sábado, 13 de agosto de 2011

Enfermidades da Alma


Sendo o cérebro humano um conjunto de equipamentos muito delicados para os ministérios que lhe dizem respeito, prossegue profundamente ignorado na sua essencialidade embora as notáveis conquistas alcançadas pelos estudiosos especializados.

A começar pelas recuadas doutrinas dos humores, de Galeno, até as demonstrações de Gal com a frenologia, e mesmo através dos avançados conhecimentos dos neurônios e suas funções, assim como das admiráveis identificações das finalidades dos seus hemisférios esquerdo e direito, um largo pélago já foi conquistado.

Apesar disso, uma infinidade de funções ainda permanece por ser mapeada e estabelecidas as suas relações com a vida pensante, comportamental, emocional e orgânica dos seres humanos.

No que diz respeito à saúde, a sua ação é decisória na criatura, em razão de ser o decodificador do pensamento e direcionador dessa onda extraordinária, que é portadora de energia pouco conhecida, mas definidora de rumos na existência corporal.

Acionado pelo Espírito que lhe exerce o controle, e que lentamente se vem assenhoreando de todos os recursos que lhe são inerentes, dele dimanam os complexos mecanismos que predispõem ao equilíbrio do individuo ou às várias disfunções que o perturbam, refletindo-se como enfermidades do mais variado teor.

Isto porque, através do perispírito que lhe transmite as necessidades da evolução, face às impressões que mantém gravadas nas suas tênues tecelagens vibratórias, sob a diretriz do Espírito reflete as ondas mentais equivalentes, que se transformam em pensamentos saudáveis ou enfermiços.

Centro de comando de toda a organização somática, o cérebro processa os fenômenos degenerativos assim como as resistências que enfrentam a vida bacteriológica através do sistema imunológico, assimilando ou eliminando os fatores cármicos que procedem dos atos anteriores do ser nas suas reencarnações passadas.

Em razão disso, abre espaço para os tormentos da consciência de culpa, que se lhe insculpe em forma de auto-obsessão, revivendo acontecimentos danosos ou congelantes de vivências anteriores, de que se não pôde o Espírito libertar. Outras vezes, é receptor fácil de ondas-pensamento sonorizadas que o agridem, direcionadas por adversários vigorosos de ambos os planos da vida ou afetos desastrados que transformam a paixão da sensualidade em apelos doentios que terminam por afetar aquele a quem são dirigidos, não possua esse a harmonia interior ou os hábitos saudáveis da oração como dos pensamentos superiores, que o impermeabilizam em relação às contínuas emissões.

Simultaneamente, os estados depressivos que proporcionam pensamentos pessimistas e nefastos, contribuem largamente para o agravamento do transtorno neurótico, como também abrem brechas para a instalação de obsessões danosas, quando não de fenômenos que deterioram a máquina celular, propiciando a instalação de doenças variadas.

Mantendo-se por muito tempo em incubação no organismo, os vírus permanecem inativos até que o seu hospedeiro emita ondas vibratórias que lhes vitalizam a organização, favorecendo-lhes a multiplicação devastadora, quase sem limite.

No caso, por exemplo, do HIV – o vírus da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida – que se inoculou no organismo humano através da promiscuidade sexual e hoje constitui ameaça grave à sociedade, em razão de poder ser adquirido mediante transfusões de sangue contaminado, do orgasmo, das picadas em rodas de drogas injetáveis com agulhas infectadas, a mente da vítima exerce um papel preponderante no seu desenvolvimento e destruição. Nesse campo, de forma preponderante, funcionam negativamente os sentimentos de culpa, de cólera, de desamor e de rebeldia que oferecem vitalidade ao vírus diruptivo, que investe contra o sistema de defesas e faculta a instalação das doenças parasitas que ceifam a vida física das vítimas que lhe tombam inermes.

mesmo ocorre com vários tipos de neoplasias malignas, em razão da existência de uma consciência embrionária na célula, que é ativada pela consciência espiritual do ser. Quando o individuo se torna portador de câncer e a sua conduta mental se altera para pior, em razão dos pensamentos perturbadores e tóxicos, é compreensível que as resistências do psiquismo celular sofram decorrada, facilitando a ampliação do campo degenerativo e, por conseqüência, a instalação de metástases irreversíveis.

Essas ocorrências têm lugar em todos os processos degenerativos do organismo – sejam por contaminação, por traumatismos, por problemas genéticos – e no pensamento se encontram os fatores que podem propiciar a recuperação, pelo menos parcial – quando se tratar de efeito contundente de ações dolosas do passado – ou mesmo recuperação total – mediante a instalação da saúde.

Jesus sempre recomendava àqueles a quem curava que se cuidassem, evitando pecar, atentar contra o equilíbrio das leis, a fim de que não lhes acontecesse algo pior. Isso porque, a conduta malsã induz o pensamento ao vicio do cultivo de idéias perturbadoras que passam a gravitar em torno de quem as emite, contribuindo-lhe para o desequilíbrio físico, psíquico e emocional.

As doenças, sejam quais forem, são estados anômalos do Espírito, que os exterioriza no corpo como ocorrência depuradora que se lhe faz necessária, a fim de equilibrar-se ante a Vida Estuante da qual procede e em que se encontra.

