terça-feira, 19 de julho de 2011

Conscientize-se: Carne de Vitela ou Baby-Beef


A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia.

O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar. Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia.

Baby beef é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados.
O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.Veja como é obtido esse ‘produto’:

Assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias.

Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso, alimentação que consiste de substituto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal frruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material.

Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral. Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num um piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso. A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero,criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido.

Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo.

No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar. Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida, de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.

E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida.

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade que já não mais tolera violências vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou Baby-beef e repudiando os restaurantes que a servem.

O consumidor (assim como o eleitor) tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais inocentes.

Fonte: Instituto Nina Rosa – Projetos por Amor à Vida – Se você anseia por uma sociedade mais humana e sem violência, repasse esse e-mail.

A VIDA AGRADECE.

Fonte: Profª Maria de Lourdes Pereira Dias
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – CSE/CNM – Campus
Universitário / Trindade / 88.040.900 – Florianópolis (SC) – B R A S I L

Mais informações:
A verdadeira face da comida hoje em dia-Parte 1

  
Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE INSTITUTO NINA ROSA e a PROFª MARIA DE LOURDES PEREIRA DIAS pelo Artigo que engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados. 
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

Xamanismo e os Animais


É do estudo do xamanismo que podemos aprender muito sobre as interações mentais entre homens e animais. Seres espirituais sejam na forma de santos, anjos, ancestrais, fadas, duendes ou animais totêmicos compõem o repertório de nossos mitos antigos nas diversas escrituras. Quando as crenças são universais, devemos dar algum crédito a elas. O estudo dos totens animais é muito importante para a compreensão de como o reino espiritual se manifesta na vida natural.

O conceito de “medicina”, que emprego, quando se refere; a medicina da águia, poderes medicinais do urso, medicina pessoal, e etc. se referem aos quatro corpos: O emocional, o físico, o mental e o espiritual. O termo medicina é empregado para o poder pessoal, dádivas de sabedoria, força física, clareza espiritual, talentos. É um modo de vida consciente através da relação de cura, com nossa Mãe Terra e suas crianças, nossos familiares, amigos, plantas, pedras e as pequenas criaturas.

É trilhar o caminho da vida em harmonia, amor, equilíbrio com a Terra e o Universo. Tudo que afeta o equilíbrio, afeta uma medicina.

As relações entre o xamã e os animais são de natureza espiritual, e de uma intensidade mística tal que se torna difícil para a mentalidade moderna, cética, imaginá-la. A relação era tão íntima que os xamãs achavam possível tornar-se um animal. Ao se tornar um animal mítico, o homem transformava-se em algo maior e mais forte do que ele próprio.

O pensamento xamânico diz que existe uma mente grupal, e um animal arquetípico ou mestre para cada espécie. Os espíritos animais estão seguros numa espécie de consciência coletiva e sabedoria de suas espécies. Em conseqüência, espíritos animais são excelentes professores, guias, auxiliares da humanidade.

Muitos rituais do passado usavam animais. Em algumas sociedades antigas o sangue foi um meio de liberar energia psíquica. Esse foi o único caminho que sabiam.

Hoje temos desenvolvido a energia psíquica humana que é vital e forte, sem precisarmos do sacrifício animal. Expandimos a nossa consciência, nossa criatividade, de uma maneira que é melhor para toda a vida que nos cerca.

As cerimônias efetivas se harmonizam com as tradições antigas e com os insigths modernos. Constroe-se sobre o velho e soma-se criativamente.

Os xamãs tem ao menos um animal de poder, que age como espírito guardião e como intermediário para acessar outras realidades. Nas viagens xamânicas ele assume os talentos de seu animal e vê de maneira diferente. Os animais protegem os xamãs em trabalhos perigosos e são fontes de conhecimento. Para o xamã japonês, eles podem ser uma forma exaltada de uma transformação do Buda.

Os animais no xamanismo, são também, classificados segundo os quatro elementos ( há variações de linhas ) :

Criaturas aquáticas, anfíbios - elemento água
Répteis - elemento terra
Pássaros - elemento ar
Mamíferos - elemento fogo

Os animais da água são freqüentemente, os guardiões de nossos sonhos, guardam conhecimentos e facilitam projeções astrais. Os anfíbios nos ensinam a refletirmos para aprendermos a usar as emoções ( água) construtivamente ( terra).

O Reino dos pássaros é o ar que interliga o Paraíso com a Terra.São os pássaros que se movem entre ambos. Fazem o caminho entre a espiritualidade e a matéria. O ar em movimento é o vento que simboliza a o movimento e a capacidade de voar, nas asas da inspiração, intuição e criatividade.

Os insetos reúnem habilidades para voar, espalhar, a adaptabilidade, a armadura, a reprodução, organização, fertilização, etc.

A aranha entre os nativos americanos é ao mesmo tempo Avó e Criador, que criam novas energias dentro da existência.

Os répteis são os guardiões dos registros da Terra, ensinam a capacidade de sobrevivência.

Algumas versões da Roda Medicinal trazem o seguinte:

Direção
Elemento
Totem Animal
Portal
Corpo
Leste
Fogo
Águia Dourada
Iluminação     Claridade
Espiritual
Oeste
Terra
Urso Cinzento
Introspecção
Físico
Norte
Ar
Búfalo Branco
Sabedoria
Mental
Sul
Água
Coiote
Fé/Emoções
Emocional

Os povos nativos têm acreditado que os clãs animais  têm grandes poderes medicinais que eles compartilham conosco, se nós temos a sabedoria para receber os ensinamentos.

