domingo, 10 de julho de 2011

Animais e Pessoas com Necessidades Especiais


O uso de animais em tratamentos e terapias de reabilitação e acessibilidade é uma técnica utilizada historicamente desde 400 a.C. Mesmo depois de séculos de existência, muitas pessoas ainda desconhecem os benefícios na melhoria da qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais. As técnicas daequoterapia, utilização do cavalo em práticas terapêuticas, ou do cão-guia, por pessoas com deficiência visual, por exemplo, já ajudaram milhares de pessoas, no Brasil e no mundo.

Cão-Guia – o cão-guia vem ganhando cada dia mais adeptos entre as pessoas com deficiência visual. Uma das defensoras dessa causa é a advogada Thaís Martines, que chegou a ser barrada no metrô de São Paulo, em 2006 e ganhou a permissão de caminhar com seu cão pelo metrô, por meio de um processo na 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo. “Hoje, não só as leis estão melhores como também há conscientização entre as pessoas. Já cheguei a ser barrada em lugares por causa do meu cão, mas outras pessoas presentes insistiram na permanência do animal no recinto. Isso mostra que a população está mais consciente”, comenta a advogada, que ficou cega devido a uma caxumba aos quatro anos.

Ela ministra palestras sempre acompanhada de seu cão Boris, um labrador que a acompanha há 7 anos. “O Boris é a realização de um sonho de criança. Antigamente era muito difícil ter cão guia. Fico feliz de esse acesso estar mais fácil hoje”, afirma.


A advogada, que está a frente do Instituto Íris desde 2004, uma entidade sem fins lucrativos que trabalha no processo de inclusão social de pessoas portadoras de deficiência visual, cita que as pessoas ainda acreditam que ter um cão guia é caro, o que não é verdade. “No Instituto Íris, nós não cobramos nada pelo cão, nem pelo treinamento”, complementa Thaís. No Brasil, há apenas 50 cães guias, o que é considerado muito pouco, quando comparado com números de outros países. Cerca de 2% da população mundial, com algum tipo de deficiência, utiliza o cão, segundo informações do próprio Instituto Íris. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia mostram que há 1,2 milhões de cegos no País, o que significaria 12 mil pessoas com cão guia, mas chegamos perto de 0,2% apenas.

Equoterapia - A equoterapia chegou ao Brasil em 1993. Um dos precursores da técnica foi o Dr. Luiz Antônio Arruda Botelho, médico fisiatra da Fundação Selma, uma instituição sem fins lucrativos que oferece tratamento gratuito para pessoas com limitações físicas por meio do contato direto entre homem e animal. “O tratamento ajuda no equilíbrio do tronco, na musculatura, além de favorecer a integração do atendido”, salienta o médico.

Animais Silvestres – Outra instituição que esta se aplicando na acessibilidade de deficientes é a Fundação Parque Zoológico de São Paulo. O Parque vem passando por uma profunda reforma, desde o fim de 2006, para receber pessoas com deficiência. Os sanitários já foram reformados, a fim de facilitar o acesso a cadeirantes. “O próximo passo agora é reformular a entrada e as vias do parque”, esclarece a direção do parque. Em 2006, mais de 8.184 pessoas com deficiência visitaram o zoológico, uma média de 682 por mês. O zoológico pretende ampliar o acesso e a inclusão social de pessoas com deficiência visuais e de locomoção, ao mundo selvagem.
Cães-Guia de Cegos
Mais do que proteção, com o cão-guia o cego ganha um amigo.

Regina é médica, especializada em terapia intensiva. Portadora de um glaucoma congênito, aos 30 anos já não enxergava mais. Dez anos depois de perder a visão, sua vida sofreu profunda alteração: a chegada de Merlin, um labrador com um ano de idade que seria seu guia.
"Merlin me deu desembaraço e autoconfiança. Mesmo que eu tenha que ir a lugares desconhecidos, sinto-me apoiada, jamais estou só. O meu relacionamento com Merlin é quase telepático. Ele parece compreender o que penso."

O cão guia é um animal muito especial, possuindo temperamento dócil e sendo dotado de extrema paciência e determinação. Ama profundamente o dono e por essa razão sente prazer no seu trabalho e funciona como olhos do cego. Ele não cansa jamais, sendo treinado para acompanhar o cego 24hs por dia. Por esse motivo, os treinadores fazem cursos específicos, com aulas práticas e teóricas, adaptando experiência de países como Estados Unidos, Inglaterra e Argentina às condições de vida dos cegos do Brasil.
Merlin e Regina


Atualmente as raças utilizadas no mundo inteiro são: retriever do labrador, golden retriever, collie (pêlo longo ou curto), boxer, bouvier des flandres e pastor alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o CÃO.

