"Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível." Dom Inácio de Loyola
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
A ESCOLHA DO SENHOR
A ESCOLHA DO SENHOR
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Conta-se que alguns apóstolos do bem
tanto se ergueram na virtude que, pela extrema sublimação de suas almas,
conseguiram atingir o limiar do Santuário Resplandecente do Cristo.
Voltariam ao mundo no prosseguimento
da obra de amor em que se entrosavam, no entanto, convocados pelos poderes
angélicos, poderiam excursionar felizes pelas vizinhanças do Lar Divino.
Bem-aventurados pela glória e pela bondade, constituíam provisoriamente no Céu toda uma assembléia de beleza e sabedoria.
Bem-aventurados pela glória e pela bondade, constituíam provisoriamente no Céu toda uma assembléia de beleza e sabedoria.
Missionários ocidentais ostentavam
dalmáticas imponentes, lembrando as instituições religiosas a que haviam
pertencido, enquanto que os santos do Oriente exibiam túnicas liriais.
Veneráveis sacerdotes das igrejas católicas e protestantes confundiam-se com
patriarcas judeus e budistas. Admiráveis seguidores de Confúcio e insignes
devotos de Maomé entendiam-se uns com os outros.
Muito acima das interpretações humanas, tendentes à discórdia, alcançavam, enfim, a suprema união na esfera dos princípios.
Muito acima das interpretações humanas, tendentes à discórdia, alcançavam, enfim, a suprema união na esfera dos princípios.
Exornava-se cada um com a mensagem
simbólica dos templos que haviam representado. Anéis, cruzes, báculos,
auréolas, colares, medalhas e outras insígnias preciosas destacavam-se do linho
e da púrpura, da seda e do ouro, faiscando ao sol em que se banhavam.
Entretanto, um deles destoava do
brilhante conjunto. Era um antigo servidor do deserto que não se filiara a
igreja alguma. Ibraim Al-Mandeb fora apenas devotado irmão dos infelizes que
vagueavam nas planícies arenosas da Arábia.
Não possuía qualquer sinal que o recomendasse ao respeito e à consideração. Trazia os pés descalços, em chaga e pó. Na veste rota, mostrava as manchas sanguinolentas das crianças feridas que havia aconchegado de encontro ao peito. As mãos magras e hirsutas pareciam forradas em couro de camelo, tão calejadas se achavam no rude trabalho de assistência aos viajantes perdidos. Os cabelos grisalhos e imundos falavam de longas peregrinações sob a tempestade, e o rosto enrugado e rijo era a pesada moldura de dois olhos belos e lúcidos, mas encovados e tristes, guardando pavorosas visões das dores alheias que ele havia socorrido, abnegado e atento.
Isolado no festim, o ancião notou que dois anjos examinavam a assembléia, fazendo anotações num pergaminho celestial.
Depois de analisarem todos os
circunstantes, um por um, abeiraram-se dele, estranhando-lhe a desagradável
presença.
- Amigo - interrogou um dos emissários
-, a que igreja pertenceste na Terra?
- Para que a pergunta? - inquiriu o
forasteiro com humildade.
- O Senhor deseja entender-se com um
dos visitantes do Lar Divino e estamos relacionando, por ordem, os nomes
daqueles que mais profundamente o amaram no mundo.
- Não se preocupem então comigo! -
clamou o anônimo beduino. - Nunca pude consagrar-me ao culto do Senhor e
sinceramente ignoro porque razão fui guindado até aqui, quando não posso ter
lugar entre os eleitos da fé.
- Que fizeste entre os homens?
- Que o Senhor me perdoe à ingratidão
e a dureza - suspirou o velhinho -, mas o sofrimento de meus irmãos não me deu
oportunidade de pensar nele. . . Nunca pude refletir na sublimidade do Paraíso,
porque o deserto estava cheio de aflição e lágrimas!...
Vendo que o estranho peregrino prorrompera
em pranto, o anjo que se mantivera silencioso opinou, compreensivo:
- Em verdade, não podemos situar-te na
relação dos que amaram o Benfeitor Eterno, mas colocaremos teu nome no
pergaminho, como alguém que amou imensamente os semelhantes.
