segunda-feira, 13 de junho de 2011

Déjà Vu é um Fenômeno Instigante


O fenômeno se traduz por uma estranha impressão de já ter vivenciado a cena presente e mesmo saber o que se vai passar em seguida, ainda que a situação que esteja a ser vivida seja inédita. Conhecido como déjà vu, ou paramnesia (como também é conhecido), tem sido, ao longo dos anos, objeto das mais díspares tentativas de interpretação. Para Sigmund Freud, as cenas familiares seriam visualizadas nos sonhos e depois esquecidas e que, segundo ele, eram resultado de desejos reprimidos ou de memórias relacionadas com experiências traumáticas. Fabrice Bartolomei, Neurologista francês, a paramnesia é resultado de uma fugaz disfunção da zona do córtex entorrinal, situado por baixo do hipocampo e que se sabia já implicada em situações de "déjà vu", comuns em doentes padecendo de epilepsia temporal.

Experiências, conduzidas por investigadores do Leeds Memory Group, permitiram recriar, em laboratório e através da hipnose, as sensações de "déjà vu". Outros dados explicam que situações de stress ou fadiga possam favorecer, nesse contexto disfuncional, o aparecimento do fenômeno, mas a causa precisa deste "curto-circuito" cerebral permanece, ainda, uma incógnita.

Muitos de nós já tivemos a sensação de ter vivido essa situação que acabamos de relatar. Como já ter estado em um determinado lugar ou já ter vivido certa situação presente, quando, na realidade, isto não era de conhecimento anterior? Em alguns casos, ocorre a habilidade de, até, predizer os eventos que acontecerão em seguida, o que é denominado premonição. Seria um bug cerebral, premonição ou mera coincidência? A psiquiatria e a Doutrina Espírita explicam esta questão de formas diferentes.

Sabe-se que nossa memória, às vezes, pode falhar e nem sempre conseguimos distinguir o que é novo do que já era conhecido. "Eu já li este livro?" - "Já assisti a este filme?" - "Já estive neste lugar antes?" - "Eu conheço esse sujeito?" Estas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Para alguns estudiosos, quando a sensação de familiaridade com as situações, lugares ou pessoas desconhecidas é freqüente e intensa, pode, até, ser um dos sintomas da epilepsia, na área do cérebro responsável pela memória, mas, essa mesma sensação pode indicar outros sintomas. Déjà Vu é um fenômeno anímico muito comum , embora de complexa definição científica.

Pode ocorrer com certa freqüência em indivíduos com distúrbios neuropatológicos, como a esquizofrenia e a epilepsia. Mas há, também, outras predisposições maiores por fatores não patológicos, como fadiga, estresse, traumas emocionais, excesso de álcool e drogas. Há, ainda, as teorias da psicodinâmica, da reencarnação, holografia, distorção do senso de tempo e transferência entre hemisférios cerebrais. São tão complexas as análises, que especialistas reagem contra a limitação do "vu", que restringiria ao mundo do que pode ser "visto", e já utilizam formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: "déjà véanus" ("já vivido"), "déjà lu" ("já lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà visité" ("já visitado") - o que pode, um dia, acarretar um "déjà mangé" ("já comido") ou um "déjà bu" ("já bebido").

Os especialistas, ainda, não sabem, concretamente, como ocorre, exatamente, a sensação do déjà vu em pessoas não epilépticas. A que ocorre em pessoas com a doença, no entanto, existem algumas hipóteses, como a batizada, pelo psicólogo Alan Brown, de "duplo processamento". (1) Segundo o psicólogo Alan Brown, professor da Universidade Southern Methodist, nos Estados Unidos, e autor do livro "The Déjà Vu Experience" (a experiência do déjà vu), dois terços da população mundial relatam ter tido, ao menos, um déjà vu na vida.

Para os conceitos espíritas tudo o que vemos e nos emociona, agradável ou desagradavelmente, nesta e nas encarnações pretéritas, fica, indelevelmente, gravado em alguma parte da região talâmica do cérebro perispiritual, e, em algumas ocasiões, a paramnesia emerge na consciência desperta. Pode, também, ser uma manifestação mediúnica se o médium entra, em dado momento, em um transe ligeiro, sutil, e capta a projeção de uma forma-pensamento emitida por um espírito desencarnado; essa é outra possibilidade.

A tese da reencarnação é difundida há milhares de anos. No Egito, um papiro antigo diz: "o homem retorna à vida varias vezes, mas não se recorda de suas pretéritas existências, exceto algumas vezes em sonho. No fim, todas essas vidas ser-lhe-ão reveladas." (2)

Em que pese serem as experiências déjà vu, segundo o academicismo, nada mais do que incidentes precógnitos esquecidos, urge considerar, porém, que existem situações dessa natureza que não podem ser explicadas dessa maneira. Entre elas, está em alguém ir a uma cidade ou a uma casa, pela primeira vez, e tudo lhe parecer muito íntimo, ao ponto de prever, com exatidão, detalhes sobre a casa ou a cidade; descreve, inclusive, a disposição dos cômodos, dos móveis, dos objetos e outros detalhes que estão muito além do âmbito da precognição normal. "Em geral, as experiências precógnitas são parciais e enfatizam certos pontos notáveis, talvez alguns detalhes, mas nunca todo o quadro. Quando o número de detalhes lembrado torna-se muito grande, temos que desconfiar, sempre, de que se trata de lembranças de uma encarnação passada". (3)

