quinta-feira, 23 de abril de 2015

O QUE É ECTOPLASMA

O QUE É ECTOPLASMA?
Edvaldo Kulcheski

“De aspecto viscoso, semilíquido e esbranquiçado, é uma substância básica e muito importante para os efeitos de materialização de objetos e espíritos”.

Para a ciência acadêmica, ectoplasma é a parte da célula que fica entre a membrana e o núcleo ou a porção periférica do citoplasma.

Para o cientista Charles Richet, é uma substância que se acredita ser a força nervosa e possui propriedades químicas semelhantes às do corpo físico, de onde provém. Apresenta-se sob um aspecto viscoso, esbranquiçado, quase transparente, com reflexos leitosos, bem como esvanescente sob a luz. É considerado a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, pois é através dele que os espíritos podem atuar sobre a matéria.

Para os espíritos, o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exala principalmente do médium de efeitos físicos e um pouco dos outros. Trata-se de uma substância delicadíssima que se situa entre o perispírito e o corpo físico e, embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, servindo de alavanca para interligar os planos físico e espiritual. Historicamente, o ectoplasma tem sido identificado como algo produzido pelo ser humano, que, em determinadas condições, pode liberá-lo, produzindo vários fenômenos.

O ectoplasma é de difícil manipulação, pegajoso, não se moldando facilmente.

Por isso, exige treinamentos e técnicas para que os espíritos possam se utilizar deste fluido. Não é o espírito que se materializa, mas é o ectoplasma que se adere à forma do perispírito dele. A substância sofre bastante a influência da luz do dia e da luz branca, o que causa interferências no fenômeno, tornando-se ideal a utilização de uma luz com tom avermelhado. A materialização pode acontecer sob o efeito da luz branca, mas é preciso haver muito ectoplasma. Também é difícil fazer fotos desse fenômeno com flash, uma vez que há interferência da luz nesse momento.

Nas materializações, não é utilizado diretamente o ectoplasma puro exalado pelo médium. É necessário combiná-lo com outros fluidos (espirituais, físicos), ou seja, utilizar nas materializações o ectoplasma elaborado. A presença de apenas uma pessoa incrédula no ambiente dificulta ou até impede a aderência do ectoplasma no perispírito do espírito.

Combinação de fluidos:

A palavra ectoplasma dá uma idéia de se tratar de algo único, mas, na verdade, é um grande conjunto, formado pela combinação dos fluidos do espírito com o fluido animalizado do médium e os fluidos do ambiente. "Aí temos o material leve e plástico de que necessitamos para a materialização", explica o espírito Aulus no livro Nos Domínios da Mediunidade.

De uma maneira bastante rápida, podemos dividir o ectoplasma em três elementos essenciais:

Fluidos A, representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual;
Fluidos B, definindo os recursos do médium e dos companheiros que o assistem;
Fuidos C, constituindo energias tomadas da natureza terrestre.

Os fluidos A podem ser os mais puros e os fluidos C podem ser os mais dóceis, porém, os fluidos B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e notadamente do médium, são capazes de estragar os mais nobres projetos. Nos círculos em que os elementos A encontram uma colaboração segura dos fluidos B, a materialização de ordem elevada assume a sublimidade dos fenômenos.

Todos os estudos feitos sobre as materializações de espíritos e os chamados efeitos físicos demonstram que esses fenômenos ocorrem somente na presença de pessoas que podem fornecer ectoplasma. Isso leva à óbvia conclusão de que os espíritos não produzem ectoplasma, mas podem apenas manipulá-lo. Inclusive, uma observação mais cuidadosa permite compreender que esta manipulação só pode ocorrer com a conivência consciente ou inconsciente dos encarnados que fornecem a substância.

Se não fosse assim, esses fenômenos ocorreriam com tamanha freqüência e intensidade no cotidiano da humanidade que os desencarnados passariam a participar diretamente do mundo dos encarnados. Deste modo, pode-se deduzir que o ectoplasma é um atributo do corpo físico, da matéria, uma vez que o corpo humano é material, embora controlado pelo espírito nele encarnado.

O que se pode admitir que aconteça é que os espíritos encarnados, em contato com a matéria durante a encarnação, manipulam-na de tal modo que produzam o que chamamos de ectoplasma. Essa produção se daria de modo automático e inconsciente, desde a concepção até o desencarne.

Os tipos de ectoplasma:

Agora, se o ectoplasma está relacionado com a matéria que constitui o corpo humano, ele deve existir também nos minerais, nas plantas e nos animais em geral. Em termos de complexidade, esse ectoplasma não deve ser igual ao existente nos seres humanos.

 Em princípio, o ectoplasma mineral é o mais simples.

Nos vegetais, que se alimentam principalmente de materiais inorgânicos, ele se apresenta de modo relativamente mais complexo, em virtude de ter sido trabalhado por eles a partir do material inicial.

Já nos animais, que se alimentam de produtos minerais, vegetais e mesmo outros animais, o ectoplasma deve adquirir uma maior complexidade.

Assim, em função da espécie de vegetal ou animal, certamente haverá qualidades diferentes de ectoplasma. Essa dedução é fácil de ser feita, pois, ao que se sabe, o ectoplasma não-humano não é suficiente ou adequado para a realização de fenômenos físicos e de materialização, já que, se fosse, eles ocorreriam livremente pela manifestação de espíritos desencarnados. Haveria interferência direta destes no mundo dos encarnados, criando grande confusão.