Os povos xamânicos chamam a energia dos animais honrando-os. Nós também podemos tirar proveito desses poderes, em todo o conjunto do seu clã, por um processo chamado invocação.

Invocação pode ser entendida como um tipo de prece, um caminho para chamar o espírito de certos animais, até nós.

Quando nós invocamos, nós estamos literalmente convidando um espírito animal para viver perto de nós, então podemos compartilhar de seu poder medicinal. Ao invocar um espírito animal, estamos rezando para o conjunto das espécies daquele animal.

Quando nós invocamos algum animal, chamamos a sabedoria do conjunto das espécies. O simples fato de procurar deliberadamente o seu poder e de inclui-lo em nossa vida pode transformar completamente a nossa maneira de viver. Você não estará chamando espíritos de animais mortos ou vivos, não deve procurar o seu animal de poder fora de você, ele está no seu interior. Ao invocarmos a Águia, invocamos o poder, conhecimento e experiência de todos as águias, da alma coletiva, da essência espiritual do animal que vive na Terra, e no Mundo Espiritual.

Deve-se estudá-lo atentamente para aprender mais coisas a respeito de sí próprio. Quando interagimos com os animais, nós aprendemos a vê-los e tudo na natureza toma um novo caminho.

Nós chegamos para apreciar e reverenciar a sabedoria e poder, inerentes a todos os seres da natureza. Nos temos nos desenvolvido na ciência, tecnologia e habilidade analítica, mas os espíritos animais têm outros poderes que, em alguns caminhos, vão além de todos os nossos próprios. Nós podemos receber a sua orientação e sermos curados por sua medicina, por invocar seus poderes até nós.

Podemos usar os totens animais para aprender sobre nós mesmos e sobre mundos invisíveis. Há uma força arquetípica que se manifesta através dessas criaturas. Esses arquétipos têm suas próprias qualidades e características refletidas pelos comportamentos e hábitos dos animais.

Um xamã pode ter vários animais de poder como auxiliares, para objetivos específicos. Você poderá trabalhar com outros animais, e os descobrirá à medida que for desenvolvendo habilidades xamânicas, mas seu animal principal continuará sempre sendo o mais importante para você. Alguns xamãs não aconselham revelar o seu animal de poder para outras pessoas, outros falam publicamente, o certo nesse caso é que cada um ouça a sua voz interior, e que tenha uma clara e boa intenção ao revelar.

Quando encontrar seu animal, você saberá, ou então ele se comunicará com você de alguma maneira. Se quiser poderá falar com ele. Ao voltar da viagem ele o acompanhará através do túnel, de forma que a energia dele estará ao seu lado, o tempo todo, pronta para ser usada quando você quiser.

Comece a meditar sobre seu animal, faça visualizações simples, imagine-o na sua frente. Deixe que ele se comunique telepaticamente com você. Veja como ele pode ajuda-lo em diferentes áreas da sua vida. Não use o racional, não se preocupe em entender, vá com o coração e a mente de uma criança, que obterá uma conexão mais forte com ele.

Visualize seu animal se fundindo em você. Faça meditações onde você se vê como o animal.
Faça canções para seu animal. Não precisam ser muito elaboradas. Algumas linhas melódicas simples e repetitivas servem de excelentes ferramentas. Você poderá criar numa melodia que já conhece. Até que um dia receba a “Canção de Poder” do seu animal. ( processo de canalização )

A tarefa do animal de poder é manter a sua energia sadia – física, mental, emocional e espiritualmente, provendo direcionamento e apoio. No dia a dia qualquer um pode invocar seu animal de poder quando precisa de energia extra ou assistência, ou num lugar perigoso, ou em época de enfermidade.

Um dos métodos mais famosos para entrar em contato com o animal de poder é a Busca da Visão. Usualmente o praticante vai para um lugar ermo, montanhas ou florestas, jejuando, as vezes dormindo no relento, em alguns casos bebendo plantas de poder, ( AYAHUASCA ) aguardando por uma visão

Um caminho muito simples para invocar um espírito animal é visualizá-lo e chamá-lo de coração.
Se você, por exemplo, precisar de uma maior coragem, poderá visualizar um Leão e invocar:
Espírito do Leão. Eu estou chamando você. Viva dentro de mim e abasteça-me com sua coragem.
Quando termina a invocação, agradecemos ao Espírito Animal, pela sua ajuda.

Você deve compreender que está invocando uma virtude, não confunda esse trabalho com religião. Você não estará adorando ídolos, e sim reverenciando e honrando uma obra da Criação Divina, e não substituindo a fé em Deus, que é insubstituível.

Você também pode se inspirar com fotos do animal, camisetas, estatuas, quadros, etc. O animal também pode ser invocado, imitando igualando o seu comportamento. (Dança Animal) Dessa forma nos alinhamos com as suas energias, e chamamos o seu espírito até nós. Nós podemos agir como animais, fazer sons, convidando-os a trazerem seus poderes até nós.

Podemos rondar e urrar como um Leão, assim que invocamos o seu espírito. Podemos espalhar nossos braços e voar como uma Águia. Rastejar como uma serpente.

Os xamãs costumam, Ter suas canções, que são enviadas pelos espíritos guardiões, para invocar seu poder. No xamanismo, quando nos harmonizamos com nosso animal, ele nos envia canções. As canções de poder não são compostas, e sim canalizadas. São um fenômeno de liberação psíquica, mediúnica. Elas podem trazer felicidade, bem estar, cura, transe, entendimento, reflexão. Todo o xamã tem sua canção de poder. Para ter uma canção de poder, você deve ir sozinho, num lugar agreste, onde não haja ninguém. Jejue o dia todo. Caminhe sossegadamente e as vezes sente-se. Peça sua canção ao Universo. Depois que receber a canção, quanto mais você a canta, mais ela fica impregnada de energia e ainda ajuda-o a entrar em outro estado de consciência.

