terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Câncer visto numa perpectiva Espírita


Recentemente, na Califórnia, nos Estados Unidos, Hannah Powell-Auslam, uma menina de 10 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama, um caso considerado, extremamente, raro (carcinoma secretório invasivo). Os médicos fizeram uma mastectomia, mas o câncer se espalhou para um nódulo e Hannah terá que passar por outra cirurgia, ou por tratamento de radioterapia.

Outro caso instigante é o das duas gêmeas idênticas britânicas, diagnosticadas com leucemia, com apenas duas semanas de intervalo.

O drama das meninas Megan e Gracie Garwood, de 4 anos, começou em agosto de 2009. "Receber a notícia de que você tem três filhos e dois deles têm câncer é inimaginável", afirmou a mãe das meninas.

"Você fica pensando o que fez para merecer isso". Câncer é uma palavra derivada do grego “karkinos”, a figura mitológica de um caranguejo gigante, escolhida por Hipócrates, para representar úlceras de difícil cicatrização e que, ao longo do tempo, consagrou-se como sinônimo genérico das neoplasias malignas. Há mais de cem tipos diferentes de câncer, que variam, ao extremo, em suas causas, manifestações e prognósticos.

Diferentemente do câncer em adultos, em que se leva em conta aspectos do comportamento como fumo, alcoolismo, alimentação, sedentarismo e exposição ao sol, a medicina, ainda, não conseguiu estabelecer os verdadeiros fatores de risco do câncer pediátrico.  Os casos de Hannah Powell-Auslam, Megan e Gracie Garwood bem que podem entrar nas estatísticas brasileiras do câncer infanto-juvenil, que atinge crianças e adolescentes de um a 19 anos. Segundo pesquisa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e pela Sobop (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica), o câncer é a doença que mais mata os jovens, na faixa dos cinco aos 18 anos, no Brasil.

Pesquisa indica o surgimento de, aproximadamente, 10 mil casos de câncer infanto-juvenil, a cada ano, no Brasil, a partir do biênio 2008/2009. O agravante é que o câncer, nos adolescentes, costuma ser mais agressivo do que nos adultos, e é mais difícil de ser diagnosticado, segundo Luiz Henrique Gebrin, Diretor do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Biynton, em São Paulo (SP).

Será o câncer, então, uma obra do acaso, uma “punição divina” ou um “carma” do espírito? Hoje, à luz da Ciência médica, pode-se afirmar que o fator predominante da carcinogênese é, sem dúvida, o comportamento humano: tabagismo, abuso de álcool, maus hábitos alimentares e de higiene, obesidade e sedentarismo, os quais são responsáveis por quatro, em cada cinco casos de câncer e por 70% do total de mortes. Os cânceres por herança genética pura, ou seja, que não dependem de fatores comportamentais e ambientais, são menos de 5% do total.

A experiência corrobora, pois, que o câncer é uma enfermidade, potencialmente, “cármica”. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações. A criança de hoje foi o adulto de antanho. “O corpo físico reflete o corpo espiritual que, por sua vez, reflete o corpo mental, detentor da forma”. (1) “Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem, trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem, portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.” (2)

“A cura para o câncer não deverá surgir nos próximos dez anos” (3) é o que afirma o articulista da Revista Time, Shannon Browlee. Talvez os cientistas nunca encontrem uma única resposta, um único medicamento capaz de restaurar a saúde de todos os pacientes com câncer, porque um tumor não é igual ao outro. Os espíritas sabem que não existem doenças e sim doentes. Em verdade, "todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.” (4) Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, em busca do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz, a Medicina e a Ciência, em geral, estão, ainda, distantes de dominarem o comportamento descontrolado das células neoplásicas.

Obviamente, não precisamos insistir na busca de vidas passadas para justificar o câncer: As estatísticas demonstram grande incidência de câncer no pulmão, em pessoas que fumam na atual encarnação. Muitas formas de cânceres têm sua gênese no comportamento moral insano atual, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças. “O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.” (5) O ódio, o rancor, a mágoa, a ira são tóxicos fulminantes no oxigênio da saúde mental e física, consomem a energia vital e abrem espaços intercelulares para a distonia e a instalação de doenças. São “agentes poluidores e responsáveis por distúrbios emocionais de grande porte, são eles os geradores de perturbações dos aparelhos respiratório, digestivo, circulatório. Responsáveis por cânceres físicos, são as matrizes das desordens mentais e sociais que abalam a vida”  (6)

Falando sobre doença cármica, “o câncer pode, até, eliminar as sombras do passado, mas não ilumina a estrada do porvir. Isso depende de nossas ações, da maneira como arrostamos problemas e doenças.

Quando a nossa reação diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro luminoso. "Quando nos rendemos ao desequilíbrio ou estabelecemos perturbações em prejuízo contra nós (...), plasmamos nos tecidos fisiopsicossomáticos determinados campos de ruptura na harmonia celular, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade e, conseqüentemente, toda a zona atingida torna-se passível de invasão microbiana.” (7) Outra situação complicada é o aborto que “oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo câncer ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se anulam em aflitivo processo de obsessão.” (8) 

O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa, incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios da doença. Isso influenciará no sistema imunológico. Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.

Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus, pois nosso bálsamo restaurador da saúde é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Mestre dos mestres é o médico das nossas almas enfermas.