O ancião, mergulhando a cabeça nas mãos ossudas, soluçou reconhecido, enquanto os companheiros presentes comentavam o estranho procedimento daquele que fizera bem sem se lembrar sequer da existência de Deus.
Contudo, depois de longos minutos de
expectação, vasto grupo de mensageiros divinos penetrou o átrio engalanado de
flores, em cânticos de júbilo, trazendo larga faixa com um nome grafado em
caracteres de luz.
Era o nome do velho Ibraim Al-Mandeb.
Pretendia o Senhor conversar com ele.
Pelo Espírito Irmão X, Do Livro:
Contos e Apólogos, Médium: Francisco
Cândido Xavier.
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Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.
NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.
sábado, 9 de agosto de 2014
NÃO ESTRAGUE O SEU DIA
NÃO ESTRAGUE O SEU DIA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Não estrague
o seu dia.
A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua
própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama
de simpatia por você.
Não estrague o seu dia...
Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.
A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua
própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama
de simpatia por você.
Não estrague o seu dia...
Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.
Chico Xavier/Espírito André Luiz
O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO
agradece os irmãos do SITE MENSAGEM ESPIRITA pela mensagem que iluminou este
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
QUANDO ELE CHEGOU
QUANDO ELE CHEGOU...
DIVALDO PEREIRA FRANCO
Aqueles eram dias tormentosos a estes semelhantes.
O monstro da guerra devorava as
nações, que se transformavam em amontoados de cadáveres e pasto de devastação,
enquanto a loucura do poder temporal escravizava as vidas nas malhas fortes da
sua dominação impiedosa.
O ser humano valia menos do que uma animália, como ocorre hoje quando o denominam como excluído, tombando na exaustão da miséria.
Os vencedores alucinados exultavam nos
cárceres internos que os enlouqueciam quando passeavam a sua hediondez nos
carros do triunfo aureolados de folhas de mirto ou de loureiro.
O medo aparvalhava os já infelizes
atirados ao deserto dos sentimentos indiferentes daqueles que os devoravam como
abutres.
A esperança vivia asfixiada no desprezo, sem oportunidade de expandir-se nos países submetidos.
Nada obstante, reinava um fio de expectativa em a noite de dores inenarráveis.
As agonias extremas abateram-se sobre Israel por longos séculos de horror e desespero.
Mas o fio de esperança era a expectativa da chegada do Messias, vingador e poderoso, como os algozes de então, anunciado pelos profetas antigos e descrito por Isaías, há quase setecentos anos...
Ele seria poderoso e arrancaria o jugo hediondo de sobre o seu povo, concedendo-lhe benesses e glórias.
Enquanto isso, predominava a opressão dos que tombaram sob as legiões voluptuosas do Império Romano desde a vitória de Pompeu e todos os males que dela advieram...
Um estrangeiro execrando, mais cruel
do que o romano, dominava o país ultrajado e vergado pela vergonha do asmoneu
insano, que beijava as mãos de César, adornava-as de ouro e púrpura arrancados
do suor e do sangue do povo que submetia.
Os impostos roubavam o alento e o parco pão dos desvalidos, enquanto o desconforto cantava em toda parte a litania da miséria e da servidão.
Aumentava a mole dos desventurados que
abarrotavam as cidades enquanto os campos ficavam ao abandono.
Tudo era escasso, especialmente o amor
que fugira envergonhado dos corações, enquanto a compaixão e a misericórdia
ocultaram-se dos espoliados e indigentes.
A ingênua alegria das massas fugira dos seus corações que passaram a homiziar o ressentimento e o crime, a degradação e as paixões vis, a serviço das intrigas intérminas e das lutas vergonhosas.
Os potentados, especialmente os fariseus, os saduceus e os cobradores de impostos, todos odiados também, detestavam-se uns aos outros, enquanto eram, por sua vez, desprezados...
A vil política de Jerusalém estendera-se por todo o território israelense e ninguém escapava à sua inclemente perseguição.
A própria Natureza, naqueles dias,
sofria inclemência dos dias quentes e das noites mornas, sem a suave brisa
cantante que carreava o perfume das rosas e das flores silvestres.