Mesmo não recebendo a canalização, você pode invocar um espírito animal, criando uma música. Por exemplo:

Espírito do Golfinho. Eu chamo você
Seu espírito está aqui agora

Ajude-me a me comunicar melhor com todos Espírito do Golfinho, viva em mim.

Não é necessário que a invocação tenha rima. Procure visualizar o animal na natureza. Respire profundamente e use suas próprias palavras, colocando vida na voz. Você poderá usar a melodia de uma canção já conhecida, caso queira.

Sinta, como no exemplo acima, seu nariz igual ao bico de um golfinho, suas nadadeiras, seu corpo fluindo nas águas, sinta-se um golfinho. Peça para o Golfinho viver em seu coração, enchendo você de pureza, paz, harmonia, sabedoria. Agradeça ao Golfinho, quando terminar.

Use a energia de seu animal de poder no cotidiano. Para tomar decisões importantes, para reabastecer-se de energia, para enfrentar obstáculos.

Quando, por exemplo, você tiver que ir a algum lugar, que suspeite ter uma energia pesada visualize seu animal de poder indo na sua frente e criando um círculo de proteção que o protegerá desde o momento que entrar no recinto. O contato periódico com seu animal é que determinará as melhores formas de comunicação entre vocês.

No xamanismo realizamos uma ritual, com tambor, para que os praticantes se conectem com seu animal, e também deixamos nosso animal aflorar através da “Dança do Animal”, uma outra forma de evocação, unificando o animal de poder com o dançarino.. No xamanismo, os praticantes costumam, também ter as suas canções, para evocar o poder dos animals.

Evocando com palavras, visualizações, você logo descobrirá, intuitivamente outros meios de comunicação com eles. Eles poderão trazer mensagens em sonhos, e as vezes aparecem nas suas dúvidas em out doors, revistas, camisetas, em plásticos de automóveis, ou seja criando sincronicidade, vindo por uma variedade de sinais.

Existem numerosas formas para facilitar a invocação dos espíritos animais. Uma coisa que facilita é passar o maior tempo possível em contato com lugares naturais e selvagens, mas a invocação também poderá ser feita no seu jardim, ou num quarto com gravuras da natureza e plantas. E é claro assim como os animais respeitam a natureza, quanto mais nos aproximarmos e respeitarmos a natureza e todas as suas crianças, isso também se tornará uma grande invocação.

Descobrindo-se o totem animal, e estudando-o aprenderá a fundir-se com ele, e assim poderá chamar a sua energia sempre que necessário. Quando você honra o totem, estará honrando a essência espiritual, a energia que está por trás dele. Uma força real. Aprendendo a trabalhar essa energia você estará aprendendo a linguagem da natureza, e ai se abrem mistérios, segredos.

É interessante, que ao trabalhar com o animal guardião, muitas respostas apareceram na minha vida em situações das mais diversas, tais como out doors, adesivos de carros, camisetas, nuvens no céu com o formato animal, sonhos, etc. Abre-se o portal da sincronicidade.

Todo o animal tem seus próprios talentos. O estudo de seus talentos revelará o tipo de medicina, magia, e força que poderá ajudar você a se desenvolver.

Os animais de poder são, usualmente selvagens, não domesticados. Há poucas exceções, mas, mesmo essas exceções são um caminho para o animal de força verdadeiro. Ou seja, eles servem como elo. Exemplo: um cão pode ser um elo para o lobo ou coiote. O gato pode ser um elo para um leão, pantera, tigre, etc. É um caminho de passagem para levar ao animal de poder verdadeiro, e não pode ser desconsiderado. É como se fosse uma etapa de preparação.

Os animais (e suas energias) trabalham em você. Você é um microcosmo. As energias do Universo estão dentro de você, o Universo vive em você.

O animal escolhe a pessoa, e não o contrário. Quem busca um animal, geralmente é porque encontra o ego no meio do caminho. A pessoa pode escolher um animal por causa do seu glamour, e isto não trás resultados e sim frustrações. Nenhum animal é pior, ou melhor, do que outro. A medicinal de cada animal é única. Muito melhor você estar poderoso usando a medicina do rato, do que ineficaz na medicina do Urso. O seu maior sucesso está em trabalhar com o animal que vem para você.

Você deve desenvolver um relacionamento com seu animal. Para se comunicar com eles é necessário respeito. Você deve aprender seus pontos de vista. Eles devem aprender a confiar em você e suas limitações. E você deve aprender a confiar neles e suas limitações. Isso requer tempo, paciência e prática.

Você deve aprender a honrar seu totem e sua medicina para que esteja efetivo em sua vida. Quanto mais efetivo, mais poderosos eles se tornam. Poderá pendurar gravuras, estátuas. Lendo e aprendendo como eles se comportam. Usando camisetas, pequenos símbolos e imagens, dando aos amigos como presente. Esses fetiches são um lembrete da força e espírito de seu totem animal.
Dançar é uma forma poderosa de honrar seu animal. Desenvolva a mímica de seus movimentos. Guardando-o vivo dentro de sua imaginação. Você poderá um dia ver o seu animal no seu próprio rosto, sentir sensações físicas. Por exemplo: Quando está bem sintonizado com o coiote, poderá sentir seu nariz alongando como se fosse um focinho.
A imaginação é um elo real para seu animal.