Fontes:
(1)Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos , ditado pelo espírito André Luis 15ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997.
(2)Xavier Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, Rio de Janeiro: 11ª Edição Ed. FEB - (Mensagem psicografada por em reunião pública de 03/07/1959)
(3)Transcrita em um caderno especial na Folha de São Paulo de 4 de novembro de 1999
(4)Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000
(5)Franco, Divaldo. Receita de Paz, ditado pelo espírito Joanna de Angelis, Salvador: Ed. Leal, 1999
(6)FRANCO, Divaldo Pereira. O Ser Consciente, Bahia, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1993
(7)Artigo "Uma Visão Integral do Homem", Grupo Espírita Socorrista Eurípides Barsanulfo, disponível no site http://www.geocities.com/Athens/9319/chacras.htm, acessado em 25/04/2006
(8) Xavier Francisco Cândido e  Vieira Waldo. Leis de Amor, São Paulo: Edição FEESP, 1981


Perfil do Autor.: JORGE HESSEN (É Formado em Estudos Sociais com ênfase em Geografia e Bacharel e Licenciado em História pela UnB. Escritor de diversos livros publicados, Articulista com textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Imortal, Revista Internacional do Espiritismo, O Médium de Juiz de Fora, Brasília Espírita, Mato Grosso Espírita, Jornal União da Federação Espírita do DF. Artigos publicados na WEB da Federação Espírita Espanhola, l'Encyclopédie Spirite. Revista eletrônica O Consolador, da Espiritismogi.com.br, Panorama Espírita, Garanhuns Espírita e outros portais. http://jorgehessen.netjorgehessen@gmail.com.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Câncer – Misericordiosa Dádiva Divina


Os tecidos e órgãos do corpo são constituídos de células. O  câncer é uma doença que ocorre nas células, as quais, em diferentes locais do organismo, passam a trabalhar de forma anormal, crescendo e reproduzindo-se desordenadamente e sem controle. Como o processo de multiplicação normal das células do organismo é afetado, algumas células não conseguem conter o seu crescimento, advindo, então, o desenvolvimento rápido e de forma desordenada, dando origem aos tumores malignos.

O processo desarmônico evolve com a terrível invasão de órgãos e tecidos vizinhos, podendo, igualmente, as células chegarem ao interior de vasos sangüíneos ou linfáticos e se disseminarem do local onde o tumor começou para outras regiões distantes, processo denominado de metástase.

Trabalhos científicos recentes vêm reafirmar que a origem do  câncer se encontra no núcleo da célula, especificamente no DNA (Ácido Desoxirribonucléico), responsável pelo código genético e com a capacidade de síntese de proteínas. O gene corresponde a um setor ou segmento do DNA, contendo a mensagem completa para a formação de determinada proteína. O DNA encontra-se associado a proteínas, formando os cromossomos, corpúsculos observados, no núcleo da célula, durante a divisão celular.

Os mecanismos biológicos que dão origem ao  câncer são verdadeiramente extraordinários, deixando os pesquisadores estupefatos, atônitos, diante de efeitos estrategicamente desagregadores. Observa-se a ostentação de um comando inteligente, envolvendo os genes e os cromossomos, dotando as células malignas de "superpoderes", lembrando um devastador ataque militar, detonando granadas nos núcleos das células comprometidas e invadindo indefinidamente as adjacentes.

Conseguindo se destacar da massa inicial, as células cancerígenas podem atingir órgãos distantes, edificando bases arrasadoras, interferindo nos processos vitais.
Verifica-se nas raízes do  câncer um poder central, excessivamente controlador, criador da desordem, sem obediência aos comandos orientadores e defensivos do organismo. Desrespeita as ordens emanadas das células saudáveis, continuando a crescer desordenadamente e com a habilidade necessária para estimular a formação de novos vasos sanguíneos.


Como os genes, segmentos de uma molécula protéica, possuem a faculdade de manipular e ordenar a si próprios? Como proteínas podem demonstrar sabedoria, regulando a formação de outras proteínas? As características morfológicas de um ser vivo, como igualmente o seu funcionamento, dependem dos tipos de proteínas que existem nesse organismo, tudo isso controlado pelo DNA. Como explicar uma proteína ter tanta capacidade de comando específico e brilhante?

Pela informação da ciência, percebemos que os genes são dotados de possível inteligência. Sabemos que a bananeira não dá limão. Por que a glândula mamária não fabrica lágrima? Ela produz leite. O organismo tem conhecimento de que, na glândula mamária, tem que desligar os genes que produzem a saliva, desativar os que produzem o suor, tem que ligar os genes que produzem o leite.

Quem manda desligar? Existe o acaso? Não pode ser o acaso. Quem está dando a ordem é o espírito: "Mama, você tem que produzir leite! Você, glândula sudorípara, não pode produzir leite, não, desliga esse gene e acende o outro!". Já pensou se suássemos leite materno?

Com o estudo do genoma humano, a própria ciência vem, espantada, dizer que temos apenas 30 mil genes. Como podem apenas 30 mil genes produzir mais de cem mil proteínas? Então, cada gen pode produzir três, quatro até cerca de dez proteínas. E como sabe qual a proteína certa que tem que formar? Tem que existir um fator, orientando tudo isso, uma diretriz, um gerente maior, inclusive responsável pelo caráter do indivíduo. As características da alma não são transmitidas pelos genes, são atributos do espírito.

Comparando o nosso corpo a um bolo, o DNA seria uma espécie de receita e o bolo seria produzido de acordo com as instruções da receita. O espírito é o artífice de todo o processo (genial confeiteiro - utilizou a receita e preparou o bolo).

Resultantes de uma única célula (ovo ou zigoto), cem trilhões de células não podem ser fruto da casualidade, ainda mais que são formados aparelhos e órgãos, como os olhos, ouvidos, etc. Do encontro do espermatozóide com o óvulo, surge o corpo humano, constituindo o ser, o qual consegue, inclusive, chegar à intimidade dos genes e descobrir tantas coisas, descortinando até mesmo sua gênese e destino no Universo. Isso não pode ser fruto do acaso. Um efeito inteligente não pode ser resultante de uma coisa aleatória que surgiu de forma casual, de jeito nenhum, apenas resultante do trabalho de proteínas específicas.

É claro que sabemos que o espírito ali está presente, porque, na realidade, o DNA corresponde a uma fita programada e o corpo humano está subordinado às informações ou ordens dos genes, os quais são os diretores, gerentes, administradores. Contudo, quem é o chefão disso tudo? Quem ministra as ordens? Quem é o grande mentor? É o espírito. Se a fita está com uma programação "errada", nós, espíritas, sabemos que somos os artífices do nosso próprio destino (o acaso não existe). Quando nascemos com alguma deformidade, em verdade a mesma já existia antes em espírito, porque a criamos dentro de nós, em determinada existência pretérita. Então, o espírito é responsável por tudo que pensa e faz, subordinado que está à Lei de Causa e Efeito, divina por excelência.

