"Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível." Dom Inácio de Loyola
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
O MILAGRE DAS FOLHAS
(...) Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos, tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
TÍTULO.:O Milagre das Folhas
Por.: Clarice Lispector
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
POBREZA
Dia desses alguém se encontrou com um indivíduo e, olhando-o, falou: Pobre homem rico.
Estranho! Afinal, é rico ou pobre? - Perguntou alguém que passava, no momento.
A resposta veio nos seguintes termos: O pobre homem rico é aquele que é dono de várias fazendas, de bônus, ações de várias companhias e uma grande conta corrente no banco mas é avarento.
É pobre porque sua mente é a essência da pobreza. Porque sempre tem medo de gastar alguns centavos. Suspeita de todo mundo. Preocupa-se com tudo o que tem e que lhe parece pouco.
A pobreza não é carência de coisas: é um estado de ânimo. Não são ricos os que têm tudo em abundância.
Só se é rico quando o dinheiro não nos preocupa. Se temos dois reais e nos lamentamos por não ter mais, somos mais ricos do que aquele que tem dois milhões e não pode dormir porque não tem quatro.
Pobreza não é carência: é a pressão da carência. A pobreza está na mente, não no bolso.
O pobre homem rico se angustia pela conta do supermercado que é muito alta. Também porque consome eletricidade, gás e gasolina. Sempre está procurando o modo de diminuir o salário dos empregados.
Dói quando sua mulher lhe pede dinheiro. Angustia-se pelo gasto de seus filhos.
Os pedidos de aumento de salário de seus empregados lhe ardem mais do que ácido que lhe fosse colocado sobre a pele.
Enfim, ele tem os sintomas da pobreza.
Em verdade, a finalidade do dinheiro é proporcionar comodidade, afastar temores, permitir uma vida de liberdade espiritual. Se não desfrutamos dessas vantagens, não importando quanto tenhamos, somos como o pobre homem rico.
Mas, se podemos experimentar essa sensação de liberdade, essa confiança no amanhã, essa ideia de abundância que se diz que o dinheiro proporciona, seremos ricos, mesmo sendo pobres.
Se desejamos ser ricos, sejamos. É mais fácil do que se fazer rico.
O dinheiro em si mesmo não significa nada. Seu verdadeiro valor está no que com ele possamos realizar em favor dos outros e de nós mesmos. Essa é a autêntica finalidade do dinheiro.
* * *
Se pensamos muito em dinheiro, ali estará o nosso tesouro.
Se os nossos pensamentos estão no amor, ali também estará o nosso tesouro.
Se valorizamos a tônica do dinheiro, nossos valores são materiais.
Se nossos pensamentos são nobres e altruístas, se pensamos e nos ocupamos em amar, o nosso tesouro não acabará com as crises econômicas, nem com as desvalorizações. Isso porque o espiritual não acaba nunca.
Enriqueçamo-nos com as coisas imperecíveis. Seremos então ricos, fortes e nossas riquezas estarão sempre conosco.
TÍTULO.: POBREZA
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Onde está o teu tesouro, de Helen Hernández e no cap. Pobreza, de Frank Crane, do livro Um presente muito especial, de Roger Patrón Lujan, ed. Aquariana.Em 18.01.2012.
O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos
DO SITE MOMENTO ESPÍRITA pelo texto que iluminou este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.
NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
MEDICAMENTO EFICAZ
Quem visse aquele homem adquirindo tantos brinquedos, logo pensaria: Nossa! Ele deve ter muitos filhos e sobrinhos.
Contudo, o cardiologista do Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, não tem filhos.
Há mais de uma década, ele repete o mesmo ritual. Ao longo do ano, vai comprando centenas de brinquedos e os estoca num dos quartos do seu apartamento,
Na semana que antecede o Natal, ele retira todos os brinquedos do quarto, separa-os por sexo e faixa etária e os coloca em grandes sacos vermelhos.
Então, com a ajuda de enfermeiras e residentes do hospital, ele distribui os presentes entre as crianças internadas.
Não custa nada você tirar alguns dias do ano para distribuir alegria e calor humano entre os pacientes de um hospital, comenta ele.
Naturalmente, dedicando-se a promover essas alegrias, há treze anos, ele tem histórias muito interessantes para contar.
Histórias de vidas enriquecidas por seus gestos de desprendimento e dedicação, além do dever.
Em uma de suas entregas, por exemplo, um menino, vítima de atropelamento, ao receber a visita do médico, muito bem disfarçado, disse que tinha um sonho.