Quando você aprende a trabalhar com a medicina de seu animal, isto se torna uma porta para conectar com outro do reino animal. Você não estará limitado a só um totem. Outros podem somar coisas que o seu próprio não tem. Trabalhando com a força de seu animal, ele ensina como se alinhar com os outros. Através de seu animal de poder, você pode se alinhar com as energias de outros animais e de outras existências.

Embora existe o totem maior para a sua vida, que é seu animal de poder. Você poderá ter um para um dia determinado, ou trabalhar com outro em determinado período de sua vida. A chave está em você manter uma forte conexão com o seu principal, isso expande o seu conhecimento e abre a ponte para os demais mais facilmente.

Várias pessoas podem Ter o mesmo totem. Podem ser formados grupos onde todos os participantes trabalhem o mesmo espírito animal. Porém a energia poderá se manifestar diferente para cada participante.

Certamente, e agora mais que nunca, é necessário para a humanidade se reconectar com a MãeTerra.

Fonte.:  SITE ALMA 

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos DO SITE ALMA pelo Artigo que engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados. 
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Doutor Bicho


Além de amigos do homem, os animais se tornaram ótimos terapeutas

Bichoterapia, zooterapia, atividade assistida por animais... são vários os nomes que servem para designar os tratamentos com fins terapêuticos que contam com uma ajuda muito especial e inusitada: a dos bichos. Isso mesmo, eles podem ser incrivelmente eficientes para auxiliar pessoas com problemas psicomotores e outras doenças. A interação com animais dóceis, treinados e saudáveis faz a alegria dos pacientes e estimula a cooperação deles com a terapia, que atinge bons resultados mais rapidamente.

A Terapia Assistida por Animais (TAA), denominação mais comum entre os especialistas, consiste num tratamento alternativo que propõe a interação entre animais, como o cão e o cavalo, e pacientes com disfunções físicas ou mentais diversas. "A TAA é uma modalidade de intervenção terapêutica que já vem sendo estudada desde meados do século XX e tem como princípio a utilização de diferentes espécies de animais como mediadores privilegiados de terapias", define a psicóloga e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Vanessa Breia, que trabalha com cinoterapia (educação assistida por cães) desde 2004 e com equoterapia (cavalos) desde o ano passado, coordenando o Centro de Equoterapia Conquistar.

“Acreditamos, e por diversas vezes confirmamos, que a bichoterapia pode acelerar o desenvolvimento motor e comportamental, visto que, devido ao teor lúdico, os pacientes sentem-se menos pressionados e mais motivados a freqüentá-la”

Vanessa destaca que os animais mais utilizados são, de fato, os cães, por sua reconhecida fidelidade e vinculação com o ser humano, e os cavalos, especialmente pelos benefícios físicos derivados de sua movimentação tridimensional. "Entretanto, diversos outros bichos também são utilizados em atividades semelhantes, como coelhos, gatos, pássaros, lhamas etc", ressalta a psicóloga. A fisioterapeuta Janaina Melo, responsável por um projeto de cinoterapia em Cascavel, no Paraná, chama a atenção para a importância da participação dos animais na rapidez e eficácia na recuperação dos pacientes:

"O cão não influencia diretamente na melhora física do paciente, mas ele atua na motivação da execução da terapia, relaxando a criança e diminuindo tendências a isolamento. O cachorro reúne características que o torna apto para interagir com pacientes - sua prontidão em oferecer afeto e contato táctil em todos os momentos e situações, aliada à confiança que desperta. O paciente fica mais receptivo ao afeto dos cães, melhorando sua auto-estima e a consciência de suas limitações e comportamentos", afirma Janaina, completando que essa interação com os cães faz com que as crianças cooperem mais com a fisioterapia.


Os objetivos da terapia com animais variam de paciente para paciente. Mas, em todos os casos, a principal finalidade é aumentar a motivação na execução da terapia, e obter, através desta motivação, melhorias específicas como o maior controle da motricidade e dos movimentos, diminuição do estresse, fortalecimento do tônus muscular e o aumento da socialização e da auto-estima. "Acreditamos, e por diversas vezes confirmamos, que a bichoterapia pode acelerar o desenvolvimento motor e comportamental, visto que, devido ao teor lúdico, os pacientes sentem-se menos pressionados e mais motivados a freqüentá-la", atesta Janaina. A psicóloga Vanessa Breia reforça que os principais resultados obtidos vão desde os benefícios sócio-emocionais, como a interação social, a redução da insegurança e da ansiedade, aos físicos. "Mas é importante destacar que a TAA não substitui as outras formas de terapia. Ela consiste em uma intervenção complementar", alerta Vanessa.

O público-alvo atingido pelas Terapias Assistidas por Animais é diversificado, mas o tratamento costuma surtir maior efeito entre as crianças e os idosos, que estabelecem um vínculo afetivo instantâneo com os cachorros, por exemplo. Geralmente são tratadas alterações neuromotoras e/ou comportamentais, como autismo, hiperatividade, dificuldades no processo de aprendizagem (em especial nas crianças), hidrocefalia, lesões causadas por traumatismos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC) e deficiências físicas. A TAA também auxilia no desenvolvimento de pacientes com Síndrome de Down.