No livro Espírito, Perispírito e Alma, Hernani Guimarães Andrade propõe a existência dos seguintes tipos de ectoplasma: ectomineroplasma, originário dos materiais minerais; ectofitoplasma, extraído dos vegetais; ectozooplasma, produzido pelos animais; ectohumanoplasma, gerado pelos humanos. Mas para efeito de simplificação de terminologia, no sentido de tornar o significado mais acessível às pessoas, podemos dizer apenas ectoplasma mineral, vegetal, animal e humano.

O ectoplasma é matéria?

Podemos definir matéria como tudo que é constituído pelos elementos químicos constantes da classificação periódica, além, é claro, dos próprios elementos e das partículas subatômicas. É também aquilo que possui massa e energia, estando sujeito à ação da gravidade, tem peso e ocupa um certo volume no espaço, além de interagir fisicamente com outras porções da matéria através das reações químicas.

Já o ectoplasma está sujeito à ação da gravidade e interage fisicamente com a matéria do corpo humano. Nas fotografias, vemos ele sair da boca de um médium como se fosse um pano. O fato da substância cair na direção do solo e do espírito materializado a partir dela estar junto ao chão são evidências de que este fluido está sujeito à ação gravitacional. Alguns autores que já estudaram o ectoplasma em trabalhos de materialização e de efeitos físicos verificaram a ação da gravidade através de balanças.

Portanto, podemos concluir que o ectoplasma é matéria.

- Podemos?

Este raciocínio nos conduz a uma conclusão bastante interessante, ou seja, parece haver alguma coisa que se comporta como se fosse uma matéria paralela à que a química descreve. Em outras palavras, é como se houvesse um outro conjunto de elementos químicos coexistindo com aqueles previamente conhecidos ou previstos pela química, como se fosse possível estabelecer pelo menos uma outra classificação periódica.

Apresentação e produção:

O ectoplasma é um combinado de substâncias. Quando os espíritos desencarnados podem dispor dele em bastante quantidade, utilizam-no para a produção de fenômenos mediúnicos de efeitos físicos, combinando-o com outras substâncias extraídas do reservatório oculto da natureza.

Para a visão dos desencarnados, o ectoplasma se apresenta como uma massa de gelatina pegajosa, semilíquida e branquíssima que é exalada por todos os poros do médium, mas em maior proporção pelas narinas, pela boca, pelos ouvidos, pelas pontas dos dedos e até pelo tórax. À feição do magnetismo, ele é energia disseminada e presente em toda a natureza, a qual, pela lei evolutiva, é mais apurada no homem do que no mineral, no vegetal ou no animal.

Deduzindo-se que os espíritos encarnados, em contato com a matéria durante a encarnação, produzem o ectoplasma, podemos chegar a algumas conclusões. Se admitimos a existência desta substância nos minerais, nas plantas ou nos animais, podemos entender que um dos ingredientes que forma o ectoplasma é originário dos alimentos, enquanto outro provém do oxigênio que respiramos. Ainda há um outro ingrediente, produzido no interior das células de nosso corpo físico. O que ocorre é uma transformação desses ectoplasmas primários em ectoplasma humano.

Mas onde e quando ocorre o processo metabólico das reações químicas, físicas e biológicas entre os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular que geram o ectoplasma?

É difícil de se afirmar com certeza onde ele se forma no ser humano. A observação indica uma grande movimentação fluídica no abdome, na altura do umbigo, o que leva alguns pesquisadores a admitir que se forma ectoplasma no aparelho digestivo, através do metabolismo dos alimentos no corpo. Outro lugar em que é comum se perceber que existe uma grande quantidade dessa movimentação é no tórax, fazendo alguns estudiosos concluirem que a produção de ectoplasma ocorre através da respiração, pelo oxigênio.

Como a ciência acadêmica admite que esse fluido se forma no interior das células, muitos entendem que o ectoplasma se forma por todo o corpo no nível celular, embora em quantidades e qualidades diferentes. O sangue pode carregá-lo até os pulmões, onde se libera para ser eliminado, da mesma forma que o carbono resultante do metabolismo.

Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é uma substância delicada que se produz entre o perispírito e o corpo físico, interligando o plano físico com o espiritual. Isso nos permite deduzir que os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular são captados por meio dos chacras gástrico e esplênico, transformando-se em ectoplasma no interior do duplo etérico. Poderíamos chamar isso de "metabolismo do ectoplasma".

Mas é bom lembrar:

Nas materializações ou nos fenômenos de efeitos físicos, não se usa diretamente o ectoplasma humano que exala do médium. É preciso combiná-lo com outros dois tipos de fluidos (espirituais e da natureza) para obtermos o ectoplasma elaborado.

Autor do texto: Edvaldo Kulcheski
Fonte: Revista Cristã de Espiritismo

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

ATIRE A PRIMEIRA FLOR

ATIRE A PRIMEIRA FLOR
 Rosemary Sadalla

Quando tudo for pedra... atire a primeira flor.
Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo.
Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz. Traga para as trevas você primeiro a pequena lâmpada.
Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso. Talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem.
Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.
Quando ninguém souber coisa alguma e você souber um pouquinho, seja o primeiro a ensinar. Começando por aprender você mesmo, corrigindo-se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado, a procura nem sabendo o que, consulte bem o que se passa. Talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja. Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar que pode ser o único e mais sério ainda talvez o último.