Apesar de não serem abundantes as publicações e depoimentos sobre o assunto, há teorias que associam o déjà vu a sonhos ou desdobramento do espírito, onde o espírito teria, realmente, vivido esses fatos, livre do corpo, e/ou surgiriam as lembranças de encarnações passadas, como disse acima, o que levaria à rememoração na encarnação presente. (4) Hans Holzer, registra uma história, em que ele descreve a experiência déjà vu: "durante a Segunda Guerra Mundial, um soldado se viu na Bélgica e, enquanto seus companheiros se perguntavam como entrar em determinada casa, em uma cidadezinha daquele país, ele lhes mostrou o caminho e subiu a escada à frente deles, explicando, enquanto subia, onde ficava cada cômodo. Quando, depois disso, perguntaram-lhe se havia estado ali antes, ele negou, dizendo que nunca havia deixado seu lar nos Estados Unidos, e estava dizendo a verdade. Não conseguia explicar como, de repente, se vira dotado de um conhecimento que não possuía em condições normais". (5)

Cremos que a experiência déjà vu é muito profunda e o sentimento é de estranheza. Devemos distinguir um sintoma do outro, pois, cada caso é um caso e nada acontece por acaso. Por ser um fenômeno profundamente anímico, é prudente separarmos as teorias da reencarnação, sonhos ou desdobramentos, das teorias de desejos inconscientes, fantasias do passado, mecanismo de autodefesa, ilusão epiléptica, entre outras, para melhor discernimento do que, realmente, seja uma paramnesia e o que seja, apenas, uma fantasia de nosso imaginário fecundo.

FONTES:
(1) Disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u566377.shtml
(2) Papiro Anana" (1320 A.C.)
(3) Revista Cristã de Espiritismo, edição 35
(4) Idem
(5) Idem


Nota: JORGE HESSEN (É Formado em Estudos Sociais com ênfase em Geografia e Bacharel e Licenciado em História pela UnB. Escritor de diversos livros publicados, Articulista com textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Imortal, Revista Internacional do Espiritismo, O Médium de Juiz de Fora, Brasília Espírita, Mato Grosso Espírita, Jornal União da Federação Espírita do DF. Artigos publicados na WEB da Federação Espírita Espanhola, l'Encyclopédie Spirite. Revista eletrônica O Consolador, da Espiritismogi.com.br, Panorama Espírita, Garanhuns Espírita e outros portais.


HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, agradece a gentileza do irmão JORGE HESSEN por enobrecer este espaço com seus Artigos, contribuindo para nossa evolução e aprendizado espiritual.

NOTA.: O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, obtive do próprio autor autorização para publicação de seus artigos.

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domingo, 12 de junho de 2011

Saúde e Anatomia do Corpo Espiritual


Para facilitar uma visão mais clara do mecanismo da encarnação, bem como de todos os fenômenos espirituais, inicialmente faz-se necessário reportar ao estudo do corpo espiritual.
Quando as entidades espirituais se nos tornam visíveis, seja pela simples vidência mediúnica, seja pelo fenômeno da materialização ectoplasmática, observamos que elas possuem um corpo semelhante ao nosso corpo físico. Aliás os espíritos nos dizem que nós é que possuímos um corpo semelhante ao deles.

No fenômeno da materialização, tão estudado pelo famoso físico inglês Willian Crookes e pelo prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, Charles Richet, os Espíritos tornam-se visíveis e palpáveis a todos os presentes à sessão de estudos. São percebidos e tocados em seus corpos espirituais.

Inegável é, sem dúvida, que existem alhures fraudes conscientes e inconscientes; no entanto, a grande freqüência dos fenômenos, bem como o elevado nível cultural e ético das pessoas seriamente envolvidas em determinados casos atestam a sua realidade.
Embora a essência espiritual não tenha forma, pois é o princípio inteligente, os Espíritos possuem um corpo espiritual anatomicamente definido e com uma fisiologia própria da dimensão extrafísica.

Nos planos espirituais temos notícia, por inúmeros médiuns confiáveis como Francisco Cândido Xavier (Chico) e Divaldo Pereira Franco, sobre a maravilhosa organização das comunidades sociais que os espíritos constituem, às vezes assemelhadas às terrestres.

A energia cósmica universal ou fluído cósmico que banha ou permea todo o universo é a matéria-prima que o comando mental dos Espíritos utiliza para a constituição dos objetos por eles manuseados. A este respeito, encontramos informações mais detalhadas reunidas por Kardec em "O Livro dos Médiuns", no capítulo - Do Laboratório do Mundo Invisível-. O corpo dos Espíritos, já mencionado pelo apóstolo Paulo e conhecido nas diversas religiões com os mais diferentes nomes, tais como perispírito, corpo astral, psicossoma e outros, é também matéria. O perispírito é constituído de um tipo especial de matéria derivada do fluido cósmico universal. Assim nos informam as entidades espirituais.

O corpo espiritual apresenta-se moldável conforme as emoções mentais do Espírito. Cada Espírito apresenta seu perispírito com aspecto correspondente ao seu estado psíquico. A maior elevação intelecto-moral vai determinar como conseqüência uma sutilização do próprio corpo espiritual.

Em contrapartida, os Espíritos cujas vibrações mentais são inferiores determinam, inconscientemente, que seu corpo espiritual se apresente mais denso opaco e obscurecido, não tendo a irradiação luminosa dos primeiros.
Conforme se tem notícia através de inúmeros autores espirituais, o perispírito apresenta-se estruturado por aparelhos ou sistemas que se constituem de órgãos; estes órgãos são formados por tecidos que , por sua vez, são constituídos por células.

Segundo referências encontradas nas obras de Gustavo Geley e Jorge Andréa, as células de corpo espiritual, em nível mais profundo, são estruturadas por moléculas que se constituem por átomos. Os átomos do perispírito são formados por elementos químicos nossos conhecidos, além de outros desconhecidos do homem encarnado. Elementos aquém do hidrogênio e além do urânio, que na Terra representam os limites da matéria atômica conhecida.

Os átomos e moléculas que constituem as células do perispírito possuem uma energia cinética própria que é a força determinante de sua vibração constante. Quanto mais evoluída a entidade espiritual maior a velocidade com que vibram os átomos do perispírito.

