domingo, 8 de maio de 2011

Oração da Mãe

Deus de Infinita Bondade!
Puseste astros no céu e colocaste flores na haste agressiva...
A mim deste os filhos e, com os filhos, me deste o amor diferente, que rasga as entranhas, como se eu fosse roseira espinhosa, que mandasses carregar uma estrela!...

Aceitaste minha fragilidade a teu serviço, determinando que eu sustente um tesouro assim tão grande!
Dá-me forças, para que te compreenda os desígnios, guia-me o entendimento, para que a minha dedicação não se faça egoísmo; guarda-me em teus braços eternos, para que o meu sentimento não se transforme em cegueira.

Ensina-me a abraçar os filhos das outras mães, com o carinho que me insuflas no trato daqueles de que enriqueceste minhalma!
Faze-me reconhecer que os rebentos de minha ternura são depósitos de tua bondade, consciências livres, que devo encaminhar para a tua vontade e não para os meus caprichos. 

Inspira-me humildade para que não se tresmalhem no orgulho por minha causa.
Concede-me a honra do trabalho constante, a fim de que eu não venha
precipitá-los na indolência.
Auxilia-me a querê-los sem paixão e a servi-los sem apegos.
Esclarece-me para que eu ame a todos eles com devotamento igual.

No entanto, Senhor, permite-me inclinar o coração, em teu nome, por
sentinela de tua bênção, junto daqueles que se mostrarem menos felizes!... 

Que eu me veja contente e grata se me puderem oferecer mínima parcela de ventura, e que me sinta igualmente reconhecida se, para afagá-los, for impelida a seguir nos caminhos do tempo, sobre longos calvários de aflição!... 

E, no dia em que me caiba entregá-los ao compromissos que lhes reservaste, ou a restituí-los às tuas mãos, dá que, ainda mesmo por entre lágrimas, possa eu dizer-te, em oração, com a obediência da excelsa Mãe de Jesus:
Senhor, eis aqui tua serva!
Cumpra-se em mim, segundo a tua palavra!...

Por: Meimei
Oração da Mãe
Francisco Cândido Xavier
Texto extraído Centro Espírita Caminhos de Luz
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Moldura de Mãe

Quando eu cheguei, você partiu, deixando-me indefesa em mãos estranhas. 
Transitei de casa em casa e, somente na rua, sob o amparo do firmamento, encontrei o teto que ainda me acolhe. 

Dizem que sou menor carente, porque não tendo mãe falta-me tudo. 
Há outros menores assim também chamados, que possuem pais e vivem sob carências atormentantes. 
Eu sei que se você estivesse aqui, certamente me teria amparado, conduzindo-me com segurança. 

A vida sem a presença de uma querida mãe é igual a uma vigem por largo trato de terra desértica sem a proteção de uma sombra nem o apoio de uma fonte refrescante. 
Contam-me que há mães desalmadas, que abandonam os filhos sem qualquer compaixão.

Quando tal acontece, porém, elas devem estar loucas, vitimadas pela ignorância ou por fatores outros, decorrentes da miséria social, econômica ou moral.
... E continuam exceção. 

Embora eu não a tenha conhecido, mamãe, emolduro-a com a ternura e o amor, confiante em que você é um anjo, no país do céu, velando por mim ao lado de outras mães, que se transformam em claridade estelar, a fim de que os orfãozinhos, que sofrem na escuridão, encontrem o brilho da esperança para seguir adiante, liberando-se da amargura e da desesperação...

Enquanto haja mulheres que se santifiquem no ministério da maternidade, o futuro feliz da criatura humana permanecerá abençoado por Deus...

Por: Eros
Moldura de Mãe
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz
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Carta à Minha Mãe

Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade. 
As notícias, arrumadas como pérolas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.
Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar. 

E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes. 
Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo. 
Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina. 

Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância. 
Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo. 
Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida. 

As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante. 
Quantas lembranças, mãe querida! 
Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas. 

Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer. 
Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces. 
Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: “tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!” 

E de outras vezes: “cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar. 
A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.” 

Lições e lições. 
A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.
Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente. 
Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera. 

E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.
E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim. 
Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você. 
Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe. 

Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo. 
Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma. 
E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.
Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.

