segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os Animais no Plano Espiritual



Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.

Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?

Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.
Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.

Assim, em A Gênese lê-se que "o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois... "
Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.
Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.

Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em "desdobramento" (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que "os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria". Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.

O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:

- O que foi, Divaldo?
Foi o cachorro, mas está tudo bem!
Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!
- Tem sim, esse pastor aí!
- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!
E Divaldo concluiu: - era um cão espiritual!

Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.

Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.

Herculano Pires também comenta a respeito de "casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais", em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.

Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).

Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua "vítima", uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui " - A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba... ". E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.
Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do "pensamento de aceitação ou adesão", conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.

E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.
A REENCARNAÇÃO

Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos: - O que é a alma (entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?

R - "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".

Nas questões que se seguem, lemos também a expressão "estado errante".
Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é "nômade, sem domicílio fixo", e de errar, é "vaguear" (errando ao acaso... ). Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: "caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações".

Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.

No Livro dos Espíritos lemos "- A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?

R - "Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Bem, vamos por partes!

Algumas pessoas entendem, a partir desse texto, que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.
A expressão "utilizado quase imediatamente" não necessariamente deve ter esse significado. O espírito do animal pode ser prontamente "utilizado "para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, "não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas, sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco "O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade".

Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos: "- Pode-se evocar o Espírito de um animal?". R: "- O princípio inteligente, que animava um animal, fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos..." Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. 

Ler na Revista Espírita n° 7 de julho/ 1860, as comunicações do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito.

Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados "espíritos da natureza?".

Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos.

Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos "Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata". Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço de conclusivo sobre esta questão.
ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como "o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações".

Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.

Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.

Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos "ovóides", a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.

A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado - vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações - como também às suas condições mentais do momento.

Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".

E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.

Extraído do livro: A Questão Espiritual dos Animais 

TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU
Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.

O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.

Como o livro foi escrito?

Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.

As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.

O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?

Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.

Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.

Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?

O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.
Os Animais Reencarnam?

Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.

Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?

O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles.

Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.

Como é aplicada a Homeopatia para Animais?

No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.

Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.

Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.

E os Próximos Livros?

Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.

Entrevista realizada por Érika Silveira
(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 29, páginas 54-59)
Imagem Brenda (Site http://aumordamae.blogspot.com)

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domingo, 3 de julho de 2011

A Alma dos Animais



Muitos duvidam da existência da alma nos animais, achando que apenas o homem a possui. Outros, entretanto, afirmam que eles não só têm alma, como esta é igual à do homem. Entendendo-se como alma a parte imaterial do ser, o espírito, os animais a possuem sim e esse princípio independente da matéria sobrevive ao corpo físico.

Nesse propósito, temos em O Livro dos Espíritos a seguinte explicação:
“É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e de Deus”. Na mesma obra, encontramos também um esclarecimento muito importante para o assunto em pauta: “Após a morte, conserva a alma dos animais a sua individualidade e a consciência de si mesma? Conserva a sua individualidade; quanto à consciência do seu eu, não. A vida inteligente lhe permanece latente”.

No livro Os Animais têm Alma?, Ernesto Bozzano, conhecido filósofo e metapsiquista italiano, apresenta 130 casos de materializações de animais, visão e identificação de espíritos de animais mortos, alucinações telepáticas percebidas ao mesmo tempo pelo animal e pelo homem, bem como várias aparições de animais sob forma simbólico-premonitória. Cada caso é devidamente documentado e os comentários, apresentados com suas respectivas conclusões, são de difícil contestação.

A Psique Animal

A respeito de sua obra, Bozzano afirma: “Ela consiste em um primeiro ensaio para demonstrar, por um método científico, a sobrevivência da psique animal. É preciso voltarmos ao nosso assunto e concluirmos salientando que a existência de faculdades supranormais na subconsciência animal, existência suficientemente comprovada pelos casos que expusemos, constitui uma boa prova em favor da psique animal. Para o homem, deve-se inferir que as faculdades em questão representam, em sua subconsciência, os sentidos espirituais pré-formados esperando se exercerem em um meio espiritual (como as faculdades dos sentidos estavam pré-formadas no embrião esperando se exercerem no meio terrestre). Se assim é, como as mesmas faculdades se encontram na subconsciência animal, deve-se inferir daí, logicamente, que os animais possuem, por sua vez, um espírito que sobrevive à morte do corpo”.