Nem todas as pessoas com problemas de visão se adaptam a um cão-guia, por isso, as necessidades dos candidatos são cuidadosamente analisadas e um cão conveniente é selecionado, pois a adaptação entre o cego e o cão é fundamental.
Para o cego que não se adapta ao uso de bengalas, o cão-guia apresenta muitas vantagens: obstáculos acima da cintura são fáceis de serem percebidos pelo cão; atravessar ruas movimentadas é mais fácil e seguro pois o cão percebe o movimento do tráfego. Além disso, existe o aspecto psicológico positivo que resulta da união cego/cão-guia, pois o cachorro é estímulo, amor, carinho, inspira confiança e vontade de viver ao cego, integrando-o à sociedade.

Implantar o sistema de ajuda aos cegos depende de diversos fatores como:
 a educação da comunidade para aceitar o cão-guia;
 a legislação para permitir a entrada de cães-guia em locais públicos e meios de transporte;
 a aquisição, treinamento e manutenção dos cães-guia, etc..
Agradecimentos:
Mônica Grimaldi 

Associação Cão Guia de Cegos 

Artigo.: Animais e Pessoas com Necessidades Especiais e Cães-Guia Cegos 
Imagens do próprio Artigo 

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NOTA.: A primeira imagem usada nestes site foi tirada da net sem autoria da mesma. Caso alguém conheça o autor da imagem, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

Cuidado com seu Animal no Inverno!

Início do período de frio, com temperaturas mais amenas, é necessária atenção redobrada com os bichos de estimação! Nesta época assim como para os seres humanos, é importante pensar que o seu animalzinho de estimação não está livre de doenças e cuidados. Os animais mais afetados são os de pelagem curta. Algumas espécies como Husky Siberiano, Malamutes ou São Bernardo por serem raças provenientes de regiões mais frias, onde ocorre neve, sofrem menos com o que consideramos baixas temperaturas aqui no Brasil.

Os cães podem, neste período, apresentarem alguns sintomas que se assemelham muito a uma gripe ou resfriado humano, com tosse, espirros, inapetência e coriza. Trata-se da traqueobronquite ou tosse dos canis, que apesar de ocorrer em qualquer época do ano, tem maior predisposição para ocorrer no inverno. É uma doença altamente contagiosa caracterizada por inflamação do sistema respiratório superior dos cães.  Pode ser causada por agentes virais (Adenovírus tipo 2 e Parainfluenza vírus) e bacterianos (como Bordetella bronchiseptica).  Recebe este nome “Tosse dos Canis” porque a infecção pode espalhar-se rapidamente entre os cães em locais onde os animais convivam muito próximos, principalmente em canis.

Os animais mais susceptíveis a Tosse dos Canis são os filhotes recém desmamados, adultos debilitados acometidos por outras afecções (como verminoses, estressados, desnutridos, entre outras).

A transmissão ocorre principalmente por meio de aerossóis (gotículas eliminadas através de espirros). Pode também se espalhar através do contato com superfícies contaminadas e/ou contato direto com outros animais. É altamente contagiosa, mesmo dias ou semanas depois que os sintomas desapareçam. Os sintomas começam geralmente 3 a 5 dias após a exposição, podendo persistirem por 3 a 4 semanas. A doença pode evoluir para uma pneumonia.

O contato de cães infectados com animais sadios deve ser evitado para que a proliferação da doença não aconteça. Estes animais devem ficar isolados (em quarentena) em casa, evitando locais aonde circulam muitos animais como petshops, praças e etc.

Os sintomas podem incluir tosse áspera, seca, geralmente bastante audível, náusea, espirros, ronco, engasgos ou vômitos. O uso de coleiras (como enforcadoras) e atividades físicas podem preceder crises de tosse em resposta à pressão da luz da traquéia. A febre pode ou não estar presente e varia entre os diferentes casos. A doença pode ressurgir quando o cão passa por alguma situação de estresse.

O diagnóstico é feito através do histórico e sintomas já descritos anteriormente. Antibióticos são indicados para o tratamento de infecções bacterianas associadas.  Trata-se de uma afecção com bom prognóstico, ou seja, os animais se curam e voltam a ficar sadios.

A prevenção é feita através da vacinação e desinfecção de locais onde muitos animais convivam juntos, como abrigos e canis. E em épocas mais frias é importante manter seu animal aquecido, evitando correntes de ar frias, ventanias e chuvas. Evite banhos em dias muito frios e prefira passeios nos horários mais quentes do dia. Animais que vivem geralmente em quintais, necessitam de cuidados maiores fornecendo cobertores e ou roupas para manterem os cães aquecidos.

Em caso de dúvidas entre em contato com o veterinário do seu animal.

