terça-feira, 5 de abril de 2011

Perto de Ti


Ouves expressivos comunicados do Plano Espiritual, quanto ao trabalho que te espera no mundo. 

Comumente, depois disso, deixas que o próprio pensamento divague ao longe, pesquisando notícias dos males enormes que assolam a Terra. 


Sabes que as grandes necessidades reclamam as grandes intervenções, e refletes, para logo, nas missões gigantescas, como sejam: a extinção da guerra, supressão dos preconceitos raciais que prejudicam povos inteiros, a cura de doenças que vergastam a Humanidade ou a decifração dos enigmas da ciência. 

Em verdade, tudo isso demanda a presença de missionários especializados; entretanto, urge atendas aos Desígnios Divinos, na execução dos serviços menos importantes que se amontoam, junto de ti. 

Talvez não haja, até agora, qualquer chamamento que te peça atuar nos conflitos armados, em outras terras, mas o Senhor te solicita apaziguar os corações que te rodeiam para que a serenidade e a paz te presidam o campo doméstico; é possível que ninguém te aguarde, por enquanto, qualquer contribuição no banimento definitivo das moléstias consideradas insanáveis, no entanto, o Senhor te roga socorro, em favor dos irmãos doentes que choram e sofrem na área de tua influência pessoal e direta:

Provavelmente, não tens ainda a palavra convidada para traçar diretrizes, à frente das multidões; todavia, o Senhor conta com o teu verbo compreensivo e brando, nos círculos de tua convivência, garantindo tranqüilidade e elevação naqueles que te partilham a vida. 

Não se sabe se trazes alguma incumbência do Alto para responder aos desafios da Natureza com essa ou aquela descoberta de valor fundamental para a Humanidade, porém é certo que o Senhor te espera a colaboração para que se resolvam pequeninos problemas, no quadro das provações de quantas renteiam contigo na trilha cotidiana. 
Todo serviço no bem dos outros tem grande importância perante o Divino Mestre. 

Justo, assim, te interesses por todos os assuntos graves do Planeta e forçoso faças quanto possas, a benefício dos companheiros do mundo que se vejam a longa distância da estrada em que transitas, mas é imperioso entendas que o Senhor te aguarda a cooperação decidida, em todas as tarefas de: amor, compreensão, tolerância, apoio fraterno e serviço incessante, em auxílio de todos aqueles que se encontrem perto de ti.

Pelo Espírito Emmanuel
Do livro: Alma e Coração, Médium: Francisco Cândido Xavier
Mensagem Enviada pelos irmãos do Centro Espírita Caminhos de Luz -Pedreira - SP -  Brasil - www.caminhosdaluz.com.br
Obs: Ao reproduzir o texto, favor citar autor e a fonte.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mensagem de Dom Inácio de Loyola


Mensagem Psicografada pelo Médium João de Deus


Por que te preocupas? 
Não sabes que tua vida será sempre repleta de amargores, lutas e decepções? Por que então derramas lágrimas quando deveria enxugá-las?
Por que te preocupas tanto contigo mesmo, quando deverias ocupar-se dos irmãos que não conhecem sequer a luz do Evangelho?
Teu caminho será constituído de penas, tristezas, renúncias.
Como desejas ser cristão, se não te habilitas a padecer, sofrer e, mesmo assim, caminhar, caminhar auxiliando, ao invés de parares para dar vazão a lágrimas e lamentações?
Estás errado e muito errado, conscientiza-te de teu dever e segue à frente, o que os outros de ti disseram não te deve afetar.
Mantém tua consciência limpa, ora, crê e perdoa. Eles, por certo, são mais dignos de compaixão do que aqueles que, dizendo-se cristãos, procuram verdadeiramente seguir o exemplo de Jesus, sem se preocupar com nada mais.
O Cristo não era culpado e, contudo, foi a julgamento.
Compadece-te daqueles que fazem sofrer, que ferem e magoam.
Dom Inácio"

Mensagem Psicografada pelo Médium João de Deus, em Abadiânia, em 06 de maio de 1982. Publicada no livro "Uma missão de Amor" de Carlos Joel Castro Alves. 

sábado, 2 de abril de 2011

A CIDADE DOS ESPÍRITOS

Fotos Manoel Marques

Uberaba tem mais centros kardecistas do que Igrejas Católicas. Eles atraem multidões de visitantes em busca da comunicação com entes queridos que estão no além.