Da mesma forma, conforme o adiantamento moral do Espírito, maior o afastamento entre as moléculas que compõem o perispírito, pela sua vibração, daí a menor densidade de seu corpo espiritual. 

Uma analogia: a água em estado líquido quando fervida transforma-se em vapor pela maior energia cinética de suas moléculas, determinando um afastamento entre elas decorrente da vibração mais intensa que passam a ter.

Neste exemplo simples podemos mentalizar o porquê da leveza do corpo espiritual das entidades cujo padrão vibratório é mais elevado.
No livro "Mecanismos da Mediunidade", de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, encontramos elementos complementares sobre esta informação.

Espíritos de alta hierarquia moral possuem vibrações de alta freqüência, ou seja, as ondas que emitem ou irradiam são "finas" ou de pequeno comprimento de onda. As energias emanadas pelas vibrações das moléculas perispirituais se traduzem também por uma irradiação luminosa com cores típicas.
Os Espíritos são vistos pelos videntes ou descritos nas obras psicografadas emitindo cores e tons bastante peculiares ao seu grau de adiantamento.

Quanto mais primitiva for a entidade espiritual, mais escuros os tons das cores e mais opacos se apresentam. À medida que galgam degraus mais elevados na escada do progresso, passam a emitir uma luminosidade, pela postura mental adotada, decorrente de situações momentâneas, as vibrações se aceleram ou se desaceleram, determinando modificações na estrutura do corpo espiritual, e todo o conjunto se altera.

Exemplos práticos de modificações profundas e graves, no capítulo das patologias do corpo astral, seriam os casos descritos como de zoantropia ou licantropia. Nessas situações as formas perispirituais se animalizam pela postura de ódio recalcitrante ou outros sentimentos inferiores, deformantes do corpo espiritual. Denomina-se zooantropia (zoo =animal e anthropos=homem ) aos casos onde o corpo espiritual pela deformação progressiva passa a assemelhar-se a um animal. Licantropia (lican=lobo e anthropos=homem) aos casos onde o corpo espiritual pela alteração degenerativa da forma passa a lembrar a figura de um lobo, o que nos faz lembrar da lenda do lobisomem que talvez tenha origem no fato de, pelo fenômeno da vidência mediúnica, tenham sido vistos espíritos com este tipo de deformidade anatômica no seu corpo astral.

Naturalmente que estas deformidades são transitórias e relativas ao tempo em que a entidade espiritual ainda se mantém na atitude mental de ódio.

O tratamento reparador destas deformidades efetua-se com uma adequada energização dos Espíritos como temos observado nas lides mediúnicas de que participamos. Ousamos, inclusive, a criar o verbete perispiritoplastia para a recuperação anatômica que observamos nas entidades tratadas e recuperadas em seu aspecto nos grupos mediúnicos. Tanto energias do plano extrafísico, da natureza como o ectoplasma fizeram parte da matéria prima utilizada por nós e pelos mentores espirituais que nos assistem.

Perfil do Autor.: Dr. Ricardo Di Bernardi (É Médico Homeopata Geral, Pediatra, Presidente da Associação Médico-Espírita de Santa Catarina, Articulista Espírita, Palestrante e Autor de diversos livros. E-mail: ricardo.di.bernardi@terra.com.br

O Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do PORTAL DO ESPÍRITO e o DR. RICARDO DI BERNARDI pelos Artigos que engrandecem este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

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sábado, 11 de junho de 2011

EXPERIÊNCIAS CIENTÍFICAS SUGEREM HAVER REENCARNAÇÃO


O autor francês Léon Denis, no livro O Problema do Ser do Destino e da Dor, no capítulo XIV, intitulado as Vidas Sucessivas - Provas Experimentais, apresenta diversos relatos de regressão hipnótica em indivíduos sensitivos, denominados pelos pesquisadores “sujets”. As mais interessantes e volumosas pesquisas comentadas pelo autor são de Albert de Rochas que escreveu a preciosa obra Les Vies Sucessives.

Nas experiências desenvolvidas pelo pesquisador, conseguiu-se retroagir os “sujets” a diversas encarnações pretéritas e colher vasto material em termos de documentação.

Ian Stevenson catedrático de neurologia e psiquiatria na Universidade de Virgínia, EUA, escreveu a obra Twenty Cases Sugestive of Reincarnation. Na citada obra, o autor investiga inúmeros casos, mas seleciona vinte mais evidentes em termos do renascimento. Observamos o título cauteloso de “casos sugestivos...”

Na realidade, em todos os continentes, em dezenas de Universidades ou em instituições científicas de parapsicologia, psicobiofísica e outras áreas, se estuda e documenta a reencarnação.

O psicólogo clínico norte-americano Morris Netherton desenvolveu uma técnica denominada Terapia das Vidas Passadas. Há por parte de muitos psicólogos, inclusive do Brasil, a preferência pelo nome terapia de vivências passadas, para desvincular filosoficamente ou mesmo religiosamente do conceito de reencarnação. Isto por que os terapeutas têm como absolutamente desnecessário ou indiferente crer ou não crer nas vidas pretéritas para que o tratamento beneficie o paciente.

O Dr. Netherton, apesar da reação cética de muitos segmentos da Psicologia, tem logrado obter inúmeros adeptos entre profissionais sérios e competentes.

No Brasil, foi fundado o Instituto Nacional de Terapia de Vivências Passadas (INTVP), entidade de caráter científico-cultural, sem conotação ou vínculo religioso e filosófico de qualquer espécie.

