e explicaram seus motivos.

O público também ficou emocionado ao ouvir o conteúdo da carta que uma jovem recebeu do namorado Mayros, vítima de um acidente de trânsito na BR-163, em Campo Grande, em dezembro do ano passado. A carta relatou que ele ficou sem ação quando uma camionete veio em sua direção. Todos o que foram chamados ganharam flores, a carta psicografada que receberam e uma gravação. Detalhes fazem com que ninguém duvide da veracidade.

LOUISE MAEDA E ANA CARON NÃO GUARDAM RESSENTIMENTOS
Louise Maeda: crime causou comoção em Curitiba.

No atendimento realizado em agosto, duas cartas psicografadas chamaram a atenção. Uma era de Ana Cláudia Caron, que em 2007 foi sequestrada por dois adolescentes em Curitiba, levada até Almirante Tamandaré onde foi estuprada e morta com um tiro na boca. Ela ainda teve o corpo queimado pelos assassinos.

Aos pais, na carta, Ana contou que compreendeu e tolera tudo o que passou. E se mostrou preocupada com a família, que ainda sofre com a tristeza, e contou que trabalha com jovens no plano espiritual em um movimento pela paz.

Do mesmo grupo estaria participando Louise Sayuri Maeda, que mandou a segunda carta para a mãe Daisy e o pai no mesmo dia e ainda referiu-se à amiga Ana Cláudia. Louise foi morta a tiros e jogada em um rio por colegas de trabalho, no ano passado, logo depois de sair da empresa, no Shopping Mueller, a algumas quadras de onde Ana foi sequestrada quatro anos antes.

Louise contou que não imaginou que havia uma armação contra ela, e por isso entrou do carro dos colegas no dia do crime. Hoje ela relata que ainda guarda uma mágoa, uma tristeza pelo ocorrido, mas que não tem ódio ou ressentimento dos autores do homicídio. Ela afirma que era uma alegria trabalhar no shopping e se sentir útil para as pessoas, e agradeceu pela mãe ter lhe guiado pelo caminho do bem.

Outra frequentadora do centro espírita é Monik Pergorari Lima, na esperança de receber uma mensagem do namorado Osiris Del Corso. O casal caminhava por uma trilha no Morro do Boi, em Matinhos, em 2009, quando foi surpreendido por um assaltante. Osiris foi assassinado. Ela foi baleada, abusada sexualmente e aguardou por socorro por mais de 24 horas. Hoje, Monik faz tratamentos para voltar a andar.


IMAGENS DO site Paraná Online

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MEDICOS E HOSPITAIS COMEÇAM A ADOTAR A ESPIRITUALIDADE...

 

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade.
 

O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha. 
 
A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

 
Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. “Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo”, explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões. 

A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. “Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa”, explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.
 

A amizade contra a depressão
Bernardete de Araújo, 53 anos
 

A engenheira paulista viu praticamente desaparecer a esperança de retomar sua vida normal quando estava no auge da depressão, há cinco anos. Tinha parado de trabalhar e vivia sem ânimo. Com a medicação correta e o apoio dos amigos da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos reencontrou a força que precisava. “Retomei minha vida”, conta.
 
A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. “Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor”, explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.
 
É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de “terapia da esperança”. O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. “O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientá-los sobre os caminhos a serem seguidos”, explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade.

O remédio do bom humor
Eliane Furtado, 49 anos


Desde que recebeu o diagnóstico de câncer no intestino, no ano passado, a consultora de marketing carioca decidiu que manter o bom humor seria sua grande arma. “Claro que em alguns momentos eu fiquei triste. Mas resolvi que não me deixaria abater e que continuaria a rir muito”, lembra ela, autora do livro Câncer: sentença ou renovação?

Essa construção é feita com base em técnicas usadas na terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é treinar o indivíduo a pensar e a agir de forma diferente para conseguir lidar de modo mais eficiente diante de condições adversas. O treinamento é feito com duas sessões semanais realizadas durante dois meses. A terapia será usada em portadores de deficiências visuais e nas pessoas responsáveis por seus cuidados. “Acreditamos que ela ajudará muito na redução da depressão e de outros problemas associados à perda da visão. Os pacientes ficarão mais motivados a lutar contra as dificuldades e a participar dos trabalhos de reabilitação”, explicou à ISTOÉ Laura Dreer, professora do departamento de oftalmologia da Universidade do Alabama, nos EUA.

No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. “Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional”, explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo. E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. “Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio”, afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.



Fé em famíliaMichelle Silvério, 26 anos

 Aassistente administrativa ficou 77 dias internada na UTI, sendo 22 deles em coma profundo. Ela estava com infecção generalizada. Durante sua internação, a família se manteve confiante. “Eles mantiveram a fé e a esperança. Todos os dias se reuniam para orar. E quando saí do coma jamais duvidei da minha recuperação”,conta Michelle.