A fria Judeia era amada em razão do
seu fabuloso Templo, ornado de ouro e de gemas preciosas, mas também odiada
pela governança insensível que lhe aumentara o poder.
Os chacais que a administravam espoliavam a ignorância e as superstições do povo humilhado que ali buscava consolação.
Ele crescera no deserto e robustecera
o caráter na aridez e ardência da região sem vida e sem beleza.
Mergulhara o pensamento no abismo das reflexões, por anos a fio, buscando entender o objetivo primordial da existência, Deus e Sua justiça, diferente de tudo aquilo que havia ouvido dos sacerdotes indignos.
Mergulhara o pensamento no abismo das reflexões, por anos a fio, buscando entender o objetivo primordial da existência, Deus e Sua justiça, diferente de tudo aquilo que havia ouvido dos sacerdotes indignos.
As noites estreladas e frias
refrescaram-lhe a alma que ardia em febre de expectativas pela chegada do Rei
libertador de consciências e de sentimentos.
Ele sabia, sem saber como, que fora designado, mesmo antes do berço, de anunciar o Messias e, por essa razão, no momento próprio transferiu-se para o vau da Casa da Passagem, no rio Jordão, a fim de anunciá-lO.
A sua era uma voz tonitruante e o seu
um aspecto chocante, mesmo para os padrões daqueles dias especiais. Os seus
olhos brilhavam como lanternas acesas quando ele falava sobre o Ungido de Deus.
Afirmava que Ele já se encontrava entre todos e seguia desconhecido. Também asseverava que Ele viria fazer justiça, punir os réprobos morais, submeter os insubmissos, vingar-se do abandono a que fora relegado pelos tempos longos.
As multidões que se reuniam na praia
fresca do rio fascinavam-se por temor, por necessidade de um Salvador.
Elucidava que Ele era tão grande, o Triunfador a quem servia, que não era digno sequer de amarrar os cordéis das Suas sandálias.
E batizava, lavando simbolicamente as
misérias do homem comprometido, a fim de que ressurgisse o novo ser aureolado de
bênçãos.
Não conhecia ainda o Messias, mas adivinhava-O.
Inesperadamente, em formosa manhã, no
meio da multidão Ele surgiu, aproximou-se, e os seus olhos detiveram-se uns nos
outros, então ele exclamou, tomado de lágrimas e sorriso: - Este é o Cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo!
Como Ele era belo e manso, suave e
meigo, discreto e amoroso!
Aquele Homem-sol curvou-se diante dele e disse-lhe: - Cumpre as profecias...
Estranho temor tomou-lhe todo o corpo
austero e pensou como seria possível ao servo permanecer ereto enquanto o Rei
se dobrava com sublime humildade.
Era seu primo e não O conhecia, era
seu mentor e ele O serviria...
A partir daquele momento inolvidável,
o seu verbo amaciou, a sua voz passou a cantar, a sua vida se modificou.
Antes de morrer, inquieto e
expectante, enviou-Lhe dois discípulos, a fim de que tivesse a confirmação de
ser Ele o Messias.
Desejava retornar à pátria em paz e
segurança.
Na terrível noite da fortaleza de
Macaeros ou Maqueronte, na Pereia, após o longo cativeiro de meses, a sua voz
foi silenciada pela espada do sicário Herodes Antipas, por solicitação de
Salomé, filha da sua mulher ambiciosa e atormentada...
Na madrugada espiritual que passou a vestir Israel de luz,o canto de amor começou a ecoar desde as praias do mar da Galileia até a tórrida Judeia, dos contrafortes dos montes Galaad, da cadeia de Golan até a longínqua região do Aravá, o vale que se estende além do Mar Morto, por toda parte.
As multidões que acorriam para vê-lO,
para ouvi-lO, eram mais ou menos iguais às de hoje, ansiosas e sofredoras,
inebriando-se com a melodia rica de beleza, de suavidade, de esperança.
As ráfagas ora brandas da alegria penetravam os casebres e os bordéis, as sinagogas e as ruas, diminuindo a aspereza do sofrimento.
As ráfagas ora brandas da alegria penetravam os casebres e os bordéis, as sinagogas e as ruas, diminuindo a aspereza do sofrimento.