Turismo das Almas.
O médium Celso de Almeida Afonso (à esq.) psicografa uma mensagem por meio de garranchos (abaixo). Ele é um dos sucessores de Chico Xavier, cuja imagem ilustra um outdoor (à dir.) que saúda os visitantes na entrada da cidade.

O Brasil é a nação com o maior número de seguidores do espiritismo, a doutrina criada no século XIX por Allan Kardec, pseudônimo do francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, e cuja característica mais divulgada é a possibilidade de comunicação direta entre vivos e mortos. O país tem 2,2 milhões de espíritas declarados, segundo o último censo do IBGE, e outros 18 milhões de simpatizantes, de acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB). Nesse contexto, Uberaba, no interior de Minas Gerais, localizada a 480 quilômetros de Belo Horizonte, pode ser considerada a capital mundial do espiritismo. A cidade, com 2900000 habitantes, conta com mais de 100 centros kardecistas, contra apenas 54 igrejas católicas. A razão pela qual o espiritismo criou raízes tão profundas em Uberaba é o legado do médium Francisco de Paula Cândido Xavier. Chico Xavier se mudou para Uberaba em 1959 e viveu na cidade até morrer, em junho de 2002. Antes de ele se instalar ali, o número de centros kardecistas não chegava a dez.

Ao longo de sua doutrinação, Chico Xavier "escreveu" 412 livros ditados, segundo ele, por espíritos do além. No jargão espírita, são obras "psicografadas". Os primeiros deles eram de poesia, assinados, entre outros, pelo poeta parnasiano Olavo Bilac e pelo naturalista Augusto dos Anjos. Depois, suas obras passaram a divulgar a doutrina kardecista. Chico Xavier afirmava receber vários espíritos. Um dos que mais impressionavam suas plateias era o do médico cearense Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, que viveu no Rio de Janeiro no século XIX. Dizendo incorporá-lo, Chico receitava medicamentos – sempre fitoterápicos, para não ser enquadrado em crime de charlatanismo – aos fiéis que o procuravam. Juntos, os volumes escritos pelo médium venderam até hoje mais de 30 milhões de cópias. Sua biografia, As Vidas de Chico Xavier, foi transformada em filme. Um novo longa será lançado em setembro e retratará a história do livro Nosso Lar – seu maior best-seller, com 2 milhões de cópias vendidas. Mesmo após oito anos de sua morte, a influência de Chico Xavier em Uberaba ainda é fortíssima e desperta a curiosidade de milhares de turistas espirituais que visitam a cidade.

Enquanto o médium era vivo, as caravanas chegavam quase que diariamente à cidade. "Não menos de 1
000 pessoas, todas as sextas e sábados", diz o filho adotivo de Chico, Eurípedes Higino dos Reis, que é dentista, mas não exerce a profissão. Hoje, o movimento de fiéis é menor. Mesmo assim, Uberaba é referência para aqueles que buscam pelos discípulos de Chico Xavier para estabelecer uma ponte com a vida após a morte. Nos fins de semana, ônibus de visitantes circulam pela cidade à procura das sessões públicas de psicografia. 

Quem vai aos centros espíritas quase sempre passou por grande trauma envolvendo a morte. Perdeu de forma trágica ou inesperada um filho, os pais ou um irmão. No ritual, o médium se comunica com esses parentes falecidos, recebe deles uma mensagem e a transcreve no papel.

Os procedimentos são bem parecidos em todos os centros. Os interessados em receber mensagens do plano espiritual devem preencher uma ficha com dados básicos (nome, parentesco, data de nascimento e de morte) da pessoa com quem desejam se comunicar. Em seguida, o médium se fecha numa sala, onde analisa as fichas e tenta estabelecer contato com os espíritos dos mortos. Depois dessa seleção, senta-se em frente à mesa, concentra-se e começa a psicografar. Em média, de cinco a seis cartas são escritas por sessão. Enquanto ele preenche as páginas em branco – trabalho que demora uma hora e meia, para todas as mensagens –, outros membros do centro discursam aos presentes sobre assuntos da fé e da espiritualidade, com base em passagens dos livros kardecistas. Ao final da psicografia, o médium faz a leitura pública das mensagens. Como os garranchos são incompreensíveis, a leitura é gravada.