Artigo.: Cuidado com seu Animal no Inverno!
Por.: Dra. Júlia Só Severo (Médica Veterinária)
Imagem do próprio (SITE ROTEIRO DA MODA)
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Os Animais e a Espiritualidade

 Este é o Amor da minha Vida: Dingos
(Imagem.: Arquivo Pessoal)

 A Espiritualidade dos Animais
Autor.: Eurípedes Kühl

"Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre.
A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe
as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter.
O Espírito encarnado sofre constantes
transformações por fora, a fim de acrisolar-se
e engrandecer-se por dentro."
Chico Xavier

Gratificante que esse tema, até pouco tempo tão deslembrado, esteja agora visitando e instigando a mente de tantas pessoas, não necessariamente espíritas, mas, ao menos, espiritualistas, querendo saber o que acontece com os animais depois que morrem...
De minha parte e dentro do que conheço do Espiritismo, respondo a esse questionamento retrocedendo no tempo, partindo da criação dos seres vivos:
  
  • Deus, “[...] a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”,1 cria sem cessar. Uma de suas criações é o Princípio Inteligente (PI), representado pela mônada2 que verte do “Princípio Inteligente Universal” e que, contemplada com a eternidade(!),enceta longa rota evolutiva, estagiando inicialmente no mineral, a seguir no vegetal, depois no animal, daí ao hominal e, finalmente, no angelical;
  • para essa extensa fieira de experiências, a fim de atuar sobre a matéria, o Princípio Inteligente utiliza “o concurso de uma força, a que se conveio em chamar fluido vital” e em todas ele estará revestido “de um invólucro invisível, intangível e imponderável [...]”. Esse invólucro denomina-se “perispírito” (apesar de sua materialidade, é bastante eterizado). É formado de matéria cósmica primitiva – o fluido universal;3
  • nos três primeiros estágios citados, a pouco e pouco cada PI irá se individualizando, percorrendo infinitos ciclos evolutivos, num e noutro plano da vida (o espiritual e o material), durante os quais será mantido, monitorado e guiado por Inteligências Siderais, responsáveis pela vida, por delegação divina; – nesses três reinos o PI gradativamente irá sendo equipado, por aqueles Protetores, de instinto e “automatismos fisiológicos”,4 representando poderosos equipamentos para possibilitar-lhe a sobrevivência, nos rudes crivos que terá de superar, até humanizar-se, quando então, ainda com tais condicionamentos automáticos (que possibilitam o metabolismo), estará equipado de livre-arbítrio, inteligência contínua e consciência;
  • à medida que ocorre a sua individualização, na extensa rota de experiências, no reino animal, o PI já é uma alma, “porém inferior à do homem”;5 assim sendo, é lícito deduzir que revestindo essa alma há um corpo astral – o perispírito –, sutil, mas ainda material (como já registramos) e sempre mais grosseiro que o do homem. Tratando-se agora dos três reinos e, em particular, da morte dos animais, Kardec perguntou6 e obteve respostas claras, não passíveis de segunda interpretação. Resumindo essas respostas: minerais só têm força mecânica (não têm vitalidade);
  • NOTA: Quer me parecer que essa força é a que mantém a agregação do átomo, que acompanhará as várias vestimentas físicas do PI em toda a vasta fieira de experiências terrenas.
  • vegetais são dotados de vitalidade e têm vida orgânica (nascem, crescem, reproduzem e morrem), além de serem dotados de instinto rudimentar;
  • animais têm instinto apurado e inteligência fragmentária, além de linguagem própria de cada espécie; têm um princípio independente, que sobrevive após a morte; esse princípio independente, individualizado, algo semelhante a uma alma rudimentar, inferior à humana, dá-lhes limitada liberdade de ação(apenas nos atos da vida material); assim, pois, não têm livre-arbítrio; essa “alma”, não sendo humana, não é um Espírito errante (aquele que, no intervalo das encarnações, pensa e age pelo livre-arbítrio);
  • ao morrer, cada animal é classificado pelos Espíritos disso encarregados; enquanto aguardam breve retorno às lides terrenas, via reencarnação, são mantidos em vida latente e sem contato, uns com os outros; ao serem reconduzidos à nova existência terrena são alocados em habitats de suas respectivas espécies.
Aqui encerro o meu (incompleto) resumo do que consta em O Livro dos Espíritos. Respeitáveis autores espíritas, desencarnados, aduziram informações sobre esse tema.André Luiz, em particular, narra que vários animais são encontrados na Espiritualidade, como por exemplo aves, cães, cavalos, íbis viajores, muares. Alguns são “escalados” para tarefas diversificadas (cães e cavalos, na maioria das vezes, como se vê, respectivamente, em duas obras:7
(Nosso Lar, cap. 33 e Os Mensageiros, cap. 28).

No capítulo XII da citada obra Evolução em Dois Mundos, André Luiz narra que, após a morte, os animais têm dilatado o seu “período de vida latente” no plano espiritual, caindo em pesada letargia, qual hibernação, de onde serão genesicamente atraídos às famílias da sua espécie, às quais se ajustam.

Essa informação considero-a fundamental para o entendimento de como os animais vivem no plano espiritual, tendo Kardec registrado que, após a morte, os animais são classificados e impedidos de se relacionarem com outras criaturas; André Luiz, agora, diz a mesma coisa, de outra forma, ao mencionar que os animais que não são destacados para alguma tarefa entram em hibernação e logo reencarnam.