Os corpos em decomposição refaziam-se ao delicado toque das Suas mãos, enquanto os olhos apagados recuperavam a clara luz da visão, os ouvidos moucos se abriam aos sons e a Natureza explodia em festa de perfume e de estesia.
Por onde Jesus passava nada permanecia
como antes.
O Messias do amor chegara sem
exércitos, sem clarins anunciadores, sem forças de impiedade e, por isso, não
foi bem recebido pela ímpia Judeia, pelos iludidos do mentiroso poder temporal.
Seu incomparável canto ainda prossegue, há dois mil anos incessantes, convidando com invulgar ternura: - Vinde a mim e eu vos consolarei...
Seu incomparável canto ainda prossegue, há dois mil anos incessantes, convidando com invulgar ternura: - Vinde a mim e eu vos consolarei...
Incompreendido ainda hoje, submetido
às nefárias paixões dos séculos, imposto a ferro e a fogo no passado, deixado
ao abandono, jamais se apagou da memória da Humanidade que sempre O tem
necessitado.
E hoje, como naqueles dias de turbulências e de incompreensões, de poder mentiroso e arrogância doentia, a Sua música prossegue e é ouvida somente por aqueles que silenciam o tormento, deleitando-se com o Seu convite e declaração graves: -É leve o meu fardo e suave o meu jugo.
Vinde!
Ele veio como uma primavera de bênçãos para sempre e aguarda!
Ele veio como uma primavera de bênçãos para sempre e aguarda!
Pelo Espírito Amélia Rodrigues,
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica de 31 de julho de
2013, no Centro Espírita Caminho da Redenção,em Salvador, Bahia. Do site:
http://divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=347
http://divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=347
O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO
agradece o irmão e médium DIVALDO PEREIRA FRANCO pelo artigo que iluminou este
espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
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NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
MEU PAI, MEU HERÓI
MEU PAI, MEU HERÓI
Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o
que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na
jornada.
Um dia, quando você me ergueu nos braços, elevando-me
acima da sua cabeça, descobri que você queria que eu percebesse o mundo de um
ponto de vista muito abrangente.
Quando comecei a ensaiar meus primeiros passos, com a musculatura das pernas ainda frágil, você me sustentou segurando-me a mão, e entendi que você não desejava me carregar no colo para sempre: queria que eu andasse com as próprias pernas.
Quando entrei em casa pela primeira vez, ofegante, me
queixando dos amigos, você disse para eu me acertar com eles, e compreendi que deveria
assumir a responsabilidade pelos meus próprios atos.
Quando trouxe para casa minha primeira lição e você
se sentou ao meu lado, orientando-me, mas não fez a lição para mim, entendi que
você desejava que o aprendizado fosse uma conquista minha.
No dia em que alguns objetos alheios foram parar em minha mochila escolar, você, sem me ofender, me pediu para devolver ao legítimo dono, e compreendi que você queria fazer de mim uma pessoa honesta.
Quando, um dia, meus amigos saíram da sala e tracei
alguns comentários maldosos sobre eles, e você me disse que não devemos falar
mal das pessoas ausentes, aprendi as lições da sinceridade e do respeito.
Nos momentos difíceis, você estava sempre ao meu lado
para me apoiar, e nas horas alegres não me faltou o seu abraço para
compartilhar.
Quando fraquejei diante do primeiro embate da vida,
você me falou de coragem...
Quando chorei as lágrimas provocadas pelo primeiro
sofrimento, você me falou de resignação...
Quando desejei fugir dos compromissos que se
apresentavam, você me falou de responsabilidade...
Quando pensei em mentir para um amigo, você me falou de fidelidade...
Quando senti em minha alma os açoites dos primeiros
vendavais, você me falou de flexibilidade, e aprendi a me dobrar para não
quebrar, como o pequeno ramo verde faz diante dos golpes do vento.
Quando você pressentiu em meu olhar a insinuação da vingança, me falou do perdão...
Quando desejei salvar o mundo, nos ardentes dias da
juventude, você me ensinou a moderação e o bom senso.
Quando quis me submeter aos modismos do grupo, você
me falou de liberdade.
Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo...
Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo...
Assim, meu pai, desejo dizer que você sempre foi meu
herói, meu amigo, meu grande mestre, meu companheiro de caminhada...