A Terapia Regressiva de Vivências Passadas, para adaptarmos a denominação preferida pelo órgão oficial (INTVP), é um recurso psicoterápico que utiliza como método a regressão de memória, pelo qual o paciente permite que superficialize, ao seu consciente atual, ocorrências traumáticas do passado recente ou remoto (isto é, desta ou de outras encarnações), que estavam arquivadas ou bloqueadas no seu inconsciente gerando-lhe distúrbios psicológicos.

“A evidência das vidas passadas e sucessivas é facilmente detectável por esta técnica terapêutica”.

A TVP tem embasamento científico que é reconhecido por grande número de terapeutas, médicos ou psicólogos, conceituados e idôneos, do exterior e do Brasil.

Na realidade, regressão de memória já era praticada pelos egípcios 3000 anos antes de nossa era. No entanto, só após os trabalhos de Morris Netherton esta abordagem terapêutica se divulgou. No Brasil, só a partir de 1980 foi introduzida pelo casal Prieto Perez, através de ciclos de estudos, seminários para profissionais e Work-Shops realizados por Netherton, bem como a publicação do seu livro em português, “Vidas Passadas, em Terapia”.

O INTVP visa elaborar cursos de especialização para médicos, e psicólogos graduados no mínimo há um ano, devidamente registrados em seus Conselhos de Classe. Forma profissionais de alto nível, que atuam com conhecimentos sólidos na área de regressão de memória exclusivamente para fins terapêuticos.

Todo médico consciente está atento às conquistas que possam ampliar seus recursos técnicos. A existência de um novo método terapêutico obtendo resultados expressivos passa a chamar a atenção. Isto vem ocorrendo com a TVP.

Nesta terapia, observa-se que todo trauma psicológico o paciente associa a um dano físico ocorrido na vida anterior ou a um sofrimento psíquico que vivenciou em estâncias pretéritas, muitas vezes longínquas. Espírito ou mente com o corpo interagem constantemente e os registros permanecem nos arquivos espirituais ou seja, arquivos do inconsciente.

A evidência das vidas passadas e sucessivas é facilmente detectável por esta técnica terapêutica.

Quase invariavelmente, os pacientes chegam à conclusão de que seus tomentos mentais atuais podem ser explicados com precisão por uma situação física de uma encarnação pretérita.

Exemplificando: uma pessoa que possua importante fobia por alturas descobrirá, recorrendo a vidas passadas, situações em que sofreu muito ou morreu em decorrência de acidentes por queda de locais altos. As quedas das vidas anteriores poderiam ser interpretadas como criações ou fantasias do inconsciente,mas a evidência palingenésica maior está em função dos dados minuciosos fornecidos pelo paciente. À medida que ele descreve a situação não o faz maquinalmente, mas vivenciando intensamente, de forma emocional, em pratos, gemidos ou até gritos em certos casos.

O paciente regredido descreve a época, o lugar, as condições e a linguagem envolvendo os fatos ocorridos na vida anterior. Como os detalhes podem ser importantes no processo terapêutico, há riqueza de dados que podem ser recolhidos por esta técnica.

Todos os casos do livro Vidas Passadas, em Terapia são belíssimos, tanto do ponto de vista do aspecto palingenésico (reencanacionista), como sob o ponto de vista clínico. Citaremos, de passagem, apenas o caso de Henry Aiken, no capítulo 6, intitulado: Problemas Sexuais Masculinos. Trata-se de um caso, aliás muito comum, de ejaculação precoce. O paciente atribuía, inclusive, seus dois divórcios e a sua atual crise de casamento a esta dificuldade.

Durante as sessões de TVP, ficou evidenciada a sensação inconsciente, ou medo, de ser observado por outrem no momento do ato sexual. De forma aparentemente irracional, parecia que as relações necessitavam de ser rápidas, embora conscientemente não as desejasse desta forma.

Henry Aiken, regredido a vidas anteriores, vê-se como escravo negro, traficado na África e comprado na América, onde é escolhido como reprodutor. Obrigado a inúmeras relações sexuais por dia, rápidas e sob a ameaça de feitor, escuta a frase: Rápido! Rápido! Faz se quer continuar vivendo! Há, no relato do autor, uma infinidade de dados e correlacionamentos estabelecidos entre as situações psicológicas de Henry Aiken com seus traumas vivenciados nas vidas anteriores. Deixaremos ao leitor a surpresa de constatar os detalhes da história ao ler o livro citado. São surpreendentes e lógicos.

Há quem se refira à Parapsicologia como uma ciência que representaria uma outra tese a respeito da reencarnação. A Parapsicologia surgiu como herdeira histórica da Metapsíquica, cujo expoente máximo foi Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, Charles Richet, até o momento da premiação, considerado gênio.

Posteriormente, pelo fato de seus trabalhos possibilitarem provar as realidades do mundo espiritual, a sobrevivência e a comunicabilidade dos espíritos, passou a ser considerado “precipitado” em suas conclusões.

A prudência e o temor à opinião do meio científico fez com que a Parapsicologia, ao retomar as investigações dos fenômenos inabituais e não explicáveis pelos nossos sentidos convencionais, criasse termos frios, sem qualquer conotação filosófica ou emocional para designar o que estava sendo investigado.

“Indivíduos travestidos de parapsicólogos dizerem às crédulas ovelhas, ingenuamente pastoreadas por eles, que a Reencarnação é “explicada” pela Parapsicologia.”

Assim, todos os fenômenos são englobados sob a designação de fenômenos psi ou paranormais. Psi é a letra grega escolhida como nomenclatura básica, nada mais. Os fenômenos foram inicialmente subdivididos e agrupados em dois blocos, até o surgimento de um tipo incômodo de fenômeno, que parecia perturbar os investigadores; os fenômenos ligados à morte ou aos mortos. Criou-se então um terceiro grupo para estudá-los.