Texto extraido do site http://www.momento.com.br
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Pai, Mãe e Filho

Pai, Mãe e Filho
Por: Cleide Martins

Em termos simbólicos e filosóficos, o dogma da Santíssima Trindade representa a manifestação de uma relação profunda e indestrutível entre paternidade-amor-filho.
Essa reflexão se fundamenta na observação de que a Santíssima Trindade revelada pela Igreja Católica não apresenta a figura da mãe e sim, revela a crença na unidade divina: o Deus único que encarnou, a paternidade manifesta-se no Filho, através do Amor, simbolizado pelo Espírito Santo.

Enganamo-nos ao pensar que no ato humano da criação, em que pai-mãe se fundem para receber um espírito e criar um novo ser, repete-se a manifestação dessa unidade.
Na verdade, pai, mãe e espírito promovem uma fusão da qual é gerada um novo ser – o filho – que irá encarnar uma nova personalidade. Portanto, há um quarto elemento: a trindade traz a quaternidade.
Para Jung, a quaternidade é o símbolo da perfeição. Pai e Mãe, na Psicologia Analítica, representam mais do que os pais biológicos: são figuras arquetípicas, representam os guias, os orientadores espirituais. 

Desses arquétipos temos a matriz que norteará as figuras pessoais com características do masculino e do feminino: o pai e a mãe pessoal. Em linhas breves e gerais, podemos dizer que ao Pai compete o papel de proteção, organização, o provedor, aquele que discrimina e educa. À mãe, compete basicamente a nutrição, acolhimento, afeto. Ao filho, podemos atribuir o papel de aprendiz que um dia assumirá a função de pai ou de mãe, assim sucessivamente...

Embora dito assim pareça tão simples, sabemos que não o é. Nessa vida de relação complexa e povoada por tantas experiências ora positivas, ora negativas, temos falhado no exercício desses papéis. Assim, tem sido comum assistirmos a situações em que o pai faz o papel de mãe, a mãe exerce a função paterna e filhos não são filhos, mas sim os próprios pais de seus pais. Fosse fácil, os consultórios de psicologia, psico-pedagogia, pediatria e neurologia não teriam tantos clientes. 

Se pararmos para pensar nessa forte, intrínseca e primordial relação, provavelmente encontraremos na base de nossos conflitos, dificuldades e doenças referentes à relação paterna e materna. De onde se originaram nossas questões fundamentais? Como? E por quê?

Olhemos para nossa dificuldade de amar, de deixar ser amado, de entrega, de confiança, de segurança, de equilíbrio e perguntemos: Tivemos uma mãe amorosa em nossa infância? Como foi essa relação na adolescência? 
Olhemos para nossa dificuldade de saber qual é nossa vocação, de escolher os amigos e os parceiros, de nos realizarmos profissionalmente, de lidar com dinheiro e perguntemos: Tivemos um pai dedicado a nos ensinar tudo isso? Como foi a disciplina em nossa infância e na adolescência?

Caso as respostas a essas perguntas sejam negativas, isto é, não tivemos uma mãe amorosa nem um pai disciplinador, teremos de fato muita dificuldade para lidar com as coisas simples da vida, como a de escolher um parceiro adequado, manter-se num emprego, gastar e economizar.
Acreditamos que até aqui não haja nenhuma novidade para o nosso leitor. Então perguntamos: Por que é tão difícil olhar para dentro de nós, enxergarmos essas limitações e lidar com os nossos afetos, a nossa relação paterna, materna e filial?

A inversão de papéis é muito comum nos dias atuais. Originalmente, o pai, que provê o espermatozóide, é o provedor; a mãe, que acolhe no seu ventre a nova vida, é a nutridora. Entretanto, como hoje se vê, muitas vezes a mãe sai do lar para buscar o alimento e o pai fica em casa no papel de ventre: acolhe, recebe, nutre.

Quais as conseqüências dessas mudanças? Serão elas conscientes e elaboradas? Satisfazem o ego daqueles que passam pela experiência e dos filhos que vivem a mudança? Não sabemos. 
Sabemos que as respostas não são encontradas no momento em que surgem as perguntas. A história da civilização demonstra que, somente algum tempo depois de vividos os conflitos, conseguimos compreende-los e a eles responder. Mas, isso não nos impede de refletir e perguntar:

Será que estamos passando por uma transição que nos levará à síntese das funções femininas e masculinas? Considerando que o Espírito não tem sexo, pois a distinção do sexo existe apenas na polarização homem e mulher, experimentados na encarnação, nossa essência espiritual reúne ambas as energias: masculina e feminina. 