Você foi firme, quando era de firmeza que eu precisava...
Você foi terno, quando era de ternura que eu
necessitava... Você foi lúcido, quando era de lucidez que eu precisava...
Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o
que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na
jornada...
Hoje, bem, hoje eu sei claramente o que estou fazendo aqui, porque você, meu pai, fez mais que apenas me orientar, você caminhou ao meu lado muitas vezes, me seguiu de perto outras tantas, e andou à minha frente muitas outras, deixando rastros de luz, como diretrizes seguras que eu pudesse seguir.
Hoje eu sei muito bem o papel que me cabe na construção de um mundo melhor, porque isso eu aprendi com você, meu grande e admirado amigo...
E quando eu vejo tantos jovens perdidos, sem rumo e
sem esperança, vagando entre a violência e a morte, eu peço a Deus por eles,
porque é bem possível que não tenham tido a felicidade de ter um pai como
você...
E peço a Deus por você, papai, meu grande amigo.
Redação do Momento Espírita.
Imagem.: Do próprio Site
Fonte.: Site Mensagem Espírita: http://www.mensagemespirita.com.br
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014
CALMA PARA O ÊXITO
TÍTULO.: CALMA
PARA O ÊXITO
PELO MÉDIUM.: DIVALDO
PEREIRA FRANCO
DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE
ÂNGELIS.
ALVORADA.
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
FÍSICA QUÂNTICA EXPLICA VIDA APÓS A MORTE
Renomado professor de física da Universidade de Oregon, pesquisador do Institute of Noetic Sciences, assíduo visitante do Brasil, o indiano Amit Goswami mostra por que a reencarnação é um fenômeno que merece ser investigado pela ciência.
Por Amit Goswami - No fim do século 19, os teosofistas, sob a liderança de
Madame Helena Blavatsky, redescobriram para o Ocidente algumas antigas verdades
orientais. A verdade da ontologia perene – de que a consciência é a base de
todo o ser – era clara para eles. Eles reconheciam também dois princípios
cosmológicos. Um é o princípio da repetição para o cosmo inteiro – a ideia de
que o universo se expande a partir de um big-bang, depois se retrai num
big-crunch e em seguida se expande outra vez, esticando e encolhendo de modo
cíclico. O segundo princípio era a ideia de reencarnação – a ideia de que
existe uma outra vida antes desta e haverá outra depois da morte; nós já
estivemos aqui antes e vamos renascer muitas outras vezes.
Para a mentalidade moderna, a reencarnação parece um tanto absurda. Sob
implacável pressão da ciência materialista, nós nos identificamos quase
totalmente com o corpo físico, de modo que a ideia de que uma parte de nós
sobrevive à morte do corpo físico é difícil de engolir. Ainda mais difícil é
imaginar um renascimento dessa parte num novo corpo físico. A imagem de uma
alma deixando o corpo que morre e entrando num feto prestes a nascer parece
particularmente incômoda, porque pressupõe uma alma existindo independentemente
do corpo. E nós tentamos com tanto afinco erradicar o dualismo de nossa visão
de mundo!
Mas
o nosso monismo (1) não precisa ser um monismo fundamentado na matéria. Se, em
vez da matéria, a consciência for a base de todo o ser, a primeira dificuldade
– aceitar que uma parte de nós sobrevive à morte – é consideravelmente
mitigada, pois pelo menos a consciência sobrevive à morte do corpo físico.
Além disso, quando aprendemos que a nova ciência precisa incluir os corpos vital e mental e o intelecto para captar o sentido do que acontece no nível material da realidade, e que o corpo físico é uma espécie de computador (quântico) no qual as funções vitais e mentais estão programadas num software fácil de usar, até mesmo a aceitação da ideia de algo como uma alma se torna fácil. Não, isso não requer dualismo. Nenhum de nossos corpos – o físico, o vital, o mental ou o intelecto – é uma substância sólida, ao estilo newtoniano clássico; eles são, em vez disso, possibilidades quânticas na consciência. A consciência simultaneamente provoca colapsos de possibilidades paralelas desses mundos para compor sua própria experiência de cada momento.