Depreendo, assim, que na Espiritualidade os animais não utilizados em vários serviços não têm vida consciente,mas vegetativa, o que responde à pergunta de como vivem lá: sem qualquer relacionamento, uns com os outros. Assim, não ha vendo ação de predadores inexistem presas; mantidos em hibernação, não se alimentam, não brigam, não reproduzem, não se deslocam.

Como se nota na literatura espírita, as referências sobre animais na Espiritualidade reportam-se, na maioria das vezes, a animais que podem ser denominados biológica e espiritualmente “superiores”. Raríssimas são as notas sobre aves, peixes, insetos ou sobre as incontáveis espécies extintas no Planeta. Igualmente escassas, as anotações sobre a fantástica transição do animal (quais espécies animais?) para o hominal – o “elo perdido”, dos biólogos...

Sem nos esquecermos da instigante citação, feita de relance por André Luiz, em Nosso Lar, em se referindo à existência, na Espiritualidade, dos “parques de estudo e experimentação”. O fato é que existem, sim, tais anotações, porém, o espaço disponível para meu texto não comportaria mais informações sobre a espiritualidade dos animais.

1 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. 90. ed. Rio de Janeiro: FEB. Questão 1.
2 Mônada: organismo muito simples, que poderia ser considerado uma unidade orgânica. “Mônada celeste” seria a célula espiritual, manifestando-se em “o princípio inteligente (PI) em suas primeiras manifestações”, ou seja, na primeira fase de evolução do ser vivo, “os germes sagradosdos primeiros homens”.
3 DELANNE, Gabriel. A evolução anímica. 12. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. “Introdução”, p. 15-16.
4 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo. Evolução em dois mundos. Pelo Espírito André Luiz. Ed. Especial. Rio de
Janeiro: FEB, 2003. Primeira Parte, cap. 4, p. 39.
5 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. 90. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Questão 597/597-a.
6 ______. Parte segunda, cap. XI, “Dos três reinos”.
7 Ambas as obras de André Luiz, autor espiritual, com psicografia de Francisco Cândido Xavier. Ed. FEB.
 
Perfil do Autor.: Eurípedes Kühl (É Escritor, pesquisador, médium e conferencista espírita, é formado em Administração de Empresas e um dos mais atuantes membros do movimento espírita, principalmente na região de Ribeirão Preto (SP). Com uma grande obra publicada, seus livros são repletos de ensinamentos e informações importantes sobre a realidade do mundo espiritual).


(Imagem.: Arquivo Pessoal)

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sábado, 9 de julho de 2011

O Espírito Dorme no Animal


Este é o Amor da minha Vida: Dingos
(Imagem.: Arquivo Pessoal)



Rei da Terra pela inteligência, o homem é também um ser superior do ponto de vista material. Suas formas são harmoniosas e, para se fazer obedecer, seu Espírito tem um organismo admirável: o corpo. A cabeça do homem é alta e olha o céu, diz o Gênesis; o animal olha a terra e, pela estrutura de seu corpo, a ela parece mais ligado que o homem. Além disso, a harmonia magnífica do corpo humano não existe no animal. Vede a infinita variedade que os distingue uns dos outros e que, entretanto, não corresponde ao seu Espírito, porque os animais - e entendo sua imensa maioria - têm, quase todos, o mesmo grau de inteligência.

Assim, no animal variedade de forma; ao contrário, no homem, variedade de Espírito. Tomai dois homens que tenham os mesmos gostos, aptidões, inteligência; tomai um cão, um cavalo, um gato, numa palavra, mil animais e dificilmente notareis diferenças em sua inteligência. Assim, o Espírito dorme no animal; no homem brilha em todos os sentidos; seu Espírito adivinha Deus e compreende a razão de ser da perfeição.

Assim, pois, no homem, a harmonia simples da forma, começo do infinito no Espírito; e vede agora a superioridade do homem que domina o animal, materialmente por sua estrutura admirável e intelectualmente por suas imensas faculdades. Parece que, nos animais, aprouve a Deus variar mais a forma, encerrando o Espírito; ao contrário, no homem, fazer do próprio corpo humano a manifestação material do Espírito.

Igualmente admirável nessas duas criações, a Providência tanto é infinita no mundo material quanto no espiritual. O homem está para o animal como a flor e todo o reino vegetal estão para a matéria bruta.

Nestas poucas linhas quis eu estabelecer o lugar que deve ocupar o animal na escala da perfeição. (Espírito de Charlet - R. E. 1860).