As perguntas que deixamos para reflexão, portanto, seriam estas: A partir do momento em que estamos conscientes dessas duas pulsações dentro de nós, estaremos vivendo uma preparação para a unidade? Como atuar com elas, vibrando dentro de nós, sem criar mais problemas e procurando tirar melhor proveito para as relações humanas?

Voltando à questão da trindade. Será que a imagem Divina, enquanto criadora, é mesmo menino e menina? Daí, poderíamos supor que a Santíssima Trindade seria uma Santíssima Quaternidade? DEUS PAI, MÃE, FILHO E ESPÍRITO SANTO?
Assim, teríamos, o círculo perfeito, da unidade, transcendendo o triângulo amoroso, conduzindo o homem/mulher a caminho da perfeição?

Por.: Cleide Martins
Referência.: Revista Delfos

Amor de Mãe

Amor de Mãe


Muito se fala a respeito das mães e do poder de seu amor. Um dos casos mais significativos, com certeza, foi o que relatou a doutora Elisabeth Kübler-Ross. No Hospital onde trabalhava, encontrou uma senhora portadora de uma doença terrível e que já havia sido internada dez vezes. 

Cada vez passava um período no centro de terapia intensiva e todos, médicos e enfermeiras, apostavam que ela iria morrer. Contudo, após as crises, melhorava e voltava para casa. 

O pessoal do hospital não entendia como aquela mulher continuava resistindo e não morria. 

Então, certo dia, a senhora Schwartz explicou que o seu marido era esquizofrênico e agredia o filho mais moço, então com dezessete anos, cada vez que tinha um dos seus ataques. 

Ela temia pela vida do filho, caso ela morresse antes que o menino alcançasse a maioridade. Se morresse, o marido seria o único tutor legal do filho. Ela ficava imaginando o que aconteceria com o rapaz nas mãos de um pai com tal problema. 

“É por isso que ainda não posso morrer”, concluiu. O que mantinha aquela mulher viva, o que lhe dava forças para lutar contra a morte, toda vez que ela se apresentava, era exatamente o amor ao filho.
Como deixá-lo nessas circunstâncias? Por isso, ela lutava e lutava sempre. 

A doutora, observando emocionada o sofrimento físico e moral daquela mulher, resolveu ajudá-la, providenciando um advogado para que aquela mãe, tão preocupada, transferisse a custódia do menino para um parente mais confiável. 

Aliviada, a paciente deixou o hospital infinitamente agradecida por poder viver em paz o tempo que ainda lhe restava. Agora, afirmou, quando a morte chegar, estarei tranqüila e poderei partir.

Ela ainda viveu pouco mais de um ano, depois abandonou o corpo físico, em paz, quando o momento chegou.

A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que se transformam em mães, em nome do amor. 

Daquelas que trabalham de sol a sol, catando papel nas ruas, trabalhando em indústrias ou fábricas e retornam para o lar, no início da noite para servir o jantar aos filhos pequenos. Supervisionar as lições da escola, cantar uma canção enquanto eles adormecem em seus braços. 

E as mães de portadores de deficiências física e mental que dedicam horas e horas, todos os dias, exercitando os seus filhos, conforme a orientação dos profissionais, apenas para que eles consigam andar, mover-se um pouco, expressar-se. 

Mães anônimas, heroínas do amor. Todos nós, que estamos na terra, devemos a nossa existência a uma criatura assim. E quantos de nós temos ainda que agradecer o desenvolvimento intelectual conquistado, o diploma, a carreira profissional de sucesso, a maturidade emocional, fruto de anos de dedicação incomparável. 

Quem desfruta da alegria de ter ao seu lado na terra sua mãe, não se esqueça de honrar-lhe os dias com as flores da gratidão.
Se os dias da velhice já a alcançaram, encha-lhe os dias de alegria. 

Acaricie os seus cabelos nevados com a ternura das suas mãos.
Lembre a ela que a sua vida se enobrece graças aos seus exemplos signos, os sacrifícios sem conta, as lágrimas vertidas dos seus olhos.
E, colhendo o perfume leve da manhã, surpreenda-a dizendo: bendita sejas sempre, minha mãe.


