segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Abordagem Espírita da Depressão - 02


A depressão tem a sua gênese no espírito, que reencarna com alta dose de culpa, quando renteando no processo da evolução sob fatores negativos que lhe assinalam a marcha e de que não se resolveu por liberar-se em definitivo. Com a consciência culpada, sofrendo os gravames que lhe dilaceram a alegria íntima, imprime nas células os elementos que as desconectam, propiciando, em largo prazo, o desencadeamento dessa psicose que domina uma centena de milhões de criaturas na atualidade.

Se desejarmos examinar as causas psicológicas, genéticas e orgânicas, bem estudadas pelas ciências que se encarregam de penetrar o problema, temos que levar em conta o espírito imortal, gerador dos quadros emocionais e físicos de que necessita, para crescer na direção de Deus.

A depressão instala-se, a pouco e pouco, porque as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam, vagarosamente, o equilíbrio mental.

Quando irrompe, exteriorizando-se, dominadora, suas raízes estão fixadas nos painéis da alma rebelde ou receosa de prosseguir nos compromissos redentores abraçados. Face as suas cáusticas manifestações, a terapia de emergência faz-se omprescindível, embora, os métodos acadêmicos vigente, pura e simplesmente, não sejam suficientes para erradicá-la. Permanecendo as ocorrências psicossociais, sócio-econômicas, psico-afetivas, que produzem a ansiedade, certamente se repetirão os distúrbios no comportamento do indivíduo conduzindo a novos estados depressivos.

Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te em paz na área da afetividade com o pensamento em Deus.

Evita a hora vazia e resguarda-te da sofreguidão pelo excesso de trabalho. Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e não possas mudar.

Quando sitiado pela idéia depressiva alarga o campo de raciocínio e combate o pensamento pessimista. Açodado pelas reminiscências perniciosas, de contornos imprecisos, sobrepõe as aspirações da luta e age, vencendo o cansaço.

Quem se habilita na ação bem conduzida e dirige o raciocínio com equilíbrio, não tomba nas redes bem urdidas da depressão. Toda vez que uma idéia prejudicial intentar espraiar-se nas telas do pensamento obnubilando-te a razão, recorre à prece e a polivalência de conceitos, impedindo-lhe a fixação.

Agradecendo a Deus a benção do renascimento na carne, conscientiza-te da sua utilidade e significação superior, combatendo os receios do passado espiritual, os mecanis mos inconscientes de culpa, e produze com alegria.

Recebendo ou não tratamento especializado sob a orientação de algum facultativo, aprofunda a terapia espiritual e reage, compreendendo que todos os males que infelicitam o homem procedem do espírito que ele é, no qual se encontram estruturadas as conquistas e as quedas, no largo mecanismo da evolução inevitável.

Texto.: Depressão
Autor.: Joanna de Angelis
Psicografia.: Divaldo Pereira Franco
Mensagem Extraída da obra Receitas de Paz
FONTE.: (SITE IPPB)

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE IPPB- INSTITUTO DE PESQUISA PROJECIOLÓGICAS E BIONERGÉTICAS pelo artigo que engrandeceu este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

A Abordagem Espírita da Depressão - 01

Médicos e renomados médiuns espíritas ensinam como vencer este mal.

Um estado de tristeza constante que persiste por mais de quinze dias consecutivos, queda de energia, vontade e interesse; alterações no apetite, sono e desejos sexuais, podem significar os primeiros sintomas de uma crise de depressão. É um problema que atinge um número cada vez maior de pessoas nos tempos atuais, mas como prevenir e combater este mal da vida moderna?

Nesta entrevista, o médico neuropsiquiatra e psicoterapeuta, dr. Franklin Antonio Ribeiro, dirigente do Grupo Espírita Hosana Krikor e membro do Núcleo de Estudos dos Problemas Espirituais e Religiosos (NEPER), do Instituto de Psiquiatria da USP, esclarece quais são seus principais agentes causadores e como a ciência e a doutrina espírita podem trabalhar juntas.

Acontece em todas as idades, inclusive na infância. Uma tese apresentada em um congresso de psicanálise em Roma, no ano de 1953, mostrou que a falta de carinho e atenção pode causar depressão. A experiência foi realizada com 165 meninos que conviveram com as mães durante pelo menos seis meses e depois se afastaram por algum motivo. No primeiro mês, os bebês começavam a chorar mais, se tornavam tristes e mantinham distanciamento das pessoas que se aproximavam. No segundo, já não tinham a mesma qualidade no ganho de peso e altura e no terceiro, se as mães não retornassem, passavam a adquirir infecções com maior facilidade. Alguns chegavam a falecer. No caso das mães voltarem, os bebês se curavam da depressão. Isso mostra que o amor é um elemento valioso para tratar o problema.

A depressão pode ocorrer também na adolescência, tendo como sintoma mais comum a irritabilidade, aliás, o número de jovens com depressão vem aumentando devido ao uso exagerado do álcool e das drogas. O álcool é o maior agente depressor de todos. Mexe com o sistema controlador do humor, levando o indivíduo a ter alterações de comportamento. À principio, o álcool desinibe, por isso a maioria das pessoas gosta de beber, só que se houver predisposição genética, pode ocorrer a dependência.

Já na terceira idade, ocorre alteração de memória. O esquecimento exagerado é um sinal no idoso.

Como a depressão é analisada do ponto de vista médico, humanístico e espiritual?

