A
Misericórdia eleva a Alma!
Francisco
Rebouças
Bem-aventurados os que são
misericordiosos,porque obterão misericórdia.
(S. MATEUS, cap. V, v. 7.)
Em sua sabedoria de Espírito Puro,
Jesus, Modelo e Guia da humanidade, ensina que o sacrifício mais agradável ao
Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se
apresentar para ser por ele perdoado, precisa haver perdoado e reparado o
agravo que tenha feito a algum de seus irmãos.
Importante lição podemos haurir das
palavras de Jesus, em resposta ao apóstolo Pedro, sobre o conhecer e o não
praticar os ensinamentos cristãos conforme segue:
“— Senhor: que dizer, então, daqueles
que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam”?
Esboçou Jesus manifesta satisfação no
olhar e elucidou:
— Estes, Simão, representam sementes
que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo
preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos, porém,
convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a
posição no solo, e elas germinarão vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai,
há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da
experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e
prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!”(1)
É, dessa forma, no labor do bem e no
enfrentamento de nossas dificuldades intimas, que progredimos e desenvolvemos
as virtudes latentes em nosso interior, a espera que nos decidamos por
cultivá-las no exercício constante da caridade para com o próximo e para com a
vida.
Em o Evangelho segundo o Espiritismo,
encontramos as claras explicações sobre esse nobre sentimento, que precisamos
urgentemente desenvolver a benefício do nosso crescimento espiritual, na busca
da implantação do Reino de Deus entre os homens o mais depressa possível,
conforme abaixo descrito:
“A misericórdia é o complemento da
brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e
pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o
rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é
próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir.
Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é
calma, toda mansidão e caridade.
Ai daquele que diz: nunca perdoarei.
Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito
reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros?
Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada
um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
Há, porém, duas maneiras bem
diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem
pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor próprio e a suscetibilidade
do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a
segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro
condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez
de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com
ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas
circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não,
não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. “Em toda
contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais
desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia
das pessoas imparciais.” (2)
O benfeitor Emmanuel nos afirma que:
“Espiritismo, restaurando o Cristianismo, é universidade da alma”. Nesse
sentido, vale recordar que Jesus, o Mestre por excelência, nos ensinou, acima
de tudo, a viver construindo para o bem e para a verdade, como a dizer-nos que
a chama da cabeça não derrama, a luz da felicidade sem o óleo do coração. (3)
Fontes:
(1) Xavier, Francisco Cândido – Livro:
Jesus no Lar, FEB, 20ª edição - pelo Espírito Neio Lúcio – Cap. 4.
(2) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição – Capítulo X, item 4.
(3) Xavier, Francisco Cândido – Livro da Esperança, C.E.C., 15ª edição - Espírito Emmanuel – Cap. 12
Por: Francisco Rebouças.
(2) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição – Capítulo X, item 4.
(3) Xavier, Francisco Cândido – Livro da Esperança, C.E.C., 15ª edição - Espírito Emmanuel – Cap. 12
Por: Francisco Rebouças.
Associação de Divulgação da Doutrina
Espírita
FONTE.: http://www.adde.com.br
O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO
agradece os irmãos DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA pelo artigo
que iluminou este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar
estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte.
Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.
NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não se Preocupe! Os comentários aparecerão em breve.