Em Nosso Lar, de André Luiz, encontramos um trecho que dá conta da existência de animais no plano astral: “Seis grandes carros formato diligência, precedidos de matilhas de cães alegres e barulhentos, eram tirados por animais que, mesmo de longe, me pareceram iguais aos muares terrestres. Mas a nota mais interessante era os grandes bandos de aves, de corpo volumoso, que voavam a curta distância, acima dos carros, produzindo ruídos singulares”.

O que estariam fazendo esses animais que acompanhavam a caravana dos Samaritanos, constituída por espíritos abnegados que iam até o umbral buscar enfermos para serem tratados nas “câmaras de retificação”? Colaborando. Os cães facilitavam a penetração nas regiões obscuras e afastavam seres monstruosos, os muares puxavam cargas e forneciam calor onde necessário e as aves devoravam as formas mentais odientas e perversas.

O pai da médium Yvonne A. Pereira, por meio de mensagem psicografada por ela, enviou um importante contributo para o nosso assunto. Ao desencarnar, ele foi levado para uma cidade pequena, sossegada, apropriada para convalescentes. Ao despertar, após três dias de seu decesso, encontrava-se só em uma varanda orlada de trepadeiras floridas. “O único rumor partia do orquestrar longínquo de uns pássaros, verdadeira melodia que ressoava aos meus ouvidos com delicadeza e ternura”, disse.

Cuidar dos Animais

No livro O Consolador, Emmanuel esclarece quanto à missão que os humanos têm com relação aos nossos irmãos menores, que são os animais: “Sem dúvida, também a zoologia merece o zelo da esfera invisível, mas é indispensável considerarmos a utilidade de uma advertência aos homens, convidando-os a examinar detidamente seus laços de parentesco com os animais dentro das linhas evolutivas, sendo justo que procurem colocar os seres inferiores da vida planetária sob seu cuidado amigo. Os reinos da natureza, aliás, são o campo de operação e trabalho dos homens, sendo razoável considerá-los mais sob a sua responsabilidade direta que propriamente dos espíritos, razão porque responderão perante as leis divinas pelo que fizerem em consciência com os patrimônios da natureza terrestre”.

Sábia advertência, felizes os que a escutarem. Nosso carinho e solidariedade devem se estender aos seres que, mesmo estando abaixo de nós na escala evolutiva, são capazes de nos servir e amar. Necessitamos deles como eles necessitam de nós. E nessa troca de trabalhos e afetividade, todos ganham.

Artigo.: A Alma dos Animais (Publicado na Edição 15 da Revista Cristã de Espiritismo).

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A Belíssima História de Christian – O Leão


Christian foi um leão encontrado em 1969 por dois australianos que moravam em Londres, John Rendall e Anthony 'Ace' Bourke na loja de departamentos Harrods. Eles o encontraram, a venda, no departamento de animais exóticos e, comovidos com suas condições e futuro, decidiram comprá-lo. Rendall, Bourke e suas namoradas Jennifer Mary e Unity Jones cuidaram do leão até que ele tivesse um ano de idade. 
O tamanho cada vez maior de Christian e o custo para mantê-lo fizeram com que eles percebessem que não poderiam mantê-lo em Londres por muito tempo. A solução veio quando Bill Travers e Virginia McKenna, estrelas do filme Born Free, visitaram a loja de móveis de Rendall e Bourke, onde Christian passava seus dias. Travers e McKenna sugeriram, então, que eles pedissem a ajuda de George Adamson, um conservacionista Kenyano que, justamente com sua esposa Joy, foi o assunto de seu filme.
Adamson concordou em ajudá-los na adaptação de Christian para a vida selvagem na Reserva Nacional de Kora.
Adamson gradualmente apresentou Christian a um leão mais velho('Boy') e, subsequentemente, para a filhote fêmea Katiana, na tentativa de formar o núcleo de um novo bando. No entanto, alguns infortúnios assolaram este novo bando: Katiana foi, provavelmente, devorada por crocodilos enquanto bebia água. Outra fêmea foi morta por leões selvagens. Os eventos atingiram 'Boy' de forma tal que ele perdeu sua habilidade de socializar-se com outros leões e humanos. Ele acabou sendo baleado no coração por Adamson, depois de ferir um homem fatalmente.
Desta forma, Christian acabou sendo o único sobrevivente do bando original. Adamson continuou seu trabalho, e, após um ano o bando estabeleceu-se na região de Kora, tendo Christian como o líder do bando iniciado por 'Boy'.Quando Rendall e Bourke foram informados por Adamson do exitoso resultado em 1971, eles viajaram para o Kenya para visitar Christian. A visita foi filmada e transformou-se no documentário Christian, The Lion at World's End. De acordo com este documentário, Adamson alertou Rendall e Bourke para a possibilidade de Christian não recordar-se deles, mas o filme mostra um leão, inicialmente cauteloso, correndo ao encontro dos dois homens, envolvendo os braços em torno dos seus ombros e lambendo seus rostos. O documentário também mostra as fêmeas Mona e Lisa, e um filhote chamado Supercub saudando os dois homens, devido à influência de Christian.