O projeto de Janaina Melo e Rochelle Magalhães, o Cão&Terapia, foi criado há um ano e atende principalmente a crianças e jovens de 0 a 18 anos - a maioria com paralisia cerebral. "As crianças recebem atendimento multidisciplinar (com fisioterapia em solo, aquática, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia), no Centro de Reabilitação da Faculdade Assis Gurcacz (PR) e são encaminhadas à Cão&Terapia pela médica especialista em neurologia pediátrica", explica a fisioterapeuta, que conta com a ajuda de dois veterinários, um adestrador e estudantes de psicologia e fisioterapia, e pretende incluir na equipe, este ano, psicólogos e nutricionistas para uma terapia voltada ao combate da obesidade infantil.

No caso dos idosos, a zooterapia pode ainda ajudá-los a controlar os sintomas do Mal de Alzheimer, como aconteceu no projeto realizado pelo Centro de Atendimento ao Idoso do Hospital da Universidade de Brasília (UnB). O médico geriatra Renato Maia, coordenador do projeto, decidiu aplicar a atividade, tão bem recebida em outras áreas médicas, como um estimulante no tratamento dos pacientes com Alzheimer: "Implementamos este tipo de terapia complementar tomando como inspiração os bons resultados alcançados em atividades similares na pediatria, por exemplo", menciona ele, que cita casos de TAA com crianças com câncer, nos quais o consumo de analgésicos diminuiu devido às visitas de cachorrinhos.

O projeto do Centro de Atendimento ao Idoso foi realizado com dois grupos, de sete a oito pacientes, em dez sessões de 45 minutos cada. Os principais objetivos eram desenvolver as funções motoras e melhorar a memória, que fica seriamente comprometida com a doença. "Com essa experiência, percebemos que a TAA tem uma utilidade muito grande para a reabilitação do paciente idoso. Todos que participavam gostavam da atividade e se sentiam mais alegres e mais dispostos a participar de outras terapias no hospital. Alguns já tinham bichos de estimação em casa, mas os ignoravam, e depois da pet-terapia passaram a interagir com eles também", conta o médico. Renato ainda ressalta a diferença entre um "cão-terapeuta" e um cachorro doméstico ou de rua: "Tivemos todo o cuidado para escolher os cães. Usamos o Golden-retriever, que é uma raça de médio a grande porte, mas muito mansa e amigável. O cachorro não pode intimidar os pacientes, nem ser agitado demais.

O treinamento e o controle veterinário também é de suma importância, assim como os cuidados com a higiene e a identificação do cão (uso de coletes)", observa. Antes de iniciar o tratamento com os animais, as famílias dos pacientes são avisadas e concedem autorização.

“Há a redução da pressão arterial e freqüência cardíaca, a melhora da depressão, o aumento do tônus muscular, entre outros. Como qualquer outra terapia, ela tem como principal objetivo promover a melhoria da qualidade de vida do praticante, favorecendo o desenvolvimento de sua autonomia, seja ele criança, adulto ou idoso”

Segundo Renato Maia, a terapia conta com dois momentos. "Primeiro, conduzimos uma familiarização, em que o idoso se aproxima do animal, afagando-o, tentando guardar seu nome, sua cor etc. Depois, partíamos para as brincadeiras, quando os pacientes podiam jogar bola para o cachorro, e, posteriormente, sem ele, buscavam se lembrar de coisas relativas às atividades e aos cães, através de jogos de perguntas que fazíamos. Eram 45 minutos lúdicos e alegres para todos", explica. "Apesar de estar temporariamente parado, o projeto deve voltar à ativa em breve, quando conseguirmos um veterinário substituto e novos cãezinhos", adianta o médico.

Outra atividade assistida por animais realizada com cães e idosos é o projeto Cão do Idoso, da Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração (OBIHACC), de São Paulo. A diferença na proposta é que as visitas com cachorros são feitas a asilos e casas de repouso. O programa, que funciona desde 2000, conta com o apoio de quase 100 colaboradores, todos voluntários, e atende cerca de 600 idosos. A intermediação dos animais tem o objetivo de alegrar os velhinhos, que, na sua maioria, são carentes e sofrem de depressão, pois dificilmente recebem visitas de familiares.


A Terapia Assistida por Animais feita com cavalos é chamada equoterapia ou hipoterapia. No Brasil, a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE) oficializou a prática em 1989, que foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Medicina em 1997. Este tipo de terapia é especialmente eficaz em casos de deficiências físicas e mentais, pois estimula a concentração, desenvolve o equilíbrio e a coordenação motora, promove o alongamento muscular e corrige a postura. A psicóloga Vanessa Breia cita ainda outros efeitos da equoterapia: "Há a redução da pressão arterial e freqüência cardíaca, a melhora da depressão, o aumento do tônus muscular, entre outros. Como qualquer outra terapia, ela tem como principal objetivo promover a melhoria da qualidade de vida do praticante, favorecendo o desenvolvimento de sua autonomia, seja ele criança, adulto ou idoso", diz.

No centro de equoterapia Equovida, no Rio de Janeiro, o trabalho vem desde 2000. Cerca de 30 pessoas de várias idades passam, diariamente, pelo atendimento, que conta com a participação e supervisão de uma equipe multiprofissional composta por um fisioterapeuta, um psicólogo, uma fonoaudióloga e um profissional de equitação para orientar os cavalos. "A maioria é de crianças na faixa dos seis, sete anos, mas atendemos pacientes de três até os 50 anos de idade. Geralmente são pessoas com lesões neurológicas, síndromes, paralisia cerebral, autismo ou problemas ortopédicos", afirma o psicólogo Amauri Solon, um dos diretores do Equovida. Ele explica que a equitação terapêutica é uma TAA diferenciada, pois alcança resultados que vão além da interação com os bichos: "A base, claro, é a relação afetiva entre o ser humano e o animal. Mas na equoterapia você usa o cavalo de fato - você monta nele e os movimentos do animal atuam diretamente nos seus. E o movimento é tridimensional, pois sua cintura se move em todas as direções, o que obriga o corpo a alterar a postura", esclarece Amauri, que ressalta também a função fonoaudiológica da atividade: "Por mexer com a postura, a atividade facilita e reeduca a respiração, corrigindo a posição da língua e melhorando a fala e a deglutição". A participação de usuários de muletas e cadeiras de rodas é constante: "Há pessoas que você não imagina que poderia ver montadas num cavalo", conclui o psicólogo.