A excelência da formação do câncer, desacreditando o exuberante mecanismo de formação e manutenção da vida biológica humana, faz-nos crer ser processo orientado por fatores causais. Em verdade, o tumor materializado, na arena física, retrata um processo de cura do espírito. Ações contrárias às Leis Divinas, armazenadas no corpo espiritual, no curso das reencarnações, deságuam nas células físicas, funcionando o corpo somático como mata-borrão, apreendendo os miasmas deletérios extra-espirituais, fazendo com que os genes e cromossomos, sob o impulso do comando espiritual, passem a funcionar de forma desarmônica sob a observação da ótica física.

Disse o apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso, em momento de grande felicidade: "O que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na carne, na carne ceifará a corrupção". (Gálatas 6:7-8).

Em verdade, o câncer representa uma benção para o corpo revestido da imortalidade, aproveitando a chance magnífica de soerguimento de suas estruturas íntimas sutis, em desacordo com as leis da vida inscritas na própria consciência. É preciso que o paciente se conscientize de estar recebendo do Alto uma dádiva divina, uma oportunidade gloriosa de libertação espiritual e, sem revolta e desespero, partir igualmente para a cura do corpo enfermo, dedicando-se integralmente ao tratamento proposto e executado pela medicina, revestindo-se de coragem, determinação e paciência, sabendo de antemão que somos herdeiros da Eternidade, filhos de Deus, que é AMOR. 


O Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE AME-RIO ORG pelo belissímo artigo que engrandeceu este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
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domingo, 31 de julho de 2011

Espiritualidade e Câncer


Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, existe uma expectativa de que, neste ano de 2.000, 113.959 pessoas morrerão de câncer no Brasil.

Dessas, 61.522 serão homens e 52.437, mulheres. Portanto, 53,98% de homens para 46,02% de mulheres.

Muitas são as variáveis que proporcionam essa diferença, com maior predomínio de homens, como vítimas do câncer. Contudo, não se pode negligenciar o ato de que há também, entre homens e mulheres, uma diferença no que diz respeito à espiritualidade. Por questões culturais, as mulheres estão mais propensas a se envolverem com questões da transcendentalidade do que o homem. E conforme estudos que vêm se processando nos últimos tempos, esse será também um elemento a contribuir para com o maior índice de câncer em pessoas do sexo masculino.

Em épocas passadas a diferença entre a incidência de câncer entre homens e mulheres, era bem maior naqueles do que nessas.  Mudanças de hábitos de vida, especialmente colocando as mulheres em nível de igual ou quase igual competitividade com o homem nas áreas de trabalho, com conseqüente aumento do stress, associada à aquisição de vícios como o tabagismo por parte de grande número de mulheres, contribuiu significativamente para a convergência desses números.

Mas, reafirmamos, não se pode deixar de lado a variável espiritualidade na manutenção de um significativo diferencial entre os dois grupos.

Mas como a espiritualidade interfere na ocorrência ou na prevenção do câncer?

SHEKELLE e colaboradores, em trabalho publicado na revista “Psychosomatic Medicine” de abril de 1981 afirma que DEPRESSÃO e SENTIMENTO de DESESPERANÇA estão fortemente relacionados com o aparecimento de CÂNCER, por interferirem no sistema imunitário.

James PAGET, que descreveu uma das formas mais comuns do câncer da mama, já afirmava a mesma coisa em 1870.

E SHEKELLE ainda demonstra  que pesquisas feitas com animais submetidos a sucessivos e inevitáveis  choques elétricos, produziam neles o aparecimento de tumores, em decorrência  do stress provocado pelos estímulos dolorosos.

Levando em conta o que ERICH FROMM dizia:  “A mente é a benção e a maldição do Ser Humano”, podemos deduzir que nele, mais dos que em animais-cobaias, a possibilidade do aparecimento de tumores em conseqüência de stress se torna muito mais provável.  Afinal, só o Ser Humano questiona “POR QUE SOFRO?”  e isso amplia significativamente os efeitos do stress.

EVERSON, na mesma publicação, porém já em 1996, confirmou as pesquisas de SHEKELLE  afirmando que a DESESPERANÇA é mais forte do que a DEPRESSÃO, na ocorrência de suicídio.

Ora,  o câncer pode ser  considerado, em diversos casos, como uma forma de suicídio. Uma forma a que demos o nome de SUICÍDIO ENDÓGENO uma vez que a pessoa, incapaz por qualquer razão, física, moral ou psicológica, de se matar diretamente cria, a nível de consciente profundo, bloqueios de seus mecanismos de defesa, ou estabelece  situações onde doenças ou acidente possam lhe acontecer, tirando a sua vida. 

STEPHANIE SIMONTON, esposa e colaboradora de Carl SIMONTON afirma, no livro “Com a a vida de novo” que “cada um de nós tem a sua participação na saúde e na doença, a todo momento,  através de nossas convicções, nossos sentimentos e nossas atitudes em relação à nossa vida.”

Foi exatamente a partir dessas reflexões que criaram o chamado “método SIMONTON”, para o tratamento de paciente cancerosos e que entende a doença como um problema  dizendo respeito à pessoa como um todo: corpo, emoções e mente.

Segundo suas observações o câncer costuma surgir como uma indicação de problemas e stress, que aconteceram de 6 a 18 meses antes do aparecimento da doença.  Reagindo a eles com desesperança e desistência, o a pessoa abriu suas defesas, permitindo a proliferação das células cancerosas em seu organismo.

Mas,  o que é o câncer?  Muitas pessoas acreditam que se trata de um poderoso invasor que vem de fora e nos domina inexoravelmente. Contudo isso não é verdade. O câncer é, na realidade, um conjunto de células fracas e confusas que se multiplicam quando os sistemas naturais de defesa do organismo ficam inativos. A isso se dá o nome de TEORIA DA VIGILÂNCIA IMUNOLÓGICA.

Para o tratamento dessa doença, assim como de muitas outras, a sofisticada tecnologia médica atual  passa uma idéia de poder absoluto, ao mesmo tempo que denota um certo desprezo ou descrença nos nossos próprios recursos naturais de combate às doenças.   Fica esquecido que numa enfermidade há uma forte interação entre o enfermo, sua família, a sociedade em que ele se insere e os profissionais de saúde, especialmente o médico.