Rendall conta de um encontro final, ocorrida em 1974. Nesta época, Christian já estava a frente de seu próprio bando, tinha filhotes seus e era quase duas vezes maior do que no vídeo do encontro de 1971. Adamson avisou-os de que a viagem poderia ser em vão, porque ele não via o bando de Chirstian há 9 meses. Entretanto, eles descobriram, ao chegar em Kora, que Christian e seu bando haviam retornado para o complexo de Adamson no dia anterior a sua chegada.Rendall descreve a visita que ele, Bourke e George Adamson fizeram: 
"Nos o chamamos, ele levantou e começou a caminhar em nossa direção, lentamente. Então, como se tivesse se convencido de que eramos nós mesmos, ele começou a correr ao nosso encontro, pulando sobre nós e nos abraçando, como ele costumava fazer, colocando suas patas sobre nossos ombros. "O reencontro durou até o dia seguinte, pela manhã, quando todos foram dormir. De acordo com Rendall, esta foi a última vez que alguém viu Christian.
Vejam o Vídeo!
Já vi este vídeo varias vezes, e chorei todas as vezes, não tem como não se emocionar com essa belissima história de amor entre um homem e um animal. 

Abraços de luz
Esperança





Música: Bon Jovi - Always.


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Um leão chamado Christian – Anthony Bourke e Jhon Rensdall
 – Nova Fonteira

sábado, 2 de julho de 2011

Cãozinho Ajuda Adolescente a Vencer Câncer Linfático


Nos dias mais difíceis do tratamento, Nick, da raça pug,
era a ligação da estudante com o mundo sem sofrimento.

A estudante Caroline Rachel de Oliveira faz o convite que todo cachorro adora: “Vamos passear?”. E lá vai Nick, um cãozinho da raça pug com cara de bravo. Só cara. O bicho é curioso e muito engraçado. Ele senta, deita, faz cara de triste, rola, se finge de morto, demonstra estar com fome. Tudo isso por um petisco. E tem mais: Nick ainda dá tchauzinho. Carol ensinou tudo sozinha para ele.

A história de Carol e Nick é muito bonita, mas começa de um jeito triste. Ela é filha única de um casal de médicos. A doutora Mery Gonzaga De Oliveira se lembra bem daquele Dia das Mães do ano de 2005. Foi quando chegou a notícia de que a filha estava com uma doença grave.

“Ela perguntava se eu tinha algum diagnóstico e não queria falar. Eu dizia que havia algumas suspeitas, mas que íamos esperar os resultados para ter uma certeza. Não era a minha área, estávamos dependendo de outros médicos para chegar a uma conclusão. Então, ela pediu para eu responder apenas uma coisa: 'O tratamento para o que você imagina que eu tenha vai me fazer perder cabelo?'. Eu disse que ia. Ela assumiu bem isso. Foi muito valente”, lembra a mãe de Carol.

A família feliz, com uma vida tranquila, viu o mundo desabar do dia para a noite. Logo começaram as sessões de quimioterapia e radioterapia, que levaram um ano e meio. Mas um remédio fez toda a diferença durante o tratamento: o amor dos pais e de um amigo especial, cheio de energia e de carinho para dar. Esse amigão é Nick, que ajudou Carol a enfrentar um câncer linfático.

Naqueles dias difíceis, dolorosos, o pug era a ligação da menina com o mundo sem sofrimento.