Dos quatro corpos, apenas o corpo físico é localizado, estrutural e também materialmente; é por essa razão que é chamado de corpo grosseiro. Nossos corpos vital e mental são inteiramente funcionais, criados por condicionamento. Nós desenvolvemos propensões a determinadas confluências de funções vitais e mentais no processo de formação das representações no físico. Esses padrões de hábito se constituem de memória quântica – o condicionamento das probabilidades quânticas associadas às funções matemáticas de onda quântica desses corpos. É uma boa descrição científica de uma parte de nós que sobreviveria à morte: o corpo sutil – o conglomerado dos corpos vital, mental e temático–, no qual a memória das propensões passadas (que os hindus denominam carma) é transportada pela matemática quântica modificada dos corpos vital e mental. Podemos chamar esse conglomerado de mônada quântica. (Além dos corpos grosseiro e sutil, existe um terceiro, o corpo causal, constituído do corpo de beatitude do modelo panchakosha, o qual, é claro, sobrevive à morte, porque é a base do ser. Para onde mais ele iria?)
Com isso, a reencarnação é elevada à categoria de fenômeno merecedor de investigação científica, pois a melhor prova científica da existência do corpo sutil, com seus componentes vital e mental, seria um indício de sua sobrevivência e reencarnação. (2)
A mônada quântica sobrevivente, de acordo com o nosso modelo, conserva a
memória quântica dos padrões de hábito e das propensões das vidas passadas. E
existem amplos dados em apoio à ideia de que as propensões sem dúvida
sobrevivem e reencarnam. No entanto, todas as narrativas que acumulamos durante
a nossa existência, toda a nossa história pessoal, morrem, de modo geral, com o
corpo físico, com o cérebro; essas histórias não são transportadas pelas
mônadas quânticas. Mesmo assim, existem dados que mostram que algumas pessoas,
especialmente crianças, são capazes de lembrar-se de histórias de vidas
passadas, frequentemente com um nível de detalhe surpreendente. Qual é a
explicação para essa memória reencarnacional? A não-localidade quântica através
do tempo e do espaço esclareceria isso.
Acredito que todas as reencarnações de uma dada mônada quântica são conectadas
não-localmente através do tempo e do espaço, correlacionadas em virtude de uma
intenção consciente. Pouco antes do momento da morte, quando entramos num
estado que os budistas tibetanos denominam bardo (transição), nossa
identidade-ego cede consideravelmente; e, quando mergulhamos no eu quântico,
tomamos conhecimento de uma janela não-local de recordações – passadas,
presentes e futuras. Quando agonizamos, somos capazes de travar uma relação
não-local com a nossa próxima encarnação, ainda sendo gestada, de modo que
todas as histórias que recordamos se tornam parte das histórias dessa
encarnação, agregando-se a suas recordações de infância. Essas recordações
podem ser evocadas, mais tarde, sob hipnose. E, em alguns casos, as crianças
conseguem evocar espontaneamente essas histórias de suas vidas passadas.
Como a mônada quântica sabe onde deve renascer? Se as diferentes encarnações
físicas são correlacionadas pela não-localidade quântica e pela intenção
consciente, seria a nossa intenção (no momento da morte, por exemplo) que
transporta a nossa mônada quântica de um corpo encarnado para outro.
Indícios de sobrevivência e reencarnação
Existem
três tipos de indícios em favor da teoria da sobrevivência e reencarnação do
corpo sutil:
• Experiências relativas ao estado alterado de consciência no momento da morte
• Dados sobre reencarnação
•
Dados sobre seres desencarnados• Dados sobre reencarnação
Uma espécie de indício vem do limiar da morte, a experiência de morte. As
experiências de visões comunicadas psiquicamente a parentes e amigos por
pessoas à beira da morte vêm sendo registradas desde 1889, quando Henry
Sidgwick e seus colaboradores iniciaram cinco anos de compilação de um Censo
das Alucinações, sob os auspícios da British Society for Psychical Research.
Sidgwick descobriu que um número significativo das alucinações relatadas
envolvia pessoas que estavam morrendo a uma distância considerável do indivíduo
que alucinava, e ocorria num prazo de 12 horas da morte.