Privilegiam-se os exames complementares, especialmente os mais sofisticados – e mais caros! – em detrimento do ouvir e do tocar, para melhor examinar a pessoa enferma.  ‘A terapêutica mais simples, porém eficaz,  dá-se preferência aos tratamentos com alta tecnologia, medicamentos caríssimos e aparelhagens futurísticas. Sem que com isso se alcance, na prática e na realidade, resultados muito melhores do que quando se age com humanismo e simplicidade.

Afinal, toda a tecnologia moderna é bastante ameaçadora em suas formas e em seus efeitos colaterais.  Uma sala de tomografia com seus enormes equipamentos, os aparelhos cheios de luzes e bips, assim como o  aspecto muitas vezes deplorável de quem se submete a alguns tratamentos radioterápicos ou quimioterápicos, provocam suspeição,  medo e até  rejeição.

Por tudo isso, há que se repensar a relação médico-paciente – hoje bastante distante e fria – e a própria concepção do que é um Ser Humano. Para isso, vamos ampliar um pouco o pensamento do casal SIMONTON.

O Ser Humano é bem mais que corpo, emoções e mente, como afirmava em seu primeiro livro. Ele é CORPO (SOMA), MENTE (PSIQUÊ)  e ESPÍRITO (PNEUMA).

No que diz respeito ‘a mente, ela nos lembra um iceberg. Aquele enorme bloco de gelo que flutua sobre as água, expondo apenas uma pequena parte de seu todo. Uma outra parte, permanece visível através da transparência da água. Mas seu maior volume está submerso, inalcansável aos nossos olhos e portanto impossível de ser delimitado em sua profundidade. Entendemos o consciente com três partes: a que aparece nitidamente e que á conhecida simplesmente como “consciente”. A ela damos o nome de “consciente exterior”. Nela se situam nossa memória imediata, nossos pensamentos reflexivos,  nossas sensações e emoções. É a ponta aparente do iceberg. A segunda parte, chamada de “sub-consciente”, preferimos chamar de “consciente interior” já que a palavra “sub” nos passa uma idéia de inferioridade, o que não é real  com essa parte importante de nossa mente.

Nela se situam a nossa memória elaborada e nossa intuição. E, por não ter limites precisos com o consciente exterior, também se torna responsável por sentimentos e emoções. É a parte do iceberg que vemos através das águas e que se perde numa espécie de degradée para o fundo do mar.  E, finalmente, também sem limites precisos com a parte intermediária, temos o que é chamado de  “inconsciente”, mas que preferimos chamar de “consciente profundo” já que o nome clássico sugere mais um estado de desmaio, de letargia. Paradoxalmente é exatamente essa parte de nossa mente, aquela que nunca está dormindo mas permanece em constante e incansável prontidão com seus recursos, enormes e ainda muito pouco conhecidos. Nele se encontra nossa memória total, capaz de arquivar todas as informações que recebemos desse o momento em que fomos gerados no ventre de nossa mãe.

Exatamente por isso, em momentos especiais de nossa vida algumas dessas informações afloram para os níveis mais superficiais de nosso consciente, produzindo reações físicas e psíquicas mais ou menos desejáveis.

Também nessa parte profunda de nosso consciente está arquivada a nossa memória genética, que trazemos de nossos ancestrais e que enseja as chamadas “terapias de vida passada”, confundindo as experiências que trazemos das gerações  que nos antecederam em linhagem familiar, com pseudo vidas vividas por nós mesmos, jamais provadas dentro de uma metodologia científica correta e não sectária.

Tais terapias podem funcionar exatamente pela possibilidade de trazer essas informações genéticas arquivadas em nosso consciente profundo e que podem ser motivadoras de comportamentos capazes de gerar doenças psíquicas e até mesmo físicas. Mas sem que se possa generalizar ou hipertrofiar seus efeitos, muitas vezes frutos da má-fé comercial,  da imprudência ou da irresponsabilidade profissional.

Isso posto, vemos que não é perdida a característica “trinitária”  do Ser Humano, substituindo-se o que se chama de “emoções”, que consideramos parte da mente, pelo espírito (pneuma), não contemplado quando se fala em corpo, emoções e mente.

Partido dessa conceituação, mais que MEDICINA PSICO-SOMÁTICA temos de caminhar para a MEDICINA PNEUMO-PSICO-SOMÁTICA, para encontrarmos o caminho pleno da cura e, mais ainda, da prevenção das doenças.  Especialmente do CÂNCER.

Aqui cabe uma observação: a essa visão integral do Ser Humano, dá-se também o nome de visão Holística. E à medicina, o nome de medicina Holística. Contudo tem havido muita deturpação do sentido do “holismo”, associando-o a visões fechadas e sectárias. Para se evitar tais confusões, adotamos o nome proposto de Medicina pneumo-psico-somática. Ou, se quisermos simplificar, Medicina Integral. Que não é nem deve ser uma “especialidade”, mas uma filosofia que permeie todas as práticas de saúde, seja a medicina, seja a enfermagem, a odontologia, a psicologia, etc.etc.

Nessa visão integral do Ser Humano acrescenta-se a ESPIRITUALIDADE na abordagem do enfermo.  Mas, o que é ESPIRITUALIDADE?

GAMINO e EASTERLING, num trabalho publicado em “The Forum”  jornal oficial da ADEC - ASSOCIATION FOR DEATH EDUCATION AND COUNCELING, de março-abril de 2.000, mostraram, num estudo metodologicamente rigoroso de 85 pessoas vivenciando uma condição de luto, que a ESPIRITUALIUDADE INTRÍNSECA atenuava sensivelmente o sofrimento da perda. Enquanto que a exclusiva freqüência a uma Igreja, seja ela qual for, não atenuava nada.

Anteriormente, em 1967, havia surgido na Inglaterra, com os trabalhos da doutora CICELY SAUNDERS, um conceito novo, denominado HOSPICE que trouxe muitas mudanças na  cultura médica, especialmente no que dizia respeito ao tratamento dos pacientes terminais: alivio da dor, relacionamento com a família do enfermo,  autonomia do enfermo e maior preocupação com problemas éticos.

No que diz respeito a dor, salientamos a DOR ESPIRITUAL. A qual é, geralmente, a grande geradora de DESESPERANÇA.