“Isso me ajudou a superar a fase difícil da doença porque eu me entretinha, não ficava pensando em coisas ruins, como o tratamento em si. Eu pensava em como adestrar o Nick. Fiquei meio obsessiva. Pode não ser muito saudável, mas na época me ajudou muito. Na época, foi saudável porque eu estava precisando”, conta Carol.

Então, foi uma troca: nesse um ano e meio, Carol ganhou atenção exclusiva do amigo que chegou filhotinho; e ele aprendeu um montão de truques com ela.

“Foi um amigo que me ajudou muito na época. Eu não podia ir para a escola porque estava com a imunidade muito baixa em virtude da quimioterapia. Então, ele me fez muita companhia. Companhia que os amigos acabaram não fazendo porque eu não podia ir para a escola, não podia ter muito contato com as pessoas, sob o risco de pegar alguma doença que atrapalharia o tratamento. Ele me fez muita companhia. Ficava comigo o tempo todo. Foi um amigo fiel, sempre abanando o rabo, disposto a aprender uma coisa que eu inventava”, diz Carol.

Nick foi mesmo um santo remédio. Quem receitou foi o doutor Vicente Odone Filho, oncologista respeitado internacionalmente e médico da menina.

“No caso específico da Carol, sentimos que ela esperava receber um cachorrinho e o surgimento da doença pôs em cheque aquela expectativa. Ela ficou doente e talvez não pudesse ter o animal. Saber que ela podia tê-lo foi uma grande alegria para ela e representou um sentido de participação, de normalidade, de atividade, da vida que ela gosta de ter. Foi absolutamente fantástico. Eu acho que isso é reproduzido em todas as crianças que vivenciam esse tipo de experiência. É algo que eu estou plenamente convencido de que só faz bem no tratamento dessas doenças tão graves”, afirma o médico.

O que o doutor não imaginava é que esses dois iam se dar tão bem! Nos momentos mais complicados do tratamento parecia até que Nick entendia o que estava acontecendo.

“Se ele a visse chorar, ficava meio apavorado. Ele é tranquilão, está sempre deitadinho. Mas quando ela chorava, ele ficava agitado e andava de um lado para o outro, preocupado, querendo fazer alguma coisa. Ele dava essa sensação. Ele olhava muito para mim e, em seguida, para ela. Dava a impressão de que ele queria que fizéssemos alguma coisa porque ela estava chorando. Ele percebia que ela não estava se sentindo bem. Era incrível como ele demonstrava isso”, conta a mãe de Carol.

“De alguma forma, eu acho que ele entendia que eu precisava dele ao meu lado, me fazendo companhia. Então, ele estava lá. Não significa que ele entendesse assim”, diz Carol.

Doutora Mary é ginecologista e admite que Nick é responsável – em grande parte – pelo bem-estar e pela cura da filha. “Ela ficava feliz, estava sempre brincando, sorrindo, criando coisas com ele. O tempo passava, e conseguíamos adiantar o tratamento, porque ela estava com uma cabecinha boa, feliz, sem depressão, sem chorar. Lógico que ela tinha que estar mal em alguns períodos quando sentia dor. Ela decaía um pouquinho, mas ele estava sempre ali”, lembra.

E assim essa história teve um final feliz. Carol, que ficou doente aos 14 anos, venceu o câncer. E Nick, com jeito "simpaticão" e fiel, conquistou para sempre um lugar na vida da família.

“Nem sei como encontrar uma palavra para descrever o Nick. Ele é perfeito para mim, sempre foi”, define Carol.

“Tenho uma dívida de gratidão imensa com ele, porque eu via que ele conseguia alegrar a minha filha. Nas piores horas, ele estava ali. É engraçado como a família toda participou disso: minha mãe, minha irmã, minhas sobrinhas. Todo mundo tem um carinho muito especial por ele. Todo mundo tem esse sentimento de gratidão por ele”, conta a mãe de Carol.
Imagem do próprio Artigo (GLOBO REPÓRTER)

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Os Animais podem Prever a Morte?

Imagem cedida por Anna Humphreys/stock.xchng
Gatos normalmente são associados a um
comportamento alheio e independente.

Os Animais podem Prever a Morte?