Desejava ganhar um carrinho de controle remoto. Por uma dessas coincidências que só Deus sabe e que nós costumamos dizer que sempre acontece em filmes natalinos, doutor Edy lembrou que tinha, entre tantos presentes, um carrinho de controle remoto.
A alegria da criança foi tamanha que, conta o cardiologista, se ele não estivesse engessado, teria saído pulando pela enfermaria.
Depois de tantos anos dedicados à medicina, doutor Edy se atreve a afirmar que os medicamentos respondem somente por vinte por cento do tratamento.
Os outros oitenta por cento dependem do atendimento caloroso e humanizado que os médicos oferecem ao paciente.
* * *
Um certo médico extraordinário, que andou pela Terra, há mais de dois mil anos, já recomendara o amor e a alegria como terapia de excelência para todos os seres humanos.
Alegrai-vos, recomendava. Amai-vos, como Eu vos amei.
Esse médico galileu, formado na universidade do amor, sabia que o ser humano necessita de amor e alegria.
O amor lhe sustenta a vida e não há quem dele possa prescindir.
A alegria é nota harmônica, igualmente imprescindível para a sinfonia da vida.
A alegria é nota harmônica, igualmente imprescindível para a sinfonia da vida.
Por isso, espalhemos amor onde nos encontremos, sorrindo, abraçando, acolhendo os nossos amados, enquanto aprendemos a amar aos que nos cruzem o caminho.
Também sejamos portadores de alegrias a quem lida com a tragédia e a dor, todos os dias: bombeiros, policiais, médicos, enfermeiros, atendentes.
Também sejamos portadores de alegrias a quem lida com a tragédia e a dor, todos os dias: bombeiros, policiais, médicos, enfermeiros, atendentes.
E, neste Natal, em nome de um Celeste Menino, espalhemos a alegria da nossa gratidão em suas vidas, em gratidão por nossas próprias vidas.
TÍTULO.: MEDICAMENTO EFICAZ
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Espírito de caridade - médico das crianças, de Gary Sledge, de Seleções Reader’s Digest, de dezembro de 2010. Em 15.12.2011.
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
UM ALERTA CONSCIENCIAL
Em muitos grupos dedicados ao crescimento espiritual ocorrem situações que contradizem os objetivos primordiais do grupo, despertadas por pensamentos e sentimentos menores que precisam ser analisados com objetividade e humildade.
Ultimamente tenho conversado com muitas pessoas que participam de grupos espiritualistas, espíritas, umbandistas, conscienciologistas. Há uma queixa geral por parte das pessoas: o porquê das pessoas que participam de atividades espirituais contaminarem vibracionalmente seus colegas de grupo com seus “dramas e porcarias interiores”, misturando a parte personalística com o estudo espiritual.
Como tenho muitos amigos em várias áreas – e boa parte deles respeita um pouco os toques que dou dentro da temática espiritual –, é muito comum que muitas pessoas me liguem ou enviem e-mails perguntando-me sobre várias coisas, e pedindo a minha opinião sobre determinados assuntos. Assim, nesses últimos tempos soube de várias coisas que estão rolando em diversos grupos e com diversas pessoas – algumas coisas sobre as quais eu já havia alertado e que acabaram acontecendo.
Parece-me que as pessoas estão cada vez mais dando mole espiritualmente com suas “melecas conscienciais”, e propiciando aquela abertura para os obsessores se aproveitarem. Muitos têm falado sobre o ego, mas sempre o ego dos outros – nunca o deles mesmos. Ignoram que só quem pode ver o ego é próprio o ego; os grandes seres que já transcenderam o ego só vêem a unidade de tudo, jamais a personalidade transitória e seus dramas. Portanto, por um motivo óbvio, quem muito fala do ego alheio é súdito do mesmo.
Nessa questão de ego (de que todo mundo reclama) ainda fico com o ensinamento de Paramahansa Ramakrishna: "Enquanto não transcender o ego, transforme-o em ego servidor". Ou seja, enquanto ser humano submetido à roda reencarnatória e ao jugo das emoções densas, o ego faz parte do jogo. O negócio é transformar esse ego em ego trabalhador; já que não dá para liquidar o bicho, vamos usá-lo para fazer algo interessante e que alavanque vibrações positivas para todos.
Respeitar as Oportunidades
Outro assunto muito comentado em grupos (incluindo listas de discussão na internet) diz respeito às diversas competições e sabotagens a que muitos se deixam levar.