QUEM NÃO CRÊ, NÃO ESPERA! E QUEM NÃO ESPERA, MORRE!  

Por tudo isso, torna-se fundamental que se entenda a espiritualidade. Que não é o mesmo que RELIGIOSIDADE, apesar de estarem estreitamente relacionadas pois a religiosidade é um dos aspectos importantes e uma conseqüência da espiritualidade.

Espiritualidade é um termo surgido na Renascença (Séc. XV)  mas cujas idéias básicas tiveram origem com os ensinamentos de PLATÃO, no século IV A.C.

Esse grande filósofo defendia a idéia de que o Ser humano era um dualismo CORPO-ALMA, com prevalência absoluta da alma sobre o corpo. Exatamente por isso era indispensável que o Ser Humano se dedicasse às coisas do espírito, deixando de lado qualquer preocupação com o seu corpo. Que nada mais era do que uma prisão da alma.

Esse pensamento, que teve forte influência na humanidade, especialmente no cristianismo primitivo, evoluiu para a idéia do Ser Humano como um todo, formado à imagem da Trindade Divina (conceito que encontramos em  diversas correntes religiosas, antigas e atuais). Somos então CORPO, MENTE e ESPÍRITO,  porém inseparáveis. Quando morremos, não somos nós que morremos, mas nossa expressão biológica a que denominamos corpo e que vive em permanente estado de morte e renascimento. Observando uma foto nossa, de quando tínhamos 5 anos de idade, vamos constatar que aquele corpo já morreu há muito tempo. Outros corpos foram progressivamente substituindo aqueles que iam morrendo. E durante todo esse processo, nossa “individualidade” permanecia imortal, apenas amadurecendo com o passar dos anos. Quando morrermos, nosso corpo e nossa mente se espiritualizarão, deixando essa realidade temporo-espacial que é a única conhecida por nós, passando à dimensão que denominamos “eternidade”, na qual inexiste o tempo e o espaço. E por isso mesmo se torna inefável, totalmente inalcansável pelo nosso raciocínio uma vez que tanto ele como todos os idiomas sobre a Terra, são limitados às idéias de espaço e de tempo.

Incapazes portanto de entender ou explicitar o que é, na realidade, o não-espaço e não-tempo do qual  só conseguimos  falar através de metáforas, utilizando figuras e idéias de nossa própria realidade. S.TOMÁS DE AQUINO, o grande filósofo e teólogo afirmava: “Não existe corpo sem espírito, nem espírito sem corpo”. Nessa vida, temos um espírito “corporificado”. Ao morrermos, passaremos a ter um corpo “espiritualizado”. E as moléculas que compõem o nosso corpo material, permanecerão dispersos nessa realidade pois a ela e somente a ela pertencem. Mas a nossa individualidade permanecerá imortal na eternidade.

Espiritualidade Intrínseca é pois o mergulho infindável no transcendental. E para isso se exige humildade, coragem e decisão.

Pelo medo, criamos um “Deus quebra-galhos”.  Mergulhando no transcendental, descobriremos o verdadeiro Deus na sua plenitude.  Que todas as religiões, em todos os tempos e lugares, descobriram e Lhe deram nomes diversos. Mas sempre buscando -  e ainda buscam – religar (religião) o Ser Humano com Deus.

E isso exige constante aprofundamento.  Gostar de música, não é o mesmo que conhecer música. Quem conhece usufrui muito mais do que quem apenas gosta.

Nesse momento podemos nos questionar:  Que Deus é o nosso?

O ritualismo vazio é estressante: Não “responde”. Só desespera pois  quase nunca alcançamos, pelos ritos vazios, as coisas que queremos. E que queremos exatamente por termos uma religiosidade sem espiritualidade!

A espiritualidade intrínseca  nos liberta da desesperança enquanto a religiosidade sem espiritualidade nos causa medo, terror e ainda  gera desesperança.

E a desesperança gera o câncer. Está mais do que provado!

Concluindo, queremos relembrar dois fatos descritos no texto mais lido do mundo, a Bíblia: Cristo ao curar um enfermo dizia: “Tua fé te salvou!” Isso nos mostra uma estreita relação entre a doença e a espiritualidade. 

O outro fato, esta já no Antigo Testamento: Abraão e Sarah eram idosos e estéreis. Pela fé, nasceu-lhes Isaac, que deveria confirmar a promessa que  Deus havia feito a Abraão por reconhecer nele a sua fé: “Sua descendência será maior que o número de estrelas no céu.

Mas algum tempo depois, novamente é colocada em prova, a fé de Abraão. E ele se dispõe a sacrificar seu filho Isaac, nascido em condições tão excepcionais. Novamente Abraão demonstra que tinha espiritualidade e não um artificial ritualismo religioso. Por isso mesmo Isaac foi poupado e cumpriu-se a promessa de Deus sobre a sua numerosa descendência.

Isso é ESPIRITUALIDADE. E ela impede as doenças, ou então as cura.
NÃO É MILAGRE.  É REALIDADE!

Por.: Dr. Evaldo A. D’AssumpçãoCirurgião Plástico e Tanatologista. Membro da Academia Mineira de Medicina, Presidente da Sociedade de Tanatologia de MG; Membro da Comissão de Ética da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica MG

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Transtorno Afetivo BIPOLAR



Dia, noite, masculino, feminino, bem, mal; num universo de polaridades não poderia ser diferente, somos todos bipolares. Em se tratando do Transtorno (Afetivo) Bipolar definido pela Psicologia como doença caracterizada pela alternância de humor, a pessoa sofre com picos de euforia (episódios de mania) e de depressão, entremeados por períodos de normalidade. Mas o que é mania? Gosto levado ao extremo? Idéia fixa? O que é normalidade? O que está de conformidade com a norma? Quem a ditou? Quando? Já mudou? Isso não é mais normal? Quais as novas tendências? Está na moda? Quem criou?

Quem copiou? No caso é o comportamento da maioria das pessoas frente a uma situação ou acontecimento; é comum que transformemos o comportamento da maioria, seja ele correto, adequado ou não; em conceito de normalidade sem maiores questionamentos. 

As linhas divisórias que demarcam a normalidade ou não das atitudes sofrem a ação dentre outras coisas da educação e da cultura. Certos comportamentos são normais para determinado grupo cultural e para outro são patológicos.