Quando a terra estiver seca que sua mão seja a primeira a regá-la. Quando a flor se sufocar na urze e no espinho, que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga, a afagar a pétala, a acariciar a flor.

Se a porta estiver fechada de você venha a primeira chave. Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção e primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido, seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.

Não atire a primeira pedra em quem erra. De acusadores o mundo esta cheio.
Nem por outro lado, aplauda o erro, dentro em pouco a ovação será ensurdecedora.
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu.
Sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido, seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.
Quando tudo for espinho atire a primeira flor, seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta. Compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica, que o auxilio possibilita, que o entendimento reconstrói.

Atire você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor...

De Rosemary Sadalla 
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terça-feira, 7 de abril de 2015

LÁGRIMAS: PALAVRAS DA ALMAS




Muitas vezes, na vida, vivenciamos situações em que a emoção é tamanha que nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.
Podemos considerar as lágrimas como as palavras de nossa alma.
Através delas, somos capazes de demonstrar incontáveis sentimentos.
As lágrimas, na maioria das situações, escorrem de nossos olhos sem que tenhamos controle sobre elas.
Em alguns momentos, elas contam histórias de dores, mas também têm na sua essência, algo de belo.
Quando elevamos o pensamento, sintonizando com a Espiritualidade maior, seja com nosso anjo protetor, com o amado amigo Jesus ou com Deus, sentimos os olhos marejados.

Observando a natureza, temos a oportunidade de presenciar alguns espetáculos que ela nos oferece. Emocionamo-nos percebendo a grandeza e a perfeição Divina na presença de um pôr-do-sol, de uma queda d'água ou de um arco-íris.
Diante do nascimento de uma criança, somente as lágrimas são capazes de traduzir e qualificar a magnitude desse instante Divino.
Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor é suficiente para provocar nossas lágrimas.
Quando deixamos que o som de uma música elevada alcance nosso coração, somos capazes de chorar de emoção, pois sentimos a alma tocada e acariciada por aquela doce e vibrante melodia.
Tanto a dor emocional quanto a dor física nos chegam sem pedir licença, ocupando espaço considerável em nossa alma e em nosso corpo.
Lágrimas são derramadas pela dor da partida de um ente querido, pela dor da ausência e da saudade, pela dor do erro cometido e do arrependimento.
Ao constatarmos a dor do próximo, lágrimas jorram de nossos olhos. Deparamo-nos com tantas carências, tantas necessidades não atendidas, enfermidades, privações e abandono.


* * *
Cada lágrima derramada tem seu significado. Seja ela vertida pela dor ou pela alegria, nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar os nossos sentimentos.


Demonstra que nos sensibilizamos em momentos simples e efêmeros, indicando que estamos sintonizados com o que há de belo na vida.
E, quando as lágrimas derramadas forem de dor, façamos com que o motivo que nos comove seja também o mesmo motivo que nos move.
Que o movimento seja no sentido da modificação íntima. Que seja impulso para olhar a vida sobre um novo ângulo, para trabalhar em nós mesmos a resignação, a paciência, a esperança, a fé e a confiança em Deus.
Fonte.: REDAÇÃO DO MOMENTO

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segunda-feira, 16 de março de 2015

QUANDO O AR E O FOGO...

QUANDO O AR E O FOGO...

“Quando o ar e o fogo se complementam, quando a emoção se identifica com a razão, quando o coração se abre ao conhecimento inteligênte, acaba a divisão psíquica do Mundo”. (MARIA FLÁVIA DE MONSERAZ)

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O SONHO DE LUTERO



Martinho Lutero: criador da religião Luterana, pai espiritual da Reforma Protestante.
Conta-se que certa vez Martinho Lutero sonhara. Achava-se nos umbrais dos tabernáculos eternos. Interrogou então, sofregamente, o anjo ali de guarda:

- Estão aí os protestantes?
- Não, aqui não se encontra um protestante, sequer.
- Que me dizes?! Os protestantes não alcançaram a salvação mediante o sangue de Cristo?!

- Já lhe disse e repito: não há aqui protestantes.
- Então - tornou, espantado, o sistematizador da Reforma - será que aqui estejam os católicos-romanos, os membros daquela Igreja que abjurei?

- Tampouco conhecemos aqui os filhos dessa Igreja; não existem aqui romanos.
- Estarão, quem sabe, os partidários de Maomé ou de Buda?
- Não estão, nem uns nem outros.

Intrigado, insistiu Lutero:
- Dar-se-á, acaso, que o Céu se encontre desabitado?!
- Tal não acontece - tornou serenamente o anjo - Incontáveis são os habitantes da casa do Pai, ocupando todas as suas múltiplas moradas.
- Dize-me, então, depressa: quem são os que se salvam, e a que igreja pertencem na Terra?

- A todas e a nenhuma - aclarou por fim o guardião da entrada das Celestes Moradas. - Aqui não se cogita de denominações, nem de dogmas. Os que se salvam são os que visitam as viúvas e os órfãos em suas aflições, guardando-se isentos da corrupção do século. Os que se salvam são os que procuram aperfeiçoar-se, corrigindo-se dos seus defeitos, renascendo todos os dias para uma vida melhor. Os que se redimem são os que amam o próximo e renunciam ao mundo, com suas fascinações. São os que porfiam, transitando pelo caminho estreito, juncado de espinhos: o caminho do dever. Os que se purificam são os que obedecem à voz da consciência, e não aos reclamos do interesse. Os que conquistam a Divina Graça são os que trabalham pela causa da Justiça e da Verdade, que é a Causa Universal e não pelo engrandecimento de causas regionais, de determinadas agremiações com títulos e rótulos religiosos; os que aspiram à glória de Deus, ao bem comum, a felicidade coletiva. Os que se salvam...