NÓS E OS ANIMAIS 

Há entre vós uma coisa que sempre vos excita a atenção e a curiosidade. Esse mistério, pois que o é e grande para vós, é a ligação, ou antes, a distância existente entre a vossa alma e a dos animais, mistério que, a despeito de toda a sua ciência, Buffon, o mais poético dos naturalistas, e Cuvier, o mais profundo, jamais puderam penetrar, assim como o escalpelo não vos detalha a anatomia do coração. Ora, sabeis, os animais vivem, e tudo o que vive pensa. Não se pode, pois, viver sem pensar.

Assim sendo, resta demonstrar-vos que quanto mais o homem avança, não conforme o tempo, mas conforme a perfeição, mais penetrará a ciência espiritual, o que se aplica não somente a vós, mas ainda aos seres que estão abaixo de vós: os animais. 

Oh! exclamarão alguns homens persuadidos de que o vocábulo homem significa todo o aperfeiçoamento, mas há um paralelo possível entre o homem e o bruto? Podeis chamar inteligência aquilo que não passa de instinto? Sentimento o que é apenas sensação? Numa palavra, podeis rebaixar a imagem de Deus? Responderemos: houve um tempo em que a metade do gênero humano era considerada no nível do irracional, onde o animal não figurava; um tempo, agora o vosso, em que a metade do gênero humano é encarada como inferior e o animal como bruto. Então? Do ponto de vista do mundo é assim, não há dúvida. Do ponto de vista espiritual a coisa é diferente. O que os Espíritos superiores diriam do homem terreno, os homens dizem dos animais.

Tudo é infinito na Natureza: o material como o espiritual. Ocupemo-nos, pois, um pouco, desses pobres brutos, falando espiritualmente, e vereis que o animal pensa realmente, desde que vive. 

(Imagem.: Arquivo Pessoal)

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Os Animais são Nossos Irmãos

 
Este é o Amor da minha Vida: Dingos 
planeta Terra, tal como hoje o conhecemos, é indiscutivelmente diferente daquele que nos seus primórdios era apenas uma massa de gases em alta temperatura, provavelmente ejetada do Sol.
Então, a vida ainda não existia aqui.
Deus, na Sua onisciência, estava criando mais uma escola.

Milhões de anos somando-se a outros milhões, chegando aos bilhões, eis que os Espíritos responsáveis pela evolução do novo mundo, magnetizando o protoplasma, fizeram surgir células e bactérias, dando-lhes vida própria, iniciando o ciclo da Vida, nos primeiros seres vivos planetários - os unicelulares.
Já eram individualizados, mas não se reproduziam sem custosos movimentos, uns buscando os outros. Dotados do instinto da preservação das espécies, eis que, da junção dos semelhantes, surgiram algas e cogumelos.

E com as algas, surgiu o sexo na face do planeta!
Num espaço colossal do Tempo, das algas aos grãos, dos grãos às flores, chegamos ao reino vegetal, como hoje ainda o conhecemos.

Não de um salto, mas em cadeia sucessiva, harmônica e permanente de transformações.
Assim também aconteceu com os animais irracionais: partindo do protoplasma originou-se o reino animal. Do longínquo e humilde protozoário aos mamíferos, toda uma extensa escala foi percorrida e incontáveis degraus da escada evolutiva foram galgados.

Quando falamos dos mamíferos, que são a ordem mais elevada do reino animal, não podemos negar ao nosso coração o direito de amá-los.
São nossos irmãos! Inferiores, é verdade, mas colocados no mundo com duplo objetivo: ajudar o progresso do homem e evoluir.

Se não existissem elefantes, camelos e principalmente cavalos, provavelmente a Humanidade ainda estaria no paleolítico, que se perpetuaria.


A força animal, muito maior que a humana, largamente utilizada na agricultura e nas construções de toda espécie, em todos os lugares e desde todos os tempos, removendo obstáculos, conduzindo pedras enormes, árvores, arados e fardos, possibilitou ao homem sair da caverna e hoje utilizar seu computador; ou, ver sua televisão, receber amigos e saborear deliciosas e finas iguarias, tudo isso a muitos e muitos metros do chão, em luxuosos apartamentos de cobertura... 


Da canoa aos transatlânticos, do carro de boi ao avião supersônico, das peles curtidas aos confortáveis tecidos, tudo, tudo, se deve ao esforço humilde, subserviente, desinteressado e inigualável dos animais!
Se na agricultura, transportes e construções foram substituídos por possantes tratores e por fantásticos veículos pesados, não se poderá jamais olvidar a colaboração dos animais: ademais, indeclinável citar que, para viver, não necessitam dos homens, pois que a Mãe Natureza lhes é gentil e pródiga.

Gentil, ao fornecer-lhes alimento suficiente, jamais faltando.
Pródiga, ao equipá-los com o instinto, avalista de sua sobrevivência e da continuidade das espécies.