Serviço:
Centro de Atendimento ao Idoso da UnB: (61) 3448 5269
Cão&Terapia (mais fotos): http://fotolog.terra.com.br/caoterapia
Vanessa Breia: (21) 2718-8730 / (21) 8859-3626
Centro de Equoterapia Conquistar: http://equoterapiaconquistar.com.br
Associação Nacional de Equoterapia (ANDE): www.equoterapia.org.br

Artigo.: Doutor Bicho
  
O Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE BOLSA DE MULHER pelo Artigo que engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

Estudo Comprova Benefícios de se ter Animais de Estimação


Saúde física também é beneficiada

Os animais de estimação são, por vezes, os melhores amigos dos seus donos. Uma investigação da Associação Psicológica dos Estados Unidos, publicado no "Journal of Personality and Social Psychology",vem agora também revelar que estes proporcionam apoio social e emocional a quem os possui.

Este trabalho indicou que os donos de cães, gatos e outros animais de estimação mantêm uma relação tão estreita com as pessoas próximas como a que têm com seus animais, o que aponta que este tipo de interacção não é desenvolvida em função das relações humanas.

Psicólogos da Universidade de Miami e da Universidade de St. Louis, nos EUA, foram responsáveis por este trabalho, em que se realizou três estudos para analisar os possíveis benefícios de se conviver com uma “mascote”.

Segundo Allen McConnel, investigador da Universidade de Miami e primeiro autor do artigo, em termos gerais, pessoas com animais de estimação "têm mais qualidade de vida e conseguem resolver melhor diferenças individuais do que as que não os têm”.

O psicólogo acrescentou ainda que, "especificamente, os donos de animais têm mais auto-estima e estão em melhores condições físicas. Além disso, tendem a ser menos solitários, são mais conscientes do que ocorre à sua volta, são mais extrovertidos e, normalmente, são menos receosos e preocupados”.

Allen McConnel concluiu dizendo que os estudos realizados trouxeram “provas consideráveis” de que “os animais de estimação beneficiam a vida dos seus donos tanto no âmbito psicológico como no físico, já que representam uma importante fonte de apoio social".

 
O Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE CIÊNCIA HOJE  pelo Artigo que engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

As Crianças e os Animais


Cita Dotti (2005) que algumas pesquisas realizadas com pais de crianças que possuíram animais de companhia em sua infância apontam que as atitudes das crianças se tornaram mais intensas em relação à responsabilidade, sensibilidade e senso de comunicação com outras pessoas. Os aspectos como de cooperação, organização e de companhia foram identificados, facilitando o contanto com outras crianças e cria um ambiente saudável para brincadeiras.

Estudos recentes mostram que as crianças entre 5 e 12 anos, que possuem animais de companhia, têm mais sensibilidade e compreendem melhor os sentimentos de outras pessoas tendo mais empatia. Crianças menores desenvolvem mais rapidamente a cognição e se tornam até mais espertas, com aumento considerável em seus pontos de QI. Podem desenvolver mais rapidamente sua coordenação motora, campo visual e sua inter-relação com o mundo exterior.

Outro aspecto como o senso de igualdade e diferença também é melhor compreendido pela criança. Em teste com crianças foi percebido que em seu relacionamento com o mundo exterior, com objetos inanimados, animais de brinquedo e animais vivos, há uma procura maior pelos animais vivos, independentemente dos brinquedos, barulhos e cores. Foi concluído que os animais vivos tinham um maior poder sobre as crianças, por responderem ao toque e estimularem os movimentos e a perseguição pela criança. O atrativo para a criança é a espontaniedade na interação, e ela sempre tentará outra vez, nem a televisão, nem o brinquedo e nem o vídeo-game farão o mesmo ou parecerão tão interessantes para ela. (DOTTI, 2005)

Dotti (2005) salienta que no mundo da criança e do animal há uma cumplicidade, pois eles estão sempre unidos pelos momentos que passam juntos, pelas brincadeiras, pelas confidências e pelo sentimento de sempre ter um amigo por perto. Há indícios de que esses laços trazem à criança uma estabilidade emocional e um amadurecimento compatível com sua idade, tirando-a do isolamento e gerando novas possibilidades. Alunos que possuem um envolvimento maior com os animais têm maiores índices de liderança e de altruísmo e menos índices de problemas comportamentais e ansiedade. É importante também o papel dos pais em incentivar as noções de dever e necessidade, para que a criança possa tomar consciência dos cuidados com o seu animal. Os pais devem encorajar a criança, por meio do animal, comportamentos responsáveis e de disciplina. Os animais apresentam grande oportunidade de envolvimento conjunto para com a família, onde momentos podem ser compartilhados de uma forma intensa por meio do contato físico e emocional com seu bicho de estimação.