A depressão tem várias faces. Do ponto de vista humanístico, o amor, desde a infância, é fator primordial e começa dentro da família. Se há uma relação sincera entre os parceiros, a criança vai crescer dentro de um lar estruturado, mesmo com todas as dificuldades naturais de uma relação humana. O indivíduo aprende desde cedo a lidar com a insatisfação, com as crises, com o respeito, amizade, desprendimento e outros aspectos importantes nos relacionamentos.

Muitas vezes, se a pessoa está com a auto-estima baixa, sem autoconfiança, desanimada, desinteressada, sem prazer na vida e sente que alguém se interessa por ela, sua imunidade melhora muito. O ser humano precisa se sentir reconhecido. Sem isso, começa a sentir uma sensação de vazio e angústia.
O deprimido tem equívocos em relação ao que pensa sobre si mesmo. O indivíduo não se conforma com aquilo que está podendo ser e o que gostaria de se tornar.

Do ponto de vista médico, a depressão é uma falta de neurotransmissores no cérebro, que necessita de medicamento, ou seja, de um controle químico.

Pelo ângulo espiritual, a culpa, o remorso, a mágoa e o ressentimento levam a pessoa a estados depressivos, podendo causar o desenvolvimento de doenças psicossomáticas e até mesmo câncer. Portanto, o amor e o perdão que a doutrina espírita tanto nos ensina são sentimentos também preventivos.

Quais são os tipos de Depressão? 

Na depressão primária o indivíduo nasce com falta de neurotransmissores e com doses de remédio e amor a depressão pode ser evitada. Lembramos também que a depressão recebe os fatores genéticos. Estudos com irmãos gêmeos comprovam o fato.

Na secundária, há fatores que podem desencadear a depressão como alguns medicamentos que afetam o humor, períodos pós-cirurgia, pós-parto, pré-menstruais, menopausa, entre outros.

Primeiro procurar um médico psiquiatra para que não sejam tomados remédios ministrados de forma errada.. Cada paciente necessita de um antidepressivo específico. Se além do remédio, da terapia, dos cuidados com o sono, com a alimentação e das relações, o deprimido fizer um tratamento espiritual com passes magnéticos, água fluidificada e leitura do Evangelho, tanto melhor. O tratamento completo engloba o biológico, psicológico, social e espiritual.

Se o fator genético for muito forte, pode-se evitar os fatores psicológicos e espirituais. Psicologicamente, podemos ensinar a criança a lidar com a falta das coisas e das pessoas, estabelecendo limites. Educar é frustrar, porque a vida na Terra possui perda, dor, sofrimento e inevitavelmente passaremos por situações assim. Se formos educados desde cedo a enfrentar as situações, estaremos mais bem equipados. Se a cada sofrimento os pais derem um presente, ou de certa forma, satisfizerem o princípio do prazer o tempo inteiro, estarão criando seres inseguros, rebeldes, que aprenderão a ver na matéria a solução para seus problemas. Ao contrário disso, devem ensinar o princípio do perdão, da verdade, sinceridade, respeito, lealdade, companheirismo e diálogo.

A verdadeira prevenção está no autoconhecimento, no amor a si mesmo e ao próximo, tendo consciência de que os seres humanos são como são, e não da forma como gostaríamos que fossem. Só conseguimos compreender o outro, quando nos compreendemos, aprendendo a aceitar, a lidar com a insatisfação. Não há como prevenir depressão senão passarmos por nós mesmos. Deus está dentro de nós, então agradeça a Ele pela vida. Quando o temporal passa, surge um lindo sol.

Apesar das técnicas de meditação serem ensinadas pelos orientais há séculos, estão sendo descobertas e utilizadas recentemente pelos ocidentais.

Humberto Pazian, autor do livro Meditação - Um Caminho para a Felicidade, relata em sua obra como os conceitos, técnicas e experiências na prática da meditação podem auxiliar as pessoas a se sentirem mais felizes e realizadas. “Se entendermos que uma perfeita interação entre corpo, mente e espírito, nos fará atingir a verdadeira felicidade e reconhecermos a meditação como um caminho para alcançá-la, só nos faltará um pouco de determinação para criarmos em nossas vidas uma pequena porta para que adentre a Grande Luz”, diz. Existem variados tipos e técnicas para meditarmos, como a meditação zen-budista, hindu etc. A seguir, Pazian esclarece alguns pontos básicos sobre meditação.

O que é meditação e seus principais benefícios? 

Existem diversas explicações e sentidos, de acordo com cada escola ou organização de estudos. No meu modo de entender, gosto de dizer que meditar é “estar” com Deus e isso traz paz e harmonia.

Quanto tempo a pessoa necessita para praticar? 

Apenas como exemplo, Jesus “estava com Deus” todo o tempo e a sua vida é conhecida de todos nós pela sua grandeza.

Como estamos ainda no início de nossa caminhada evolutiva, alguns minutos pela manhã e pela noite, diariamente, são um excelente começo.

Como a meditação pode ajudar no tratamento da depressão?

A depressão não acontece de um dia para o outro, pois é um processo lento que vai se alojando e desarmonizando nosso ser. A prática da meditação vai trazendo novamente a harmonia e a eliminação do estresse que existe nesses casos, além de servir também como método preventivo.

Existem técnicas certas para meditar?

É só começar a buscar a presença Divina em todo o momento possível e sem dúvida a maneira mais apropriada chegará até você.

Ensine um exercício simples que as pessoas possam praticar se estiverem se sentindo cansadas e desanimadas.