Mais conhecidas, evidentemente, são as experiências de quase-morte (EQMs), nas
quais o indivíduo sobrevive e se recorda de sua experiência. Nas EQMs, nós
encontramos uma confirmação de algumas das crenças religiosas de diversas
culturas; quem teve a experiência frequentemente descreve uma passagem por um
túnel que leva a um outro mundo, guiada, muitas vezes, por uma conhecida figura
espiritual da tradição da pessoa ou por um parente morto.
Tanto nas visões no leito de morte quanto nas experiências de quase-morte, o
indivíduo parece transcender a situação de morrer, que, afinal, é
frequentemente dolorosa e desconcertante. O indivíduo parece experimentar um
domínio de consciência “feliz”, diferente do domínio físico da experiência comum.
A felicidade ou a paz comunicadas telepaticamente nas visões no leito de morte sugerem que a experiência da morte é um profundo encontro com a consciência não-local e com seus diversos arquétipos. Na comunicação telepática de uma experiência alucinatória, a identificação com o corpo que está padecendo e morrendo ainda é claramente muito forte. Mas a subsequente libertação dessa identificação permite uma comunicação integral da felicidade da consciência do eu quântico, que está além da identidade-ego.
Que
as experiências de quase-morte são encontros com a consciência não-local e seus
arquétipos é algo confirmado por dados diretos. Uma nova dimensão da pesquisa
sobre a EQM demonstra que uma EQM pode levar a uma profunda transformação no
modo de vida do sobrevivente da experiência. Muitos deles, por exemplo, deixam
de sentir o medo da morte que assombra a maior parte da humanidade.
Qual é a explicação para a imagética específica descrita pelos que passaram pela EQM? As imagens vistas – personagens espirituais, parentes próximos como os pais ou os irmãos – são claramente arquetípicas. Podemos aprender alguma coisa comparando as experiências dos indivíduos com sonhos, uma vez que o estado que eles experimentam é semelhante ao estado onírico: sua identificação com o corpo se reduz e o ego deixa de ficar monitorando e controlando.
Os
indícios em favor da memória reencarnacional são obtidos principalmente a
partir dos relatos de crianças que se lembram de suas vidas passadas com
detalhes passíveis de comprovação. O psiquiatra Ian Stevenson acumulou uma base
de dados de cerca de duas mil recordações reencarnacionais comprovadas. Em
alguns casos, ele chegou a levar as crianças aos lugares das vidas passadas de
que se lembravam para comprovar suas histórias. Mesmo sem jamais terem estado
nesses lugares, as crianças os reconheciam e conseguiam identificar as casas em
que tinham vivido. Às vezes reconheciam até mesmo membros de suas famílias
anteriores. Em um caso, a criança lembrou-se de onde havia algum dinheiro
escondido, e, de fato, encontrou-se dinheiro ali. Os detalhes sobre esses dados
podem ser encontrados nos livros e artigos de Stevenson. Um dos modos de se
comprovar nosso modelo atual – de que a memorização reencarnacional ocorre numa
idade muito precoce, por meio de uma comunicação não-local com o eu à beira da
morte da vida anterior – seria verificar se os adultos são capazes de se
lembrar de experiências de vidas passadas, quando submetidos à regressão à infância.
Dados sobre entidades desencarnadas
Até
aqui, falamos sobre dados que envolvem experiências de pessoas na realidade
manifesta. Mas existem outros dados, muito controversos, a respeito da
sobrevivência depois da morte nos quais uma pessoa viva (normalmente um médium
ou canalizador em estado de transe) alega se comunicar com uma pessoa, e falar
por ela, que já morreu há algum tempo e aparentemente habita um domínio além do
tempo e do espaço. Isso sugere não apenas a sobrevivência da consciência depois
da morte como também a existência de uma mônada quântica sem corpo físico.
Como um médium se comunica com uma mônada quântica desencarnada? A consciência não é capaz de provocar o colapso de ondas de possibilidade numa mônada quântica isolada, mas, se a mônada quântica desencarnada entrar em correlação com um ser material vivo (o médium), o colapso pode ocorrer. Os canalizadores são as pessoas que possuem um talento especial e disposição para atuar nessa qualidade.
