domingo, 13 de fevereiro de 2011

A vida no Umbral (Parte 2/3)



Postos de Socorro


Os postos de socorro se encontram espalhados pelas regiões sombrias do Umbral. Este local de ajuda, semelhante a um complexo hospitalar, normalmente é vinculado a uma colônia de nível superior. Nele encontramos espíritos missionários vindos de regiões mais elevadas que trabalham na ajuda aos espíritos que vivem nas cidades e regiões do Umbral e que estão à procura de tratamento ou orientação. 
Quando o espírito ajudado desperta para a necessidade de melhorar, crescer e evoluir é levado para uma colônia onde será tratado e passará seu tempo estudando e realizando tarefas úteis para seu próximo. Quando se sentem incomodados e mergulhados em sentimentos como o ódio, vingança, revolta acabam retornando espontaneamente para os lugares de onde saíram. Continuamos sempre com nosso livre arbítrio. 
Os postos de socorro não são cidades, mas alguns deles possuem grande dimensão, se assemelhando a uma pequena cidade no meio do Umbral. Muitos ficam nas regiões periféricas do Umbral. Alguns se encontram dentro das cidades do Umbral. 
Vistos à distância são pontos de luz e de beleza no meio da paisagem triste, escura, fria, nebulosa que compõe as paisagens naturais do Umbral. Os postos de socorro são locais bonitos, iluminados, com grandes jardins, em meio a um cenário desolador e triste. 
Os postos de socorro são constantemente procurados por pessoas desesperadas e perdidas no Umbral querendo abrigo e ajuda. Também é um local alvo de espíritos maldosos que desejam continuar mantendo o controle e o poder sobre as pessoas que moram nas regiões do Umbral. Com isto realizam constantes ataques às instalações dos postos. 
Todos os postos possuem sofisticados sistemas de segurança que monitoram as regiões ao redor do posto. Sensores detectam a presença de vibrações a um raio de 3 km do posto. Sistemas de defesa que emitem descargas elétricas são utilizados para afastar os atacantes. Os choques gerados pela força os fazem recuar, já que lhe fazem sentir dores insuportáveis. 
Os espíritos que vivem no Umbral ainda estão ligados ao mundo material. Muitos sequer compreendem que estão mortos e isto lhes gera grande agonia e sofrimento. Por acreditarem estar vivos continuam sentindo seus corpos e suas necessidades físicas. Sentem dor, sentem fome, sentem sede, sono etc. Muitos sofrem de doenças, ferimentos, mutilações ocorridas na morte ou em situações sinistras vividas no Umbral. 
A visão interna de um posto de socorro lembra um grande hospital. Os espíritos atendidos lembram monstros de um filme de terror. Se parecem realmente com mortos-vivos. Sofrem movidos pelos sentimentos humanos que ainda cultivam: o ódio, a vingança, egoísmo e outros sentimentos negativos. Vinculados à matéria, ainda sofrem como se possuíssem um corpo. E isto acaba se refletindo em sua aparência monstruosa, que só pode ser modificada a partir da sua conscientização sobre sua realidade. As enfermarias dos postos estão sempre repletos de espíritos necessitados de orientação, alimento, limpeza e cuidados. É como ver mortos-vivos agonizando por ajuda em seus leitos. 
Equipes chamadas de Samaritanos realizam incursões no Umbral em busca de espíritos que procuram ajuda. Ao retornarem com dezenas de espíritos que mais parecem farrapos humanos são recebidos pelas equipes de socorro que iniciam o trabalho de acolhimento, alimentação, limpeza e orientação destes espíritos. Ao serem internados podem se recuperar para serem enviados para colônias no plano mais elevado, fora do Umbral. Também é comum que espíritos cheguem às muralhas dos postos à procura de ajuda e ali são socorridos. 
Também existem postos de socorro na Terra. São destinados a socorrer e orientar espíritos recém-desencarnados. Pessoas que acabam de morrer costumam ficar totalmente desorientadas.