Se possível, a pessoa deve acordar um pouquinho mais cedo do que o habitual, procurar um cantinho sossegado e sentar-se calmamente. Esquecer de tudo; horários, obrigações, tristezas e alegrias e concentre-se na respiração; inspirando e expirando com tranqüilidade. Observe seus pensamentos, mas não se fixe neles. Após um breve período pense em Deus, procurem senti-lo com todo o amor que haja em seu coração e se deixe levar por essa sensação indescritível.

Quais têm sido os benéficos relatados pelas pessoas que leram o livro e passaram a praticar?

São inúmeros casos que nos chegam de pessoas que mudaram suas vidas em vários sentidos após a prática regular da meditação. No meu caso, por exemplo, posso assegurar que para realizar o trabalho espiritual que entendo como minha tarefa, a meditação tem sido fundamental. Não sei se seria possível sem ela.

Como utilizar a prece aliada à meditação no auxílio ao combate à depressão?

Orar pedindo, acreditando na melhora, meditar com amor e fazer por merecer a cura buscando no Evangelho o caminho a seguir.

Deixe-nos uma mensagem.

Num estado crônico de depressão é sempre importante procurar o auxílio de um profissional, seja médico ou terapeuta habilitado, além da ajuda espiritual. Porque como foi dito, o quadro depressivo não surge de um momento para o outro e a meditação - que é o nosso desejo de “estarmos com Deus” - tem sido um excelente método preventivo, não só contra a depressão, mas contra todos os males que surgem ou atingem nossos espíritos.
(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 24, paginas 06-10)
FONTE.: (SITE IPPB)

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE IPPB- INSTITUTO DE PESQUISA PROJECIOLÓGICAS E BIONERGÉTICAS pelo artigo que engrandeceu este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

domingo, 7 de agosto de 2011

A Espiritualidade como Qualidade de Vida


Antes de explicitar mais idéias sobre o tema acima, é preciso distinguir entre espiritualidade e nível espiritual. A espiritualidade é um conteúdo do nível espiritual da pessoa. Assumindo que a pessoa tem por constituição antropológica uma dimensão física, psíquica e espiritual, esta última explicita a dimensão de globalidade, de unidade, de visão geral. Em geral, a filosofia, a religião se ocupam mais desta dimensão. A espiritualidade é um desenvolvimento de conteúdos e de processos deste nível, mas na dimensão religiosa. Trata-se do sentido de vida que se orienta a partir de um conjunto de crenças, valores, princípios espirituais resultantes da adesão a uma pessoa, Deus, encontrando nela e em suas mediações a razão e o sentido da vida.

Desde tempos imemoriais a espiritualidade tem dado sentido, alegria, paz e harmonia de viver. A partir desta espiritualidade, pessoas têm redimensionado e reinterpretado o sentido do corpo – seu e o dos outros – a realidade material, o mundo, a dimensão psíquica interna e os relacionamentos com pessoas e com a sociedade em geral.


Resultando uma visão mais global, ela está em condições de unificar a vida e ser qualidade do viver. A união, a unidade, o sentido geral da vida é a maior nostalgia do ser humano. Toda ruptura, toda divisão, toda visão parcializada tende a quebrar e harmonia e diminuir o sentido geral. Rupturas sempre existem. Algumas delas desintegram o eu e outras levam-no ao crescimento. A proporção entre a qualidade e a força das experiências determina, até certo ponto, a qualidade do sentido existencial amplo.

Pode-se admitir que uma sadia e madura espiritualidade tem relação direta com a vida, com o amor, com a saúde. A espiritualidade existe em cada pessoa, mesmo que não seja tão explícita, e mesmo que não obedeça a uma opção fundamental bem estruturada ao redor de um tipo determinado de fé, de dogma, de culto, de expressão espiritual. A relação positiva entre espiritualidade e qualidade de vida aumenta na proporção em que aquela – a espiritualidade – está munida de bons conhecimentos e estes aliados a um mínimo de maturidade humana. Por isso, ela se constrói a partir de uma experiência pessoal que unifica e dá sentido a todo viver, especialmente quando é captado, seguido e reforçado desde o início da vida.

Para não me estender demasiado, prefiro optar por conteúdos e processos existenciais emergentes de dados fornecidos pelo inconsciente, em trabalhos terapêuticos ou em experiências de concentração profunda, oriundas, estas últimas de experiências místicas ou de exercícios de concentração focalizada ao ponto de alcançar certa inversão intrapsíquica e intraespiritual. Esta inversão tem como finalidade o acesso à máxima objetividade sobre o que dá a qualidade da vida e sobre o que a fere e dispersa.

Aqui quero partir daquilo que se define numa palavra sintética, de amor.

Amor é uma qualidade de ser e de interagir, estando no eu, no tu, e nos processos de relacionamento. Caracteriza-se como aceitação, acolhida, valorização, escuta, promoção, diálogo, respeito, bondade, ternura, alegria, unidade e assim por diante. Estas experiências envolvem a pessoa, o grupo, a sociedade e a instituição como um todo, bem como em cada uma de suas partes. A nível físico se expressa na acolhida, no direito à vida, na proteção, na alimentação, na moradia, no sustento e assim por diante. A nível psíquico significa alegria pela vida, pela presença, pelo existir e pelo fazer (valorização intrínseca e extrínseca), pela promoção, pelo cuidado de acesso a bens culturais e sociais, pela amizade, pelas boas oportunidades, pela companhia e segurança afetiva... A nível espiritual significa oferta e escolha de boas e sadias cosmovisões, sadias formas de envolvimento social, educacional, espiritual; oferta de ideologias realizantes e globais e assim por diante.