O momento da leitura das cartas é, de longe, o mais emocionante da sessão. Em quase todas as mensagens, os mortos se referem aos parentes vivos pelo nome. Em algumas, é descrita a causa ou a situação em que o "remetente" morreu ou fornecida alguma informação que, supostamente, seria de conhecimento apenas dos parentes. Esse é um ponto controverso. Nas sessões testemunhadas pela reportagem de VEJA, o médium fez previamente uma pequena entrevista com o interessado em receber a carta. "É um encontro muito rápido, não mais de um ou dois minutos. É um elemento de sintonia", assegura o médium Carlos Antônio Baccelli, do Lar Espírita Pedro e Paulo, um dos mais visitados pelos turistas. Baccelli afirma que Chico também tinha esse tipo de conversa preliminar.

Fé e assistencialismo . O médium Carlos Baccelli no Lar Espírita Pedro e Paulo, que serve de asilo a idosos: mais de 100 livros publicados.

Carlos Antônio Baccelli é considerado pelos fiéis que o procuram um dos principais sucessores de Chico Xavier, inclusive nas atividades assistenciais.

Ele administra um asilo com trinta idosos abandonados pela família. Baccelli tem mais de 100 livros publicados. Segundo o médium, alguns foram escritos por espíritos e psicografados por ele. Em outros, ele se assume como autor.

Mais do que fornecer testemunhos verossímeis de espíritos que se comunicam do além, as cartas têm a função de confortar os parentes dos mortos. "É preciso que as pessoas leiam a mensagem com carinho e não tentem buscar aquilo que elas desejam saber, mas sim ouvir o que a pessoa que está do outro lado pode dizer", comenta o paulista João Roberto Rui dos Santos, que, logo na primeira visita a Uberaba, recebeu uma carta do filho morto em um acidente automobilístico aos 18 anos. Santos já havia perdido outro filho, com apenas 3 meses de idade. Ele admite que forneceu informações ao médium Celso de Almeida Afonso, do Centro Espírita Aurélio Agostinho, mas não tem dúvida de que é seu filho que está se comunicando.

"Antes mesmo de dizer qualquer coisa, ele falou que meu avô Luiz está cuidando do meu filho. Eu não havia revelado esse detalhe a ninguém", conta Santos.

Mensagens que Confortam João Roberto Rui dos Santos, a esposa, Carmen, e a filha Arina no Centro Aurélio Agostinho (à esq): emoção de receber uma carta do filho morto aos 18 anos. O ritual espírita inclui passes de energização (à dir.)

O Grupo Espírita da Prece, centro fundado por Chico Xavier em 1975 e onde o médium trabalhou até o fim da vida, não realiza mais sessões de psicografia. A decisão de encerrar a comunicação escrita com o além foi de Eurípedes Higino, que agora administra o centro espírita e as obras assistenciais criadas por seu pai adotivo. "Ele me transmitiu essa missão. Ele me chamava de ‘último dos moicanos’", diz Eurípedes. É ele quem detém os direitos sobre a memória e o nome de Chico Xavier.

A exceção são as obras literárias: o médium cedeu sua parte nos lucros às editoras que publicam seus livros. Às quintas-feiras, a Casa Assistencial Chico Xavier oferece um jantar a mais de 1 000 pessoas, além de doar pão, leite, enxoval para crianças e fornecer orientação médica e odontológica gratuita.