Certamente, talvez sem reconhecer essa realidade do ser preexistente ao berço e sobrevivente ao túmulo, a Organização Mundial da Saúde, define que o bem-estar físico, mental e social é um estado saudável.

Nem sempre a ausência de enfermidade pode significar saúde, porquanto, instalada no Espírito em débito, lentamente viaja na direção do corpo em que se revelará, e ao ser identificada pelas sensações de dor que provoca, assim como em razão de outros distúrbios que produz, o individuo já era enfermo sem o saber. Enquanto, todavia, mantenha o bem-estar físico, mental e o trânsito social harmônico, poderá considerar-se pessoa com saúde, e mesmo que determinados comportamentos enfermiços se lhe apresentem, mediante o bom direcionamento da mente poderá prosseguir feliz, sem permitir-se derrapar no desânimo ou nos estados mórbidos que representam enfermidades da alma.

A saúde é, desse modo, o estado natural da vida.

Que se saiba, Jesus jamais enfermou, apresentando-se sempre idealista e equilibrado, mesmo quando açodado por provocações insensatas ou fustigado para os debates inúteis, muito do agrado das personalidades doentias de ontem como de hoje.

Nunca se escusou ao trabalho, ao socorro a todos quantos O buscavam, demonstrando a sua perfeita estabilidade emocional e harmonia física, na condição de Espírito Superior cuja trajetória fez-se toda assinalada pelo amor e pela ação dignificadora.
Nos refolhos do ser espiritual pois, se encontram as matrizes das enfermidades, e aí, portanto, deverão ser tratadas, sem o que podem cessar os efeitos momentaneamente, postergando, porém, o prosseguimento desses sucessos perniciosos e destrutivos.

Nunca será demãos expor que o pensamento é o agente catalisador das ocorrências que envolvem o ser humano. Se, por acaso, as ações não encontram o agente mental desencadeador na atualidade, é porque permanece no ontem sombrio do viajor espiritual.

Assim sendo, é indispensável que se renovem os pensamentos sempre e sem cessar para melhor, criando-se hábitos saudáveis e dinamizando-se as atividades enriquecedoras de bênçãos, a fim de que o estado de bem-estar permaneça como o divisor dos diferentes estágios da atividade humana.

Naturalmente, muitos episódios de carência na área da saúde se apresentam em todas as vidas, mas isso não constitui motivo de preocupação, antes faz parte do desenvolvimento das funções orgânicas vitais, das auto-reparações das peças internas da máquina física, sem qualquer prejuízo para a harmonia geral do corpo e da mente.

Joanna de Ângelis (Espírito)
Do Livro: Dias Gloriosos

O Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos DA REVISTA ESPÍRITA CRISTÃ DO TERCEIRO MILÊNIO pelos Artigos que engrandecem este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados. 
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Atenção ao Idoso


Dona Marlene era uma senhora alegre, ativa, independente e muito lúcida. Aos oitenta anos, apresentava algumas limitações físicas compatíveis com a idade.
As dores articulares, provocadas pelo desgaste natural e conseqüência artrose, a incomodavam diariamente, mas nada que lhe diminuísse o entusiasmo.

Vibrava com cada conquista pessoal e profissional dos filhos e netos.
Novos empreendimentos, cursos, especializações, casamentos, uma nova gravidez na família. Tudo era motivo para seus olhos brilharem de alegria.

Morava com uma das filhas e sua casa era muito bem cuidada. Sempre limpa, arrumada, arejada e repleta de porta-retratos, onde cada fotografia contava uma história.
Certo dia, durante uma caminhada de rotina, a senhora sofreu uma queda que resultou em uma fratura articular, necessitando ser submetida a cirurgia.

Após a alta hospitalar, por recomendação médica, ela precisaria ficar um período em repouso, pois levaria algum tempo para voltar a caminhar com independência.
Os filhos acharam que a melhor solução seria encaminhá-la a uma Casa de Apoio para Idosos. A justificativa era de que ela necessitava de cuidados especiais, para os quais a família não estava devidamente preparada.

Já instalada na Casa de Apoio, dona Marlene recebeu a visita de uma jovem amiga, que a encontrou acamada, totalmente dependente.
Durante a conversa, ela dizia que sentia falta da sua casa, dos objetos pessoais, da presença da família, enfim, do seu alegre cantinho.

Com o tempo, ela voltou a caminhar. Aos poucos, apesar da fragilidade física, foi se tornando novamente independente. Uma das filhas a visitava semanalmente, mas não falava em levá-la de volta ao seu lar.
Nas visitas periódicas, a amiga foi percebendo que a senhora deixara de falar em voltar para casa. Percebeu também a tristeza que lhe ia na alma.

Tinha certeza que dona Marlene não falava no assunto porque no fundo se envergonhava da situação de abandono.
Nas poucas vezes em que se referia à amada família, justificava de várias formas a dificuldade que seria se ela voltasse para casa. Dizia que a família não poderia assisti-la, pois todos tinham seus compromissos pessoais.