Muitas não sabem que estão mortas. É fácil imaginar o sentimento horrível e a loucura que uma pessoa nesta situação pode passar. Estes postos estão localizados no mundo invisível exatamente no mesmo local onde estão hospitais, cemitérios, sanatórios, presídios, igrejas, centros espíritas etc. São nestes locais onde se pode encontrar o espírito de pessoas que acabam de desencarnar ou que estão procurando algum tipo de ajuda.

Fonte: Site Vida e Morte 
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

A vida no Umbral (Parte 1/3)



O Umbral 

Localiza-se em um universo paralelo que ocupa um espaço invisível aos nossos sentidos, que vai do solo terrestre até a algumas dezenas de metros de altura na nossa atmosfera. 


O tempo, e as condições climáticas do Umbral seguem um ritmo equivalente ao local terrestre onde se encontra. Quando é noite sobre uma cidade, é noite em sua equivalência no Umbral.

A névoa densa que cobre toda atmosfera dificulta a penetração da luz solar e da lua. A impressão que se tem é que o dia é formado por um longo e sombrio fim de tarde. À noite não é possível ver as estrelas e a lua aparece com a cor avermelhada entre grossas nuvens. Sua maior concentração populacional está junto as regiões mais populosas do globo. Encontramos cidades de todos os portes, grupos de nômades e espíritos solitários que habitam pântanos, florestas e abismos.

É descrito por quem já esteve lá como sendo um ambiente depressivo, angustiante, de vegetação feia, ambientes sujos, fedorentos, de clima e ar pesado e sufocante. Para alguns espíritos é uma região terrível e horripilante. Para outros é o local onde optaram viver. A vegetação varia de acordo com a região do Umbral. Muitas vezes constituída por pouca variedade de plantas. As árvores são normalmente de baixa estatura, com troncos grossos e retorcidos, de pouca folhagem.

Existem também áreas desertas, locais rochosos, e lugares de vegetação rasteira composta de ervas e capim. É possível encontrar alguns tipos de animais e aves desprovidos de beleza. No Umbral se encontram montanhas, vales, rios, grutas, cavernas, penhascos, planícies, regiões de pântano e todas as formas que podem ser encontradas na Terra. 

Como os espíritos sempre se agrupam por afinidade (igual a todos nós aqui na Terra), ou seja, se unem de acordo com seu nível vibracional, existem inúmeras cidades habitadas por espíritos semelhantes. Algumas cidades se apresentam mais organizadas e limpas do que outras. Todas possuem espíritos lideres que são chamados de diversos nomes: chefes, governadores, mestres, presidentes, imperadores, reis etc. São espíritos inteligentes mas que usam sua inteligência para a prática consciente do mal. São estudiosos de magia, conhecem muito bem a natureza e adoram o poder, quase sempre odeiam o bem e os bons que podem por em risco sua posição de liderança. 

Há grupos de pessoas nas cidades que trabalham para os chefes. Acreditam ter liberdade e muitas vezes gostam de servirem seu chefe na ansiedade pelo poder e status. Consideram-se livres, mas na verdade não o são, ao menor erro ou na tentativa de fugir são duramente punidos.

Existem os espíritos escravos que vivem nas cidades realizando trabalho e mantendo sua estrutura sem receberem nada em troca além da possibilidade de lá morarem. São duramente castigados quando desobedecem e vivem cercados pelo medo imposto pelo chefe da cidade.

As cidades possuem construções semelhantes às que encontramos nas cidades da Terra. As maiores construções são de propriedade do chefe e de seus protegidos. Sempre existem locais grandiosos para festas, e local para realização de julgamentos dos que lá habitam. Em cada cidade existem leis diferentes especificadas pelos seus lideres. Lá também encontramos bibliotecas recheadas de livros dedicados a tudo que de mal e negativo possa existir. Muitos livros e revistas publicados na Terra são encontrado lá, principalmente os de conteúdo pornográfico. 