Na Rede Sarah, os pacientes são estimulados a participar de atividades que melhorem o humor e a disposição. Entre eles, estão o remo, a dança e os jogos.
“No processo de reabilitação, esses recursos são fundamentais”, afirma Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah e considerada uma das melhores neurocientistas do País. “A doença deixa de ser o foco. Quando isso acontece, a recuperação é acelerada. O paciente fica menos tempo internado e retorna às suas atividades mais rapidamente”, afirma. Constatações semelhantes são obtidas no InCor, em São Paulo. Lá, quem está internado recebe suporte psicológico para não entrar em depressão – já considerada fator de risco para doenças cardíacas– e manter o otimismo. “É preciso dar força para o espírito para que o corpo se recupere”, afirma o cardiologista Carlos Pastore, diretor de serviços médicos da instituição.

 Nos braços do otimismo
Jésus Franco, 77 anos

A família do aposentado mineiro é bem unida. Quando ele descobriu que estava com uma infecção no intestino e teria de passar por uma cirurgia, recebeu o apoio de todos e foi embalado por uma corrente de otimismo. “Todos diziam que eu melhoraria. E torciam para isso”, diz ele, hoje em franca recuperação.
 
Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. A instituição sediou um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso foi ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, houve um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. “Discutimos como isso deve ser aplicado na prática”, diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.

Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança.

“Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas”, defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.
 
Fonte: revista Isto é - edição 2025
Adriana Prado /Greice Rodrigues e Cilene Pereira
IMAGEM.: DO PROPRIO ARTIGO

O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos DO incef- instituto de cultura espírita de florianópolis, pelo artigo que iluminou este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
 
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A CURA PELA FÉ

 
 
 
 
 
 
 

Em segundo lugar, se os resultados forem devidos “apenas” à parapsicologia – em vez de a Deus, por assim dizer -, por que isso seria um problema? Em última instância, todos esses efeitos vêm de Deus. Eu acredito que o Criador dotou
os seres humanos com todo tipo de aptidão, algo que os grandes místicos conhecem há milhares de anos e que cientistas ocidentais só agora procuram entender. Mais de cem anos de pesquisa parapsicológica confirmaram isso, para satisfação minha e de muitos outros.

Durante suas pesquisas, o senhor teve conhecimento da ação dos chamados “médiuns de cura”? De alguma forma, esses casos podem estar relacionados? Já ouvimos falar que a cura não provém exatamente dos médiuns, mas da crença das pessoas que os consultam.

Pessoalmente, nunca pesquisei sobre médiuns, mas tenho uma posição a respeito. Acredito que, quando se trata de orações, cura pelas mãos ou por energia, ou qualquer outra forma sutil de terapia bioenergética ou relativa à consciência, todos os elementos da interação curativa podem ser importantes; em outras palavras, as habilidades, características e intenções de quem cura, o método da cura e as crenças do paciente. Tudo isso pode entrar em jogo até certo ponto, mas pode variar de acordo com a situação.
 
 
Como muitos leitores já devem saber, houve vários estudos recentes que investigaram os efeitos da oração a distância. Alguns desses estudos foram, de fato, bem controlados, com método duplo-cego e amostragem criteriosa; foram testes clínicos de certa forma similares aos testes farmacológicos que avaliam os efeitos de novas drogas. Para horror de muitos médicos acadêmicos convencionais, alguns desses estudos mostraram resultados, com índices de recuperação que foram melhores entre os pacientes que foram alvo de orações sem o saberem do que entre os pacientes dos grupos de controle.
 
 
Em seu livro Deus, Fé e Saúde, o senhor estabelece uma relação entre o modo como o compromisso religioso influencia o comportamento, e o modo como o comportamento influencia a saúde. No entanto, o comportamento de uma pessoa não está necessariamente ligado ou necessariamente dependente de um compromisso religioso. Foi feita alguma pesquisa no sentido de determinar o comportamento de pessoas não-religiosas, para ver se aquelas que têm comportamento saudável têm uma saúde melhor, como as religiosas ou espiritualizadas? O senhor diz em seu livro que as pesquisas mostram que o comportamento não-saudável não relacionado à postura religiosa ou espiritual?
 
É claro que as pessoas podem ser perfeitamente saudáveis sendo ou não sendo religiosas ou espiritualizadas. O que tentei fazer no meu livro foi examinar os “mecanismos” subjacentes às relações entre espiritualidade e saúde observadas em pesquisas. Essas associações existem, eu concluí, exatamente porque a religiosidade pode motivar comportamentos saudáveis, pode gerar relações sociais de apoio e solidariedade, pode produzir sentimentos ou emoções poderosos, etc. E já se sabe que cada um desses fatores – hábitos saudáveis, relacionamentos, sentimentos – é importante para a saúde.
 
Existem diferenças visíveis entre “estar associado a uma religião” e ter o que se poderia chamar de uma “atitude espiritual independente”? Faz diferença se a pessoa reza numa igreja ou em qualquer outro tipo de templo, ou se ela reza em casa, e segundo suas próprias regras? O que conta, afinal, é o comportamento, é o modo de pensar, é uma sintonia especial, ou outro fator?
 