O primeiro grupo de fenômenos Psi, os chamados Psigama, compreende aqueles que se caracterizam por efeitos mentais e não de manifestações físicas. São incluídos neste grupo de fenômenos todos aqueles que relacionam uma mente à outra, ou simplesmente percepções extra-sensoriais a nível mental. É usada a sigla ESP que significa Extra-Sensorial Perception .

Os fenômenos ESP são classificados em Psigama Tp ou Telepatia, Psigama Cv ou clarividência e Psigama Pcg ou Precognição, também conhecido como Premonição. Os fenômenos paralelos à Premonição são os de Retrocognição, que comentaremos mais adiante. Voltamos a chamar a atenção para uso das letras do alfabeto grego para as denominações técnicas, sempre na intenção de evitar conotações religiosas ou emocionais nos termos criados. Assim, Psigama é simplesmente a junção da letra psi à letra gama.

O segundo grupo dos fenômenos compreende aqueles ligados a efeitos físicos e recebe a designação de fenômenos Psikapa, nome resultante da fusão das letras psi e kapa, simplesmente. Os fenômenos do grupo Psikapa são basicamente a Psicocinesia ou Telecinesia, que seria a ação da mente sobre a matéria. A movimentação de objetos pela ação da força mental seria um exemplo. Cinesia é relativo a movimento. Tele, do grego, é relativo à distância e Psico se relaciona com mente ou alma.

O terceiro grupo que mencionamos se refere aos fenômenos ligados à morte ou aos mortos. Tanatologia é a ciência ou mais precisamente a disciplina científica que estuda os fenômenos da morte. A palavra Tanatos do grego se refere à morte, em função disto foi escolhida a letra Theta para este grupo de fenômenos, criou-se assim o termo Psitheta.

No entanto, a parapsicologia, apesar de denominar, classificar os fenômenos e ter contribuído muito para provar aos céticos a existência dos mesmos, demonstrando que não são produtos da imaginação de mentes férteis, no sentido pejorativo, nem da ingenuidade crédula, ou ainda simplesmente pura fraude ou engodo, não consegue explicá-los satisfatoriamente. A parapsicologia na realidade ainda engatinha, buscando se posicionar melhor.
“Este inconsciente coletivo, tal qual um saco de Papai Noel onde cabe potencialmente tudo que existe e existiu, realmente é demais para uns “pobres limitados” como nós”.

Cada fenômeno psi é apenas uma conseqüência, que deve ter uma causa responsável por ele. Como não se logrou obter uma causa claramente identificável, os parapsicólogos criaram o termo “função psi” para responsabilizar ou seja para dar uma causa a cada fenômeno.

Assim, é muito simples tapar o sol do esclarecimento com a “peneira furada” das denominações técnicas. Vejamos por exemplo a “explicação” parapsicológica para o fato de alguém ter lido a página de um livro trancado à chave em uma gaveta. Que fenômeno é este? Ora nos respondem os doutos, trata-se “apenas” de um fenômeno psigama do tipo clarividência. Mas o que é clarividência? Simples, trata-se da visão sem ser pelos órgãos visuais, extra-sensorial. Ela existe, está perfeita e cientificamente comprovada por testes que é um fenômeno real como todos os psigama.

Até aí concordamos plenamente. E quando fazemos a pergunta chave: A que se deve este fenômeno? Vem a resposta decepcionante: Deve-se “simplesmente” à função psi mais precisamente uma função de clarividência...

Quem escuta, parece estar tudo tão bem esclarecido como se cada fenômeno paranormal tivesse já uma causa definida. Não queremos ser excessivamente mordazes em nossa referência a Parapsicologia, e reconhecemos que há inúmeros cientistas sérios e dedicados, percorrendo a árdua trilha das investigações paranormais.

Paralelamente, no entanto, o que não podemos deglutir são indivíduos travestidos de parapsicólogos dizerem às crédulas ovelhas, ingenuamente pastoreadas por eles, que a Reencarnação é “explicada” pela Parapsicologia.

Assim como no exemplo da clarividência, onde o fenômeno já é aceito cientificamente, há apenas hipóteses parapsicológicas para as causas, as chamadas funções psi, responsáveis pelo mesmo.

No que tange à reencarnação, tivemos o espanto de escutar de passagem, um curioso diálogo:

- Como os parapsicólogos explicam a reencarnação?
- Muito simples, trata-se de um fenômeno do inconsciente.
- Como assim?

- O que ocorre é um fenômeno psigama, já estudado pela Parapsicologia. Mais precisamente, um fenômeno Rcg ou de Retrocognição, quando um indivíduo retroage mentalmente no tempo, ele capta algum tipo de informação que os adeptos da reencarnação dizem ter sido uma outra vida.

_ Por que ocorre este fenômeno, ou seja, qual a causa do mesmo?

- Simplesmente, devido a uma função parapsicológica chamada função psi. Esta função é mais precisamente uma função psigama Rcg.

- E como são obtidas as informações das vidas passadas?
- Fantasias do Inconsciente.

-Mas quando elas são tão minuciosas e precisas, podendo ser inclusive documentadas as vidas passadas? Ou ainda, quando fornecem dados preciosos e precisos sobre outras pessoas ou locais que não são do conhecimento de nenhum dos presentes?

- Todos nós temos o Inconsciente coletivo (?) que, como o nome indica, é intercomunicado a todos os outros inconscientes coletivos da humanidade de todos os tempos da história , permitindo que qualquer informação possa nos chegar. Até a vida de uma outra pessoa, existente em época remota pode ser captada e reproduzida em detalhes...

-(?)

Pois é... Depois somos nós os reencarnacionistas que vivemos em castelos imaginários!

Este Inconsciente coletivo, tal qual um saco de Papai Noel onde cabe potencialmente tudo que existe e existiu, realmente é demais para uns “pobres limitados” como nós.