Pode-se se perguntar: Porque é permitido que existam estes chefes e esta estrutura negativa de tanto sofrimento? Deus nos permite tudo, ele nos deu o livre arbítrio. O homem tem total liberdade para fazer tudo de ruim ou tudo de bom. Quando faz ou constrói algo de ruim acaba se prejudicando com isso e aos poucos, com o passar de anos ou de séculos vai aprendendo que o único caminho para a libertação do sofrimento e da felicidade plena é a prática do bem. A vida na Terra e no Umbral funcionam como grandes escolas onde aprendemos no amor ou na dor.

Ninguém vai para o Umbral por castigo. A pessoa vai para o lugar que melhor se adapta à sua vibração espiritual. Quando deseja melhorar existe quem ajude. Quando não deseja melhorar fica no lugar em que escolheu. Todos que sofrem no Umbral um dia são resgatados por espíritos do bem e levados para tratamento para que melhorem e possam viver em planos de vibrações superiores. Existem muitos que ficam no Umbral por livre e espontânea vontade se aproveitando do poder e dos benefícios que acreditam ter em seus mundos. 

Além das cidades encontramos o que é chamado de Núcleos. Não constitui uma cidade organizada como conhecemos, mas se trata de um agrupamento de espíritos semelhantes. Os grupamentos maiores e mais conhecidos são os dos suicidas. Estes núcleos são encontrados nas regiões montanhosas, nos abismos e vales. Por serem espíritos perturbados são considerados inúteis pelos habitantes do Umbral e por isto não são aceitos e nem levados para as cidades em volta. Os vales dos suicidas são muito visitados por espíritos bons e ruins. Os bons tentam resgatar aqueles que desejam sair dali por terem se arrependido com sinceridade do que fizeram.

Os espíritos ruins fazem suas visitas para se divertirem, para zombarem ou para maltratarem inimigos que lá se encontram em desespero. Não é difícil imaginar um local com centenas de milhares de pessoas que cometeram suicídio, todas ali unidas, sem entender o que está acontecendo, já que não estão mortas como desejariam estar.

Existem os núcleos de drogados onde também existem pequenas cidades. Existem algumas poucas cidades de drogados de porte grande no Umbral. Realizam-se grandes festas e são cidades movimentadas. Existem relatos psicografados sobre uma região de drogados chamada de Vale das Bonecas e cidades como a de Tongo que é liderada por um Rei. Para todo tipo de vício da carne existem cidades e núcleos de viciados. Por exemplo, existem cidades de alcoólatras ou de compulsivos sexuais. Todos os viciados costumam visitar o planeta Terra em bandos para sugarem as energias prazerosas dos vivos que possuem os mesmos vícios. 

É comum a existência de núcleos de marginais. Locais onde estão reunidos assaltantes, assassinos, ladrões, traficantes e outros tipos de criminosos em sintonia mútua. 

Nas regiões fora das cidades e longe dos núcleos encontramos andarilhos solitários, espíritos considerados inúteis até pelos povos de cidades e núcleos do Umbral. 

Grandes tempestades de chuva e raios ocorrem em todo Umbral. Tem importante função de limpar os excessos de energias negativas acumuladas no solo e no ar, tornando o ambiente menos insuportável aos seus habitantes. 

As cidades, tribos e vilarejos do Umbral normalmente possuem chefes ou lideres. São pessoas inteligentes com capacidade de liderança que costumam controlar, dominar e explorar as almas que nestas cidades residem. Como se pode ver não é muito diferente da vida aqui na Terra, onde temos exploradores e explorados. Exercem seu controle a partir do medo, das mentiras, da escravidão, de regras rígidas e violência.

Algumas sabem que estão no Umbral e sabem que trabalham pelo mal das pessoas. Seu reinado não dura muito tempo já que espíritos superiores trabalham para convencer sobre o mal que faz a si mesmo fazendo o mal aos outros. É comum que estes “chefes” desapareçam inesperadamente destas cidades por terem sido resgatados por bons Samaritanos em suas missões. Em pouco tempo uma nova liderança acaba assumindo o posto de chefe nestas cidades. 