- Basta! - atalhou Lutero. Já compreendo tudo: preciso voltar à Terra e introduzir certa reforma na Reforma!...

* Umbral – Do latim UMBRA = Sombra. No Espiritismo é a zona obscura localizada em torno do Planeta. Neste caso, foi usado para designar às portas do Céu, pois no espanhol umbral é igual a “soleira da porta”.
Fonte: “Nas Pegadas do Mestre” – Vinícius Pedro de Camargo – Edição FEB

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domingo, 15 de março de 2015

Deus


O primeiro desafio que temos a enfrentar quando ousamos entender Deus, é o da limitação.  É do sendo lógico que o limitado não abrange o ilimitado.  A parte não absorve o todo.  O relativo não se sobrepõe ao absoluto, nem o finito descreve com plenitude o infinito.

Alguém pode pensar simploriamente que uma gota do oceano seja capaz de lhe desvendar os mistérios.  Concordamos em parte que sim.  A essência, os elementos químicos formadores de suas moléculas, algumas formas de vida nela existentes, as transformações relativas aos fenômenos físico-quimicos poderiam fornecer pálida idéia do conjunto formado pelo oceano. 

Mas daí a aventurar-se a mar alto confiado nessas informações, é candidatar-se a decepções e desenganos frustrantes.  Descobriria de imediato o navegante, os inumeráveis pluricelulares marinhos, as formas de vida exuberantes que lhe ultrapassariam em centenas de vezes o peso e o tamanho; os abismos obscuros, as correntes indomáveis; as tormentas bruscas; os segredos que esperam os heróis incansáveis para a pesquisa e o trabalho fecundos.  Deus, em nosso estágio de entendimento, tem a grandeza que a nossa inferioridade permite ver.  Nós O olhamos com os olhos de catarata.  À proporção em que nossa ciência e sabedoria atuarem como bisturi da ignorância que nos torna cegos, nosso cristalino terá menos opacidade, permitindo que os raios de luz da verdade, em sucessivas raspagens reencarnatórias nos permita vê-Lo, como sentenciou o Espírito de Verdade.

Claro está que jamais O veremos circunscrito a um local específico, nem conseguiremos descrevê-Lo em dimensões e formas.  Nós O entenderemos relativamente e com Ele nos identificaremos em essência e destinação.

Dizem alguns tolos cujo orgulho lhes põe cera aos ouvidos e venda nos olhos: Se Deus existe, prove-o!

É o segundo desafio.  O da demonstrabilidade.  Poderíamos dizer-lhes o mesmo, utilizando de sua ótica retorcida.  Se Ele não existe, prove-o!

No entanto, seria gastar tempo e energia, fazendo-nos de mestres que não somos, quando para tais alunos o mestre tem muitos nomes; frustração, vazio, desengano, dor, e no final do curso, aceitação.

Podemos, no entanto, lembrar a quem de interesse sadio se arme, que o sentimento e a certeza da existência de Deus são universais.  Da crença mais bizarra nos Espíritos primitivos até a intelectualidade mesmo fria, Deus é a razão, lei, Criador do Universo.

Quando em vez alguém tenta negar a existência do ser supremo ou deixá-lo ausente das construções universais.  Tal foi a infeliz conclusão de Nietzsche ao afirmar a morte de Deus, e a singular resposta de Pierre de Laplace a Napoleão Bonaparte, quando este lhe interrogou sobre a obra do importante matemático, intitulada “Mecânica Celeste”:  Escrevestes este enorme livro sobre o sistema do mundo sem mencionar uma só vez o autor do Universo? Perguntou Napoleão.  E Laplace respondeu com mais respeito ao imperador que a Deus:  Senhor, não senti necessidade dessa hipótese.

Trinta anos após a morte de Laplace, sai na Europa “O Livro dos Espíritos” cuja pergunta número um é: Que é Deus?  Essa pergunta abriu de vez as portas do além para a Humanidade.  E a sua resposta (Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas)  deixou claro que as portas do céu estão abertas para quem as queira conquistar através da caridade.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” falam os Espíritos superiores, que nos mundos mais atrasados onde a força bruta é a lei, no fundo tenebroso das inteligências de seus habitantes encontra-se latente a vaga intuição de um ser supremo, mais ou menos desenvolvida.

Pela observação e questionamento de si e do universo, o Espírito terá milhões de provas materiais e filosóficas de uma ordem mantenedora de uma harmônica diretriz que a tudo impulsiona rumo à perfeição.  Todas as equações e fórmulas científicas do nosso mundículo atestam a existência de Deus.  Igualmente, vasculhando o mundo íntimo, repositório de dores e conquistas, encontramos a ação de Deus em cada segundo vivido.  Imersos estamos em Deus, mas nem todos partilham de igual visão.

Os racionalistas, tomando a razão como via natural do conhecimento, só aceitam Deus racionalmente.  Muito bem!  Eles estão satisfeitos com a sua meia verdade.  Os que defendem a supremacia da fé, entendem que jamais o Espírito encontraria Deus pela razão, pois só na fé existem condições indispensáveis para o desabrochar  da luz espiritual.  Esses estão crentes na sua meia verdade.