Em verdade, seus lábios diziam palavras que seu coração não compreendia. No lugar daquele olhar alegre e doce, antes cheio de brilho, surgiu um olhar triste, sem vida, que refletia solidão e abandono.
Não era necessário ter muita sensibilidade para perceber que, por dentro, ela morria a cada dia. Que a esperança de voltar para o seio da família ia embora e junto ia também a vontade de viver.

Passado algum tempo, devido a uma determinada complicação de saúde, tornou a ser hospitalizada. Seu organismo cansado, enfraquecido pela dor maior da solidão, não resistiu. Ela havia desistido de viver.

Nota.: Algumas famílias necessitam contar com o apoio das instituições especializadas para cuidar dos seus idosos. É uma difícil decisão e se justifica, em muitos casos. É compreensível então, contar com tal recurso, enquanto se necessita cumprir nossos deveres profissionais e familiares. Essa atitude não significa abandoná-los. O importante é se fazer presente, levando amor e carinho, pois nada justifica a desatenção e o desamparo.

Pensemos nisso.


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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pesquisas Buscam Identificar Primeiros Sinais de Alzheimer

FOTO ARQUIVO

Pesquisas Buscam Identificar Primeiros Sinais de Alzheimer
 O mal de Alzheimer ataca o cérebro muito antes que as pessoas apresentem perda de memória.

Grande parte da pesquisa sobre o mal de Alzheimer em 2011 envolverá uma viagem ao passado, na tentativa de determinar quando e como o cérebro começa a se deteriorar.

Os cientistas hoje sabem que o mal de Alzheimer ataca o cérebro muito antes que as pessoas apresentam perda de memória ou declínio cognitivo. No entanto, a especificação é crucial porque, até o momento, várias drogas falharam em tratar a doença de forma eficaz em pessoas que já exibem os sintomas.

Muitos cientistas agora creem que o problema é que as drogas são administradas tarde demais quando, "há muitos danos às células cerebrais e tentamos tratar um cérebro bastante prejudicado", como colocou o Dr. John C. Morris, especialista em Alzheimer da Washington University, em St. Louis.

Se as drogas pudessem ser administradas antes, adaptadas para mudanças biológicas específicas (ou biomarcadores) no cérebro, o tratamento, ou prevenção, poderia ter mais sucesso.

"Estamos tentando retroceder o máximo que podemos no curso da doença", disse Neil Buckholtz, chefe da área de Demências do Envelhecimento do Instituto Nacional de Envelhecimento. "A ideia é identificar como as pessoas avançam nesses estágios e quais as indicações de cada fase".

Vários projetos de pesquisa esperam avançar no próximo ano.

Um deles envolve a maior família do mundo a sofrer de Alzheimer, um clã estendido de cerca de 5 mil pessoas na Colômbia, muitos dos quais herdaram uma mutação genética que garante que eles desenvolverão demência, geralmente na casa dos 40 anos. Exceto por sua causa claramente genética e por atingir as pessoas ainda jovens, a condição dos colombianos é praticamente idêntica no processo da doença ao Alzheimer comum, que possui causas desconhecidas e aflige milhões de idosos.

Uma equipe de cientistas americanos e colombianos planeja testar tratamento com colombianos com 30 e poucos e 40 e poucos anos que estão fadados a desenvolver Alzheimer, mas que ainda não apresentaram sintomas, para ver se a demência pode ser prevenida ou adiada de forma significativa.

O tratamento, que deverá ser escolhido por um painel independente, será uma droga ou vacina que ataca depósitos de beta-amiloide, proteína associada a placas, entre as células nervosas. Um dos líderes do projeto, o Dr. Eric Reiman, diretor do Banner Alzheimer’s Institute, em Phoenix, afirmou que os testes em 2 mil pessoas, incluindo 750 indivíduos com a mutação, provavelmente serão iniciados no final do próximo ano ou no começo de 2012.

Enquanto isso, o projeto, iniciado este ano, tem feito descobertas promissoras. Para tentar encontrar a menos idade na qual aparecem mudanças cerebrais, foram conduzidos exames cerebrais, de medula e de memória com 44 membros da família, com idades entre 18 e 26 anos.

Embora Reiman tenha dito que ainda não pode discutir dados específicos, os testes mostraram evidências suficientes de biomarcadores relacionados ao mal de Alzheimer nas pessoas com a mutação, por isso exames de ressonância magnética serão realizados no cérebro de membros da família ainda mais jovens, com idades entre 8 e 17 anos. Se os exames revelarem que crianças com a mutação possuem anomalias parecidas com as associadas ao mal de Alzheimer, como atrofia no hipocampo, que está envolvido na formação de novas memórias, isso pode sugerir que o cérebro começa a se transformar décadas antes do aparecimento dos sintomas.

Para avaliar quando a beta-amiloide começa a se acumular, o projeto também conduzirá exames de imagem para amilóide em 50 membros adicionais da família, com idade a partir de 18 anos.

A equipe de Reiman também planeja testar tratamentos com drogas em um grupo não relacionado: americanos com idades entre 60 e 80 anos com uma característica rara diferente: duas cópias do gene ApoE4, que não causa, mas aumenta o risco de desenvolver mal de Alzheimer comum.