Exemplo, no Brasil pessoas que se encontram num velório e que “perderam um familiar”, podem chorar gritar, descabelar-se sem maiores problemas; porém, caso alguém apresente atitudes como essa num velório no Japão, corre o risco de ser medicado ou internado.

No estado clássico de bipolaridade antes rotulado de PMD (Psicose Maníaca Depressiva) as alterações dos estados de euforia para depressão, ou vice-versa, podem acontecer repentinamente e desencadeados por motivos banais.

Sendo assim, para conquistar o rótulo de Bipolar (serve de álibi e até como “abridor de portas” – cuidado comigo!) e, ou, para até conquistar uma camisa de força química de grife (medicamentos de última geração) ou de genéricos; antes de chegar nesse ponto de status, você deve causar muito espanto nas pessoas consideradas normais ou tornar-se incapaz de executar as tarefas cotidianas até que seja diagnosticado como tal: um bipolar da hora, da moda.

O auto-diagnóstico é possível?

Até pode ser, embora seja complicado, nossa auto-imagem é muito distorcida, pois fomos educados a nos camuflarmos e a sempre buscar culpados externos para justificar nossas atitudes e reações. Nosso olhar está sempre voltado para o público externo; no máximo admitimos - com certo orgulho disfarçado - não sermos normais. Claro que depende dos nossos interesses inconscientes.

Dica: deseja um doce depois do salgado – um salgado depois de um doce? – certamente é um bipolar.

Por que estamos nos tornando a cada dia, mais semelhantes aos bipolares clássicos prontos para serem medicados?

Entender o mecanismo não é tão complicado: ainda mais reagimos a estímulos do que agimos após o uso do raciocínio crítico. O Universo conspira contra nós ou a nosso favor depende da mensagem que enviamos. É fato, solicitamos cada acontecimento, pois o tempo todo emitimos energia através do pensamento, sentimento e atitudes e o Cosmo nos retribui com fatos e pessoas que se aproximam de nós e, reagimos sem pensar.

No ritmo de vida anterior (antes do estresse crônico) muitos portadores do distúrbio não percebiam essas mudanças ou consideravam que as alterações do humor tivessem origem em acontecimentos fortuitos, ou por um fator momentâneo e, considerado “forte”; daí, justificável pela maioria. Isso ocorre devido à perda do senso crítico e da capacidade de avaliação objetiva das situações, que ficam prejudicados ou ausentes. A verdade é que nunca fomos bons nisso: inteligência crítica e bom senso. 

O atual aumento da percepção do problema decorre da aceleração e multiplicidade das experiências, pois, nessa situação, nossas desculpas e justificativas são desmentidas a jato. 

A verdade é que sempre fomos bipolares; apenas de hora em diante seremos obrigados a aceitar.

Quais os sintomas segundo a psicologia?

De forma resumida:

HUMOR EUFÓRICO – "E aí cara; tá alegre por quê?".

Coisas banais como a vitória do nosso time ou a derrota do eterno adversário pode nos levar a comemorar ou a um estado de luto; exemplo, o Corinthians ganha alegra os corintianos e entristece os palmeirenses. E até extravagantes acontecimentos como a euforia após a dispensa de um desafeto no ambiente de trabalho; a notícia da prisão ou da morte de um político corrupto... 

DISTRAÇÃO – Cadê o capacete? – Ah! seu guarda, acho que esqueci em casa.
A perda acelerada de memória recente e a falta de concentração decorrentes do estilo de vida atual nos tiram a paz; o que pode em breve nos levar a receber o rótulo de DDA (portador de deficiência de atenção).

EXALTAÇÃO – Ir do oito ao oitenta sem senso crítico é o material de criação da obesidade do Ego – nos empolgamos com facilidade. O contra senso desse distúrbio, é a perda da auto-estima frente a situações banais. Na atualidade viajamos do céu ao inferno em minutos.

GASTOS EXCESSIVOS – Somos ao mesmo tempo “muquiranas” e perdulários tão incoerentes quanto malucos. Algo do tipo: pessoas que economizam na comida, mas precisam de trinta pares de sapato e, uma interminável sucessão de exemplos.

IRRITABILIDADE – Quando apenas nos sujeitamos a reagir ao invés de agir, estamos propícios a reações paradoxais – fazer tempestade em copo d’água está cada vez mais fácil. A cada dia nos tornamos mais hipersensíveis a estímulos corriqueiros. As cobranças do óbvio que deixamos de fazer por descuido, por exemplo, nos transtornam: "Meu bem; trancou a porta?" "Querido, deu descarga?" "Já fez a lição de casa?" E podem nos levar á loucura.

IMPACIÊNCIA - A cultura do “fast” – tudo para ontem – reforça cada vez mais a ansiedade e a pressa. A paz ciência ou ciência da paz exige raciocínio crítico e mente calma. A impaciência nos leva a reações paradoxais: Não consigo parar de comer; mas sofro de bulimia. Não consigo respirar; mas tenho apnéia do sono. Não sou capaz de evacuar; mas tenho dor de barriga de medo quando tenho que desempenhar uma simples tarefa, como responder a uma questão de prova ou visitar um cliente do qual dependo para pagar minhas contas.

PENSAMENTO ACELERADO – Estar a mil, conquistar tudo num espaço curto de tempo para tornar-se bem sucedido é a realidade do ser feliz ou vencedor segundo os valores da sociedade atual.

AUMENTO DE ENERGIA E DISPOSIÇÃO – Sob certos estímulos nem sempre importantes parecemos ligados no 220w, ficamos com a corda toda; em seguida, demoramos a pegar no tranco, a ponto de precisarmos de doping (estimulantes como a cafeína) para levar um simples dia a dia.

OTIMISMO EXAGERADO – Tem dias que “viajamos na maionese”, colocamos os óculos de lente cor de rosa e, com isso a vida se torna linda e maravilhosa sem motivos inteligentes nem adequados – logo depois, sem mais nem menos, ao menor contratempo, trocamos de lentes e passamos a enxergar tudo escuro e sem perspectivas de sucesso.