Introdução

Em julho de 2007, uma história fascinante surgiu no New England Journal of Medicine sobre um gato (em inglês) que podia "prever" as mortes de pacientes em uma casa de saúde várias horas antes deles morrerem. Oscar, um gato adotado pela equipe da Casa de Saúde e Reabilitação Steere em Providence, R.I., fez pelo menos 25 previsões bem-sucedidas, nas quais os pacientes morreram horas após o gato sentar ao lado de seus leitos. Após a equipe da casa de saúde ter percebido a capacidade de Oscar, eles começaram a alertar as famílias sempre que o gato assumia seu posto próximo ao paciente. A maioria das famílias tolerava ou mesmo agradecia a sua presença, apesar de Oscar ficar estressado se forçado para fora do quarto de um paciente morrendo, miando atrás da porta.

Eles realmente têm um sexto sentido quanto à morte iminente?

As ações de Oscar parecem ser deliberadas. Ele regularmente caminha em volta da unidade da casa de saúde para pacientes com demência (em inglês) avançada. Ele fareja e fita uma paciente antes de sentar-se ao lado dela. Oscar então ronrona enquanto está com a paciente e normalmente a deixa logo após ela morrer.

Como Oscar faz isso? Trata-se de um "sexto sentido", um cheiro exclusivo que ele fareja ou algo mais? Especialistas em animais formularam várias explicações, mas a maioria concorda que provavelmente isso tem a ver com um cheiro específico produzido por pacientes terminais. Em outras palavras, pessoas que estão morrendo exalam cheiro de determinados produtos químicos que não são detectáveis por outros humanos, mas que podem provocar o olfato de Oscar. Um especialista em felinos disse que os gatos podem sentir doenças em seus amigos humanos e animais [Fonte: BBC News (site em inglês)]. Jacqueline Pritchard, uma especialista em animais, disse à BBC News que ela estava certa de que Oscar estava sentindo os órgãos vitais entrando em colapso [Fonte: BBC News (site em inglês)].

Imagem cedida por Dorte Jensen/stock.xchng
Alguns donos de animais de estimação atribuem poderes sobrenaturais aos seus amigos peludos, mas uma previsão de terremoto ou outra ocorrência estranha deve-se provavelmente aos sentidos aguçados do animal.


Quanto e por que ele faz vigília próximo aos pacientes, Oscar pode estar imitando o comportamento da equipe que passa mais tempo com pacientes que estão morrendo. Um especialista em animais sugeriu que pode ser que Oscar simplesmente aprecia o conforto de cobertores aquecidos colocados em pacientes que estão morrendo [Fonte: NPR (site em inglês)].

Histórias de animais com habilidades notáveis não são raras. Há muito tempo existem histórias de cães que detectam vários tipos de câncer com seu faro. Um estudo comprovou depois que os cães podiam sentir evidência de câncer de bexiga ao farejá-lo na urina. Algumas pessoas que sofrem de epilepsia (em inglês) grave usam cães especialmente treinados fornecidos por instituições de caridade. Esses cães avisam seus donos sobre convulsões (em inglês) iminentes, dando lambidas ou fazendo algum outro sinal. Uma mulher disse que seu cão regularmente lhe dá um aviso com antecedência de 40 minutos, permitindo que ela vá para um local seguro para não se preocupar com perigos quando ela tem convulsões [Fonte: BBC News (site em inglês)].

Os cães que sentem convulsões buscam cheiros sutis e mudanças nas características dos seus donos (como pupilas dilatadas). O seu treinamento, que leva pelo menos um ano, lhes ensina a avisar seus donos. Apesar de estarmos acostumados a ouvir falar de cães que aprendem a ajudar os cegos ou a buscar pessoas feridas, o caso de Oscar é mais curioso. Gatos, diferentemente de cães ou mesmo elefantes, não são associados a um comportamento altruístico ou empático. Cientistas acreditam que cães podem sentir doenças nos outros devido à sua origem evolucionária como os lobos, que precisavam ser capazes de detectar quando algum animal na matilha estava ferido ou doente.

Nós descobrimos algumas explicações racionais para as ações de Oscar e de cães que prevêem convulsões: cheiros sutis, pupilas dilatadas, comportamentos aprendidos. Mas, e quanto a outros comportamentos animais estranhos? Alguns animais podem realmente prever terremotos ou sentir compaixão? Na próxima página, vamos nos aprofundar no mundo da etologia.
Etologia e Comportamento Animal Estranho

Etologia é o estudo do comportamento animal, baseado na zoologia. Etologistas estudam a base evolucionária e o desenvolvimento dos comportamentos inatos dos animais, como uma aranha que sabe como fazer uma teia sem aprender com os pais. Eles também estudam formas de comunicação (física, química, visual) e interações sociais entre animais. A pesquisa da etologia humana observa as origens evolucionárias do comportamento humano e também compara comportamentos em diferentes culturas.