Na verdade, quem tem competência no que faz e está seguro não fica prestando atenção ao trabalho alheio, não fica comparando coisa alguma nem fica preocupado com o surgimento de um novo grupo, pois sabe bem o que veio fazer aqui na Terra, e, se cumpre sua missão com qualidade, isso ficará evidente por conseqüência natural. Além de suas atitudes, identifica-se a espiritualidade facilmente pelo brilho dos olhos, pela energia e alegria no fazer algo, pela qualidade de suas idéias, por seu coração generoso, etc.
Por que será que o ser humano não consegue ser feliz com o sucesso do outro? Se as pessoas pudessem ver a ascensão espiritual dos seres avançados e o silêncio e anonimato disso, certamente ficariam muito envergonhadas. Há algo a meditar sobre isso: não se escuta o som do nascer do sol. Ou seja, os mestres são como estrelas iluminando espiritualmente e anonimamente a humanidade.
E por que será que as pessoas desperdiçam tanto a oportunidade da luz consciencial que lhes é concedida? Costumam "cuspir no prato" onde tal abertura lhes é dada. O pior é que quanto maior é a liberdade do espaço que elas freqüentam, maior é a quantidade de tolices que elas falam e apresentam ali mesmo. Parece até que elas precisam ser doutrinadas e reprimidas para valorizarem mais as coisas. Talvez elas precisem de mais doutrinação e menos espiritualidade, ou um pouco mais de espetos cármicos cutucando suas vidas e forçando-as a seguirem em frente com mais coerência. Será que os participantes de grupos espiritualistas têm noção de que nos antigos processos iniciáticos muitas pessoas sequer teriam a chance de uma abertura? e que nos lugares onde hoje se trabalha a espiritualidade de forma aberta, responsável e bem-humorada, ninguém está ali para observar os seus defeitos nem cobrar uma santidade que ninguém tem?
Mesmo carregadas de encrencas interiores, de muita leviandade e carências diversas – fatores que levariam à sua reprovação garantida nas iniciações sérias da Antigüidade –, as pessoas ainda têm o acesso aos estudos espirituais. Então por que será que elas não respeitam mais a liberdade e o acesso que têm?
Perceber as Qualidades
Reclama-se muito, também, de que muitas pessoas se acham altamente iluminadas e detentoras de conhecimentos que os outros não têm. Alguns até mesmo se arvoram como "escolhidos" de alguma coisa ou missão (talvez, escolhidos pela própria imaturidade).
Outro dia, uma amiga me ligou e pediu minha opinião acerca de um desentendimento que ela havia travado com seu grupo espiritual. Um dos componentes do grupo se dizia acoplado espiritualmente por tubos de luz violeta na cabeça, e ligado constantemente com Jesus, que estava lhe orientando pessoalmente, e que em breve o Buda também apareceria a ele.
O grupo entrou na onda dele (por que será que as pessoas não usam o discernimento e sempre entram nessas canoas furadas?). Entretanto, a atitude do sujeito não correspondia ao que ele dizia. Ele bebia demais e era irritadinho. Usava de sua suposta espiritualidade para dar conselhos; com isso, acabava se metendo na vida íntima de todo mundo, manipulando isso como se ele mesmo não estivesse cheio de problemas para resolver em sua vida. Fora as fofocas que ele tricotava nos bastidores do grupo.
Falei para minha amiga que alguém assim quer é chamar a atenção devido às suas carências internas, e, nessas condições, serve de canal para entidades tenebrosas acabarem com o trabalho do grupo inteiro. Assim, ela afastou o tal sujeito e peitou todos do grupo, exigindo mais discernimento e mais amor em servir espiritualmente. Ela fez o certo: procurou preservar o grupo e os objetivos do trabalho.
No entanto, como sempre acontece nesses casos, o tal sujeito que foi afastado começou a falar mal de todo mundo; só não disse que era beberrão, fofoqueiro e mal-amado. E está tentando afastar várias pessoas de lá mediante as intrigas que espalha.
Minha amiga – vítima das intrigas perpetradas pelo infeliz que se autoconsidera muito espiritualizado – é uma pessoa de fibra e batalhadora, com defeitos, sim, mas honesta e canal de amparadores dignos – o que lhe dá o devido respaldo espiritual, com boas energias e olhos sempre brilhando. É uma pena que as pessoas nunca olhem isso, preferindo o caminho mais fácil de observar os defeitos alheios.