Convivendo com ambos, os vinculados ao plano das emoções rejeitam a razão e optam pelo sentimento, afirmando: Deus não pode ser racionalizado, apenas sentido.  Esses estão acomodados em sua meia verdade.  Se Deus está em tudo, todos os caminhos deságuam em sua plenitude.  Juntando as meias verdades teremos uma meia verdade aproximada de Deus, ainda de acordo com o nosso estágio de semi-analfabetos da ciência espírita.

Objetivistas e subjetivistas em suas buscas filosóficas, enquanto sadias, ampliarão a cada dia o pensamento sobre Deus, até que descubram que ambos estão corretos e incompletos.  O problema exige a atuação da mente e a melodia do coração.

Aprende-se desse fato que todos possuem argumentos na busca pelo conhecimento teológico.  Só aquele que procura negar a existência de um ser superior é que não os possui.  E se julga detê-los, eis a lógica inflexível que os devora, deixando-o aturdido frente à sua imaturidade espiritual.

Deus nesta obra ( O Perispírito e suas modelações ) será tratado como causa primeira de todas as coisas, o que pode criar a substância e a essência, cabendo ao Espírito, manejar, planejar, direcionar, auxiliar, supervisionar, mas nunca decidir em grau maior, de vez que as leis divinas já incluem a decisão em seu âmago.  O Espírito decide através do seu livre-arbítrio em questiúnculas, pois em última instância prevalecem as leis divinas, dotadas de determinismo inexorável a culminar na sabedoria, beleza, justiça...

Os Espíritos agem portanto sob o comando de uma diretriz já delineada, cujo fatalismo é sentido obrigatório.  À proporção em que escapam da faixa grosseira da ignorância e adentram na sutileza das emoções sublimadas mais corroboram com esse determinismo.

Se quisermos entender um pouco da grandiosidade de Deus, procuremos entender e conhecer a nós mesmos, criados à Sua semelhança, e estimemos o que é, e do que será capaz o poder amoroso de Deus.

Sem contaminar a palavra hoje tão vulgarizada e tomada como representação de sentimentos e atitudes até mesquinhas, diria que Deus é fonte inesgotável de amor.  A fonte que move e sustenta a bipartição de um simples protozoário e a estabilidade das imensas galáxias bordadas de bilhões de sóis.  Por esse motivo não pune, não castiga, não é guerreiro, não obriga, não distribui chagas ou medalhas para nenhuma de suas criaturas.

Como energia criadora criou a lei, e como ninguém é forte fora da lei, ausentando-se dela, a ela retorna por absoluta falta de opção.  A vida não deixa outra alternativa.  É seguir a Deus ou sofrer.  E como ninguém se adapta à dor, embora muitos com ela convivam por largos anos, acaba cedendo ao chamamento do amor, após a lapidação imposta por esse mestre tão enérgico, mas tão solicitado no mundo atual, qual seja, o sofrimento.

É um conforto saber da existência de Deus e ter a segurança de que não somos órfãos em tão extenso universo.

Artigo.: Deus

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sábado, 14 de março de 2015

O EVANGELO PSEUDO DE SÃO TOMÉ

Antonio Paiva Rodrigues
O Evangelho Pseudo de Tomé

“O homem precisa saber que ele tem, 
em si mesmo, a capacidade de descobrir, 
sem revelação de ordem sobrenatural, 
os meios de realizar as exigências de Paz e Amor”. 
Mário Schenberg

Este título acima epigrafado revela narrações sobre a infância do Senhor, por Tomé, o Filósofo israelita.

Afirma Tomé: Eu, Tomé Israelita, julguei necessário levar ao conhecimento de todos os irmãos descendentes dos gentios, a Infância de Nosso Senhor Jesus Cristo e tantas quantas maravilhas ele realizou depois de nascer em nossa terra. A verdade é que muitos acontecimentos sobre a vida do mestre, passados mais de 2.000 anos se perderam no tempo e espaço e aquilo que sobrou e foi conservado, mais se por um motivo ou outro, ferissem a compreensão e trouxessem curiosidades do povo da época a igreja de imediato os considerava, apócrifos, os proscritos da Bíblia.

Tomé começa narrar em seu Evangelho que, este menino Jesus, que na época tinha cinco anos, encontrava-se brincando no leito de um riacho, como adora todas as crianças interioranas, depois de haver chovido. E, represando a correnteza em pequenas poças, tornava-as instantaneamente cristalinas, dominando-as somente com sua palavra. Nesta narrativa Jesus apesar de seus cinco aninhos já mostrava se um espírito puro, por possuir poderes que as crianças de sua época não as possuía.

Fez depois uma massa mole com o barro e com ela formou uma dúzia de passarinhos. Era então um Sabbath e havia outros meninos brincando com ele. Um certo menino judeu, vendo o que Jesus acabara de fazer num dia de festa, foi correndo até seu pai José e contou-lhe tudo: “Olha, teu filho está no riacho e juntando um pouco de barro fez uma dúzia de passarinhos, profanando com isso o dia de Sabbath. Até nas crianças já se notava a inveja, a arrogância, o fanatismo entranhado em suas mentes”.

José foi ao local, ao vê-lo, ralhou com ele dizendo: “Por que fazes no Sabbath o que não é permitido fazer?” Mas Jesus, batendo palmas, dirigiu-se às figurinhas ordenando-lhes: Voai!”.