Outros estudos do comportamento animal são baseados na psicologia, enfocando aspectos como o comportamento aprendido e comportamentos de ensinamento dos animais, aplicando os resultados em humanos.

Uma pergunta comum sobre animais que pode ser considerada através da óptica da etologia é se os animais têm capacidades sensitivas especiais. Por milhares de anos foram difundidas histórias sobre animais que prevêemterremotos. Um pouco antes do tsunami de 2004 que arrasou partes do sudeste da Ásia, muitos animais exibiram um comportamento estranho ou correram (ou voaram) para terrenos mais elevados. De acordo com alguns depoimentos, os trabalhadores de resgate encontraram um número surpreendentemente baixo de animais mortos, apesar de ter havido áreas onde muitos animais mortos, especialmente gado, foram descobertos.

Este é outro caso de um "sexto sentido" especial ou capacidade sobrenatural? Alguns cientistas propõem que a audição sofisticada e a capacidade de detectar vibrações sutis permitem aos animais prever terremotos. Alguns também sugerem que animais detectam mudanças no ar ou em campos eletromagnéticos. De qualquer modo, provavelmente não se trata de um sentido misterioso mas um ou dois sentidos (como audição e olfato) que são tão refinados que os animais podem ouvir um terremoto ou sentir o cheiro de gases liberados por um terremoto. Alan Rabinowitz, da Wildlife Conservation Society, afirma que os humanos já tiveram essa capacidade mas a perderam ao longo da evolução [Fonte:National Geographic (site em inglês)]. O programa "60 Minutes" da CBS produziu uma notável reportagem explicando como o povo navegante Moken usou a sua estreita relação com o oceano para detectar o tsunami antes de ter acontecido.

É muito difícil para os cientistas determinarem exatamente o que faz com que os animais fujam ou entrem em pânico antes de um terremoto. Existem inúmeras histórias assim, mas não existe um método confiável de teste. Afinal, os animais respondem a muitos estímulos, alguns dos quais são difíceis de acompanhar. Os críticos também falam que as pessoas lembram de seus animais de estimação agindo diferentemente somente porque aconteceu um terremoto, e que os animais freqüentemente se comportam de maneira estranha sem haver nenhum terremoto ou desastre posterior. Mas a teoria de que os animais prevêem terremotos obteve fundamentação suficiente que os cientistas no mundo todo tentaram testá-la, com resultados inconclusivos.

Não apenas alguns animais têm sentidos altamente apurados, como também muitos deles têm emoções sofisticadas. Frans B.M. de Waal, um renomado primatologista na Universidade de Emory, afirma que uma variedade de animais - não apenas gatos (em inglês) ou cães, mas até mesmo ratos - sentem empatia e outras emoções [Fonte: Scientific American (site em inglês)]. Em um estudo, cientistas injetaram em camundongos um produto químico que lhes davam ligeiras dores de estômago. A resposta comportamental natural é esticar-se, e os camundongos injetados esticavam-se mais quando colocados próximos a camundongos injetados do que quando colocados próximos a camundongos não injetados. Camundongos machos também mostravam menos resposta próximos a machos que eles não conheciam. Em outras palavras, não apenas camundongos mostram uma resposta à dor dos outros, mas faz diferença quem é o outro camundongo. A neurobiologista da Universidade de Chicago Peggy Mason considerou este "um passo significativo em direção ao sentimento social similar ao humano" [Fonte: Scientific American (site em inglês)].

Fontes (em inglês)
Imagem do próprio Artigo ( SITE PESSOAS HSW )

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Casos Paranormais com Animais


Conheça alguns casos de Materializações de Animais,
 Contados pelo Escritor Espírita Marcel Benedeti.