Reflexões Finais
Estou contando para vocês esses casos que acontecem em grupos e em listas de discussão na internet. Se "cair alguma ficha" para alguns em relação a algo comentado aqui, não importa. Basta mudar a vibração, corrigindo o problema com humildade, e tocar a bola pra frente. Ninguém é perfeito. Eu, vocês e todos os seres humanos – independente de raça, credo, sexo, idade ou condição – precisamos aprender muito. Somos "deficientes espirituais", tentando melhorar nossos "aleijões conscienciais" aqui neste planeta-escola.
Temos muitos potenciais, uma vez que somos divinos em essência. Somos luz, ainda que não nos tenhamos despertados do sono milenar da consciência imposto por nossos egos. Por isso titubeamos tanto no trato com as verdades da vida. Somos uma mistura de seres divinos com encrencas variadas. O objetivo dos estudos espirituais – pouco importando a qual linha espiritual a pessoa pertença ou tenha afinidade – é o despertar desses potenciais divinos e a melhoria dos pensamentos, sentimentos, energias e atitudes.
"Poucos têm olhos para entender a verdade; cada um enxerga apenas o que deseja".
"Até os homens imbecis são capazes de grandes feitos; mas os grandes homens são aqueles capazes de manter os pequenos feitos dignos todo dia".
Artigo.: UM ALERTA CONSCIENCIAL
Fonte .: REVISTA ESPIRITISMO E CIÊNCIA (Volume- 01)
O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos da REVISTA ESPIRITISMO E CIÊNCIA pelo artigo que iluminou este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
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NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
A PERDA DO AMIGO DE 4 PATAS
A DIFICULDADE DE LIDARMOS COM A PERDA
DO NOSSO MELHOR AMIGO DE 4 PATAS E A INCAPACIDADE DE ALGUMAS PESSOAS PERCEBEREM
ESTE SENTIMENTO!!
Todos os animais morrem e, devido à
curta esperança média de vida que têm em relação aos humanos, é frequente os
tutores terem de enfrentar a perda de um ou mais animais de estimação.
Por se tratar de um animal, a pessoa
muitas vezes questiona-se sobre se tem direito a fazer o luto.
Os animais de estimação partilham a
nossa vida durante anos.
Contamos com eles para apoio, pois
não criticam nem julgam; para aliviar o stress, pois estão sempre prontos para
a brincadeira; e não há nada melhor do que um afago, depois de um dia que não
correu tão bem.
É por estas razões que os humanos se
apegam aos animais, criando laços profundos de companheirismo.
São âncoras com quem podemos sempre
contar, até ao dia em que por acidente ou por doença deixam de estar entre nós.
SOFRER, OU NÃO SOFRER
Um animal não é uma pessoa, mas é
normal sofrer com a morte de um ser com quem partilhou a vida durante 5, 10 ou
mesmo 20 anos.
Os tutores têm o direito de sofrer
com a morte do seu animal, independentemente da opinião da vizinha, do familiar
ou do colega de trabalho.
Por vezes os tutores de animais de
estimação sentem que não têm “permissão” para chorar abertamente a morte do seu
animal, seja porque o valor do seu animal é depreciado por outros, ou seja
porque os outros nunca passaram por essa situação.
O mais importante é saber que não
precisa da autorização de alguém para poder chorar o seu animal.
Procure pessoas que estejam a passar
pela mesma situação e desabafe. Em casa, não se iniba de falar e chorar em
frente a outros adultos.
Ninguém lhe pode dizer ao certo
durante quanto tempo se sentirá triste, pois o processo de aceitação depende de
cada um.
Existem contudo cinco etapas ligadas
à perda de um ente querido:
Negação, choque, isolamento
Geralmente ocorre quando o animal
ainda está vivo, mas encontra-se já em fase terminal.
Os tutores têm dificuldade em aceitar
a morte do animal e evoluem para um estado de choque quando a morte
efetivamente ocorre.
Sentem-se fora da realidade e não
conseguem perceber que o animal já não está efetivamente entre nós.
RAIVA
Assim que se apercebem da realidade,
os donos sentem-se zangados e disparam sentimentos de raiva em várias direções.
Pode-se sentir traído pelo próprio
animal, que o abandonou, pelos membros do resto da família, que não expressam
os sentimentos da mesma forma, pela sociedade, pelo veterinário e até mesmo por
Deus.
Apesar de racionalmente a raiva
indiscriminada não ter lógica, emocionalmente os donos não conseguem deixar de
se sentirem zangados.
CULPA
A culpa é frequente nos casos em que
um ente querido falece.