Mães, Especialistas na Arte de Amar

Mães, Especialistas na Arte de Amar

Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.
Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.
O funcionário insistiu: O que eu pergunto é se tem um trabalho.
Anne exclamou: Claro que tenho um trabalho. Sou mãe.
O funcionário disse friamente: Nós não consideramos isso um trabalho. Vou colocar dona de casa.
Uma amiga sua, chamada Marta, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.
Num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura, eficiente.
O formulário parecia enorme, interminável. A primeira pergunta foi: Qual é a sua ocupação?
Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu: Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.
A funcionária fez uma pausa e Marta precisou repetir pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar: Posso perguntar, o que é que a senhora faz exatamente?
Sem qualquer traço de agitação na voz, com muita calma, Marta explicou: Desenvolvo um programa a longo prazo, dentro e fora de casa. Pensando na sua família, ela continuou: sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia, às vezes até 24 horas.
À medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.
Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.
Subindo ao andar de cima da casa, ela pôde ouvir o seu mais novo projeto, um bebê de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz.
Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades. E horas intermináveis de dedicação.
Mãe, onde está meu sapato? Mãe, me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não pára de chorar. Mãe, você me busca na escola? Mãe, você vai assistir a minha dança? Mãe, você compra? Mãe...
Sentada na cama, Marta pensou: Se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?
E logo descobriu um título para elas: doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e em Relações Humanas.
As Bisavós, Doutoras Executivas Sênior.
As Tias, Doutoras-Assistentes.
E todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: doutoras na arte de fazer a vida melhor.

Matéria Publicada do Site da Folha Espírita em Maio de 2008 - Ed. N. 405.
O Hospital Espiritual do Mundo agradece os irmãos da FOLHA ESPÍRITA pelos Artigos que engrandecem este espaço de Aprendizagem e encontros Sagrados.  

Nota: Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo

Em Louvor das Mães

O lar é a célula ativa do organismo social e a mulher, dentro dele, é a força essencial que rege a própria vida. 
Se a criança é o futuro, no coração das mães que repousa a sementeira de todos os bens e de todos os males do porvir.

O homem é o pensamento.
A mulher é o ideal.
O homem é a oficina.
A mulher é o santuário.
O homem realiza.
A mulher inspira. 

Compreender a gloriosa missão da alma feminina, no soerguimento na Terra, é apostolado fundamental do Cristianismo renascente em nossa Doutrina Consoladora. 

Auxiliar, assim, o espírito  materno, no desempenho de sua tarefa sublime, constitui obrigação primária de todos nós que abraçamos nos Centros Espíritas novos lares de idealismo superior e que buscamos na Boa Nova do Divino Mestre a orientação maternal para a renovação de nossos destinos.

Nesse sentido, se nos cabe reconhecer no homem o condutor da civilização e o mordomo dos patrimônios materiais na gleba planetária, não podemos esquecer que na mulher devemos identificar o anjo da esperança, ternura e amor, a descer para ajudar, erguer e salvar nos despenhadeiros da sombra, oferecendo-nos, no campo abençoado da luta regenerativa, novos tabernáculos de serviço e purificação.

Glorifiquemos, desse modo, o ministério santificante da maternidade na Terra, recordando que o Todo-Misericordioso, quando se designou enviar ao mundo o seu mais sublime legado para o aperfeiçoamento e a elevação dos homens, chamou um coração de mulher, em Maria Santíssima, e, através das suas mãos devotadas à humanidade e ao bem, à renunciação e ao sacrifício, materializou para nós o coração divino de Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz de todos os séculos e o alvo de redenção da Humanidade inteira.

Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz
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Oração na Festa das Mães

Senhor Jesus!

Junto dos Irmãos que reverenciam as Mães que os amam, para as quais Te rogamos os louros que mereceram, embora atentos à lei de causa e efeito  que a Doutrina Espírita nos recomenda considerar, vimos pedir abenções também as Mães esquecidas, para quem a maternidade se erigiu em purgatório de aflição!...

Pelas que jazem na largueza da noite, aconchegando ao peito os rebentos do próprio sangue, para que não morram de frio;
Pelas que estendem as mãos cansadas na praça pública, suplicando, em nome da compaixão, o sustento que o mundo Lhes deve à necessidade;
Pelas que se refugiam, nas furnas da natureza, acomodando crianças enfermas entre as fezes dos animais;

Pelas que revolvem latas de lixo, procurando alimento apodrecido de que os próprios cães se afastam com nojo;
Pelas que pintam o rosto, escondendo lágrimas, no impulso infeliz de venderem o próprio corpo a corações desalmados, dos, acreditando erroneamente que só assim poderão medicar os filhos que a enfermidade ameaça com a morte;

Pelas que descobriam calúnia e fel nas bocas que amamentaram;
Pelas que foram desprezadas nos momentos difíceis;
Pelas que se converteram em sentinelas da agonia moral, junto aos catres de provação;
Pelas que a viuvez entregou à cobiça de credores inconscientes;
Pelas que enlouqueceram de dor e foram trancadas nos manicômios, e por aquelas outras que a velhice da carne cobriu de cabelos brancos e, sem ninguém que as quisessem, foram acolhidas como sombras do mundo, nos braços da caridade!...