Um projeto diferente, a rede Dominantly Inherited Alzheimer Network (DIAN), liderada por Morris, está estudando membros de famílias nos Estados Unidos, Austrália e Grã-Bretanha que possuem mutações causadoras de demência aos 46 anos, em média. A DIAN recrutou cem pessoas, com idade a partir de 18 anos, cujos pais tiveram mutações causadoras de Alzheimer, mas que ainda não apresentaram sintomas. Planeja-se recrutar outros 300 indivíduos. Até o momento, os pesquisadores encontraram evidência de que "mudanças em biomarcadores parecem ocorrer pelo menos 10 ou 20 anos antes da idade em que os sintomas aparecem", disse Morris.

A DIAN também planeja testar drogas em participantes, possivelmente em três anos, e está negociando com empresas, que estão interessadas, mas precisam da garantia de que testar drogas em pessoas aparentemente saudáveis, as que não apresentam sintomas, valerá o investimento e o risco potencial, comentou Morris.

Os projetos na Colômbia e da DIAN "realmente são a primeira vez em que empresas se envolvem seriamente nisso", disse Morris. Ele acredita que o mal de Alzheimer é tão complexo que será necessária uma combinação de drogas para atacar diferentes biomarcadores.

Outro projeto que busca sinais precoces é a Alzheimer’s Disease Neuroimaging Initiative, ou ADNI, uma colaboração do governo com a indústria, envolvendo cientistas em 55 locais de pesquisa nos Estados Unidos e no Canadá. Ela tem acompanhado cerca de 800 pessoas por aproximadamente seis anos e produziu descobertas significativas sobre as mudanças no hipocampo e sobre exames para detectar proteínas associadas ao Alzheimer com tomografias por emissão de pósitrons e testes de medula.

A ADNI recrutará mais 550 participantes, incluindo muitos com perda de memória em desenvolvimento, chamada de déficit cognitivo leve precoce.

Segundo Buckholtz, eles "não serão tão espertos quanto antes, mas sem terem chegado ao ponto de esquecer as coisas".

Fonte: UOL
IMAGEM DO PRÓRIO ARTIGO

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Alzheimer: Sob o Ponto de Vista Espiritualista -02


Alterações de memória e de personalidade, dificuldade em se comunicar ou executar simples tarefas, como pentear os cabelos ou vestir uma camisa com botões, são sintomas que ajudam a identificar o problema que atinge os idosos. 

Estima-se que cerca de 18 milhões de pessoas em todo o mundo sejam portadoras da doença de Alzheimer. No Brasil esse número pode chegar a 1,2 milhão - 10% com idade acima dos 65 anos. 

De acordo com pesquisa da Alzheimer's Disease Internacional (ADI), a cada sete segundos é diagnosticado um novo caso. 

A doença, degenerativa, acomete o sistema nervoso central e atinge regiões responsáveis por memória e por outras funções cognitivas. Não há cura. O paciente morre entre oito e doze anos.

Alzheimer é silenciosa. Para médicos, o grande foco atualmente é o diagnóstico precoce. 'Hoje em dia a busca pelo diagnóstico precoce é a condição mais importante quando se tem o que fazer pelo paciente. 

A doença não tem cura, mas temos alguns medicamentos que ajudam o paciente. Quanto mais precoce, maior a chance de o remédio ter ação 'para este paciente', explica o neurologista Renato Anghinah, do grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. 

Personalidade: Os principais sintomas, que devem servir de alerta para o paciente e familiares, são as alterações de memória e de personalidade, dificuldade em se comunicar ou executar simples tarefas, como pentear os cabelos e vestir uma calça ou camisa com botões. 

O principal fator de risco é a idade. Quanto mais a pessoa viver, maior o risco de desenvolver o problema. Até os 60 anos, a incidência é de 1,5 pessoa a cada 2000. Dos anos 60 aos 70 anos, sobe de uma a cada 50 pessoas. Entre 70 e 80 anos, a chance de ter este mal sobe para uma a cada dez pessoas. E dos 80 aos 85 anos, fica maior: uma em quatro pessoas. 

O neurologista do HC alerta que no últimos anos o comprometimento cognitivo leve poderia ser uma fase pré-clínica da doença. Ele explica que não chega a ser um quadro de demência do doente e também não significa que vai se transformar em doença de Alzheimer. 'Mas esta pessoa terá uma taxa quatro vezes maior de evoluir para a doença. E não há indicação de tratar paciente com medicação, o que precisa ser observado. Se apresentar os sinais de Alzheimer, podemos iniciar o tratamento precocemente', diz Anghinah. 

O diagnóstico da doença é clínico, ou seja, feito dentro de consultório e não com exames em aparelhos. Segundo o neurologista do HC, as queixas de memória - um dos sinais da doença - não são o suficientes para confirmar um quadro de Alzheimer. 'Muitas vezes, o problema da memória pode estar relacionado à sobrecarga emocional, estresse no trabalho, falta de sono e medicamentos', compara Anghinah. 

É por esta razão que o diagnóstico acontece, na maioria das vezes, quando a doença chegou à fase moderada. Neste estágio, além da falta de memória, o doente não consegue executar tarefas simples como montar um o sanduíche, esquece onde guardou alguns objetos e perde a noção para se vestir - chega a inverter a ordem de pôr as peças de roupa, como colocar a peça de baixo por cima da calça. 