O inverso da qualidade de vida é proporcional ao desamor. Este se caracteriza por modo de ser e de agir que diminuem a vida, seu valor ou a destroem direta ou indiretamente. Todos conhecemos as diferentes formas de isolamento, de rejeição, de diminuição, de dominação, de agressividade, de desfiguração da dignidade humana. Não é difícil ver que não é grande o passo ao vazio existencial, à falta de sentido, à falta de um sadio desenvolvimento dos relacionamentos, da auto-estima e da auto-imagem. Conhecemos as diversas formas de agressão corporal, à falta de cuidado por si e pelos outros, as diversas formas de isolamento e diminuição da dignidade, as manipulações ideológicas, as explorações do afeto, da mente e das decisões... Tudo isso, nos diversos níveis diminui a qualidade de vida e falta aquela capacidade de amar, sobretudo aliada ao nível espiritual.

O amor se expressa em diferentes formas de saúde e de qualidade de vida.

Uma boa capacidade de amar, expressa na auto-estima interfere nas escolhas por qualidade de ser e de viver, com disposições físicas saudáveis, maior resistência imunológica, maior harmonia interior e maior auto-aceitação.

A incapacidade de amar e ter qualidade de vida expressa-se em diferentes formas diretas e indiretas de agressão a si e aos demais, umas levando até à morte mais direta outros mais indireta, num isolamento físico, numa convivência pouco humanizante.

A qualidade de vida, animada pela capacidade de amar, reflete-se na alegria de viver, em certo bom humor, em boa capacidade de aprendizagem, em boa capacidade de relacionamento e de cooperação, em boa auto-estima e segurança pessoal, em uma identidade mais solidificada e integradora da história pessoal e grupal, maior capacidade de empatia e de compreensão dos demais em suas semelhanças e diferenças, em maior objetividade entre as metas e as capacidades pessoas. O resultado é uma qualidade de vida saudável e harmoniosa.

Algo similar podemos falar da capacidade de amar a nível mais global e espiritual. Manifesta-se no sentido de vida, na harmonia interior, na alegria e na paz, na misericórdia, no equilíbrio ideológico, na capacidade profunda de comunicação, na gratuidade, na liberdade e felicidade interior. É neste nível, especialmente, que se situa a espiritualidade, entendida como capacidade de amar a nível amplo.

A partir destas colocações pode-se ver que uma sadia espiritualidade pressupõe até certo ponto de uma capacidade de amar e de ser amado a nível físico e psíquico, pressupõe uma opção fundamental ampla e explícita capaz de dar sentido e unificar a vida. Só é possível uma unificação profunda pessoal e social duradoura a partir de uma forte espiritualidade.

Numa síntese antropológica – aquela descrita no mito de Adão – podemos reafirmar uma dimensão aberta ao transcendente, à perfeição, mas dentro de uma realidade limitada, frágil, capaz de se perder na finitude e cair nesta limitação, neste mal que é anterior a nós, conterrâneo a nós e posterior a nós, que é interior e exterior a nós, que é individual e comunitário.  A qualidade de vida vai depender da capacidade do uso de nossas forças afetivas, intelectuais, volitivas, expressas no nível físico, psíquico e espiritual. A qualidade de vida é proporcional à nossa capacidade de amar nas diferentes características antropológicas. A espiritualidade imatura é reflexo e obstáculo à qualidade sadia de vida; mutatis mutandis, uma espiritualidade integrada e integradora é o ápice da qualidade de amar e de qualificar a vida numa dimensão para curto, para médio e para longo prazos.
Como conclusão da qualidade de vida, a partir da espiritualidade, podemos citar uma palavra várias vezes citada na Bíblia: “Amar a Deus com todo o coração, com toda a mente e com todas as forças, e ao próximo como a si mesmo”.


Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos DO SITE LASALLE EDU pelo Artigo que engrandeceu este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

sábado, 6 de agosto de 2011

Dimensão Espiritual da Saúde


A visão dos estados de saúde e enfermidade vem-se modificando através do tempo. Tido, inicialmente, como “um corpo, regulado por leis mecânicas”, o ser humano passa, mais tarde, a ser considerado composição de “corpo e mente”, embora como partes separadas e independentes entre si. Distúrbios da saúde do corpo seriam corrigidos pelo conserto da máquina; os da mente, pelos recursos aplicados ao racional e, mais tarde, às emoções.

Difícil, mas não impossível. O espírito pode encontrar forças para reagir”

Acrescenta-se, agora, à complexidade do ser humano, a “dimensão espiritual”: mais um aspecto a levar em conta, quando falamos em saúde ou doença.

Mas, o que vem a ser a “dimensão espiritual” do homem ?

As diferentes filosofias religiosas falam de espírito, de alma, ou, sob outras designações, de algo que ultrapassa a vida do corpo – não apenas em prolongamento do tempo da vida, como também um sentido para a vida.

Ao admitir a dimensão espiritual, o homem atribui significado às suas vivências, por mais difíceis que se apresentem. Passa a perceber a dinâmica do espírito – não estático, porém chamado a trilhar caminhos que levam à meta proposta, desde a sua criação: a perfeição, considerada como adesão íntima – não formal – à lei divina.Percebe-se não passivo, mas participante de seu processo de desenvolvimento.

Desenvolver-se é crescer espiritualmente, conforme as relações que mantém no mundo, com os fenômenos da natureza, com os outros seres humanos, com o próprio corpo.

O corpo é o instrumento de contato do espírito com o mundo em que está inserido. Oferece informações de quadros, de sons, de toques, que o espírito decodifica em emoções: sentido do belo, de harmonia, de prazer, na riqueza das variações, para mais e para menos.