Já faz alguns anos que nós estamos procurando trazer informações às pessoas e principalmente aos adeptos da doutrina espírita. Mas não somente os espíritas se interessam por este tema, pois freqüentemente somos chamados a fazer palestras a grupos ligados a outras religiões e doutrinas e até mesmo a grupos ligados à proteção animal, que nos procuram para receberem orientações a respeito do destino da alma dos animais depois da desencarnação. Já faz alguns anos que nós estamos espalhando a idéia, que não partiu de nós, mas da espiritualidade, de que os animais não são objetos, que os animais não são matéria prima de qualquer industria, que os animais são espíritos em evolução, que os animais são seres que merecem a nossa atenção, a nossa compaixão e principalmente o nosso respeito, pois eles são nossos irmãos. Ao longo deste tempo em que procuramos levar orientações às pessoas a este respeito, nós notamos que a compreensão delas está se tornando cada vez maior sobre este tema e rapidamente elas estão deixando de ver estes seres do mesmo modo como eram vistos antigamente, quando os animais eram tidos apenas como propriedade de alguém.

Ao longo deste tempo em que procuramos orientar as pessoas sobre os nossos irmãos animais, tornou-se notável como muitos estão passando a respeitar mais os animais como nossos semelhantes. Claro! Os animais são nossos semelhantes espirituais, pois são espíritos em evolução assim como nós. As pessoas estão acordando para esta realidade e vêm procurando aplicar os ensinamentos de Jesus, quanto ao amor ao próximo, por incluí-los, também neste rol. As palavras de Jesus diziam para nós amarmos a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos, mas não especificou se os próximos deveriam ser somente os humanos. Gandhi já disse que tudo o que vive é o nosso próximo.

Hoje sabemos que os seres espirituais que estagiam na fase de animalidade nada mais são do que espíritos que estão sujeitos as mesmas leis evolutivas que outros espíritos mais adiantados, como nós, por exemplo. Os espíritos, ou almas, dos animais foram criados simples e ignorantes e por estarem sujeitos as mesmas leis que os espíritos estagiários em patamares superiores, também evolução e atingirão patamares tão altos quanto o nosso e até mais. A evolução acontece desde o “átomo ao arcanjo”, como lemos no Livro dos Espíritos. Sendo assim todos os espíritos, já passaram ou passarão por todas as fases antes de atingir a fase humana e supra-humana.

Eu, recentemente, fiz uma palestra sobre Espiritualidade dos Animais em uma Casa Espírita em São Bernardo do Campo que tem Francisco de Assis em seu nome.
Trata-se de um grupo muito interessado em estudar o assunto e entender tudo o que puderem sobre o assunto que acham interessante demais.

Em minha palestra eu falava sobre casos de materializações de animais comentados pela literatura espírita e disse sobre o fato de que faltava-nos casos do cotidiano que enriquecesse-nos as preleções, que poderiam ser contadas a fim de comprovar a veracidade de nossas palavras e das pesquisas desenvolvidas por cientistas do século IX e inicio do séc. XX, sobre materializações.

Eu comentei sobre o caso de uma pessoa conhecida que teve a sua gatinha morta recentemente, cuja materialização se confirmou com as marcas de pegadas nos lençóis da cama onde ela caminhou antes de se desvanecer diante dos olhos atônitos da amiga, que a observou desaparecer.

Comentei sobre o caso de uma senhora que cuida de um gato desde pequeno, mas que tem o péssimo hábito de caminhar sobre a comida que será servida á família. Assim ela o pendeu no quarto enquanto preparava o jantar. Para a surpresa da senhora o gato surgiu na cozinha,mesmo tendo ela trancado a chaves a porta do quarto. Dada a bronca, o animal, esperto se evadiu. Ela o perseguiu e quase o alcançou, quando ele correu em direção ao quaro. Para sua surpresa, o gato desapareceu diante da porta, que esta ainda trancada. Ela abriu a porta e lá estava o gato ressonando. Dormia um sono pesado. Seu espírito se desdobrou e foi a cozinha onde desejava estar.

Outro caso interessante é o da senhora que todos os dias brincava com um cão que permanecia maior parte de seu tempo brincando na rua como se fosse um cão sem lar, apesar de ter um. Certo dia, como fazia de rotina, encontrou o cão brincando perigosamente entre os carros e sequer notou sua presença. No dia seguinte o cão nao estava ali a espera de seu afago como sempre fazia e ela logo desconfiou que ele provavelmente foi atropelado no dia anterior. Procurando a dona do cão, perguntou-lhe o que aconteceu. A mulher disse: “Faz vinte dias que ele morreu atropelado”.