Para a neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Bertolucci, o diagnóstico tardio ocorre por culpa tanto da população quanto dos profissionais. 'Os médicos precisam de mais preparo já que o diagnóstico é clínico. Se fizessem um teste rápido de memória no paciente faria muita diferença. Já a população tem uma parcela de culpa por ainda acreditar que a falta de memória se trata de apenas um processo normal de envelhecimento', avalia Bertolucci. A morte do paciente ocorre quando todo o cérebro é atingido pela doença. 

Doença de Alzheimer - Entenda cada fase da doença. 
Fase inicial - começa a afetar a memória. A pessoa lembra de coisas do passado, mas não se recorda do que ocorreu de manhã. À noite, por exemplo, não consegue lembrar o que almoçou. Assim, torna-se uma pessoa repetitiva. 

Fase moderada - Nesta fase, já começa a ter prejuízos para conseguir se alimentar, executar tarefas simples (montar sanduíches com frios), dificuldades em manter a higiene. A pessoa perde noção para se vestir e não consegue enfiar a mão na manga da camisa, por exemplo. Pode trocar o dia pela noite. Perambula pela casa. 
Fase avançada - O esquecimento está cada vez mais intenso. Nesta fase já precisa de alimentação assistida porque não consegue mais comer sozinha. Também não consegue tomar banho, nem se vestir sozinho e não mantém sua higiene pessoal.

Começa a usar fraldas por não conseguir controlar seus instintos. Não fala mais. Tem gente que não dorme nem de dia e nem à noite.

Fase terminal - O paciente está na cama. Só geme e fica na postura fetal. 

Sugestões
- A partir dos 60 anos, queixas de memória não podem ser desprezadas. É bom consultar o médico para checar.  

- Nem toda queixa de memória, por outro lado, significa Doença de Alzheimer.
Se uma em quatro pessoas tem a doença a partir dos 80 anos, lembre-se que três não a terão.  

Remédios retardam evolução  
Os medicamentos inibidores ajudam, por um período de seis meses a 18 meses, a retardar a progressão da doença. 'Têm efeitos por algum tempo. Depois, a resposta é perdida. É algo provisório', afirma Paulo Bertolucci, neurologista da Unifesp. 

'Galantamina, rivastigmina e donepzil recebem indicação para a fase inicial da doença. O paciente fica estável por até um ano e meio, mas os neurônios continuam morrendo. Claro que a progressão da doença é mais lenta do que se a pessoa estivesse sem remédio. Há dois anos, a memantina é associada a um dos inibidores a partir da fase moderada da doença', descreve o neurologista do Hospital das Clínicas, Renato Anghinah. 

No Brasil, o laboratório farmacêutico Janssem- Cilag, lançou o Reminyl ( galantamina ), um medicamento de ação prolongada para o tratamento da doença de Alzheimer em estágios leve e moderado. O medicamento tem somente uma dosagem diária, com ação prolongada.  

Efeitos 
Estudos clínico com Reminyl envolvendo 971 pacientes mostrou que os portadores tiveram melhoras significativas. Entre os benefícios apresentados pelo medicamento podem se destacar: retardo dos sintomas neuropsiquiátricos, manutenção da capacidade funcional e diária em até um ano, menos efeitos colaterais. 

Por.: Jaqueline Falcão (Para o Diário de S. Paulo)

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE JORNAL DOS ESPÍRITOS pelo Artigo que engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados. 
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NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata. Esperança.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Alzheimer: Sob o Ponto de Vista Espiritualista -01


Alzheimer acima de tudo é uma moléstia que reflete o isolamento do espírito.

Oportuna e elucidativa a reportagem - Alzheimer: doença silenciosa de Jaqueline Falcão (para o Jornal Diário de S.Paulo) veiculada pelo Jornal dos Espíritos.

Queremos dividir com os leitores um pouco de algumas das observações pessoais a respeito dessa moléstia, fundamentadas em casos de consultório e na vida familiar - temos dois casos em nossa família. 

Achamos importante também analisar o problema dos 'cuidadores' do doente (família). 

Além de trazer à discussão o problema da precocidade com que as coisas acontecem no momento atual. Será que as projeções estatísticas de alguns anos atrás valem para hoje? Serão confiáveis como sempre foram? Se tudo está mais precoce, o que impede de doenças com possibilidade de surgirem lá pelos 65 anos de idade apareçam lá pela casa dos 50 ou até menos? Daí, com que idade devemos começar a nos preocupar com a possibilidade de um dia manifestarmos a doença? 

Alerta
- É incalculável o número de pessoas de todas as idades (até crianças) que já apresentam alterações de memória recente e de déficit de atenção (primeira fase da doença de Alzheimer). Lógico que os motivos são o estilo de vida atual, estresse crônico, distúrbios do sono, medicamentos, estimulantes como a cafeína e outros etc. Mas, quem garante que nosso estilo de vida vai mudar? Então, quanto tempo o organismo suportará antes de começar a degenerar? É possível que em breve tenhamos jovens com Alzheimer? 
  