O
fenômeno da escrita automática também pode ser explicado em termos de
canalização. As ideias criativas e as verdades espirituais estão disponíveis
para todos, mas o acesso a elas requer uma mente preparada. Como o profeta
Maomé foi capaz de escrever o Corão, mesmo sendo praticamente analfabeto? O
arcanjo Gabriel – uma mônada quântica – emprestou a Maomé, por assim dizer, uma
mente. A experiência também transformou Maomé.
ANJOS E DEVAS
Em
todas as culturas existem concepções de seres correspondentes ao que, no cristianismo,
se denomina anjos. Os devas são os anjos do hinduísmo. Em geral, os anjos, ou
devas, pertencem ao reino transcendente e arquetípico do corpo temático, o que
Platão chamava de reino das ideias, e são desprovidos de forma. São os
contextos aos quais nós damos forma em nossos atos criativos. Mas, na
literatura, e mesmo nos tempos modernos, também existem anjos percebidos pelas
pessoas como auxiliadores (como Gabriel, que auxiliou Maomé). Na linguagem de
nosso modelo, esse tipo de anjo poderia ser uma mônada quântica desencarnada
cuja participação no ciclo de nascimento e renascimento já terminou.
Notas
(1) De acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, o monismo é uma “concepção que remonta ao eleatismo grego (antigo sistema filosófico da escola de Eleia, que só admitia duas espécies de conhecimentos: os que provêm dos sentidos e são apenas ilusão, e os que provêm do raciocínio e são os únicos verdadeiros) segundo a qual a realidade é constituída por um princípio único, um fundamento elementar, sendo os múltiplos seres redutíveis em última instância a essa unidade”. (N. da R.)
(2) Saliente-se que F. A. Wolf (1996) elaborou um modelo de sobrevivência depois da morte dentro do próprio paradigma materialista. Em sua teoria, no entanto, há várias hipóteses que talvez não sejam viáveis; seu modelo de sobrevivência, por exemplo, é válido somente se o universo vier a terminar num big-crunch.
Serviço
Este artigo é um excerto do capítulo “A Ciência e o Espírito da Reencarnação” do livro “A janela visionária – Um guia para a iluminação por um físico quântico”, de Amit Goswami, publicado no Brasil pela Editora Cultrix.
Este artigo é um excerto do capítulo “A Ciência e o Espírito da Reencarnação” do livro “A janela visionária – Um guia para a iluminação por um físico quântico”, de Amit Goswami, publicado no Brasil pela Editora Cultrix.
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Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.
NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
SAÚDE E ANATOMIA DO CORPO ESPIRITUAL
por.: Dr. Ricardo Di Bernardi (É Médico Homeopata Geral,
Pediatra, Presidente da Associação Médico-Espírita de Santa Catarina,
Articulista Espírita, Palestrante e Autor de diversos livros. Natural de
Florianópolis SC, o médico homeopata e pediatra Ricardo Di Bernardo foi um dos
fundadores do MEUC – Movimento Espírita Universitário, do ICEF – Instituto de
Cultura Espirita de Florianópolis e da AME SC – Associação Médico-Espirita de
Santa Catarina. Tem elaborado inúmeros workshops, participando como palestrante
em jornadas e congressos espiritas em diversos países. Desenvolveu interessante
pesquisa sobre fotos Kirlian com estudo da movimentação da aura pelo passe
magnético. Em 1993 lançou seu primeiro livro “Gestação Sublime Intercâmbio”
tendo alcançado expressivo sucesso tanto no Brasil como na Europa. É autor
também de “Dos Faraós à Física Quântica”, “Reencarnação em Xeque”, “Navegando
nos Mares da Imprensa”, “Reencarnação – Amor e Sabedoria (Voo Livre)”,
“Reencarnação e Evolução das Espécies, “Flávia, Sonhos e Regressão” Seus
estudos podem ser acompanhados pelo Site: www.incefaovivo.com.br,
email: Ricardo.di.bernardo@terra.com.br)
O
HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos do SITE PORTAL
DO ESPÍRITO E O DR. RICARDO DEI BERNARDI pelo artigo que iluminou
este espaço de aprendizagem e encontros sagrados.
O
HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, obteve do
próprio autor autorização para publicação de seus artigos.
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