Para alguns, nos porões do inconsciente temos um gênio oculto e adormecido que, se sacudido, o dorminhoco pode elaborar maravilhas... (Que saudades do jornalista Herculano Pires que assim já se expressava) !!!

A Retrocognição é considerada como um fenômeno paralelo à precognição. No tempo, tem o sentido inverso. Quando se profetiza, ou se prevê um acontecimento, está se projetando em nosso consciente algo de uma dimensão de tempo mais adiante, ocorrendo a premonição.

Na Retrocognição a mente sintoniza com os arquivos energéticos de fatos pretéritos seus e acessa os mesmos trazendo a nível do consciente atual as informações. Graças à retrocognição há uma infinidade de autores que passam a recolher dados concretos sobre a reencarnações passadas.

A Parapsicologia, portanto, longe está de ser a adversária temida pelos reencarnacionistas. Pelo contrário, temos muito a agradecer à ciência (séria) pela documentação cada vez maior dos casos de reencarnação estudados.

A propósito, estes agradecimentos e louvores não são extensivos a todos aqueles que manipulam a terminologia técnica da Parapsicologia com finalidades outras que não as de esclarecer...
Por.: Dr. Ricardo Di Bernardi (É Médico Homeopata Geral, Pediatra, Presidente da Associação Médico-Espírita de Santa Catarina, Articulista Espírita, Palestrante e Autor de diversos livros.
E-mail: ricardo.di.bernardi@terra.com.br

Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos do PORTAL DO ESPÍRITO e o Dr. RICARDO DI BERNARDI pelo artigo que engrandeceu este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.

O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, obteve do próprio autor autorização para publicação de seus artigos.

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

A POLÊMICA DO USO DE CÉLULAS-TRONCO


capacidade das células-tronco de se multiplicarem, reparando e formando diversos tecidos do corpo, como os da própria pele, do cérebro, dos ossos, do coração e dos músculos, torna essa pesquisa um importante avanço da  medicina no tratamento de doenças até hoje incuráveis, como câncer (a leucemia inclusive), lesões na coluna (problemas de paralisia), danos cerebrais (traumas e doenças como os males de Alzheimer e de Parkinson), tratamentos para doenças neurodegenerativas, danos no coração entre outras.

Alguns métodos de coleta das células-tronco não geram polemicas ético-religiosas, como a coleta pelo cordão umbilical ou da medula óssea do próprio paciente. A polêmica surge quando se trata da retirada de células-tronco de embriões, visto que isso implica a destruição deles. Muitos argumentam que o extermínio desses embriões é tão criminoso quanto o aborto, uma vez que acaba com uma forma de vida. Aliás, embriões e fetos provenientes de abortos seriam fontes para a coleta desse material.


As células-tronco podem ser encontradas mais comumente em duas regiões do corpo: na medula óssea e no sangue do cordão umbilical, que permanece na placenta após o nascimento do bebê. E elas podem ser uma alternativa, por exemplo, para os casos de leucemia, em que o transplante de medula óssea nem sempre pode ser realizado, embora seja um procedimento de sucesso. Já com o sangue do cordão umbilical congelado, as células-tronco ficam disponíveis para serem usadas em casos como esse durante, pelo menos, 15 anos após a coleta, embora alguns estudos considerem a possibilidade de estocagem por até 50 anos. Além dessa vantagem, nesse tipo de transplante não há risco de rejeição, uma vez que as células provêm do próprio paciente.

O Brasil realizou no dia 08/10/2004 numa menina de 9 anos portadora de leucemia linfóide aguda o primeiro transplante de medula óssea com cordão umbilical coletado, congelado e disponibilizado no país. A informação foi divulgada por autoridades médicas em Jaú, no interior paulista, onde o procedimento foi realizado. O Ministério da Saúde anunciou a implantação no país da rede BrasilCord, um banco de sangue público de cordões umbilicais.

Com o sangue do cordão umbilical congelado, as células-tronco ficam disponíveis para necessidades futuras, como no caso do surgimento de doenças, durante pelo menos 15 anos após a coleta. Além dessa vantagem, não há risco de rejeição quando essas células forem implantadas no paciente, uma vez que elas foram retiradas dele mesmo.
Clonagem terapêutica.
Muitas pessoas pensam que a clonagem serve apenas para a criação de cópias de seres humanos. Entretanto, vários cientistas a vêem como uma possibilidade de cura para diversas doenças que atualmente não podem ser tratadas. Trata-se da tão falada clonagem terapêutica.

Esse processo consiste em obter um embrião da pessoa doente por meio da clonagem e retirar as células-tronco dele. Essas células têm potencial para se transformar em qualquer tipo de célula adulta do nosso corpo, como, por exemplo, células cardíacas ou nervosas. Assim, elas poderiam ser estimuladas a se transformar no mesmo tipo de célula que estão lesadas no organismo do doente. Por exemplo: uma pessoa com leucemia que necessitasse de um transplante de medula seria clonada, dando origem a um embrião, do qual seriam retiradas células-tronco. Dessa forma, a pessoa seria doadora para si mesma, sem correr o risco de que seu organismo viesse a rejeitar o transplante, pois as células utilizadas seriam retiradas de seu clone, que apresentaria a mesma constituição genética que ela.

Mas ainda existe uma séria e relevante discussão envolvendo a técnica: embriões teriam de ser sacrificados em prol da vida do doente. Muitas pessoas no mundo inteiro se manifestam contra esse procedimento, alegando que, se o embrião não tivesse seu desenvolvimento interrompido, uma pessoa nasceria. Isso é comparar essa forma de clonagem a um aborto. Por outro lado, muitas pessoas portadoras de doenças genéticas ou lesões medulares que impedem a locomoção defendem essa técnica porque enxergam nela a única possibilidade de cura definitiva atualmente conhecida.