Alguns traços de personalidade das pessoas portadoras de Alzheimer

- Em nossa experiência, temos observado algumas características que se repetem: 
a) Costumam ser muito focadas em si mesmas. 
b) Vivem em função das suas necessidades e das pessoas com as quais criam um processo de co-dependência e até de simbiose. 
c) Seus objetivos de vida são limitados (em se tratando de evolução). 
d) São de poucos amigos. 
e) Gostam de viver isoladas. 
f)Não ousam mudar. 
g) Conservadoras até o limite. 
h) Sua dieta é sempre a mesma. 
i) Criam para si uma rotina de 'ratinho de laboratório'. 
j) São muito metódicas. 
k) Costumam apresentar pensamentos circulares e idéias repetitivas bem antes da doença se caracterizar. 
l) Cultivam manias e desenvolvem TOC (transtorno obsessivo compulsivo) com freqüência. 
m) Teimosas, desconfiadas, não gostam de pensar. 
n)Leitura os enfastia. 
o) Não são chegadas em ajudar o próximo. 
p) Avessas á prática de atividades físicas. 
q) Facilmente entram em depressão. 
r) Agressivas contidas. 
s) Lidam mal com as frustrações que sempre tentam camuflar. 
t) Não se engajam. 
u) Apresentam distúrbios da sexualidade como impotência precoce e frigidez. 
v) Bloqueadas na afetividade e na sexualidade. Algumas têm dificuldades em manifestar carinho, para elas um abraço, um beijo, um afago requer um esforço sobre-humano. 

Gatilhos que costumam desencadear o processo 
- Na atualidade a parcela da população que corre mais risco, são os que se aposentam - especialmente os que se aposentam cedo e não criam objetivos de vida de troca interativa em seqüência. Isolam-se. Adoram TV porque não os obriga a raciocinar, pois não gostam de pensar para não precisar fazer escolhas ou mudanças. Avarentos de afeto e carentes de trocas afetivas quando não podem vampirizar os parentes, deprimem-se escancarando as portas para a degeneração fisiológica e principalmente para os processos obsessivos. Nessa situação degeneram com incrível rapidez, de uma hora para outra. 

Alzheimer e mediunidade 
- No decorrer do processo os laços fluídicos ficam tão flexíveis que eles falam com pessoas que não enxergamos nem sentimos. E uns mais outros menos, nos transmitem o que dizem os desencarnados ou são usados de forma direta para comunicações. 

Sua condição fluídica permite que acessem com facilidade o filme das vidas passadas (bem mais a última) - muitas vezes nesses momentos, nos nomeiam e nos tratam como se fossemos outras pessoas que viveram com eles na última existência e nos relatam o que 'fizemos' juntos, caso tenhamos vivido próximos na última existência. Vale aqui uma ressalva, esse fato ocorre em muitos doentes terminais e em algumas pessoas durante processos febris - isso não quer dizer que a 'mediunidade de tarefa' seja responsável pela doença nem ao contrário. Até por sinal nunca conheci alguma pessoa portadora de Alzheimer que tenha sido tarefeira usando a sua mediunidade a serviço de Jesus; claro que pode haver, mas eu nunca vi. 

Obsessão
- É bem comum que a doença insidiosamente se instale através de um processo arquitetado por obsessores, pois os que costumam apresentar essa doença não são muito adeptos da ajuda ao próximo e do amor incondicional; daí ficam vulneráveis às vinganças e retaliações. É raro que bons tarefeiros a serviço do Cristo transformem-se em Alzheimer. Mas, quem é ou quais são os alvos do processo obsessivo? O doente ou a família?

Alzheimer - o umbral para os ainda encarnados
- O medo de dormir reflete, dentre outras coisas, as companhias espirituais nada agradáveis. Os 'cuidadores' desses pacientes tem mil histórias a contar e muitos depoimentos a fazer. Esse assunto merece muitos comentários. 

O espírito volta para a vitrine
- Tal e qual o espírito que reencarna; pois na infância nosso espírito está na vitrine, já que ainda não sofreu a ação da educação formal. Esse tipo de doença libera toda a nossa real condição que, perde passo a passo as contenções da personalidade formal e mostra sua verdadeira condição: nua e crua. Para quê? Quem pode se beneficiar com isso? Serão os familiares mais atentos? Os profissionais da saúde? 

Na nossa família tivemos um caso curioso, nosso paciente se beneficiava na parte cognitiva com a medicação específica mas, tivemos que suspendê-la, pois, ele que antes parecia um 'docinho de coco', com o evoluir da doença sua personalidade agressiva antes contida, manifestava-se de tal forma que, tornava inviável o uso da medicação, porque ninguém podia com ele nem o suportava (chegou a ser expulso de uma clínica especializada pois do nada agredia os outros internos) - na decisão de consenso optou-se por manter as tradicionais 'camisas de força' (remédios que todos conhecem). 