Para as obras assistenciais, Eurípedes conta essencialmente com donativos, a maior parte vinda de um grande empresário do ramo de borracha e plástico do Rio Grande do Sul. Vale-se também da renda de uma pequena livraria montada em frente à casa onde morava o médium. O principal produto à venda são suvenires com a imagem de Chico. Eurípedes atendeu a outro pedido do médium: que abrisse as portas da casa onde morava e a transformasse em um museu. O gesto quase causou o tombamento do único imóvel herdado pelo filho adotivo. Por isso, Eurípedes fez questão de pintar uma mensagem bem terrena na fachada da casa: Casa de Memórias e Saudade Chico Xavier – imóvel de minha propriedade.
O herdeiro e o mentor O filho adotivo de Chico Xavier, Eurípedes Higino dos Reis, na casa em que viveu o médium: controvérsia ao desmentir que o espírito do pai já tenha se manifestado. O médico cearense do século XIX Bezerra de Menezes (ao lado) receitava remédios por intermédio de Chico.

Eurípedes é uma figura controversa em Uberaba. Nos últimos anos de vida de seu pai, atuava como uma espécie de empresário do médium. Controlava o acesso a ele e escolhia quem podia vê-lo. Depois da morte de Chico, envolveu-se em polêmicas a respeito da autoria de mensagens e até livros atribuídos ao espírito de Chico Xavier. Essas mensagens foram recebidas por vários médiuns do país, inclusive Celso de Almeida e Carlos Baccelli, ambos de Uberaba. Eurípedes nega que seu pai tenha se comunicado com o mundo dos vivos após a morte. "Há mais de 200 mensagens atribuídas a ele, todas falsas", diz.

O que faz o filho adotivo de Chico ter tanta certeza de que as mensagens são apócrifas é o pacto que celebrou com o pai antes de ele morrer. O médium determinou que qualquer mensagem que enviasse ao mundo terreno conteria determinado código. O médico particular de Chico, que coincidentemente tem o mesmo nome do filho, Eurípedes Tahan, e uma amiga, Kátia Maria, são testemunhas desse pacto. Como nenhuma das mensagens carrega o tal código, o filho de Chico as rechaça. A questão do código é posta em dúvida por muitos seguidores do espiritismo. Segundo eles, citando os escritos de Allan Kardec, espíritos superiores, como seria o caso de Chico Xavier, não emitem sinais em códigos. O autor francês, na obra O Livro dos Médiuns, diz que eles se fazem reconhecer apenas pela superioridade de suas ideias. A principal atividade econômica de Uberaba é a pecuária. A cidade abriga uma exposição permanente de gado, a Expozebu. Fora isso, é pacata e não apresenta grandes atrativos turísticos. Por isso mesmo, a prefeitura e o comércio local incentivam o espiritismo. Out-doors com a imagem de Chico Xavier saúdam os visitantes que chegam em busca de conforto espiritual por meio do contato com o além. Para esses forasteiros, Uberaba é a cidade dos espíritos.


Fotos Manoel Marques
REVISTA VEJA
Edição 2170 / 13/06/2010
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terça-feira, 29 de março de 2011

O PODER DOS MÉDIUNS

Fotos: Murillo Constantino

Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom

O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira – no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina. A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são presença constante nas listas de mais vendidos.

Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião fundamentada por Kardec (por isso também chamada de kardecismo) é confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes – o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a história do cearense que ficou conhecido como “médico dos pobres”, se tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade.

PSICOGRAFIA - Instrumento por meio dos livros
A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica. “Os vários tipos surgiram desde a infância”, conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. “O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa.”

Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade.

Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão – designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. “É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo”, diz Julia Nesu, diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo.  



Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.

São cinco os meios de expressão da mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida. Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom.

VIDÊNCIA - Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano.
Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites. Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele. “Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural.” A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles. A oração é o remédio. “Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução.”

A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas.

“Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola”, diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos – e já mortos –, como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações – convincentes ou não. Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite.

Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros.

Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade, que pode causar medo quando começa a se manifestar. “Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber”, conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa. O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a se afastar da doutrina.

“Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo.” Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica. O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos espíritos – a obra que deu base ao entendimento da doutrina – e no Livro dos médiuns – que explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados.

Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo. O espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. “O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhante. O mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios. Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras”, afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência.

PSICOFONIA - Falar o que os espíritos querem dizer
A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília, começou na infância. Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família espírita, conhecia a mediunidade."Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio", diz.

Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira, afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos.Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa. "Isso é espontâneo, não da minha vontade."

Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida – pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente – e registrado – desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?

Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em “carne e osso”. A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. “Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço.” O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. “É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal”, afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.

CURA - Cirurgias sem dor nem sangue
O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos.
Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. “É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos.”

Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo.

Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. “Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal”, afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. “Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos.” Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódico The Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.

A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo.

Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.
A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.

PSICOPICTOGRAFIA - 
Milhares de quadros pintados
Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica. “Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos”, conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.

O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. “Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?” Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca – ou consegue – a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.


































Edição 2030 – 10/10/2008
Matéria: “O Poder dos Médiuns 
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domingo, 27 de março de 2011

MENSAGEM DE ESTÍMULO DO MÉDIUM JOÃO DE DEUS


Em 1978, instalei a casa de Dom Inácio neste solo sagrado de Abadiânia, esta terra bendita, onde Deus me colocou para cumprir minha missão.

Eu não curo ninguém. Quem cura é Deus, que na sua infinita bondade, permite as Entidades que me assistem proporcionar cura e consolo aos meus irmãos. Eu sou apenas um instrumento em Suas Divinas Mãos.

Fui garimpeiro e aprendi que a pedra preciosa, para mostrar sua verdadeira beleza, precisa sofrer o desgaste da lapidação. Assim é cada filho, um raro diamante da criação, que necessita ser lapidado para realizar sua superior destinação.

O mundo passa por grandes transformações, gerando consequentemente grandes sofrimentos, porém a nossa força e sustentação devem residir na confiança no Ser Supremo, que é nosso Deus.

Para finalizar, deixo como mensagem as palavras do Cristo no Evangelho de João (cap. 15, vs. 12): “O meu mandamento é este: que Amai-vos uns aos outros, como vos Amei.”
Sou Apenas um Homem
Médium: João de Deus
Abadiânia Brasil

Entrevista com João de Deus com Susie Verde

CASA DOM INACIO DE LOYOLA
Maiores Informações
http://voluntarioseamigos.org/
comentarios@voluntarioseamigos.org
Telefone: (0xx62) 343-1254
Avenida frontal º sn - 72940-000
Abadiânia - Goiás – Brasil

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quinta-feira, 24 de março de 2011

OS MILAGRES DE JOÃO DE DEUS

Irmãos planetários,

Oprah Winfrey e uma apresentadora norte americana conhecida por suas grandes reportagens. Ela destacou em seu Programa The Oprah Winfrey Show (n. 1457) e em sua Revista Mensal investigar os milagres feitos pelo médium brasileiro, no interior do Brasil, mas precisamente na cidade de Abadiânia João Teixeira de Farias, conhecido como João de Deus. Enviou para isso, um médico da Universidade de Harvard o Dr. Jeffrey Rediger para acompanhar os trabalhos espirituais realizados na Casa de Dom Inácio, tudo diante das câmeras, o qual da surpresa do médico - o mesmo se transformou em paciente. Vejamos abaixo:

Você acredita em Milagres?
Por: Bryan Meredith
A partir da edição de dezembro de 2010

Milhões de pessoas estão migrando para Abadiânia, uma cidade remota no Brasil, em busca de um milagre. Eles vêm com todo o tipo de doença que você pode imaginar, câncer, artrite, depressão, tudo para ver um homem: João de Deus.

Alguns acreditam que João de Deus, um simples agricultor, sem graduação em medicina e pouca instrução, é um meio de canais que os espíritos de mais de 30 doutores e santos mortos para trazer a cura física e espiritual.

Trabalhando a partir de um lugar chamado Casa, um centro espiritual aberta a todas as religiões, ele realiza cirurgias aparentemente sem anestesia ou esterilização. Estas cirurgias principalmente sob a forma de incisões, a raspa de olho e sondas nasais. Muitos que experimentaram estes procedimentos afirmam que sentem pouca ou nenhuma dor, e relatórios de infecções são difíceis de encontrar.

No entanto, a maioria das curas não envolvem contato físico. A Casa também é famosa por sua "cirurgia invisível", onde se acredita que os espíritos são os que fazem o trabalho. Alguns até já relataram a descoberta de incisões em seus corpos, após essas cirurgias invisíveis.