Conclusão pessoal do autor: A meu ver, existindo a possibilidade do uso de células-tronco originárias da medula óssea ou de cordões umbilicais seria o mais indicado no auxilio ao tratamento das diversas enfermidades supra citadas. Mas por outro lado, não existindo a possibilidade desses dois meios e restando somente a alternativa de clonagem de um embrião, penso que não seria o mesmo que um aborto.

Primeiro, no aborto provocado, a mãe age por seu livre arbítrio sem o consentimento de Deus, que em muitos casos enviou aquele espírito sem a intenção de fazer com que sofresse essa prova, e pela vontade dela haveria o aborto ou não, conseqüentemente ela pagaria por esse ato de uma forma ou de outra.

No caso da clonagem do embrião em laboratório, tudo isso já estaria premeditado, com a intenção de curar e salvar outras vidas, e Deus não enviaria um espírito para sofrer um aborto (a não ser que fosse para pagar uma prova), para reencarnar em um embrião que já estaria destinado a ciência para este fim.


O debate sobre o uso de células-tronco de 14/05/2004
Por Diogo Dreyer no site www.portalpositivo.com.br.
Por Silvia Schaefer — Professora de Biologia do portal no
Brasil realiza 1º transplante com cordão umbilical
Por Reuters site http://noticias.terra.com.br

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ESPECIAL GLÂNDULA PINEAL -12


(Parte 12)

A existência do Terceiro Olho pode ser comprovada pela moderna embriologia: "Este é um fato que tem sido demonstrado por indivíduos dotados de faculdades extra-sensoriais submetidos a testes pouco usuais que vêm sendo realizados na Rússia", afirmou o ciberneticista e pesquisador da Inteligência Artificial, Vitaly Pravdivtsev. "Na experiência, um envelope lacrado contendo um filme é colocado na fronte do voluntário. Começa então o processo de revelação de frames escolhidos aleatoriamente. Os testes revelam que certas pessoas são capazes de identificar as imagens selecionadas através de algum tipo de contato energético que se estabelece entre o cérebro, as imagens veladas contidas no envelope e as informações contidas no cérebro dos pesquisadores. Nossas suposições confirmam antigas tradições orientais segundo as quais a comunicação se estabelece através dos centros de energia do ser humano, os chacras. Um desses chacras é um poderoso operador de telepatia, o Ajna-chacra. Os esotéricos chamam-no de "O Terceiro Olho".

A imagem do Terceiro Olho é representada na testa das imagens e esculturas de seres divinos expostas em templos budistas. Alguns pesquisadores acham que estas pinturas e estátuas são uma lembraça remota de ancestrais humanos de origem extraterrestre (Deuses). Dizem as lendas que seres suprahumanos possuíam o terceiro olho como um orgão que os capcitava a exercer as faculdades de clarevidência e telepatia.
Muitas pessoas, ainda hoje, principalmente os budistas, devotam sua vida a recuperar tais poderes divinos que teriam sido perdidos ao longo da evolução da espécie. É um objetivo que demanda muitos anos de práticas disciplinadas, de intenso trabalho espiritual que muitas vezes resulta em completo fracasso no que diz respeito a manifestações de habilidades paranormais.

Vitaly Pravdivtsev acredita que o terceiro olho é um orgão que existe realmente, em um estado rumdimentar (os ocultistas dizem que é um "orgão que foi atrofiado") e que em raras ocasiões pode se manifestar na vida cotidiana. Um fenômeno digno de nota é o caso de uma professora norte-americana que descobriu seu terceiro olho oculto sob os cabelos na parte posterior da cabeça. A professora contou que na infância, as outras crianças costumavam chamá-la de Ciclope. Ela admitiu ter se utilizado do terceiro olho inúmeras vezes.

Atualmente, evidências da existência do terceiro olho podem ser encontradas na moderna embriologia. Esse orgão, bem como seus fotoreceptores, o cristalino ocular e células nervosas se desenvolvem no feto em torno do segundo mês de gestação. Ao longo do processo de crescimento, o Terceiro Olho desaparece sendo substituído por uma estrutura muito pequena, a glândula pineal, localizada na frente do cerebelo. Especialistas atentam para a versatilidade do misterioso orgão, que pode ser reativado para suas funções como terceiro olho. Além disso, os médicos assinalam a semelhança entre a glândula e o globo ocular: ambos possuem a membrana criatalina e receptores de cor. Os biólogos dizem que a glândula pineal, ou epífise, diminuiu de tamanho ao através dos milênios porém, em suas origens, este orgão costumava ser do tamanho de uma grande cereja.

A glândula pineal parece estar diretamente relacionada com habilidades específicas do ser humano. Pessoas, que se dedicam por longo tempo às práticas espirituais desenvolvem mudanças hormonais em seus corpos e dminuição ou retração dos ossos parietais, que formam as paredes laterais do crânio. A glândula pineal também está relacionada com as funções sexuais: a abstinência sexual produz uma ativação da glândula e esta é, provavelmente, a principal razão pela qual magos e videntes, ou são celibatários ou utilizam virgens e crianças em suas práticas e rituais.

Há milênios atrás, o terceiro olho esteve, muito possivelmente, localizado na área dos ossos parietais ou dos ocipitais do crânio. Com a evolução anatômica e matabólica do homem, o terceiro olho foi atrofiado. Sua estrutura deslocou-se para regiões mais interiores do cérebro. Apesar da localização na parte de trás da cabeça, o terceiro olho transmite suas informações para a parte frontal docérebro, alcançando assim os centros de atividade da consciência. Os indianos costumam assinalar o terceiro olho com uma marca na testa, onde acreditam, localiza-se o centro de recepção de sinais telepáticos.