AUMENTO DA AUTO-ESTIMA – quando passamos a nos “achar” sem motivos estamos a um passo do ridículo – é diferente de gostarmos de nós mesmos de forma coerente e inteligente.
FALTA DE SENSO CRÍTICO – Não se enxerga não? Somos especialistas em detectar esse distúrbio no próximo, porém nos ofendemos quando somos diagnosticados seja em pensamento ou na “lata”.

INSÔNIA – Perdemos o sono por situações banais que se resolvem por si só; mas, temos uma sonolência profunda quando temos que decidir algo importante para nossas vidas. Sono de mais ou sono de menos na hora errada e no momento inoportuno, são indicadores de bipolaridade.

PAVIO CURTO – "Qual é meu?" Para que isso? - A perda da capacidade de contenção é confundida com a falta de paciência que a maioria nunca teve.

Há graduações na bipolaridade?
Em casos mais graves podem ocorrer: abuso de álcool ou drogas lícitas ou não.

Delírios e alucinações. Desinibição exagerada ou desejo de desaparecer para sempre sem pensar em suicídio. Comportamentos inadequados que assombram os expectadores. Idéias de suicídio. Em se tratando de drogas ilícitas o consumo aumenta a passos de tartaruga se comparado com o avanço das drogas lícitas: comida e remédio – hoje as pessoas bipolares comem remédios para o sobe e desce da pressão arterial, das variações da glicemia, dos transtornos do humor, da libido...

Sintomas da fase depressiva?

Sintomas que podem surgir num episódio de depressão: Sentimento de medo, insegurança, desespero e vazio. Isolamento social e familiar. Apatia, desmotivação. Desânimo, cansaço mental. Dificuldade de concentração, esquecimento. Aumento do sono. Alteração do apetite. Pessimismo, idéias de culpa. Baixa auto-estima. Redução da libido. Com certeza, grande parte dos bipolares está nessa fase. E daí? Auto diagnosticou-se? – Está nos conformes da normalidade?

Como fica o corpo físico nessa brincadeira?
Em casos graves ocorrem: Dores e problemas físicos, como cefaléia, sintomas gastrintestinais, dores no corpo, nas articulações e pressão no peito. Idéias suicidas. No Transtorno Bipolar, essas alterações são persistentes e os sintomas mais comuns são humor eufórico, irritabilidade, impaciência e exaltação, nos episódios de mania, e isolamento social, vazio, insegurança e desespero, nos episódios de depressão.

Quem pode nos ajudar?
O ideal é o auto diagnóstico. Mas, é importante que familiares e amigos saibam reconhecer esses sintomas para direcionar o portador do distúrbio a um tratamento apropriado.

Qual o melhor tipo de tratamento?

Segundo a visão da ciência oficial; atualmente a combinação de medicamentos com a psicoterapia é o método mais adequado para tratar o Transtorno Bipolar. Quanto mais cedo a pessoa for diagnosticada e fizer uma terapêutica adequada, melhor será sua recuperação, manutenção e qualidade de vida. Será que apenas isso basta? O que é uma terapêutica adequada? Conversar com um psicólogo a vida inteira? Tomar drogas que funcionam como camisa de força?

Claro que esses recursos são válidos até certo ponto e até um certo momento – porém são paliativos; recursos que a Natureza nos oferece até que façamos a nossa parte. Portanto, a educação preconizada por Jesus como psicoterapeuta, médico e educador é um dos caminhos... Quem quiser que o siga. Copiando Jesus, segundo a ciência da psicologia: o conhecimento da doença e do processo de recuperação pelo paciente também é importante, pois assim ele aumenta as perspectivas para uma vida produtiva, com estabilidade, qualidade e felicidade. Também é importante? Correção: é essencial, pois todo bipolar posiciona-se onde deseja e pelo tempo que quiser – na depressão ou na euforia – no bem ou no mal...

Dica de última hora

“Vigia e ora”, pois do nada, aquele desejo impulsivo pode transformar-se numa cruel realidade cujas reparações se farão num planeta distante. Somos seres ainda agressivos e com ímpetos para a violência; a cada dia mais sem contenção.  Aquela irmã chata e "peripakosa", pode levar um soco no nariz e ir para cirurgia ao apenas nos contradizer. Aquele desejo de atirar na parede aquela criaturinha que não para de chorar quando queremos dormir ou jogar pela janela do sexto andar a criança índigo que nos enche o dia todo é uma possibilidade que fará muita gente (aparentemente boa) morder a língua logo (cada vez mais rápido) depois julgar de forma crítica alguém, a ir colocar-se no banco dos réus. Pois, nossas pequenas vinganças contra os que afrontam nossos pobres desejos podem transformar-se em crimes hediondos. Esse é nosso aviso; um dos que ofertamos aos nossos pacientes no trabalho diário de médico de almas. Mas, como todo bipolar às vezes; tenho ímpetos de ajudar alguns pacientes a irem fundo nas suas necessidades...

Paz e Juízo para todos nós...

Por.: Américo Canhoto Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito).

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sábado, 30 de julho de 2011

Poluição e Psicosfera


Ecólogos de todo o mundo preocupam-se, na atualidade, com a poluição devastadora, que resulta dos detritos superlativos que são atirados nos oceanos, nos rios, lagos e "terras inúteis" circunjacentes às grandes metrópoles, como o tributo pago pelo conforto e pelas conquistas tecnológicas, desde os urgentes ingredientes e artefatos para a sobrevivência, às indústrias bélicas, às de explorações novas, às "de inutilidade" que atiram fora centenas de milhões de toneladas de lixo, óleos e resíduos em todo lugar.

Além dessas, convém recordarmos a de natureza sonora, dos centros urbanos, produzindo distonias graves e contínuas...

Os mais pessimistas, porém, prevêm a possível destruição da vida vegetal, animal e hominal como efeito dos excessivos restos produzidos pelos engenhos de que o homem se utiliza, e logo o esmagarão após transformar a Terra num caos... 

Mais grave, demonstram os técnicos no assunto importante, é a poluição atmosférica, graças às substancias venenosas que são expelidas pelas fábricas em forma de resíduos, pelos motores de explosão a se multiplicarem fantástica, insaciavelmente, e os inseticidas usados para a agricultura...