Pessoas de todo o mundo têm creditado João de Deus, e os espíritos que eles acreditam que trabalhar com ele, com curas milagrosas. Outros o acusam de improbidade. Apesar de seus detratores, aqueles cuja vida ele tocou dizer que ele é um homem simples com um dom. João de Deus não cobra taxas e não tem crédito pelo que ele faz. Ele diz que é o poder de Deus agindo através dele.
Susan Casey, o editor-chefe de O, The Oprah Magazine , viajou para a Casa de experimentar João de Deus para si mesma. Caminhando para ele como jornalista neutro, ela diz que foi impulsionado sobretudo pela curiosidade.

"Se houver um caso de cura ... se houver mesmo um exemplo dos milhares que temos ouvido falar, então, realmente, o que está acontecendo?" Susan diz.

No dia em que visitou Susan, ela diz que viu milhares de pessoas em fila, todos esperando por um milagre. 

"Há uma intensa sensação de esperança das pessoas", diz Susan. "Se você foi dito que você não tem outra chance [se] o médico disse: 'Nós não podemos fazer nada a mais por you' e você vem aqui, e você foi dito que este homem pode potencialmente criar um milagre para você ... que algumas coisas pesadas. Senti-me isso e eu estava tentando ficar muito aberto a isso, mas muitas vezes foi esmagadora. "

Susan assistiu a algumas cirurgias físicas, enquanto ela estava lá, inclusive um olho, um procedimento de raspagem onde João de Deus usa uma faca para raspar o globo ocular. Susan diz que ela assistiu João de Deus realizar esta cirurgia em uma mulher enquanto ela estava lá e, para sua surpresa, a mulher estava completamente calmo o tempo todo.

"Mesmo que não dói e céticos dizem: 'Ah, você sabe, se você não tocar a córnea, que não dói." Mas vamos lá, se alguém chega para você com uma faca em seu olho, você vai recuar. E não dava para vacilar ", diz Susan.
Enquanto estava na Casa, Susan também foi à procura do seu próprio tratamento. Depois que seu pai faleceu repentinamente há dois anos, Susan experimentou um "tsunami de dor" que ela diz que não poderia escapar. Ela se perguntava se João de Deus pode ajudar a curar sua tristeza.

Quando ela se reuniu com João de Deus, ela diz que tudo que fiz foi olhar nos olhos. "Eu pensei, 'Que foi? Eu estava esperando um raio, onde há um grande flash de insight. E eles disseram: 'Volte mais tarde. " É, basicamente, "Tome uma benção e voltar."

Susan encontrou com ele uma segunda vez e, novamente, ele não passar algum tempo com ela. O que ele fez foi olhar para uma imagem de Susan e seu pai. Ele então disse Susan a sentar-se na "sala de cura", uma sala na Casa reservados para a meditação e oração, por três horas. Susan diz que ela estava cercada por centenas de pessoas na sala de cura, os quais estavam rezando e meditando com os olhos fechados.

"Três horas se passaram como 20 minutos", afirma Susan, "e era feliz, era como se eu estivesse flutuando." 

Em seu próprio estado de meditação, Susan diz que ela foi capaz de falar com seu pai. "Era muito real", diz ela. "Mais de uma visão que eu nunca tinha tido antes. ... Eu tenho a sensação que eu não deveria estar triste, que tudo estava bem."

Enquanto Susan reconhece que a experiência toda soa cética, ela diz que "não é um woo-woo pessoa", e que a Casa ajudou a encontrar a cura. 

"Eu me sinto como se eu vi a alegria de viver novamente", diz ela. "Eu sou uma pessoa muito animado e curiosos em geral, e que tinha ido [depois que meu pai faleceu]. E [depois de estar na Casa], eu comecei a dormir menos, eu tinha mais energia, eu me sentia mais leve e me senti mais feliz. "
Dr. Jeff Rediger é um psiquiatra que viajou para a Casa há sete anos como um cético. Seu objetivo era coletar relatórios de laboratório, exames radiológicos e fotos de pessoas que relataram que foram fisicamente curadas por João de Deus e para ver se as curas poderiam ser documentadas.