Começamos a supor tudo e mais alguma
coisa:
“E se tivéssemos consultado mais
opiniões profissionais”;
“E se lhe tivesse dado mais atenção”
etc.
Quando se trata de um animal de
estimação, a culpa é recorrente, pois o dono é responsável por ele e é ele quem
toma todas as decisões que influenciam de forma determinante a vida do animal.
Assim, o tutor sente-se também
responsável pela sua morte.
Também muito comum é o sentimento “Se
eu tivesse passado mais tempo com ele” ou pactos secretos como “Se eu fizer
isto, o meu animal volta para mim”.
Os casos em que a decisão de
eutanásia foi colocada, independentemente de ter sido ou não aceite, gera um
sentimento de culpa no dono que se questiona se terá agido da melhor forma,
quer por ter terminado o sofrimento do animal, quer por ter insistido no
tratamento.
DEPRESSÃO
É natural ficar triste quando morre
um ente querido, mas a depressão é um estado psicológico que deve ser
acompanhado por um médico.
Muitas vezes esta fase caracteriza-se
apenas por momentos de tristeza, que não chegam a tornar-se depressões.
Esta fase pode terminar quando
sentimos que há outros que partilham a nossa dor.
RECUPERAÇÃO
A recuperação é pautada pela
aceitação da morte como algo que aconteceu e sobre o qual não temos poder de
alterar.
Implica encarar a vida tal como ela é
e seguir vivendo.
Não é uma altura de sorrisos ou
momentos felizes, é antes marcada pelo regresso da calma e paz.
Estas fases podem não se suceder e o
dono pode saltitar entre estes estados de alma.
Pode inclusive não experienciar todas
as etapas.
Momentos pontuais podem atirar o dono
em recuperação para uma destas fases novamente, tais como o aniversário do
animal de estimação ou outras mortes, por exemplo.
O processo de luto difere de
indivíduo para indivíduo, daí que a recuperação tenha de partir da própria
pessoa e não de forças externas.
RECORDAÇÕES
Seguir em frente não implica esquecer
o seu animal.
Por vezes, “arrumar as ideias” ajuda
a ultrapassar esta fase.
Pode fazer um álbum de fotografias
para guardar ou enterrar no jardim, numa espécie de funeral simbólico, já que a
maioria dos animais são cremados.
Com isso pode fazer um memorial ao
animal. Muitos donos optam por plantar árvores a quem atribuem o símbolo do
animal.
Para dar um tom mais positivo num
momento triste, pode doar algum dinheiro a instituições de recolha de animais,
apadrinhar um animal ou qualquer outra coisa que faça sentido para si.
Geralmente fazer algo de positivo
para a comunidade faz com que as pessoas se sintam melhor com elas próprias.
ULTRAPASSAR
O tempo é o melhor remédio e cura
tudo.
Se der tempo ao tempo, a dor sossega
e vai progressivamente recordando os bons momentos e não a morte.
Com tempo, os donos começam a rir
quando se lembram das traquinices dos animais, daquela vez em que ele roeu o
sapato, que o fez tropeçar na rua, etc.
NOVO ANIMAL
Os animais são insubstituíveis, mas
assim que chegar à fase de recuperação pode pensar em ter um novo animal
novamente.
Os animais fazem-nos rir e as suas
exigências obrigam-nos a não desistir. Mas não se precipite.
Toda a família deve querer um novo
membro e este não deve ser visto como substituto mas como um animal
independente!
É um infeliz engano pensar que
memoriais para animais de estimação sejam só para crianças.
Pelos mesmos motivos pelos quais
guardamos a memória de nossos parentes quando eles falecem, um memorial para o
seu animal de estimação é um passo importante no processo de luto.
Quer você o enterre ou guarde as suas
cinzas numa urna, reservar tempo para memorizar o seu amado animalzinho com a
família ou amigos ajudará a enfrentar a perda.
MANTENHA UM DIÁRIO
Muitas pessoas não se sentem à
vontade comunicando verbalmente suas emoções ou demonstrando-as para outros de
qualquer forma.
Mantenha um diário onde você possa
explorar e chegar a termos com seus sentimentos de luto, através da palavra
escrita.
Tente ver além do momento da morte.
Muitas pessoas, especialmente logo no
início do processo do luto, têm dificuldades em lembrar-se do seu companheiro
sem revisitar constantemente o momento da sua morte.
Embora você não deva negar a morte,
também deveria fazer um esforço para lembrar-se dos bons momentos – aqueles que
fizeram você sorrir, os momentos bobos e os de bagunça, também.