Quando o corpo adoece, o espírito se ressente: as impressões se alteram e o próprio equilíbrio espiritual fica abalado. É difícil conviver com o instrumento prejudicado.

Difícil, mas não impossível. O espírito pode encontrar forças para reagir: para vencer o medo natural, que acompanha as primeiras notícias da doença, para mobilizar todas as possibilidades de ação de que dispõe o corpo e para buscar recursos em planos superiores aos quais tem acesso, participando ativamente do processo de recuperação da saúde. E o corpo, embora fragilizado, responde à luta do espírito.

Ao mesmo tempo, o desafio da luta beneficia o espírito, na sua tarefa de crescer: um processo de mão dupla, com vantagem para ambos: corpo e espírito..

Às vezes, embora com o corpo saudável, o espírito pode adoecer: irritação, desânimo, revolta, tédio… Estas manifestações refletem-se no corpo. Instalam-se então processos de somatização das emoções e dos estados de alma.

Ambas as situações – espírito sadio/corpo doente ou espírito doente/corpo sadio -representam desafios educativos. Descobrir o segredo de lidar com os desafios da saúde pode não eliminar as dores provocadas pela doença, mas atribuir-lhes um significado reduz o sofrimento causado pelas dores.

Perceber a rede de interações, ouvindo o recado dos desafios, trabalhando recursos próprios, utilizando os que são postos à disposição – recursos da ciência e da espiritualidade – contribui para o restabelecimento do equilíbrio abalado, quer a doença tenha partido do corpo, quer do espírito. Entendidas, as partes entram em acordo e tudo o que for possível, em termos de saúde, será alcançado.

Não há receitas nem milagres. Nem o simples e superficial “pensar positivo” nem poções milagrosas resolvem a complexidade dos processos. Mais: doenças não são meios de que se vale o Criador para castigar as desarmonias do espírito, mas, apenas, ocorrências naturais da vida humana.
Perante a doença, de qualquer natureza, somos convidados à participação ativa, cuidando do espírito, cuidando do corpo, “assumindo o trabalho de viver”.

Texto cedido gentilmente pela Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e e escrito por Maria Pia Brito de Macedo

Por.: Portal Inana, Redação (29 de julho de 2010)

HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, agradece os irmãos do PORTAL INANA pelo artigo que enobreceu  este espaço de encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Saúde Espiritual em meio à Enfermidade

Eleny Vassão de Paula Aitken

“A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança.”

Sombras surgem num piscar de olhos

Aquele era mais um exame de rotina.  Como era chato ter que romper com o corre-corre, adiar tarefas e separar um tempo para ir ao consultório médico. Mas em nome da saúde, valia a pena.  Como sempre, Marisa não esperava nada de novo.  Tendo se submetido aos rituais exigidos anualmente, era continuar a correria da vida, que não  espera ninguém.

Só que desta vez, foi diferente.  Os olhos  da médica estavam sombrios, enquanto fazia o ultrassom da sua tireóide.  Ela só balbuciou: Você deve procurar seu médico com urgência.  Há  nódulos em sua tireóide.

Como Marisa, provavelmente você também passou por isso.  Do nada, surgiu um “carocinho” meio estranho, alguma coisa que não estava lá antes.  Algo que não fazia parte de você.

Como lidar com este susto, quando a estabilidade da vida é abalada pelo desconhecido? Mil pensamentos bombardeiam a sua cabeça, sempre pensando no pior.  Lembranças de pessoas com câncer vêem ao seu encontro, como um mau agouro para quem ainda terá que se submeter a uma biópsia.

E agora, contar ou não para a família?  É melhor esperar pelos resultados, para não alarmá-los antes do tempo.  Mas sua mente não para: e seu emprego? E quanto às crianças? E os muitos sonhos e planos?  E aquela viagem tão sonhada?  E o sonho de envelhecer com toda a saúde, independência e disposição? De que lhe valeram todas as horas na academia e os sacrifícios da dieta, se as sombras do câncer estão ameaçando sua vida?

As médicas parecem gêmeas, em sua maneira idêntica de agir.  Após a biópsia, o semblante sombrio, o olhar distante e indireto.  Palavras não são necessárias para que Marisa saiba a verdade.  Arrisca uma pergunta, para a qual já tem a resposta: “- É câncer, doutora?” Agora não são mais suposições, fantasmas  e pesadelos.  É a cruel e inegável realidade.  Como lidar com um invasor tão sujo e desonesto que surge de repente tirando a sua paz?

Confissões do fundo do poço

O sono vai-se embora, medo e ansiedade tomam todo o seu ser.  O poço é fundo, e nem ao menos uma réstia de luz ilumina seu coração abalado.

Perguntas gritam do fundo de seu ser: “Deus! Por que eu?  Por que agora? O que fiz para merecer isso? Há tanta gente má por aí, e porque logo eu, que não faço nada de mais, tenho que sofrer?”

Pode parecer, mas não é só você que está passando por este deserto escaldante.  Homens e mulheres como você e eu têm enfrentado “o vale da sombra da morte”.  Um deserto tão tenebroso que é apavorante o simples pensamento de atravessá-lo sozinha.

Mas ninguém está livre deste tipo de pesadelo.  Por mais rico, saudável, poderoso e bem sucedido, temos todos corpos frágeis. Até mesmo um grande personagem histórico, como Davi, não ficou livre deste sofrimento.