Assim como Susan, ele testemunhou diversas cirurgias físicas, enquanto ele estava ali, uma experiência, diz ele mudou a maneira como ele pensava sobre o mundo. 

"Algumas pessoas que eu falei com foram capazes de lembrar os eventos que vão ao seu redor completamente, e algumas pessoas parecem entrar numa espécie de estado alterado durante essas cirurgias", diz ele. "Quando eu estava ajudando em uma das cirurgias, [João de Deus] cortar córnea dessa mulher. Ela não se mexeu. Ela não tente se afastar dele. Eu não posso explicar isso. Ouvi algumas pessoas usam "anestesia espiritual. 'o termo Não tenho nenhuma maneira de entender isso. "


Uma coisa que muitos acham chocante sobre João da obra de Deus é que parece que ele está realizando cirurgias sem anestesia ou esterilização adequada.

"Como médico, eu tenho que dizer, você não tentar essas coisas em casa ou com seus entes queridos", diz ele. "Estas são coisas que eu não entendo, por isso não posso subscrever inteiramente as coisas que estão além da minha compreensão. ... Eu cuido de pessoas todos os dias da cirurgia, eo risco de infecção é geralmente grande e algo que nós temos levar a sério. "

Ambos Rediger Dr. Susan e dizem que é João de Deus é muito claro que ele não é contra a medicina ocidental. Na verdade, ele exorta aqueles que vêm para vê-lo a continuar os tratamentos prescritos por seus próprios médicos. Susan diz que enquanto ela estava na Casa, João de Deus, mesmo convidou os médicos de todo o mundo a vir testemunhar o seu trabalho.

"Eles são muito cuidadosos para nunca pit-se contra a profissão médica mainstream", diz Susan. "Ele nunca vai fazer um transplante de coração lá em cima. Ele vai fazer o que ele pode fazer com sua habilidade de curar, e então você pode ter que ir ao seu médico para o resto."
Dr. Rediger diz que ele experimentou em primeira mão, enquanto algo inexplicável no Brasil. Ele diz que estava andando na rua um dia quando um amigo indicou-lhe que ele estava sangrando. Dr. Rediger puxou a camisa dele e encontrou uma pequena incisão horizontal sobre o peito. Dr. Rediger, que não tem um distúrbio de sangramento, diz ele sangrou durante cerca de uma hora.

Dr. Rediger: Eu não sei o que dizer, eu não sabia como responder. Eu não tinha idéia do que estava acontecendo.

Oprah: Porque de repente você tem sangramento espontâneo e uma incisão que você não tinha antes? É isso que você está nos dizendo?

Dr. Rediger: Correto. Eu nunca tive nada parecido acontecer na minha vida. Ever. Eu tinha sido a médica, a escola seminário, residência em psiquiatria, e nada havia me preparado para entender. "

Oprah: Olhando para trás, com algum recuo e perspectiva, você tem uma explicação médica para o que aconteceu com você?

Dr. Rediger: Eu não tenho uma explicação médica para isso. Minha vida inteira foi virada de cabeça para baixo em muitas maneiras. Eu mudei muito.
Dr. Rediger viajou para a Casa como um cético, e diz que ele ainda não sabe em que acreditar. A única coisa que ele diz ter tirado de sua experiência é que nada é como parece ser.

"Se você pode dizer algo no sentido de que" Eu acredito que esta na minha cabeça, mas eu não acredito que com o meu coração, eu não entendo, é demais ", e manifesta-se então uma pequena incisão na pele sobre a área do seu coração ... isso significa que nada disto é o que nós pensamos que é. " 

Se João da obra de Deus é um ligeiro de mão ou de fato um milagre, o Dr. Rediger diz que é evidente que o poder da fé é algo que precisa ser explorado mais. 

"Acredito que o poder da crença, o poder da mente, são muito mais poderosos que nós começamos a explorar", diz ele. "Eu acredito que é um deserto inexplorado em termos de investigação."
Lisa passou a maior parte de sua adolescência assistindo a mãe sofrer com a quimioterapia para combater câncer de mama e do osso. Sua mãe faleceu quando Lisa tinha 19 anos. Quando Lisa fez 37 anos, ela tem mais notícias ruins, ela foi diagnosticada com câncer de mama.