A Antropogênese arcaica contida na Doutrina Secreta de H.P.Blavatsky, refere-se ao terceiro olho como orgão atrofiado, originalmente visível nas primeiras Raças Humanas, que seriam etéreas, dotadas de corpos quase transparentes, feitos de matéria sutil. Nestes corpos, o terceiro olho era visível, localizado na nuca e servia tanto para a visão do mundo físico como para a captação de visões e sensações não físicas. Com o adensamento da matéria corporal humana, o orgão foi diminuindo de tamanho e mergulhando fundo na massa cerebral até chegar ao estágio atual: uma glândula minúscula, aparentemente sem funções, cujo interior está preenchido por uma substância granulosa e cinza com textura e aapecto semelhante à areia.

Em nossos dias, este processo de atrofia ainda pode ser observado nos estudos de desenvolvimento do feto que apresenta indícios do orgão extinto nos primeiros meses de gestação. Além disso, mesmo os olhos que possuímos na face, desenvolvem-se de maneira peculiar: de dentro para fora, ou seja, não se formam a partir de tecido epiteliais, antes, nascem de tecidos cerebrais.

http://english.pravda.ru/main/18/90/364/15560_thirdeye.html

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

ESPECIAL GLÂNDULA PINEAL -11


Por conta de sua forma semelhante a uma pinha, do latim pinea (pronuncia-se /pínea/), esta glândula foi assim denominada, sendo também chamada de epífise (do gregoepiphysis , de epi "sobre" e physis , "crescimento", "formado na extremidade", pois é um corpúsculo oval situado no cérebro, por cima e atrás das camadas ópticas).

As Glândulas Gipófise e Pineal são Místicas por Excelência. 
"Místicas" no sentido de misteriosas, pois a ciência ainda conhece pouco sobre elas, principalmente a pineal, e também por serem cultuadas por algumas ordens, seitas, filosofias etc. 

A biologia tem muitas dúvidas sobre essas glândulas, mas existem estudiosos que afirmam pertencerem elas a uma classe de órgãos que permanecem estacionários e latentes. 

Há quem sustente que, em outras épocas, quando o ser humano estava em contato com os mundos internos , esses órgãos eram os meios de ingresso a eles e tornarão a servir a esse propósito em seu estágio ulterior.

A pineal é o órgão físico da visão etérea e astral, como muitos afirmam. Ela está situada no lado occipital, por cima e atrás da região da visão comum.

Na Índia, é o terceiro olho, o olho de Shiva (o terceiro membro da trindade do hinduísmo: Brahma, Vishnu, Shiva ou Siva).
Ao longo de estudos, procurou-se considerar a glândula pineal como simples remanescente de um olho ancestral, isso porque no lagarto ocelado - que tem ocelos (olhinhos) - existe uma vesícula fechada, de parede cristalina anterior e uma retina (pequena rede de nervos), formado por bastonetes (tipos de células em forma de bastão que fazem parte do sistema celular dos olhos) cercado de pigmentos em conexão com o nervo epifisário da pineal. Essa vesícula está situada em cima da cabeça do animal, embaixo da pele desprovida de pigmento e dentro de um orifício craniano. Esse olho ímpar apresenta-se mais ou menos degenerado nos demais lagartos. Não nos esqueçamos que a Teoria da Evolução nos considera um réptil que foi desenvolvendo cérebros sobrepostos (Paul MacLean, A Teoria do Cérebro Trino).

Segundo ainda esse filósofo francês, a glândula pineal "transforma a informação recebida em humores que passam por tubos para influenciar as atividades do corpo".

René Descartes (1596-1650) (em latim Cartesius, daí o adjetivo "cartesiano"), filósofo, místico e fundador da moderna matemática, considerava a pineal como a sede da alma racional . O termo "racional" deriva-se do latim ratio (pronuncia-se /rácio/), palavra que significa "comparação". Para este filósofo, a pineal era a glândula do saber, do conhecer.
É preciso notar que durante muito tempo predominou na medicina na Antiguidade, a doutrina do humorismo . Pensava-se que a disposição da pessoa dependia da natureza dos humores orgânicos (sangue, linfa, pituíta e bílis); assim, por exemplo, da secreção da bílis dependia o bom ou mau humor. Por exemplo, "atrabiliário", que significa "melancólico","colérico", "violento" vem de atra bilis , "bílis negra", humor que se supunha ser secretado pelos coléricos. "Melancolia" vem do grego melagcholia , "negra bílis", pelo latim melancholia .

O sistema de Hipócrates, o mais ilustre médico da Antiguidade (aproximadamente 460-377 a.C.), baseia-se na alteração dos humores, que também era o sistema de Galeno (131 - cerca de 201), outro famoso médico da Grécia antiga, considerado por muitos o pai da neurofisiologia. O célebre provérbio: "Hipócrates diz sim, mas Galeno diz não", não significa antagonismo entre o sistema dos dois médicos. é uma maneira jocosa a respeito das contradições das opiniões médicas quando elas ocorrem.

Do que foi exposto, deduzimos que a pineal representa um portal que permite ao Eu Sápico exercer influência bastante definida sobre o Eu Físico.

À luz dos conhecimentos científicos atuais, a pineal é freqüentemente chamada de "reguladora das reguladoras", governando muitas atividades do hipotálamo e da hipófise.

A pineal é composta de células perceptoras cujo grau de intensidade ainda não sabemos. A luz, recebida por intermédio dos olhos e do corpo todo, influencia a função da pineal e, por isso, regula o ciclo vigília/sono.

Hoje em dia, fala-se e usa-se muito o hormônio melatonina para regular o ciclo vigília/sono. Este hormônio da pineal é produzido durante a noite para o sono e cessa com o sol, para despertar, falando-se de maneira simples.

O excesso de melatonina parece gerar depressão e aí estaria a grande incidência de depressão nos países em que o sol aparece com pouca freqüência.

Direta ou indiretamente, a pineal funciona, então, como um olho para a luz e não será ela "os olhos da mente"?


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