De fato, ele foi um grande rei do passado, poderoso sobre nações, uma pessoa muito especial.  Um homem tão amado, que o significado de seu nome era “homem segundo o coração de Deus.”  Mas ele também passou pelo vale.

Em meio à dor, compartilhou sua tristeza dizendo: “Estou muito abatido e encurvado e choro o dia todo… Sinto-me profundamente abatido e desanimado; o meu coração está aflito, e eu fico gemendo de dor.”

Quando a dor nos esmaga, tendemos a perder a perspectiva, desistir de lutar e entregar os pontos. Se isso acontece, nem os medicamentos ou os tratamentos mais modernos da medicina exercem o mesmo efeito sobre a doença. “A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança.”

Muitas pesquisas científicas realizadas em todo o mundo comprovam o efeito da fé sobre a saúde física e mental.  Mesmo que não saibam bem como explicar, pacientes que têm esperança apresentam maior imunidade orgânica e enfrentam melhor o período de hospitalização, recuperando-se em cerca de um terço do tempo, em comparação com outros pacientes com os mesmos males.

Como disse o sábio Salomão, em seu livro de Provérbios, “O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos.”

O relacionamento que traz esperança

Que tipo de fé é esta?  É fé em dias melhores?  É fé de não seja tão grave o problema?  É a fé que os médicos encontrarão a cura rapidamente? É a fé que espera por um milagre?

Onde então buscar este tipo de fé que traz a esperança que permanece mesmo na dor, trazendo-lhe razão para viver e forças para lutar?

Esta é a Esperança que só pode ser oferecida pela fé no Deus que nos criou, que nos conhece e tem tanto o poder para aliviar as nossas dores, como para curar a nossa alma, dando-nos novas forças e vida nova para crescer e sorrir mesmo em meio às sombras da enfermidade.

Este Deus é alguém pessoal, próximo e que, por nos amar muito, quer ter um relacionamento profundo com cada uma de nós.  Este relacionamento trará sentido ao nosso viver, e uma nova concepção para cada um dos nossos dias.

O Seu amor foi além das palavras, pois Ele nos deu o Seu Filho Jesus, para que através de Sua morte tivéssemos vida ao crermos Nele.  Ao confiarmos em  Jesus temos perdão de todas as nossas culpas e a oportunidade de começarmos uma vida nova e eterna sob os Seus cuidados.

É Ele quem nos convida: “Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará.”
Ao entregar-se a Ele, você encontrará a paz que excede todo o entendimento, e gozará do cumprimento de Sua promessa: “Eu nunca te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”

O Pastor de nossas almas nos garante: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tú estás comigo…”

Somente com Ele poderemos ter saúde espiritual mesmo em meio à enfermidade, experimentando da Sua paz, ao dizer: “O Senhor é o meu Pastor, e nada me faltará”.

Por.: Eleny Vassão de Paula Aitken (Portal Inana, Redação /14 de dez. de 2010)

HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, agradece os irmãos do PORTAL INANA pelo artigo que enobreceu  este espaço de encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Acolhimento Espiritual no Câncer


A espiritualidade se refere à nossa capacidade interior de encontrar significado, propósito e conectividade para os eventos da vida, integrando nossos componentes físico, emocional e intelectual. Ela atende às necessidades humanas relacionadas a encontrar razão e preenchimento na vida, esperança e vontade para viver, e interesse pelos outros e por si mesmo. As expressões possíveis da espiritualidade incluem acreditar em uma força superior, contemplar a natureza sentindo sua intensidade, desenvolver ações sociais em contexto ético, insight contemplativo com harmonia e equilíbrio mental, empatia e compaixão.

Espiritualidade é um componente importante da qualidade de vida e bem-estar para população geral e pacientes em tratamento.”

Desta forma, espiritualidade e religião são conceitos diferentes, mas sobreponíveis. A religião pode ser a via para a manifestação da espiritualidade.

Porém, é preciso ter em mente que pessoas espiritualizadas nem sempre estão engajadas em uma religião formal. Ao mesmo tempo, pessoas que aderem a rituais religiosos nem sempre tem um bem estar espiritualista desenvolvido.

A espiritualidade tem uma interface com a fisiologia orgânica. O respeito ao corpopregado por muitas doutrinas já leva a pessoa a ter melhor nutrição e hábitos de vida. A esperança, o perdão e o altruísmo produzidos pela espiritualidade podem levar a um melhor estado psicológico. As percepções trazidas pela espiritualidade oferecem à pessoa uma melhor estratégia para lidar com os desafios, gerando menor estresse. Em resumo, a relação entre a espiritualidade e a fisiologia se concretiza pela otimização de vias neurológicas que modulam a imunidade e os hormônios.

Especialmente a partir de 1980, pesquisas científicas bem conduzidas vêm documentando a relação que a espiritualidade tem com a saúde, a doença e o processo de cura. Há evidências de que espiritualidade esteja relacionada a melhor qualidade de vida, saúde mental, saúde física, e menos necessidade de serviços de saúde. Está documentado em inúmeras pesquisas científicas que pessoas espiritualistas são fisicamente mais saudáveis, requerem menos assistência médica e, mesmo quando adoecem, tem recuperação mais rápida e menor taxa de mortalidade. Também tem melhor adaptação ao estresse, são menos propensas ao abuso de drogas e álcool, e tem menor risco para depressão e suicídio.