Os cuidadores
- Mesmo que todos morramos de medo de ter que 'cuidar de uma antiga criança mal educada' como se tornam os portadores dessa doença; ela não deixa de ser uma oportunidade ímpar de desenvolvermos qualidades espirituais a 'toque de caixa', rapidinho, rapidinho. Feliz de quem encara essa tarefa sem dia sem noite, sem férias. Pena que algumas pessoas não sejam capazes de suportar tal tarefa com calma - Quem se arrisca a encarar com bom humor e realizar o que for possível ajudando a esse irmão? Serão os cuidadores vítimas ou felizardos? O que isso tem a ver com o passado? Cada qual que decida... 

Quantos cuidadores se tornarão doentes?
- Alerta: 'Cuidadores' costumam não aprender nada e, repetem a lição para os outros, tornam-se ferramentas de aprendizado. 

O que é possível aprender como cuidador?  Paciência, tolerância, aceitação, dedicação incondicional ao próximo, desprendimento, humildade, inteligência, capacidade de decidir por si e pelo outro. Amor. 

Para o 'cuidador' é diferente o Alzheimer rico do pobre?
- O que mais se vê é o pobre sendo cuidado pela família e o rico sendo cuidado por terceiros. Quem ganha o que e quanto? Terceirizar tem algum mérito? Tornar-se doente de Alzheimer na classe média é uma loteria; por quem ou onde seremos 'cuidados'? 

Cuidador ou responsável?
- Tal e qual na infância temos pais ou responsáveis, neste caso vale a mesma analogia. 

O que o cuidador ganha ou perde? 
- Vale a pena abdicar de uma tarefa de vida para cuidar de uma pessoa que tudo fez para ficar nessa condição de necessitado? - Quem ou o que dita os valores? Quem ganha ou perde o que? Em qual condições? - Na dúvida chame Jesus, Ele explica tudo muito bem... 

O problema da obsessão
- Quem obsidia quem? Cuidador e doente são antigos obsessores um do outro - não é preciso recuar muito no tempo, pois mesmo nesta existência, com um pouco de honestidade dá para analisar o processo em andamento; na dúvida basta analisar as relações familiares, como as coisas ocorreram. 

Não foi possível? - não importa; basta que hoje, no decorrer do processo da doença, avaliemos o que nos diz o doente nas suas 'crises de mediunidade': você fez isso ou aquilo, agora vai ver! - preste muita atenção em tudo que o doente diz, pois aí, pode estar a chave para entendermos a relação entre o passado e o presente. 

Quem ganha e quem perde a briga? O doente parece estar em situação desfavorável, pois aparentemente perdeu a capacidade de arquitetar, decidir - mas, quem sabe ele abriu mão disso, para tornar-se simples instrumento de outros desencarnados que estão em melhores condições de azucrinar a vida do inimigo (alianças e conchavos) - Quem sabe?  

A dieta influencia
- Os portadores da doença costumam ter hábitos de alimentação sem muita variação centrada em carboidratos e alimentos industrializados. 

Descuidam-se no uso de frutas, verduras e legumes frescos, além de alimentos ricos em ômega3 e ômega6, devem consumir mais peixe e gorduras de origem vegetal (castanha do Pará, nozes, coco, azeite de oliva extra virgem, óleo de semente de gergelim). 

Estudos recentes mostram que até os processos depressivos podem ser atenuados ou evitados pela mudança de dieta. 

Doença silenciosa?
- Nem tanto, pois avisos é que não faltam, desde a infância analisando e estudando as características da criança, é possível diagnosticar boa parte dos problemas que se apresentarão para serem resolvidos durante a atual existência, até o problema da doença de Alzheimer. 

Dia após dia, fase após fase o quadro do que nos espera no futuro vai ficando claro. Basta analisar, pois ela como todas as outras não é silenciosa é berrante - mas, cuidado com os cala a boca que não te perguntei nada: remédios e similares.

Fique esperto: Evangelize-se (no sentido de praticar não de apenas conhecer) para não precisar voltar a usar fraldas nem passar cocô nas paredes e ser tratado pela sua família como um 'retardado'. 

O mal de Alzheimer é hereditário? Pode ser transmitido?
- Sim pode, mas não de forma passiva inscrito no DNA, e sim, pelo aprendizado e pela cópia de modelos de comportamento. Lógico que pode ser contagioso; mas pela convivência descuidada fruto de uma educação sem Evangelização.

Remédios resolvem?
- Ajudar até que ajudam; mas resolver é impossível, ilógico e cruel se, possível fosse - pois, nem todos tem acesso a todos os recursos ao mesmo tempo.

Remédios usados sem a contrapartida da reforma no pensar, sentir e agir podem causar terríveis problemas de atraso evolutivo individual e coletivo; pois apenas abrandam os efeitos sem mexer nas causas. Tapam o sol com a peneira.  

Remédios previnem?
- Claro que não - apenas adiam o inexorável. 
Quanto a isso, até os cientistas mais agnósticos concordam. 
Um dos mais eficazes remédios já inventados foram os grupos de apoio á terceira idade. A convivência saudável e as atividades que possam ser feitas em grupo geram um fluxo de energia curativa. 

A doença de Alzheimer acima de tudo é uma moléstia que reflete o isolamento do espírito que se torna solitário por opção. O interesse pelos amigos é um bom remédio. 