Meus irmãos:
O homem, convivendo com os animais, tem uma colossal influência sobre seu comportamento. Ao prodigalizar-lhes respeito, amparo e amor, desanuvia nos seus cérebros selvagens as tendências inatas de sobrevivência, regidas pela “lei das selvas”, segundo a qual vence sempre o mais forte.
Geração após geração os animais que convivem com o homem vêm se transformando, em lenta porém inexorável evolução, já não sendo raro vermos feras receber afagos humanos e retribuí-los.

Todos os animais, por natureza, são selvagens.
Talvez, o maior auxiliar do homem, dentre todos, tenha sido o primeiro a ser domesticado: o cavalo. Com ele, desbravaram-se regiões desconhecidas, vencendo distâncias.
Após o cavalo, na escala de ajuda aos homens, temos o generoso casal boi/vaca, com funções distintas, que na vida e na morte só faz atender ao homem. Se o cavalo vai perdendo espaço, os bovinos aumentam sua utilidade, sendo hoje indispensáveis à sobrevivência alimentar humana. Até quando? Só Deus sabe...

A seguir, temos os elefantes: tão grandes quanto sensíveis, prestaram-se em demorados séculos a transportar pesadas cargas (toras e pedras). Ainda hoje há regiões no planeta que sem eles sucumbiriam.
Os caprinos: mansos e acomodados, forneceram abrigo contra o frio, além de alimento com seu leite e sua carne.

Trazidos para o lar e tratados como elementos da família, estão os cães e os gatos. A moderna Psicologia recomenda tê-los em casa, pois são fonte inesgotável de carinho e aplanadores de tensões da vida moderna.
Falemos, antes, dos pássaros engaiolados: é crueldade privar seres que poderiam transitar pela vastidão dos céus, reduzindo sua locomoção a poucos centímetros de espaço cercado de arames...

Irmãos: libertai os pássaros!
Quanto aos cães, passaram a trocar amizade com seus donos quando também encontraram reciprocidade: recebendo proteção, alimento e carinho nos lares, retribuem com amizade desinteressada e constituem-se em sentinelas permanentemente atentas; garantem a segurança da família e do patrimônio. Não são poucos os registros de atos de incomparável heroísmo e desprendimento de cães a homens.

Quanto aos gatos, ah! os gatos! Observados pelos egípcios, milênios atrás, foram trazidos para dentro dos ambientes domésticos, por serem inimigos naturais dos ratos. Mas, seria só isso que os mantêm até hoje nos lares? Certamente que não. Sua natural independência irrita algumas pessoas, porém assim foram criados por Deus que os dotou de predicados invejáveis: agilidade, provável percepção astral e delicadíssimos contornos, que os tornam tão graciosos. Dentro de casa, são sentinela muito mais competente que os cães, pois que pressentem movimentos externos, absolutamente inaudíveis ou perceptíveis àqueles.

Descendendo da linhagem dos felinos, trazem, na verdade, traços de agressividade e selvageria. Mas, quem lhes trata e dedica carinho, recebe deles demonstrações inequívocas de gratidão e amizade.

Companheiros em Jesus:
Outros animais, entre monos, felinos e ursos, aceitam o convívio com o homem, na pessoa de domadores e tratadores, sem agredi-los, no triste cativeiro dos circos ou nos não menos tristes zoológicos.
Nos animais predomina o instinto e existem lampejos de inteligência; por esses lampejos é que absorvem a influência dos seus donos ou dos seus tratadores, passando a carrear, na própria estrutura psíquica, além de condicionamentos, possibilidades de atos mais ou menos inteligentes.

Vemos assim que o homem tem plenas condições de atenuar o instinto selvagem do animal, apaziguando-o com proteção, respeito e carinho. Assim procedendo, colabora com a evolução das espécies, o que faz parte primordial da Vida e dos planos de Deus.

No mundo espiritual, após a morte física, as almas dos animais se juntam, por simbiose - por similaridade física e psíquica.

Espíritos da Natureza, especialmente designados pelos Planos Superiores, cuidam dessas almas, providenciando seu retorno à vida terrena, ou então, separando os que mais se destacam, por nobreza de ações. Esses últimos, quais criancinhas matriculadas em escolas maternais, recebem de destacados especialistas celestes, os primeiros raios de raciocínio. Daí, não será demais afirmarmos que à frente, nas esquinas do tempo, esses rudimentares alunos, ao reencarnar, estarão com as primitivas formas orgânicas humanas...

Porque, embora seja superior à nossa capacidade em palmilhar os desígnios divinos, não nos padece dúvida, conquanto intuitivamente, que os homens de hoje, foram exatamente os animais de ontem...
Indo além em nossas humildes elocubrações, pedindo perdão ao Criador pela nossa talvez descabida porém sincera ousadia em tentar decifrar tão elevados mistérios, podemos imaginar que considerando a multiplicidade de mundos no Universos, nessa primeira etapa hominal serão alocados em um deles, consentâneo com seu nível evolutivo.

E mais perdão ainda precisamos, pois não podemos ocultar que pensamos ter o nosso planeta superado essa fase - a idade da pedra -, tendo já evoluído, ele próprio, como aliás, tudo o mais no Universo, que é obra de Deus!