Espiritualidade é um componente importante da qualidade de vida e bem-estar para população geral e pacientes em tratamento. Muitos pacientes usam suas crenças para lidar com doenças. A cura pode ser influenciada pelo reforço positivista do paciente. Mesmo se não há cura, a espiritualidade apóia a qualidade de vida. A doença traz freqüentemente momentos desafiadores significativos. Os sentimentos de vulnerabilidade e temor afloram. A espiritualidade, por ser fonte de conforto, segurança, significado, ideal e força, mobiliza iniciativas positivas e oferece outra perspectiva para enfrentamento dos desafios. Isto fica bem evidente nestas duas pesquisas brasileiras em pacientes com câncer: em uma delas [*], com mulheres submetidas a mastectomia, a religiosidade foi um fator de proteção contra o desenvolvimento de depressão pós-operatória. Em outra [**], a prática da prece correlacionou-se com saúde geral e funcionalidade, e os autores recomendam que esta prática não seja desencorajada.

Os hospitais centrados no paciente devem reconhecer o vasto leque de necessidades do paciente e da família, e devem implementar programas especificamente direcionados a apoiar a mente, corpo e espírito. Espiritualidade é um dos componentes que sustentam a filosofia de um hospital centrado no paciente. Todo hospital deve reconhecer o papel vital da espiritualidade no processo de uma cura abrangente. Os hospitais devem fornecer meios para apoio das necessidades espiritualistas. O cuidado espiritualista é uma fonte de força interior, e os hospitais devem promover o fortalecimento da pessoa com sua fé e/ou com seus recursos interiores.

[*] = Gonçalves, M: A religiosidade como fator de proteçäo contra transtornos depressivos em pacientes acometidas com patologia oncológica da mama. Tese Apresentada a Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, para obtenção do grau de Doutor. 2000
[**] = Samano EST et al.: Praying correlates with higher quality of life – results from a survey on complementary/alternative medicine use among a group of brazilian câncer patients. São Paulo Medical Journal 2004; 122(2):60-3
Dr. Marcelo Saad, Médico Fisiatra e Acupunturista

Por.: Dr. Marcelo Saad (Médico Fisiatra e Acupunturista. Doutor em Ciências pela UNIFESP-EPM. Coordenador do Comitê sobre Espiritualidade-Religiosidade em Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein).(13 de dez. de 2010)

HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, agradece os irmãos do PORTAL INANA pelo artigo que enobreceu  este espaço de encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Câncer Moral


O mau-humor sistemático - vício de comportamento emocional - gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral.
Desconcertando a razão, açula as tendências negativas que devem ser combatidas, fomentando a maledicência e a indisposição de ânimo. 

Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo como resultados demorados ou nenhuns. 

Todas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações. 

O azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido. 

Atiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo. 

Muitas formas de canceres têm sua gênese no comportamento moral insano, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças. 

O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia. 

Exteriorização do egoísmo doentio, aplica-se à inglória tarefa de perseguir os que discordam da sua atitude infeliz, espalhando a inquietação com que se arma de forças para prosseguir na insânia que agasalha. 

Reveste-te de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos.

Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob o beneplácito da vontade acomodada. 

Oscilantes nos estados dalma, mudam de um para outro episódio de revolta com facilidade, sem qualquer motivo justificável, como se motivo houvesse que justifique a vigência desse verdugo do homem. 

Vigia as nascentes dos teus sentimentos e luta com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau-humor. 

Policia o verbo rude e ácido, mantendo a dignidade interior e poupando-te ao pugilato das ofensas, decorrente do azedume freqüente. 

Não olvides da gratidão, nas tuas crises de indisposição... 

O amanhã é incerto. 

Aquele a quem hoje magoas será a porta onde buscarás apoio amanhã. 

Conquista o título de pacífico ou faze-te pacificador. 

Todo agressor torna-se antipático e asfixia-se na psicosfera morbífica que produz.

O Evangelho é lição de otimismo sem limite e o Espiritismo que o atualiza para o homem contemporâneo convida à transformação moral contínua, sem termo, em prol da edificação interior do adepto que se lhe candidata ao ministério.

Artigo.: Câncer Moral

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE O ESPIRITISMO pelo Artigo que engrandeceu este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Câncer visto numa perpectiva Espírita


Recentemente, na Califórnia, nos Estados Unidos, Hannah Powell-Auslam, uma menina de 10 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama, um caso considerado, extremamente, raro (carcinoma secretório invasivo). Os médicos fizeram uma mastectomia, mas o câncer se espalhou para um nódulo e Hannah terá que passar por outra cirurgia, ou por tratamento de radioterapia.

Outro caso instigante é o das duas gêmeas idênticas britânicas, diagnosticadas com leucemia, com apenas duas semanas de intervalo.

O drama das meninas Megan e Gracie Garwood, de 4 anos, começou em agosto de 2009. "Receber a notícia de que você tem três filhos e dois deles têm câncer é inimaginável", afirmou a mãe das meninas.

"Você fica pensando o que fez para merecer isso". Câncer é uma palavra derivada do grego “karkinos”, a figura mitológica de um caranguejo gigante, escolhida por Hipócrates, para representar úlceras de difícil cicatrização e que, ao longo do tempo, consagrou-se como sinônimo genérico das neoplasias malignas. Há mais de cem tipos diferentes de câncer, que variam, ao extremo, em suas causas, manifestações e prognósticos.

Diferentemente do câncer em adultos, em que se leva em conta aspectos do comportamento como fumo, alcoolismo, alimentação, sedentarismo e exposição ao sol, a medicina, ainda, não conseguiu estabelecer os verdadeiros fatores de risco do câncer pediátrico.  Os casos de Hannah Powell-Auslam, Megan e Gracie Garwood bem que podem entrar nas estatísticas brasileiras do câncer infanto-juvenil, que atinge crianças e adolescentes de um a 19 anos. Segundo pesquisa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e pela Sobop (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica), o câncer é a doença que mais mata os jovens, na faixa dos cinco aos 18 anos, no Brasil.