Há vacina?
- Lógico que sim. 
Desde que saibamos separar a vacina ativa da passiva. 
O ato de nos vacinarmos contra a doença de Alzheimer é o de estudar as características de personalidade, caráter e comportamento dos que a vivenciam, para que não as repitamos. 
A melhor e mais eficiente delas é o estudo, o desenvolvimento da inteligência, da criatividade e a prática da caridade. Seguir ao pé da letra o recado que nos deixou o Espírito da Verdade: 'Amai-vos e instruí-vos'. 

Quer evitar tornar-se um Alzheimer? Torne sua vida produtiva, pratique sem cessar o perdão e a caridade com muito esforço e inteligência. 

Muito mais há para ser analisado e discutido sobre este problema evolutivo que promete nos visitar cada dia mais precocemente, além das dúvidas que levantamos esperamos que os interessados não se furtem ao saudável debate.

Até breve. Muita paz... 

Por.: Dr. Américo Marques Canhoto  Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito). SITE JORNAL DOS ESPÍRITOS

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE JORNAL DOS ESPÍRITOS e DR. AMÉRICO MARQUES CANHOTO pelo Artigo que engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados. 
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NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata. Esperança.

Doenças Físicas e Mentais


A expressiva soma de atividades físicas e mentais atesta que o homem é um ser inacabado. A sua estrutura orgânica aprimorada nos milênios da evolução antropológica, ainda padece a fragilidade dos elementos que a constituem.

Vulnerável a transformações degenerativas, é tecido que reveste o psiquismo e que através dos seus neurônios cerebrais se exterioriza, afirmando-lhe a preexistência consciencial, independente das moléculas que constituem a aparelhagem material.

A consciência, na sua realidade, é fator extrafísico, não produzido pelo cérebro, pois que possui os elementos que se consubstanciam na forma que lhe torna necessária à exteriorização.

Essa energia pensante, preexistente e sobrevivente ao corpo, evolve através das experiências reencarnacionistas, que lhe constituem processo de aquisição de conhecimentos e sentimentos, até lograr a sabedoria.

Como conseqüência, faz-se herdeira de si mesma, utilizando-se dos recursos que amealha e deve investir para mais avançados logros, etapa a etapa.

Em razão disso, podemos repetir que somente “há doenças, porque há doentes”, isto é, a doença é um efeito de distúrbios profundos no campo da energia pensante ou Espírito.

As suas resistências ou carências orgânicas resultam dos processos da organização molecular dos equipamentos de que se serve, produzidos pela ação da necessidade pensante.

O psicossoma organiza o soma necessário à viagem breve no tempo, para a individualidade espiritual.

As doenças orgânicas se instalam em decorrência das necessidades cármicas que lhe são inerentes, convocando o ser a reflexões e reformulações morais proporcionadoras do reequilíbrio.

Nas patologias congênitas, o psicossoma impõe os fatores cármicos modeladores necessários à evolução, sob impositivos que impedem, pelos limites de injunções difíceis, a reincidência no fracasso moral.

Assim considerando, à medida que a Ciência se equipa e soluciona patologias graves, criando terapias preventivas e proporcionando recursos curativos de valor, surgem movas doenças, que passam a constitui-se tremendos desafios.

Isto se dá, porque, à evolução tecnológica e científica da sociedade não se apresenta, em igual correspondência, o mecanismo de conquistas morais.

O homem conquista o exterior e perde-se interiormente. Avança na horizontal do progresso técnico sem o logro da vertical ética. No inevitável conflito que se estabelece – comodidade e prazer, sem harmonia interna nem plenitude – desconecta os centros de equilíbrio e abre-se favoravelmente a agentes agressores novos, aos quais dá vida e que lhe desorganizam os arquipélagos celulares.

Outrossim, as tensões, frustrações, vícios, ansiedades, fobias facultam as distonias psíquicas que são somatizadas aos problemas orgânicos ou estes e suas seqüelas dão surgimento aos tormentos mentais e emocionais.

Todo equipamento para funcionar em harmonia com ajustamento, para as finalidades a que se destina, exige perfeita eficiência de todas as peças que o compõem.

Da mesma forma, a maquinaria orgânica depende dos fluxos e refluxos da energia psíquica e esta, por sua vez, das respostas das diversas peças que aciona. Nessa interdependência, a vibração mental do homem é-lhe propiciadora de equilíbrio ou distonia, conscientemente ou não. 

Sabendo canalizar-lhe a corrente vibratória, organiza e submete os implementos físicos ao seu comando, produzindo efeitos de saúde, por largo período, não indefinidamente, face à precariedade dos elementos construídos para uso transitório.

As doenças contemporâneas, substituindo algumas antigas e somando-se a outras não debeladas ainda, enquadram-se no esquema do comportamento evolutivo do ser, no seu processo de harmonização interior, de deificação.

Na sua essência, a energia pensante possui os recursos divinos que deve exteriorizar. Para tanto, à semelhança de uma semente, somente quando submetida à germinação faculta a eclosão dos seus extraordinários elementos, até então adormecidos ou mortos. A morte da forma desata-lhe a vida latente.

A mente equilibrada comandará o corpo em harmonia e, nesse intercambio, surgirá a saúde ideal.
Joanna de Ângelis (espírito)
Livro: O Homem Integral

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