As regiões umbralinas são as que mais se parecem com a Terra. Os espíritos, por estarem ainda muito atrelados à vida material, por lhe faltarem informação e conhecimento, acabam vivendo suas vidas como se realmente estivessem vivos. As necessidades básicas do corpo acabam se manifestando nestes espíritos. Sofrem por sentirem dores, sono, fome, sede, desejos diversos. 

No Umbral encontramos grupos de pessoas que se consideram justiceiras. Coletam espíritos desorientados em hospitais, cemitérios, e no próprio umbral. Pessoas que fizeram muito mal a outras durante a vida ou em outras vidas, e pessoas que fizeram poucos amigos e por isto não tem quem as possa ajudar. Estes espíritos sedentos de vingança e de justiça feita pelas próprias mãos conseguem aprisionar e escravizar as pessoas que capturam. Acreditam que as pessoas que estão no Umbral só estão lá por merecimento. E isto não deixa de ser verdade. Mas no lugar de ajudar estas pessoas, eles a maltratam por vingança e ódio pelo mal que cometeram enquanto estavam vivas. 

Somente quando estas pessoas se arrependem dos erros que cometem na Terra e esquecem os sentimentos negativos que ainda nutrem é que os espíritos mais elevados conseguem se aproximar para seu resgate.

Fonte: Site Vida e Morte 
           http://espiritananet.blogspot.com    

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Carnaval na Visão Espírita

 
 Carnaval (Obsessões Carnavalescas)
Revista Visão Espírita 
 
“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. - Caetano Veloso
“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...”.

      Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. 


      O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. 


      Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.


      No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.


      Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. 


      Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.


      No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”. 


      Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.


      Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. 


      O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: 
- “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.

A Carne Nada Vale:


      O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. 


      Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.


      Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.


      Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”.

      Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. 

      Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.

Processo de Loucura e Obsessão:


      As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. 


      Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.


      Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.


      Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.

      Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apóstolo da caridade no Brasil”.


Título : Carnaval ( Obsessões Carnavalescas )
Autor: Revista Visão Espírita - (Março de 2000)
Meus agradecimentos  a Revista Visão Espírita por nos brindar com uma abordagem nobre sobre o tema.  

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Carnaval na Visão de Emmanuel - Emmanuel


 Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. 
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretenciosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.

Autor Emmanuel - Psicografado pelo Médium Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Visão Canônica e Histórica de Jesus



Nascido em Belém, cidade da Judéia meridional, no Reinado de Herodes “O Grande”, quando Roma dominava a Palestina e Augusto era o imperador, Jesus Cristo ou de Nazaré teve durante a sua vida poucos registros da sua infância e juventude.
          A sua história está em maior parte registrada no testemunho de quatros evangelhos, escritos por quatro de seus doze discípulos (Marcos, João, Mateus e Lucas).
         Sobre o seu nascimento sabe-se que se deu, segundo Mateus, em Belém, quando o imperador Otávio Augusto teria encomendado um recenseamento de todos os habitantes do império, tendo que cada um se alistar em sua cidade natal. José (pai de Jesus), como era da cidade de Belém viajou com sua esposa Maria (mãe de Jesus) grávida que segundo a aparição de um “anjo” de nome Gabriel estaria destinada a conceber o Messias.

         Ao chegarem a Belém, sem local para serem acolhidos, Jesus nasceu em uma manjedoura, em meio aos animais. A data de Seu nascimento ainda é um paradoxo, sendo fixado para 25 de dezembro no ano de 440, devido a um erro de datação do monge Dionísio o Pequeno, quando organizava um calendário e com a finalidade de cristianizar a festa pagã que acontecia naquela data.