Que a humildade de Jesus seja para nós supremo ideal a ser conquistado e que as luzes do Mestre desde já iluminem um pouco mais nossos Espíritos.”
Médium: Eurípedes Kühl (O Quartel e o Templo)
Perfil do Autor.: Eurípedes Kühl (É Escritor, pesquisador, médium e conferencista espírita, é formado em Administração de Empresas e um dos mais atuantes membros do movimento espírita, principalmente na região de Ribeirão Preto (SP). Com uma grande obra publicada, seus livros são repletos de ensinamentos e informações importantes sobre a realidade do mundo espiritual).

(Imagem.: Arquivo Pessoal)

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do SITE PAGINA ESPÍRITA pelo belissímo Artigo que iluminou e engrandeceu este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados. 
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Comovente – O Cão que Esperou 12 anos pelo Dono


Uma comovente historia de um cão espanhol chamado Canelo. Entre as centenas de belas histórias sobre o heroísmo e o amor dos animais aos seus donos, não poderia faltar aqui a bela história de Canelo, um cão que durante 12 anos ficou á espera do seu dono á porta de um hospital.

Enquanto que os humanos, passados alguns meses ou anos já nem se lembram da morte dos seus queridos, (Excepções á regra), Canelo vem comprovar o amor incrível e incondicional que os animais dedicam a quem gostam. 

Esta é uma história já é antiga e bastante conhecida. Canelo era um cão que vivia em Cadiz, Espanha com o dono, que seguia para todo o lado. O dono vivia só, por isso Canelo era seu leal, amigo e único companheiro.

Uma vez por semana, o seu dono ia para o Hospital Puerta del Mar, onde por complicações renais, era submetido a sessões de diálise.

Certo dia o dono após uma complicação a meio de tratamento, faleceu no hospital. Canelo permaneceu ali sentado dia após dia, fizesse frio, chuva, vento ou calor, esperando seu amigo para ir para casa.

Os vizinhos da região ficaram emocionados com a situação e passaram a cuidar de Canelo, alimentando-o diariamente.

Inclusivé, conseguiram um indulto municipal do controle de animais vadios do município, para Canelo não fosse abatido.

Doze anos, isso mesmo, foi o tempo que este nobre animal passou esperou no hospital a saída do seu dono. Nunca se cansou, nunca procurou nova família.

Canelo sabia que o seu único amigo tinha entrado naquele hospital. Restava esperar. Esta longa espera chegou no dia nove de Dezembro de 2002, dia em que Canelo morreu atropelado.

Fonte:  O CHAPADENSE
(Imagem do próprio Artigo)

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O Homem Gentil e Os 40 Cães



Ele morava em um terreno amplo, mas sem muito luxo, alas, sem nenhum luxo, ao lado de 40 cães. Como fazia todas as manhãs, saiu para tentar a vida, ao menos por aquele dia, levando consigo uma espécie de carrinho de mão, onde colocaria o produto de seu dia de trabalho.

Os 40 amigos latiam já antecipando as saudades pela ausência do amigo, que mal acabara de se afastar de casa.

O dia estava difícil, principalmente para quem trabalha autonomamente, pois a concorrência era cada vez maior, em um país, como o nosso, onde o povo passa por dificuldades financeiras sérias. Alguns de nossos políticos se gabam de sermos o país que mais recicla latas de alumínio e papel.

Realmente é muito bom que isso seja feito para poupar mais a natureza, mas indica principalmente a nossa pobreza. Pobreza essa que obriga as pessoas a revirarem os sacos de lixo para procurar o que puder ser reciclado e conseguir um sustento mínimo.

Depois de preencher o carrinho ele levava tudo o que conseguisse para um depósito de ferros-velhos que comprava material destes tipos, mas pagavam valores irrisórios.

Por pouco que fosse o valor recebido, era o seu único meio de sobrevivência. Entretanto já passava das oito horas da manhã e ele ainda não havia conseguido encontrar papéis e latas suficientes par encher o seu carrinho de mão. Por onde passava, os sacos de lixo já tinham sido revirados, as latas já haviam sido retiradas e não havia mais papéis recicláveis.

A caminhada deveria ser persistente e precisaria continuar enquanto não preenchesse todo o carrinho uma vez que somente estando totalmente repleto ele conseguiria o suficiente para receber uma compensação financeira mínima para viver.

A luta era diária e a cada dia as coisas se tornavam mais e mais difíceis, pois havia muitos outros à procura de recicláveis, assim como ele, e um emprego já não era possível porque ele não tem mais uma idade que atraia algum empregador.

Não era mais jovem, e o país estava numa fase em que os empregos estavam em escassez. O jeito era continuar a recolher papéis e latas para vender aos depósitos.