Parecem muitos caso, mas são poucos e a Casa onde estive para fazer a tal palestra resolveu contribuir com mais uma:

Estavam estudando sobre o assunto “Espiritualidade dos animais” lendo um de nossos livros (Todos os Animais Merecem o Céu), quando um cão surgiu em total silêncio na sala de aula do Centro. O cão passou por cada aluno e mostrou-se extremamente carinhos, pedindo afagos de todos.

Depois de te passado algum tempo em companhia daquelas pessoas que tem especial carinho por animais, o cão se despediu e caminhou em uma direção e desapareceu, atravessando a parede da sala. Todos viram e se surpreenderam. Não é para menos!


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NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Animais Ajudam no Tratamento de Doenças

Além de companheiros, os animais também podem
 ser verdadeiros médicos de quatro patas. 
Crédito: Flickr/ CC- Bogart Handsome Devil

Estudos revelam que cuidar de algum bichinho auxilia pacientes com depressão, problemas cardíacos e até Mal de Parkinson.

No Brasil, desde 1997, os pacientes com os mais diversos tipos de problemas de saúde têm tido a oportunidade de serem “cuidados” por animais terapeutas. A prática, conhecida como zooterapia foi trazida pela médica veterinária Hannellore Fuchs e tem se mostrado muito eficaz.

E para comprovar os benefícios da zooterapia, cientistas de todo o mundo têm realizado algumas pesquisas que mostraram a melhora considerável de pacientes com diversas doenças, inclusive, Mal de Parkinson, como revelou um artigo do Journal of Neurology.

De acordo com o tabloide britânico The Sun o texto revela como um simpático cachorrinho foi o responsável pela impressionante melhora de uma paciente que sofria da doença. Uma inglesa de 28 anos que não teve seu nome divulgado deixou de tomar doses de morfina diárias depois que ganhou um West Highland Terrier de presente.

Segundo os médicos da Imperial College London, responsáveis pelo artigo, a paciente teve melhoras significativas em sua locomoção, além do apetite e sono também terem voltado. Os estudiosos acreditam que o fato da paciente ter que levar o animal para passear e ter responsabilidade sobre ele a incentivou a praticar exercícios e desenvolver seu lado defasado do cérebro.

Além disso, eles descobriram um pet auxilia o paciente a produzir mais dopamina, responsável por estimular o sistema nervoso central. Mas saiba que não apenas os cães que têm esse poder. Gatos, coelhos, roedores e até peixinhos dourados podem ser excelentes “médicos”.
Não são apenas cães e gatos que auxiliam na
manutenção da saúde de seus donos. Crédito:
Captain Subtle's photostream.

O caso da britânica foi apenas uma das doenças que foram beneficiadas com a presença de um animalzinho. Confira a seguir mais sete problemas que podem ser amenizados com um pet.

Alergias
Crianças expostas a um ou mais cachorros ou gatos durante o primeiro ano de vida têm de 66% a 77% menos chances de desenvolverem algum tipo de alergia, segundo o estudo da Universidade de Medicina da Geórgia, EUA.

Ataque Cardíaco
De acordo com a Universidade de Purdue, Estados Unidos, ter um pet reduz em 3% as chances de desenvolver um ataque cardíaco.

Depressão
Pesquisadores da Universidade do Missouri descobriram que os níveis de serotonina aumentam em pessoas que têm animais. Antidepressivos halopáticos têm a mesma função. 

Rinite
Um dos problemas mais comuns em todo o mundo, a alergia tem menos chances de se manifestar em donos de gatos. Segundo o Japan's Himeji Medical Association, quem tem um bichano como companhia tem 30% menos chances de contrair o problema. 

Eczema
Também conhecida como dermatite atópica, a doença tem menos chances de se manifestar em crianças que conviveram em casa com cães até seus 3 anos de vida. A descoberta foi feita pelo Marshfield Clinic, nos EUA.

Pressão Ata
Um estudo feito pelo Baker Medical Research Institute, na Austrália, revelou que donos de animais têm a pressão significativamente menor que os que não têm pets. 

Terceira Idade
De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, os idosos que têm cães em casa precisaram visitar 21% menos o médico para se tratar de algum problema.

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos DO SITE PETMAG pelos Artigos que engrandecem este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados.
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NOTA.: As imagens usadas neste site fazem parte do próprio artigo do site PetMeg. Grata, Esperança.