Lembre-se da alegria que você e seu
animal de estimação sentiam na presença um do outro.
AJUDANDO AS CRIANÇAS
Para as crianças, a perda de um
animal de estimação é muitas vezes o que lhes traz o primeiro sentimento de
perda permanente.
Todos nós sabemos que a experiência
não atenua a dor da perda, e também é verdade que as crianças terão alguns dos
mesmos sentimentos dos adultos.
Mas a perda é sentida diferentemente
por crianças menores; é muito provável que elas se sintam confusas ou com raiva
(dos pais, do veterinário ou de si mesmas).
É melhor, no entanto, não se apoiar
numa mentira bem-intencionada como “a Margarida fugiu de casa” ou “o Tigre foi
embora para viver numa fazenda”.
Estas explicações podem magoar e
confundir ainda mais o seu filho, enquanto a criança tenta descobrir se o
bichinho optou por abandoná-la ou foi forçado a ir embora.
Por fim, seu filho pode encher-se de
uma esperança não-realista, insistindo em que o seu amado bichinho voltará para
casa.
Embora vá ser difícil, você não deve
esconder o fato de que o seu bichinho morreu.
Ensine os seus filhos sobre esta
parte natural da vida.
A MORTE DO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO E AS
CRIANÇAS
Muitas pessoas não percebem como a
morte pode ser traumática e confusa para uma criança.
As crianças tendem a ficar enlutadas
por um período mais curto, mas a sua dor não é menos intensa.
Crianças também tendem a voltar ao
assunto com mais frequência, então é necessária muita paciência quando se lida
com uma criança enlutada.
Algumas dicas importantes para ajudar
uma criança nessa situação incluem:
1. Dar à criança permissão de lidar
com a sua dor.
- contar ao professor sobre a morte
do animal.
- encorajar a criança a falar
livremente sobre o animal.
- dar à criança muito carinho e
conforto.
- discutir a morte, o morrer e a dor
honestamente.
2. NUNCA dizer coisas como “Deus
levou o seu bichinho,” ou o animal “dormiu para sempre.”
- porque a criança pode temer que
Deus vá levá-la, aos seus pais ou aos seus irmãos.
- porque a criança pode ficar com
medo de ir dormir.
3. Inclua a criança em tudo o que se
passa.
4. Explique que a morte é permanente.
OS IDOSOS ENFRENTANDO A PERDA
Quando os idosos têm de lidar com o
luto, podem encontrar bem mais dificuldade.
Muitos idosos moram com seus
bichinhos de estimação, alguns com a consciência de que jamais poderão ter
outro bichinho, responsavelmente.
Um sentimento de solidão inescapável
pode seguir a perda do bichinho.
Juntamente com este sentimento, a
inevitabilidade da morte pode começar a pesar bastante sobre os idosos
propriamente ditos.
É vitalmente importante não se
entregar ao desespero; mais uma vez, você não está sozinho.
Ninguém, independentemente da idade,
pode jamais substituir um bichinho de estimação que se foi.
Lembre-se de todos os diversos
recursos disponíveis para você – de atendimentos telefônicos a grupos e fóruns online.
Você pode formar uma rede de amor e
apoio na família e entre os amigos; talvez você não possa esperar vir a ter
algum outro animal de estimação, mas é muito provável que estas pessoas tenham
também os seus – que precisarão de alguém que cuide deles, de tempos em tempos.
Você pode ser voluntário em ONGs de
proteção e defesa dos animais ou no CCZ da sua cidade.
No momento em que um capítulo da sua
vida se encerra, um novo capítulo se inicia, pleno de novas oportunidades para
compartilhar o seu amor pela família, amigos, animais e pela vida.
O luto é provavelmente a sensação
mais confusa, frustrante e emocional que uma pessoa pode sentir.
É ainda mais para os tutores de
animais. A sociedade em geral não dá a essas pessoas “permissão” para
demonstrar a sua dor abertamente.
Dessa forma, os tutores
frequentemente se sentem isolados e sozinhos.
Felizmente mais e mais recursos ficam
disponíveis para ajudar essas pessoas a perceber que elas NÃO estão sozinhas e
que o que elas sentem é completamente normal.
O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos dos
SITE GATO VERDE pelo artigo que iluminou este espaço de aprendizagem e
encontros Sagrados.
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reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital
Espiritual do Mundo.
NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da
net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens,
agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos
créditos. Grata, Esperança.
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