As horas passavam e a tarde estava caindo, mas o seu carrinho ainda não estava completo. Se não conseguisse preenchê-lo, seria o segundo dia consecutivo sem conseguir o seu meio de vida. Ele não estava conseguindo encontrar recicláveis suficientes, mas estava confiante e não pretendia desistir. Mesmo exausto, continuou a abrir sacos de lixo, que encontrava, em busca de algo aproveitável.

Passando perto de uma rua deserta, encontrou vários sacos intactos. Que sorte! Ninguém ainda tinha revirado aquele lixo. Era possível que encontrasse o suficiente para salvar o dia. Ao se aproximar encontrou um grande saco repleto de papéis e outro de latas de alumínio. Que ótimo!

Enquanto recolhia o seu material reciclável, notou um ruído, que o fez desviar sua atenção.

O som vinha de perto como se houvesse outra pessoa mexendo nos sacos próximos de onde ele estava. Mas não havia ninguém. Ele estava só. Curioso, olhou ao redor, porém o ruído cessou e ele voltou ao seu trabalho de busca às suas latas e papéis. Entretido com sua atividade, voltou a perceber que o ruído retornara, parecia vir da sua direita.

Certamente não era uma pessoa e nem vento, pois não estava ventando também. O ruído parou novamente e pensou: "O que será que está fazendo este barulho?".

Deixando o que fazia, ele ficou ainda mais curioso e resolveu seguir o som para tentar descobrir o que era. Notou que um dos sacos se movia e produzia aquele som. Para sua surpresa ao abrir o saco de lixo repleto de restos de cozinha e de todo tipo, encontrou um filhote de cão sem raça agonizando, quase sufocando.

O filhote não deveria ter mais do que vinte ou trinta dias. Rapidamente retirou-o dali e soprou em sua face para reanimá-lo, mas o pequeno parecia muito fraco e, quase desfalecido, mal podia respirar. Continuou a soprar e limpou sua boca e focinho, retirando sujeiras que estavam aderidas e liberou a sua respiração.

Aquele senhor não mais pensou nas suas buscas e abandonou o que fazia, acomodou o pequeno em seu carrinho e se afastou dali, daquele beco isolado.

Depois de muitos quarteirões, chegou ao terreno abandonado onde vivia. Imediatamente uma comitiva de cães o recepcionou com um coro de latidos desencontrados, mas felizes pelo retorno do querido amigo.

Mais do que depressa, correu para um local coberto onde ele guardava seus pertences e retirou uma tina com água que pretendia usar para lavar o filhote. Era a água que ele tinha para sua higiene pessoal. Procurando aquecer o filhote abandonado, ele acendeu uma fogueira para esquentar a água antes de lavar o pequeno. A aparência do cãozinho era consternadora e o odor de lixo era forte. As feridas abertas estavam infeccionadas.

Com todo cuidado o homem mergulhou o filhote na água e limpou suas feridas.

Ao seu redor se reuniram dezenas de cães silenciosos, que observavam o trabalho cuidadoso, parecendo desejar boa sorte ao filhote abandonado. Todos o observavam e esperavam como se quisessem saber se o pequeno ficaria bem. O silêncio respeitoso continuou até ser quebrado quando o tratamento emergencial chegou ao fim.

E estando limpo, o homem pegou o pequeno cão e o mostrou aos outros, que latiram, aliviados ao perceberem que o pequeno estava bem e corriam de um lado para outro demonstrando alegria por mais um companheiro que foi salvo por aquele que era o melhor amigo daqueles que chegarem ali, também, em condições.
Quase todos se aproximaram para saudar o mais novo membro da família. Estando limpo ele fez um sinal a uma cadelinha sem raça, magra, mas saudável, que ainda mantinha suas mamas cheias de leite, pois amamentava.

Sem resistência alguma, a cadelinha se achegou e se deitou ao lado com a barriga para cima, oferecendo seu leite ao filhote. Imediatamente o senhor colocou o filhote em contato com as tetas magras. O filhote estava ávido e sugava sofregamente o leite que vinha abundante em sua pequena boca.

Por alguns minutos todos ficaram assistindo àquela cena até que o pequeno adormeceu, satisfeito. Sabendo que a cadelinha era boa mãe e que cuidaria do filhote como se fosse seu, ele retornou ao seu trabalho de coleta. Ao final do dia conseguiu recolher latas e papéis suficientes para comprar um pequeno saco de farinha, um punhado de mandiocas e batatas. Finalmente algo para comer.

Chegando em casa ele pegou um caldeirão e acendeu a fogueira para cozinhar o que conseguiu. Depois de alguns minutos a mistura estava pronta.

O mingau estava pronto para ser servido. Com máximo cuidado distribuiu a comida para cada um dos animais que estavam sob seus cuidados e todos aguardavam pacientemente.

Depois que todos tinham sido servidos, ele se serviu. Este é um exemplo de alguém que não se vê como um superior aos animais e não toma os como seus inferiores, mas os têm como irmãos.


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