E os passarinhos foram todos embora gorjeando. Os judeus, ao verem isso, encheram-se de admiração e foram contar aos seus superiores o que haviam visto Jesus fazer. “É por isso que ainda hoje se ouve a narrativa constante do Velho Testamento, quando Deus afirmou:” Tu vieste do pó e ao pó voltarás”. Dias depois se encontrava Jesus brincando num terraço. E um dos meninos que estavam com ele caiu do alto e morreu.

Os outros, ao perceberem o acontecimento, foram-se embora e Jesus ficou só.

Chegara ao pai do morto e puseram a culpa em Jesus. Jesus negou peremptoriamente. Jesus então deu um salto de cima do terraço, caindo bem próximo ao cadáver, e pôs-se a gritar bem alto: Zenon, assim se chamava o menino, levanta-te e responde-me: fui eu quem te empurrou?”.

O morto levantou-se num instante e disse: ”Não Tu não me jogaste, porém me ressuscitaste”. Ao assistirem aquela cena, ficaram consternados e os pais do menino glorificaram a Deus por aquele maravilhoso feito e adoravam Jesus. A cada dia que passava o menino Jesus ia encantando a todos com seus feitos extraordinários e que os judeus achavam que eram coisas abençoadas por Deus.

Certa vez José mandou seu filho Tiago juntar lenha e traze-la para casa. O Menino Jesus o acompanhou, enquanto Tiago recolhia gravetos, uma cobra picou-lhe a mão. Tendo caído ao chão, ficou completamente largado, e estando já para morrer, Jesus se aproximou e assoprou a mordida, de imediato desapareceu a dor, a cobra explodiu e Tiago recobrou a saúde. Dias depois aconteceu que, estando construindo uma casa, sobreveio um grande tumulto. Jesus levantou-se e dirigiu-se ao local. E, vendo ali um cadáver estendido no chão, tomou-lhe a mão e dirigiu-se a ele nos seguintes termos: “Homem, falo contigo: levanta-te e termina teu trabalho”. Ele se levantou em seguida e o adorou.

A multidão que viu esta cena enche-se de admiração e disse: “Esse rapaz deve ter vindo do céu, pois tem livrado muitas almas da morte e ainda seguirá livrando mais durante sua vida”. Jesus sumiu por três dias, seus paisficaram aflitos e voltaram a Jerusalém, encontrando-o no templo sentado em meio aos doutores, escutando-lhes e fazendo-lhes perguntas. Jesus deixava-os sem palavras, averiguando os principais pontos da lei e as parábolas dos profetas. Nós que gostamos de fazer pesquisas e estudar a vida do Mestre Jesus, podemos chegar a conclusão que dentro dos proscritos é possível se chegar a verdade, ou próximo dela, sobre o período de ausência do Menino Jesus dos 13 a 30 anos que a Bíblia por imposição de determinada religião não relata. Os judeus ficaram impressionados com a sabedoria de Jesus e afirmavam: “Pois feliz de ti entre as mulheres, já que o Senhor teve por bendizer o fruto de teu ventre, porque semelhantes glórias, virtude e sabedoria não ouvem nem vimos jamais”.

Jesus levantou-se e segui sua mãe. E era obediente a seus pais. Sua mãe guardava todos esses fatos no seu coração. Enquanto isso Jesus ia crescendo em idade, sabedoria e graça. Graças sejam dadas a ele por todos os séculos. Assim seja. Amém.

É bom lembrar que fatos tão naturais para um Espírito Puro, fossem execrados pela igreja, não vemos nada de anormal, quando sai de um ser iluminado e que tem todos os poderes dados pelo Pai Maior, Deus. Ainda hoje muitas pessoas estudam os Evangelhos apócrifos e relatam ter encontrado em seus bojos muita verdade. Alguns exegetas falam em 96 os números desses Evangelhos, outros afirmam que passam da casa dos cento e dezesseis, a quantidade não importa, os ensinamentos sim. Há quem duvide que os próprios Evangelhos de Mateus, Lucas, Marcos e João não foram escritos por eles, e sim em narrativas, já que os discípulos depois da crucificação se dispersaram e foram mortos.

O único que escapou da execução sumária foi João Evangelista, por intermédio das palavras de Jesus, quando ele falou a sua mãe, que estava em prantos e repetia; meu filho, meu filho, Jesus respondeu: “Mãe eis aí o teu filho; Filho eis aí a tua mãe”.

João recebeu a incumbência de cuidar de Maria, por este motivo escapou da morte por execução, tendo desencarnado de forma natural.

Acho, opinião minha, que alguns conceitos deveriam ser revistos, estudados, e quiçá voltassem a fazer parte da Bíblia, mesmo ela não sendo a palavra de Deus, já que passou de pai para filho, como afirmou nosso querido José Herculano Pires. Além disso, sofreu várias alterações desde Esdras, São Jerônimo quando a traduziu, até João Ferreira de Almeida quando a repassou para o português.

Por: Antonio Paiva Rodrigues (É Oficial  Superior da Polícia Militar, Gestor de Empresas, Estudante de Jornalismo da FGF e Bacharel em Segurança Pública).


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A CIÊNCIA ESPÍRITA - 02

(Parte 02)

O texto da Doutrina Espírita teve início com as revelações transmitidas por Espíritos desencarnados de natureza superior, com o propósito de esclarecerem e orientarem a humanidade.
Os objetos de estudo da doutrina espírita incluem o mundo espiritual, os seres que o habitam, suas relações com mundo material e as conseqüências dessa relação.