Eu não acredito que faça qualquer diferença. Um dos primeiros fatos básicos que descobri quando comecei minha pesquisa, vinte anos atrás, é que um efeito saudável da religiosidade ou da espiritualidade parecia ser uma constante universal na natureza. Isto é, quando se toma como referência ou pessoas sem um caminho espiritual ou a população como um todo, efeitos epidemiologicamente protetores ou preventivos foram observados em católicos, protestantes, judeus, budistas, hindus, muçulmanos, zoroastristas, etc. Além disso, uma quantidade considerável de estudos mostrou um benefício às pessoas que, mesmo não sendo formalmente religiosas, estão envolvidas com meditação ou outras buscas espirituais.
 
O Institute of Noetic Sciences, uma esplêndida organização na Califórnia, publicou um relatório excelente chamado The Physcal and Psychological Effects of Meditation (Os Efeitos Físicos e Psicológicos da Meditação) documentando esses estudos.
 
O senhor entende que essa aproximação da ciência com a religião é uma tendência para o futuro? O filósofo Ken Wilber já vem se manifestando há anos a respeito da necessidade de se desenvolver aproximando as visões científica e espiritual. O que o senhor pensa a esse respeito?
 
Nos últimos trinta anos, os acadêmicos dos Estados Unidos têm demonstrado um considerável interesse em explorar a interface entre religião e ciência. Porém, muito desse discurso aconteceu dentro do contexto rígido das filosofias e visões de mundo adotadas pelos acadêmicos e pelas religiões predominantes. Um “novo paradigma” que unifique as abordagens científica e espiritual seria certamente um desdobramento bem-vindo. Mas precisamos nos perguntar: Qual paradigma? Qual abordagem científica? Perspectiva espiritual de quem?
 
Ken Wilber fala para muitas pessoas que têm interesse intelectual na consciência e em caminhos espirituais alternativos, mas eu não diria que o mundo acadêmico ortodoxo esteja pronto para isso. Para boa parte da comunidade acadêmica, o diálogo entre ciência e religião é um diálogo entre uma visão muito materialista e mecanicista de ciência e uma versão cartesiana de espiritualidade, baseada num paradigma muito antigo.
 
Já existe alguma tentativa de se desenvolver uma teoria a respeito dessa ação da prece na melhora da saúde das pessoas, ou ainda é muito cedo para isso? O senhor entende que uma tória desse gênero deverá estar ligada a teorias desenvolvidas pela parapsicologia, envolvendo a atuação da mente sobre a matéria?

Uma das críticas que os céticos organizados fazem incessantemente à literatura científica sobre oração e cura é que esses estudos não podem ser verdadeiros porque não existe uma teoria que explique as descobertas. Assim, de acordo com essa crítica, os resultados são impossíveis.
 
A crítica é errônea por dois motivos distintos. Primeiro, a pesquisa clínica estabelece uma distinção entre eficácia e mecanismo de ação. A eficácia de uma terapia pode ser demonstrada muito tempo antes de se compreender o mecanismo subjacente de ação. É o caso da aspirina, que sabíamos que funcionava antes de entendermos por quê. Ignorar ou condenar os resultados de pesquisas metodologicamente sólidas porque eles não se enquadram nas atuais teorias seria a morte da ciência. Qualquer grande novo avanço, por definição, será gerado pela necessidade de se formular uma nova perspectiva teórica que responda a dados inesperados. É assim que as coisas têm funcionado ao longo da história da ciência.
 
Mas a segunda razão que invalida as objeções dos céticos é muito mais básica: existem, de fato, teorias e perspectivas para nos ajudar a entender como e por quê a oração pode curar. Sobre esse tópico já foi escrito mais do que eu poderia abordar aqui, mas basta dizer que há muitos anos têm surgido livros acadêmicos e artigos científicos com esse enfoque.
 
Propuseram-se muitos mecanismos de ação possíveis, aproveitando trabalhos estimulantes nas áreas da física, do estudo da consciência, da psicofisiologia e da parapsicologia. Todo tipo de força, energia ou campos foi cogitado, inclusive conceitos como os de mente estendida, campos mórficos, mente não-local, psi, energias sutis, etc. O pesquisador alemão, Dr. David Aldridge, escreveu muito sobre esse tópico, assim como meu amigo Dr. Larry Dossey, o médico norte-americano, em muitos de seus livros, como Palavras que Curam (Healing Words, Editora Cultrix).

Acredito que a parapsicologia guarda uma riqueza de demonstrações empíricas e de proposições teóricas no que tange à oração a distância e seus efeitos de cura. Mas, infelizmente, muitos cientistas e médicos acadêmicos ortodoxos desdenham e não acreditam nesse trabalho, ao mesmo tempo em que o conhecem tão pouco. Essa postura vem principalmente da ignorância e de uma necessidade corporativista de proteger o próprio território. É pena, mas isso também parece ser uma constante na história da ciência e da medicina.
 
Para Saber Mais:
Deus, Fé e Saúde - Jeff Levin –
Editora Cultrix
Fone : (11) 6166-9000
(Extraído da revista Sexto Sentido 52, páginas 26-31)