Crianças, Psicoterapia e Animais

Segundo Serpel (1999 apud DOTTI, 2005) há estudos que indicam que as crianças utilizam seus animais de forma a se sentirem mais confortáveis quando se sentem chateadas, abandonadas, sozinhas e infelizes. Crianças com problemas de agitação, ansiedades, traumas em geral, podem ter uma grande ajuda dos animais, principalmente no que envolve a confiança entre terapeuta e paciente. Na maioria das vezes o que ocorre quando um animal está presente na sala e serve de apoio emocional, é que a criança sente-se acompanhada e cria uma cumplicidade afetiva com aquele animal, tornando-se menos ansiosa na hora de se abrir com o terapeuta, até o ponto de falar sobre suas próprias emoções de uma forma mais natural e também com mais propriedade.

Qualquer tipo de trauma pode prejudicar habilidades de socialização, pois gera desconfiança e insegurança. Já a relação com o animal é segura e isso traz um pouco de esperança para que a pessoa volte a acreditar nos outros e em suas relações. Uma série de técnicas podem ser utilizadas com a ajuda da presença do animal, trabalhando com os instrumentos que a própria pessoa fornece, trabalhando em suas virtudes e aspectos positivos podendo trazer à superfície fatos que com o decorrer da terapia poderão ser tratados. O terapeuta precisa criar uma atmosfera para que a criança encontre uma base de sustentação para seus problemas emocionais, e a partir daí aplicará diversas técnicas para realizar seu trabalho. Como por exemplo, aquelas que sofreram abusos ou foram negligenciadas, podem ter no animal um agente catalisador importante de suas emoções, o que poderá fazer a grande diferença, para que as mudanças e o crescimento possam ocorrer. Um dos fatores principais que o animal proporciona à criança é o senso do toque, onde ela sente que está doando e recebendo afeição, e é por causa dessa relação que o terapeuta, por meio do animal, consegue alcançar o paciente esteja ele onde estiver, e aos poucos conectá-lo com o mundo. (DOTTI, 2005)

Em entrevista realizada por Sanches (2007) com a veterinária Valéria Oliva, responsável pelos animais da Cão - Cidadão (Unesp), a melhora no comportamento agressivo dos pacientes é sensível. A iniciativa vai ser ampliada para crianças autistas ou com quadros severos de doenças mentais, e já é reconhecida por psiquiatras.

Para as crianças, brincar com bichos também é positivo até mesmo quando são animais de fazenda. Uma pesquisa realizada no final de 1999 na Áustria, mostrou que os pequenos que brincam com vacas, galinhas, porcos e ovelhas têm menos chance de desenvolver alergias e problemas respiratórios, como a asma. A explicação? O contato aumenta as células de defesa e deixa o corpo mais tolerante a bactérias e ácaros. (GULLO, 2000)

Segundo Dotti (2005) é de suma importância saber que há uma grande diferença nas relações com as crianças institucionalizadas e outras crianças pertencentes aos outros grupos que desenvolvem a TAA. A criança institucionalizada por motivo de abandono ou mesmo por que foi retirada de seus lares por violência contra ela, seja física, emocional ou psicológica, deve ter um tratamento mais aprofundado e conseqüentemente exigirá a participação de profissionais da instituição, juntamente com os profissionais do programa de TAA.

A relação da criança com o animal poderá ser de profunda dependência e vínculo extremo ou de descaso e crueldade. Ela pode se tornar agradável, cheia de atenção e afeto para com o animal e para com seu dono em uma interação intensa, ou se mostrar revoltada, arredia e projetar no animal toda uma carga emocional negativa, que se traduz em formas brutas e cruéis no convívio com os animais. Aconselha-se que essas crianças sejam analisadas e acompanhadas por psicólogos e pedagogos, para educar e aliviar a dor da rejeição e do abandono, continua o autor.

Para Poresky (1996 apud DOTTI, 2005) outro ponto importante é a relação de vínculo que se pode criar nessas condições. De qualquer jeito essa relação é criada, mas é essencial um monitoramento para que se crie um ambiente harmônico e não prejudicial para elas. Não é recomendável incentivar a relação apenas com um animal, pois possivelmente trará ansiedades e um profundo vínculo com ele. Mesmo que haja preferências, o que é normal, há de se abrir outras possibilidades e equilibrar as relações, com planejamento adequados para cada criança assistida.

Estudiosa do assunto nos seus 45 anos de profissão, Hannelori sempre observou a influência do animal dentro de uma família. Notava o quanto se guardava o luto quando o cão ou gato morria e as crianças que chegavam a adoecer sem seu bichinho de estimação. Por isso, há três anos resolveu fazer um trabalho voluntário que é uma verdadeira preciosidade. Leva animais para brincar com crianças deficientes do Lar Escola São Francisco, em São Paulo, e para fazer companhia aos doentes do Hospital da Criança, também na capital paulista. N. M. S., seis anos, internado no hospital às pressas por causa de uma intoxicação por remédio, adorou ser visitado pelos bichinhos. O garoto estava de cama, recebendo soro e bastante amuado com o susto. Assim que a psicóloga e a sua equipe apareceram no quarto ele mudou de ânimo e deixou transparecer um gostoso sorriso no rosto. A especialista afirma que as crianças se soltam e é possível notar uma melhora física e mental.(TERAPIA, 2007)

O portador de distúrbios psiquícos, V. R. G., vivencia problemas de sociabilização, concentração e aprendizado. Após seis meses de prática da equoterapia, o menino de apenas 8 anos, alcançou avanços físicos e mentais.