Para o espiritismo, a grandiosidade do Universo e as leis inteligentes que o governam são provas suficientes para comprovarem a existência de Deus.
Deus é criador de tudo que existe e sua criação é incessante. Na situação evolutiva em que se encontra a humanidade, ainda não temos condições de compreender a origem do Universo e da vida na Terra. O que se tem como certo é que Deus sempre criou e sempre continuará criando.

Existem dois elementos fundamentais no Universo, o espiritual e o material. O elemento espiritual tem início como “princípio inteligente”. Essa “centelha espiritual” transita do mundo espiritual ao mundo material ocupando corpos que lhe permite evoluir na escala da vida inteligente na Terra. O Universo é preenchido por um “fluido” de natureza sutil, com propriedades que ainda escapam ao nosso entendimento. È dele que se origina toda matéria conhecida. As propriedades das substâncias só existem em função desse fluido e pela sua atuação essas propriedades podem sofrer as mais diversas alterações. A acidez ou a alcalinidade é dada pela presença desse fluido e por sua atuação um copo de água pode curar ou produzir malefícios.

Existe um propósito divino na criação. Estamos todos destinados a caminhar pela extensa fieira das existências, na Terra ou em outros mundos, buscando a condição de espíritos angélicos que um dia atingiremos.
Deus atua através de Leis que a inteligência humana irá gradativamente descobrindo. Estamos todos mergulhados no pensamento de Deus e nada que ocorre no Universo escapa ao seu consentimento. Somos livres para agir e obrigados a arcar com as conseqüências dos nossos atos. Cada um é responsável pelo seu próprio destino. As Leis morais são pressentidas pela consciência de todos nós e à medida que a humanidade avançar na sua evolução o Homem será cada vez mais conscientes da aplicação dessas Leis.

O mundo espiritual está permanentemente em íntimo contato com o mundo material. Um e outro processam trocas fluídicas entre si e exercem influência sobre o outro. Essa interferência recíproca é tão intensa que não há como permanecer sem sua convivência. Uma multidão de espíritos desencarnados transita com cumplicidade em todos ambientes da Terra. Eles nos acompanham e nós os atraímos compartilhando com eles nossa intimidade. Os pensamentos que frequentemente temos como sendo nossos, são, muitas vezes, o pensamento deles. Dentro das Leis divinas está estabelecido que atraímos para nossa companhia aqueles com quem sintonizamos nossos propósitos. O bem atrai os bons e o mal conviverá com a ignorância.      

Por envolver o mundo espiritual e os Espíritos que aí habitam, não temos controle da comunicação espiritual, e, os métodos da ciência humana, seu sistema de controle e experimentação, não se aplicam à ciência do Espírito. Entretanto, alguns homens têm em sua constituição uma disposição especial que lhes permite entrar em contato lúcido com os espíritos desencarnados. Trata-se do fenômeno da mediunidade que se registra em todos os povos e em todas as épocas da humanidade. A mediunidade é o grande campo de experimentação em que a doutrina espírita apóia-se para revelação e comprovação dos seus postulados. A expectativa futura é de que no decorrer dos séculos todos os homens possam estar conscientes do seu intercâmbio com o mundo espiritual.

Os fenômenos mediúnicos explicam uma série de ocorrências frequentemente tidas como sobrenaturais ou produzidos por uma energia desconhecida. A transmissão do pensamento, a visão à distância, as premunições, a xenoglossia, a psicometria, a psicografia e a psicofonia são exemplos já bem estudados e esclarecidos pelo espiritismo.


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A CIÊNCIA ESPÍRITA - 01

(Parte 01)


Na condenação de Galileu ele foi obrigado a refugiar-se em sua própria casa e renunciar aos princípios científicos que divulgava. A Igreja da época estava dando o recado de que não suportaria a perversão dos fundamentos aristotélicos que ela adotava. O sistema do mundo criado por Deus correspondia ao que Aristóteles e Ptolomeu haviam decifrado.

Deus como Ser Supremo e Onipotente, criou e pos o mundo em movimento e, desde então, tudo funciona com perfeição e harmonia, com ou sem a sua presença. Ele estabeleceu a ordem para o Universo e nada pode mudá-la. As estrelas que estão fixadas e imóveis nas abóbadas do firmamento são formadas de uma substância divina diferente da que existe no mundo sublunar. A Terra ocupa o centro do Universo e o Sol, que vai de um extremo ao outro do horizonte, serve de lâmpada que ilumina o céu. Tudo que é perfeito e escapa ao entendimento humano é obra de Deus. O círculo é tido como figura perfeita impondo aos planetas uma órbita circular nas suas trajetórias em volta do Sol. Não há qualquer ligação entre a vida do homem e a dos animais, eles fazem parte da criação para povoarem o mundo. O Homem conhecido na época era o homem branco, criado no paraíso, de onde foi expulso por ceder à tentação do sexo. Condenado a viver na Terra, terá de seguir os mandamentos da Lei de Deus, que só a Igreja é competente para revelar, podendo ser salvo ou condenado a penas eternas conforme sua submissão. Como doutrina que esclarece o início e o fim do Homem, a Religião da época era um sistema acabado, pronto e que não admitiria mudanças desnecessárias. Seu conteúdo era completo e suficiente para consolar e aliviar nossas dores, ensinar a tolerância aos nossos sofrimentos, justificar a incoerência aparente da Justiça divina e garantir a salvação para os fiéis submissos aos seus sacerdotes. As desigualdades também ocorrem por obra e vontade de Deus e não nos compete desafia-Lo em seus desígnios.