Pesquisa indica o surgimento de, aproximadamente, 10 mil casos de câncer infanto-juvenil, a cada ano, no Brasil, a partir do biênio 2008/2009. O agravante é que o câncer, nos adolescentes, costuma ser mais agressivo do que nos adultos, e é mais difícil de ser diagnosticado, segundo Luiz Henrique Gebrin, Diretor do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Biynton, em São Paulo (SP).

Será o câncer, então, uma obra do acaso, uma “punição divina” ou um “carma” do espírito? Hoje, à luz da Ciência médica, pode-se afirmar que o fator predominante da carcinogênese é, sem dúvida, o comportamento humano: tabagismo, abuso de álcool, maus hábitos alimentares e de higiene, obesidade e sedentarismo, os quais são responsáveis por quatro, em cada cinco casos de câncer e por 70% do total de mortes. Os cânceres por herança genética pura, ou seja, que não dependem de fatores comportamentais e ambientais, são menos de 5% do total.

A experiência corrobora, pois, que o câncer é uma enfermidade, potencialmente, “cármica”. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações. A criança de hoje foi o adulto de antanho. “O corpo físico reflete o corpo espiritual que, por sua vez, reflete o corpo mental, detentor da forma”. (1) “Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem, trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem, portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.” (2)

“A cura para o câncer não deverá surgir nos próximos dez anos” (3) é o que afirma o articulista da Revista Time, Shannon Browlee. Talvez os cientistas nunca encontrem uma única resposta, um único medicamento capaz de restaurar a saúde de todos os pacientes com câncer, porque um tumor não é igual ao outro. Os espíritas sabem que não existem doenças e sim doentes. Em verdade, "todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.” (4) Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, em busca do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz, a Medicina e a Ciência, em geral, estão, ainda, distantes de dominarem o comportamento descontrolado das células neoplásicas.

Obviamente, não precisamos insistir na busca de vidas passadas para justificar o câncer: As estatísticas demonstram grande incidência de câncer no pulmão, em pessoas que fumam na atual encarnação. Muitas formas de cânceres têm sua gênese no comportamento moral insano atual, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças. “O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.” (5) O ódio, o rancor, a mágoa, a ira são tóxicos fulminantes no oxigênio da saúde mental e física, consomem a energia vital e abrem espaços intercelulares para a distonia e a instalação de doenças. São “agentes poluidores e responsáveis por distúrbios emocionais de grande porte, são eles os geradores de perturbações dos aparelhos respiratório, digestivo, circulatório. Responsáveis por cânceres físicos, são as matrizes das desordens mentais e sociais que abalam a vida”  (6)

Falando sobre doença cármica, “o câncer pode, até, eliminar as sombras do passado, mas não ilumina a estrada do porvir. Isso depende de nossas ações, da maneira como arrostamos problemas e doenças.

Quando a nossa reação diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro luminoso. "Quando nos rendemos ao desequilíbrio ou estabelecemos perturbações em prejuízo contra nós (...), plasmamos nos tecidos fisiopsicossomáticos determinados campos de ruptura na harmonia celular, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade e, conseqüentemente, toda a zona atingida torna-se passível de invasão microbiana.” (7) Outra situação complicada é o aborto que “oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo câncer ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se anulam em aflitivo processo de obsessão.” (8) 

O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa, incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios da doença. Isso influenciará no sistema imunológico. Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.

Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus, pois nosso bálsamo restaurador da saúde é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Mestre dos mestres é o médico das nossas almas enfermas.

Fontes:
(1)Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos , ditado pelo espírito André Luis 15ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997.
(2)Xavier Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, Rio de Janeiro: 11ª Edição Ed. FEB - (Mensagem psicografada por em reunião pública de 03/07/1959)
(3)Transcrita em um caderno especial na Folha de São Paulo de 4 de novembro de 1999
(4)Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000
(5)Franco, Divaldo. Receita de Paz, ditado pelo espírito Joanna de Angelis, Salvador: Ed. Leal, 1999
(6)FRANCO, Divaldo Pereira. O Ser Consciente, Bahia, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1993
(7)Artigo "Uma Visão Integral do Homem", Grupo Espírita Socorrista Eurípides Barsanulfo, disponível no site http://www.geocities.com/Athens/9319/chacras.htm, acessado em 25/04/2006
(8) Xavier Francisco Cândido e  Vieira Waldo. Leis de Amor, São Paulo: Edição FEESP, 1981


Perfil do Autor.: JORGE HESSEN (É Formado em Estudos Sociais com ênfase em Geografia e Bacharel e Licenciado em História pela UnB. Escritor de diversos livros publicados, Articulista com textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Imortal, Revista Internacional do Espiritismo, O Médium de Juiz de Fora, Brasília Espírita, Mato Grosso Espírita, Jornal União da Federação Espírita do DF. Artigos publicados na WEB da Federação Espírita Espanhola, l'Encyclopédie Spirite. Revista eletrônica O Consolador, da Espiritismogi.com.br, Panorama Espírita, Garanhuns Espírita e outros portais. http://jorgehessen.netjorgehessen@gmail.com.

HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, agradece a gentileza do irmão JORGE HESSEN por enobrecer este espaço com seus Artigos, contribuindo para nossa evolução e aprendizado espiritual.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.