Médicos recomendaram uma dupla mastectomia e quimioterapia, mas Lisa recusou. Desesperado para encontrar uma alternativa de tratamento, ela viajou de sua casa na África do Sul a Abadiânia para ver João de Deus. Enquanto estava na Casa, Lisa se voluntariou para uma sonda visível uma cirurgia nasal.

"Meu coração estava batendo muito rápido [durante a cirurgia]. E então eu meio que senti o que torna este instrumento, e eu lembro de um rangido e pensar: 'Até que ponto pode ir essa coisa de volta? porque me senti muito longe ", diz ela. "Eu não diria que foi doloroso. Era mais como um choque."

Quando ela deixou o Brasil, Lisa diz que ela seguiu as orientações que recebeu de João de Deus, como se abster de sexo e álcool por 40 dias. Mais tarde, ela teve uma biópsia e, infelizmente, o seu tumor ainda era maligno.

"Isso nunca desapareceu, ou seja, eu nunca estive fora do reino de câncer", diz Lisa. "Me disseram que eu estava em um diagnóstico do quarto estágio."

Mesmo que Lisa não experimentar uma cura física na Casa, ela diz que não tem arrependimentos. 

"Eu sei que eu carreguei a perda da minha mãe durante anos, aquela tristeza, aquela sensação de ser privado de uma mãe", diz ela. "E [estar na Casa] foi edificante, uma experiência alegre e pacífica. Não era desconfortável. Havia uma energia sobre tantas pessoas que procuram ajuda."
Ernie foi pela primeira vez ao Brasil para ver o João de Deus em 2002. Ele estava ali para apoiar um amigo, mas acabou passando por uma cura de sua autoria: João de Deus removeu um tumor do tamanho dos ovos a partir de suas costas. Ernie diz que não recebeu a anestesia antes ou durante a cirurgia, e ele sentiu apenas uma quantidade mínima de dor.

"No começo, quando ele realmente fez a incisão, senti uma dor aguda, quase como um corte de papel", disse Ernie. "E então eu não senti nada depois disso."

Apesar do fato de que a cirurgia foi realizada em uma área de risco (próximo à sua coluna vertebral), Ernie diz que ele não tinha reservas de entrar nele, porque ele acreditava que seria um sucesso. 

Oprah Show conversou com produtores nos EUA Ernie médico, que confirmou que Ernie, de fato, ter um tumor nas costas que já não existe.

"Eu acho que você não pode realmente explicar em termos médicos do que sabemos", disse Ernie. "Mas todos nós sabemos sobre o corpo humano mais do que apenas carne e sangue e ossos. Sabemos que é uma forma de energia."

Nem todo mundo que vai ver o João de Deus volta curada. Dr. Rediger diz que acha que cada caso é único. Por exemplo, tumor de Ernie foi removido, mas Lisa ainda tem câncer em estágio 4.

"É a jornada da alma", diz Dr. Rediger. "E todos nós estamos tentando usar a doença para aprender algo que é único em nossa situação particular, eu acredito."

O que está acontecendo na Casa de João de Deus, Dr. Rediger acredita que não é sobre os fenômenos ou mesmo sobre o curador, é uma mudança que acontece com essas pessoas internamente, espiritualmente e psicologicamente.

Em termos de sua própria experiência com João de Deus, Dr. Rediger diz que foi capaz de mudar vidas."Talvez o verdadeiro coração dentro de nós não é apenas uma bomba, ele diz." Talvez o verdadeiro coração dentro de nós é sobre amor e fé. Talvez o corpo físico não é o que realmente somos. Talvez estejamos estas almas invisível andando por aí, eo corpo é apenas um instrumento ou uma metáfora para algo que estamos tentando aprender. "

Por: Bryan Meredith
A partir da edição de dezembro de 2010 
Extraido do Site Oficial: http://www.oprah.com
Impresso de Oprah.com no sabado, 19 de março de 2011

Vídeo sobre o tema
Parte 1/7


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