Voluptuoso e desconsertado por desvarios múltiplos do homem, as máquinas avançam, dirigidas pela inconcebível ganância, desbastando reservas florestais e influindo climatericamente com transformações penosas nas regiões, então, vencidas...

O espectro de calamidades não imaginados ronda e domina com segurança muitos departamentos ambientais ora reduzidos à aridez...

Cifras assustadoras denotam o quanto se desperdiça na inutilidade—embora a elevada estatística chocante dos que se estorcegam na mais ínfima miséria, rebocando-se na coleta dos montes de lixo, a cata de destroços de que possam retirar o mínimo para sobreviver!—comprovando que no galvanizar das paixões, o homem moderno, à semelhança de Narciso, continua a contemplar a imagem refletida nas águas perigosas da vaidade e do egoísmo em que logo poderá asfixiar-se, inerme ou desesperado. No entanto, irrefletido, impõe-se exigências dispensáveis, a que se escraviza, complicando a própria e a situação dos demais usuários dos recursos da generosa mãe-Terra.

Nesse panorama deprimente, e para sanar alguns dos males imediatos e outros do futuro, sugestões e programas hão surgido preocupando as autoridades responsáveis pelos Organismos Mundiais, no sentido de serem tomadas providências coletivas e salvadoras urgentes. Algumas já estão sendo postas em prática, embora em número reduzido, tais o reflorestamento; a ausência de tráfego com motores de explosão em algumas cidades uma vez por semana; a tentativa da industrialização do lixo, com aproveitamento de energia, adubos e outros; controle no uso de pesticidas na lavoura; técnicas não poluentes com o fim de gerar energia; as áreas verdes na cidades; a segurança por meio de controle das experiências nucleares, a fim de ser evitada a contaminação . . .

Afirma-se que por onde o homem e a civilização passam ficam os sinais danosos da sua jornada, em forma de aridez, destruição e morte.

As grandes Nações materialmente, estruturadas e guindadas ao ápice pela previsão futurológica de mentes e computadores que prometiam tudo resolver, fazendo soberbas e vãs as criaturas, foram surpreendidas, há pouco, pelas conseqüências gerais da própria impetuosidade, no resultado da guerra no Oriente Médio, fazendo-as parar e modificando, em muitas delas, as estruturas e programas, previsões e soberania pelas exigências do deus petróleo em que estabeleceram as bases do seu poderio e das suas glórias, decepcionadas, atônitas...

Algumas tiveram a economia abalada, padecendo crises que resultaram do gravame geral, modificando a política interna e externa, num atestado de nulidade quanto aos compromissos humanos assumidos, à segurança e precariedade das humanas forças.

Como resultado, apressam-se as negociações internacionais por acordos diplomáticos e conchavos político-econômicos, enquanto a fome, campeando desassombradamente, confirma a falência dos cálculos e das fantasias materialistas, visivelmente per turbadas no testemunho dos seus líderes em convulsas transações com que tentam reequilibrar o poderio avassalado, quando, não, perdido ...

O poder de um dia. qual efêmera glória, sempre muda de mão e local, fazendo oscilarem, mudarem de rumo os interesses e as supostas proteções, fruto, indubitavelmente, de uma poluição descuidada—a de natureza moral!

A força e a grandeza de alguns povos até há pouco mandatários da Terra cederam lugar aos potentados reais, que se demoravam desconsiderados e as exigências da fome ameaçadora e voraz os situou como as legitimas potências que são disputadas, após o deus negro: o arroz, o trigo, o milho e o sorgo cujos celeiros, quase vazios no mundo, deles necessitam com urgência para a sobrevivência dos seres.

Todavia, o homem ingere e disparate mais terrível poluição, venenosa quão irrefreável graças ao cultivo de lamentáveis atitudes em que persevera e se compraz: referimo-nos à poluição mental que interfere na ecologia psicosférica da vida inteligente, intoxicando de dentro para fora e desarticulando de fora para dentro.

Estando a Terra vitimada pelo entrechoque de vibrações, ondas e mentes em desalinho, como decorrência do desamor, das ambições desenfreadas, dos ódios sistemáticos, as funestas conseqüências se faz em presentes não apenas nas guerras externas e destrutivas, mas também nas rudes batalhas no lar, na -família, no trabalho, nas ruas da comunidade, no comportamento. Intoxicado pela ira, vencido pelo desespero que agasalha, foge na direção dos prazeres selvagens nos quais procura relaxar tensões, adquirindo mais altas cargas de desequilíbrio em que se debate.

A poluição mental campeia livre, favorecendo o desbordar daquela de natureza moral, fator primacial para as outras que são visíveis e assustadoras.

O programa, no entanto, para o saneamento de tão perigoso estado de coisas, já foi apresentado por Jesus, o Sublime Ecólogo que em a Natureza, preservando-a, abençoando-a, dela se utilizou, apresentando os métodos e técnicas da felicidade, da sobrevivência ditosa nos incomparáveis discursos e realizações de que inundou a História, estabelecendo as bases para o reino de amor e harmonia, sem fim, sem dores, sem apreensões...

Nunca reagiu o Mestre—sempre agiu com sabedoria

Jamais se permitiu ferir -- deixou-se, porém crucificar,

Nenhuma agressão de Sua parte—facultou-se, no entanto, ser agredido.

Por onde passou, deixou concessões de esperança, bálsamo de reconforto, amenidade e paz. Seus caminhos ficaram floridos pelas alegrias e abençoados pelos frutos da saúde renovada.

Rei Solar, fez-se servo humilde de todos, mantendo-se inatingido, embora o ambiente em que veio construir a Vida Nova para os tempos futuros...

Repassa-Lhe a sublime trajetória.

Busca-O!

Faze uma pausa na terrível conjuntura em que te encontras e recorda-O.

Para toda enfermidade, Ele tem a eficiente terapia; para as calamidades destes dias, Ele tem a solução.

Ama e serve, portanto, como possas, quanto possas, quando possas.

A Terra sairá do caos que a absorve e voltarão o ar puro, a água cristalina, a relva repousante, o trinar dos pássaros, o fulgor do sol e o faiscar das estrelas em nome do Pai Criador e de Jesus, o Salvador Perene de todos nós.

Texto retirado do livro Após a Tempestade, 


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