Conseguindo “explicar” os mistérios do mundo e da vida, as concepções religiosas desempenhavam um papel superior ao da ciência iniciante da época. A religião fornece segurança, conforta no sofrimento, alivia nossos medos, faz troca com nossos “pecados” e assegura a esperança numa vida futura, onde conseguiremos obter o que a Terra não nos privilegiou.
  
Ciência – o estatuto do conhecimento verdadeiro, racionalidade, indeterminação, pensamento livre para criar a sua verdade.

Galileu usa o raciocínio matemático para comprovar as tese de Copérnico deslocando o Sol para o centro e colocando a Terra no cortejo dos planetas ao seu redor. Num mundo tido como regular e perfeito ele descobre as irregularidades da superfície lunar onde viu suas crateras. Num sistema imutável ele acrescentou luas a Júpiter que não foram descritas por Aristóteles.

            O alicerce da Igreja viu-se abalado por novas descobertas que sucederam rápidas. Ticho Brahe, testemunhou por dois meses a passagem de uma estrela nova no firmamento que a Igreja supunha fixo e invariável. Johanes Kepler comprovou matematicamente que as órbitas dos planetas são elípticas e não círculos perfeito como se supunha. René Descartes construiu um sistema filosófico que permitiriaa separar o corpo da Alma e André Vessálius inaugurou o estudo da anatomia humana num corpo que lhe parecia comportar-se como uma máquina, capaz de mover-se com músculos sem a ajuda do espírito.

            Mais tarde, Isaac Newton, identificou a “força atrativa” que mantém os astros em suas órbitas, que movimenta as águas dos oceanos no sobe e desce das marés e provoca a queda os corpos.

           Gradativamente as forças imateriais que produziam o movimento e a ordem do Universo foram reconhecidas como forças da gravidade. As Leis divinas que mantém a regularidade dos fenômenos físicos foram substituídas por princípios matemáticos. Os mistérios que sustentam a vida foram compreendidos como combustão do oxigênio, fermentação dos alimentos ou metabolismo celular. Os “espíritos animais” que transitam pelo corpo humano produzindo seus reflexos e movimentos, foram identificados quimicamente como neuro-transmissores. A regularidade dos acontecimentos foi violada pelo princípio da incerteza. O determinismo linear de uma causa para cada efeito foi abalado pela casualidade circular em que o padrão de resposta determina a intensidade da causa.
  
O Paradoxo “Ciência como Religião” – Dogmas, Rituais, Hierarquia, o Sagrado e o Profano.

            Historicamente Religião tem base na tradição cultural dos seus seguidores. Seu conteúdo, que orienta o comportamento dos fiéis, está redigido em textos sagrados que persistem inalterados por séculos. A linguagem ai empregada é quase sempre simbólica permitindo interpretações conflitantes. Daí a importância do sacerdote e do sistema de hierarquia que os classifica. Entre esses sacerdotes são distribuídas as regalias materiais e o poder divino que os pressupõem representantes de Deus na Terra.

Por outro lado, a construção do saber produzido pela ciência é uma conquista do esforço individual ou de um grupo de pesquisadores. Seus textos, embora redigidos em linguagem técnica, procuram ser o mais claro possível para compreensão dos interessados. A verdade é procurada exaustivamente pela observação ou pela experimentação.

Textos escritos ou opiniões pronunciadas por personalidades hierarquicamente destacadas, têm importância relativa e, para serem aceitas, precisarão submeter-se a comprovação realizadas por experimentadores independentes. O conhecimento cientifico tem duração relativamente curta, costumam se reunirem em um conjunto de proposições teóricas que constituem um paradigma e, de tempos em tempos, os cientistas envolvem-se na tentativa de proporem novos e mais adequados paradigmas.

            A Ciência não deixou de ocupar-se, também, com dilemas que sempre estiveram sob o domínio das religiões. Ela tem, a seu modo, uma proposta para a origem do Universo e da vida na Terra. É apropriado para a Ciência pesquisar o mecanismo que desencadeia os fenômenos, como eles acontencem, mais do que tentar explicar porque eles acontecem. Ela se ocupa minuciosamente com a causa da dor e muito pouco com o porquê do sofrimento humano. A opção da Ciência é esclarecer, mais do que consolar.

Já é aceito por todos que para fazer ciência é preciso adotar o método científico. Classicamente a pesquisa precisa estar enquadrada na liturgia do método. Usa-se a dedução ou a indução; a observação ou a experimentação. Os fenômenos estudados fornecem os elementos que, aplicados a raciocínios matemáticos, fornecem fornecem o valor da verdade descoberta.

Algumas proposições científicas já estão de tal forma comprovadas e aceitas que deverão ter a duração eterna das verdades sagradas das religiões - a gravidade existe como força de atração em todo universo - a energia tem valor inviolável, ela se transforma, mas, não se cria nem se perde – o calor tende a se dispersar, assim como toda energia do universo onde a tendência é o caos - a luz é um fenômeno eletromagnético - a matéria visível em todo universo é da mesma natureza da matéria existente na Terra - as moléculas de todas as substâncias estão em constante movimento - a variedade das espécies se deve a evolução pela seleção natural.


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