São Elas, Senhor, as heroínas da retaguarda, que pagam à Terra os mais altos tributos de sofrimento... Tu que reconfortaste a samaritana e secaste o pranto da viúva de Naim, que restauraste o equilíbrio de Madalena e levantaste a menina de Jairo, recorda as filhas de Jerusalém que Te partilharam as agonias da cruz, quando todos Te abandonavam, e compadece-Te da mulher!...

Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz
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Mensagem às Mães

Mãezinha!

Quando nos acolheste nos braços, sentiste que o coração se te estalava no peito, à feição de harpa repentinamente acordada por mãos divinas.
Rias e choravas, feliz, crendo haver convertido o regaço em ninho de estrelas.

Aconchegaste-nos ao colo qual se trouxesses uma braçada de lírios que orvalhavas de lágrimas.

Quantos dias de ansiedade e ventura, sorrindo ao porvir, e quantas noites de vigília e sofrimento, receando perder-nos!...

O tempo avançou laureando heróis e exaltando sábios, entretanto, para o teu heroísmo oculto e para a tua sabedoriaia silenciosa nada recebeste do tempo, senão as farpas de pranto que te sulcaram o rosto e os cabelos brancos que te aureolaram aexistência.

Depois, Mãezinha, viste-nos crescidos e transformados, sem que o amor se te alterasse ou diminuísse nas entranhas do espírito.
Muitos de nós fomos afastados de teu convívio, lembrando fontes apartadas de um manancial de carinho, na direção de outros campos...
Outros se distanciaram de ti, à maneira de flores arrebatadas ao jardim de teus sonhos para as festas do mundo.

Ninguém te percebeu o frio da saudade e nem te viu o espinheiro de aflição atrás dos gestos de paciência mas, nunca estiveste só...

Deus te ensinou a cartilha da ternura e a ciência do sacrifício, clareou-te a fé e sustentou-te a coragem...

Quanto a nós, parecíamos desmemoriados e distraídos, no entanto, sabíamos, com toda a nossa alma, que tuas preces e exemplos nos alcançavam os caminhos mais escuros, soerguendo-nos da queda ou sustentando-nos o mergulho no abismo, à maneira das fulgurações estelares, que orientam os passos do viajor, quando a noite se condensa nas trevas...

E, ainda hoje, nos instantes de provação, basta que te recordemos o amor para que se nos ilumine o rumo e refaçam as forças.
É por isso, Mãezinha, que em teu diz de luz, enquanto a música da alegria te homenageia nas praças, nós estamos contigo, no aconchego do lar, para ouvir-te de novo as orações de esperança e beijar-te as mãos, repetindo: bendita sejas!

Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz
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Berço e Mãe

Prosseguindo, Senhor, nos teus caminhos,
Em que a tua bondade nos conduz,
Deixa-me agradecer-te o berço generoso
Que me cedeste, um dia, ao anseio de luz.

Esse é o brinde mais belo que conservo
Nos meus ricos tesouros da lembrança,
Porquanto foi no mundo, Amado Amigo,
Que te encontrei o amparo sem mudança.

Em criança de colo, ante uma tela antiga, 
Pela fé, minha mãe, me pedia te olhar:
"Fala, filha, quem é?...e eu dizia "Jesus!..."
E nunca me esqueci dessa benção do lar.

Depois, saí à luta, ao trabalho da escola,
A vida era lição, de instante para instante,
Mas foste sempre em mim, por toda parte,
O invisível pastor e o socorro incessante.

Senhor, tu que venceste o tempo e a morte,
Segues hoje conosco, dia-a-dia,
E te fazes clarão, hora por hora,
Nutrindo-nos no peito a força que nos guia.

É por isso, Jesus, que te relembro,
A fim de agradecer-te, estejas onde estejas,
Repetindo a cantar, na pauta da esperança:
"Sê bendito, Senhor!...Louvado sejas!..."


Do Livro: Tesouro De Alegria
Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos
Maria Dolores - Berço , Mãe
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz
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