A mãe, R. G., conta com entusiasmo que, logo nas primeiras semanas de tratamento, ele passou a agir de forma mais sociável, melhorando o relacionamento com os irmãos e também o jeito de andar, falar e aprendeu as cores. A psicopedagoga, Luciana Rocha, uma das profissionais que atua no seu tratamento equoterápico, explica que as atividades propostas para V. R. G. são focadas no aprendizado e na capacidade de concentração. Além da equoterapia, o garoto conta com o acompanhamento psiquiátrico, fato que contribui ainda mais para o seu desenvolvimento. (CRISTINA, 2007)

Em entrevista realizada por Gullo (2000) com Alexandre Rossi, a utilização desse tipo de terapia apresenta ótimos resultados com crianças doentes. Na presença de animais até os médicos conseguem se aproximar do paciente mais facilmente. Depois das visitas, o relacionamento e o humor dos pequeninos melhoram visivelmente. No rastro dessa idéia, o zootecnista começou há alguns meses a levar cachorros em asilos e nas casas de apoio do Hospital das Clínicas de São Paulo para brincar com crianças que sofrem de câncer. Essas instituições abrigam crianças doentes cuja família em geral não tem como mantê-las. Segundo ele, que também é especialista em comportamento animal, quando o cachorro chega, é uma festa. Tanto crianças como os velhinhos ficam visivelmente mais felizes. Alegria, aumenta os níveis de endorfina no organismo. Essa substância, que é nosso calmante natural, influi no sistema de defesa do corpo, deixando o paciente mais fortalecido, desse modo, reage-se melhor às doenças.

A. é um garoto, tem 5 anos e é portador da Síndrome de Down. Mas, quando está com a enorme e mansa Nagoya, uma rottweiler do canil Cambará, ou com Toby, um beagle, em São Roque, interior de São Paulo, o que se vê é uma criança comum, brincando ao ar livre, abraçando o cachorro, que retribui o carinho do garoto na mesma proporção.

Há alguns meses, A. e várias outras crianças, portadoras de diversas deficiências, de problemas emocionais graves à paralisia mental ou física, até autismo, têm encontrado no canil, junto aos animais, um elo com um mundo de movimento, expressões e descobertas que vêm surtindo efeitos sensíveis sobre sua saúde. Duas vezes por semana, essas crianças vão até o canil e aprendem, no contato com os cães, a fazer movimentos que até então eram quase impossíveis. Muitos aprendem os rudimentos da fala, ou pelo menos se esforçam para se expressar, e principalmente sentem-se aceitos e amados como são. Os cães não sabem que essas crianças são especiais. Sabem apenas que elas afagam, brincam e precisam de carinho. É uma relação muito rica, e que está surpreendendo pelos resultados positivos, afirma a pedagoga Marisa Solano, dona do Canil Cambará, onde cria rottweilers, beagles, labradores, cockers e weimaraners. Dona também da Escola de Educação Infantil Toquinho de Gente, em São Paulo, onde A. estuda, ela diz que foi justamente observando-o sendo estimulado pelos cães numa visita ao canil que teve a idéia de disponibilizar o espaço e seus animais para a terapia junto a crianças especiais.

Dirigida pela psicóloga Maria Lúcia Silveira Batista Pivelli e pela fonoaudióloga Silvana Banys, a Refazenda tem entre seus alunos crianças com diversos níveis de deficiência. Sem muitos dados teóricos com que trabalhar, as duas e a pedagoga Marisa Solano resolveram usar a sensibilidade e o estudo de caso a caso das crianças para verificar que tipos de estímulo os animais poderiam fornecer. Através da observação tanto das deficiências e dificuldades das crianças e do modo como elas se relacionavam com os animais elas foram estruturando exercícios e brincadeiras.

Foi assim, olhando cada criança e cada animal como indivíduos com suas próprias características, que se chegou a exercícios de estímulo aos movimentos. Exemplo: andar junto com o cão, ele sobre uma tábua e a criança ao lado, os dois se ensinando mutuamente, com a criança fazendo sem perceber exercícios psicomotores e de expressão. As crianças tentam se comunicar com o cão como poucas vezes tentam se comunicar com as pessoas. Em casos de deficientes visuais, por exemplo, trabalham com animais com guisos, o que desperta a atenção da criança e as anima a brincar. Os resultados que as visitas e as brincadeiras, sempre monitoradas pelas três profissionais e outras professoras da escola têm obtido são surpreendentes. Há crianças que há alguns meses nem ficavam em pé. Hoje se movimentam, com dificuldades ainda, dadas as suas próprias limitações, e outras que não conseguiam falar já emitem sons, chamam os cachorros. Enfim, brincando elas estão aprendendo a viver e a se socializar. (ANIMAIS, 2007)

Referências Bibliográficas:
ANIMAIS SÃO USADOS COM SUCESSO NA TERAPIA HUMANA. 2007. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2007.
CRISTINA, R. Cinoterapia: a terapia assistida por cães ajuda crianças, adolescentes e idosos a superarem seus limites. 15 jun. 2005. Disponível em: Acesso em: 10 ago. 2007.
DOTTI, J. Terapias e animais. São Paulo: Noética, 2005.
GULLO, C. Benefício animal: pesquisas mostram que cuidar de bichos ajuda no tratamento de doenças como câncer e depressão. Revista Isto é. 25 jan. 2000. Disponível em: . Acesso em: 1 ago. 2007.
SANCHES, M. Remédio em quatro patas. 2007. Revista Época. 21 mai. 2007. Disponível em: . Acesso em: 3 ago. 2007.
TERAPIA CANINA. 2007. Disponível em: . Acesso em: 18 ago. 2007.


Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos da DO SITE BANCO DE SAÚDE pelo Artigo que engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados. 
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas nestes site foram tiradas da net sem autoria da mesma. Caso alguém conheça o autor da imagem, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.