         A notícia do nascimento Daquele que seria o Rei dos Judeus espalhou-se rapidamente e Herodes incomodado ordenou uma matança de todos os meninos de Belém com até dois anos de idade, mas Jesus escapou porque os seus pais foram mais uma vez avisados por intervenção divina e fugiram com Ele para o Egito, lá se estabeleceram até a morte de Herodes, quando então José regressou com Maria e Jesus para Nazaré, onde Ele passou a maior parte de sua vida ajudando ao seu pai no ofício de carpinteiro. Segundo registro no evangelho de Lucas Seu primeiro contato público se deu aos 12 anos, quando Seus pais em visita a Jerusalém O encontra debatendo com os Doutores do Templo. 
Aos trinta anos de idade, após a morte de José, Seu pai, Ele compreende que era chegado o momento de cumprir a Sua missão e segue ao encontro de Seu primo João Batista, que acontece no Rio Jordão, onde ele pregava e batizava as pessoas, e lá Jesus foi batizado. Marcos, em seu evangelho descreve que Jesus após ser batizado viu o céu se abrir, e o Espírito qual pomba desceu sobre Ele, e Ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Tu És meu Filho amado; em ti me comprazo”. Após batizado Jesus seguiu para o deserto, onde jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, lá Ele foi tentado por três vezes por uma entidade maligna denominada de “diabo” e conseguiu por todas às vezes vencer as suas investidas com citações das escrituras sagradas.Em todos os evangelhos estão escritos que Jesus viera ao mundo para “dar a sua vida em favor de muitos” e “anunciar as boas novas do reino de Deus”, tendo realizado durante o seu ministério grandes “milagres”, curou doentes, multiplicou pães e peixes, andou sobre as águas do mar, ressuscitou mortos, livrando muitos do cativeiro das vicissitudes, ensinando a todos a amar e perdoar.

Aos 31 anos, ele completou um grupo de 12 seguidores, todos eles galileus que abandonaram tudo para segui-Lo, porém Jesus, sabedor do Seu destino sempre os preparou, alertando-os para Sua morte e futura ressurreição, também nesta idade Ele realizou um de seus mais belos e famosos discursos “O Sermão da Montanha”.

Jesus reuniu os seus discípulos e seguiu para Jerusalém para celebrar a páscoa, entrando na cidade num lombo de um jumento e foi recebido por uma multidão como Filho de Davi e foi chamado de Rei, e Lucas relata que alguns fariseus ouvindo o clamor de seus discípulos pediram a Ele que os repreendesse, e este lhes respondeu: “Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.”.

Aos 33 anos, quando Tibério era o Rei de Roma, Ele foi acusado de conspirar contra César, considerado blasfemo, por se proclamar filho de Deus e conforme havia predito em sua última ceia com seus discípulos, foi traído por um deles “Judas Iscariotes” em favor de 30 moedas, sendo preso quando orava no Jardim de Getsêmani, na presença de Pedro, Tiago e João (três de seus apóstolos) iniciando assim o seu triste calvário.

Após ter sido preso, Jesus foi levado para Anãs e antes Caifãs para ser submetido a processo religioso. Mais tarde foi conduzido para residência do procurador romano Pôncio Pilatos e este sem entender lhe enviou para Herodes Antipas.

Pilatos não conseguiu ver nenhum delito em Jesus e devido as fortes pressões para condená-lo num gesto simbólico lava as mãos declarando-se inocente de seu sangue, pronunciando a sentença de morte na cruz.Jesus foi flagelado, vestido com um manto vermelho, lhe puseram na cabeça uma coroa de espinhos e nas mãos uma vara de bambu, cuspiram nele e fizeram com que carregasse uma cruz até o Monte Gólgota, onde foi crucificado junto com dois malfeitores, segundo cálculos de estudiosos, historiadores e astrônomos, no dia 7 de abril do ano 27 d.C.

Segundo os evangelhos, no domingo de manhã, três dias após a sua morte, Maria Madalena foi bem cedo ao seu túmulo onde encontrou aberto e vazio, depois disso ele apareceu a ela e aos seus discípulos. Lucas narra em Atos que após a ressurreição Jesus ainda apareceu durante quarenta dias para os seus discípulos, passando ensinamentos e após esses dias ascendeu ás alturas até ser envolto em nuvens.

Alguns símbolos que representam Jesus:

Peixe: “O símbolo do peixe, recorrente no início da iconografia cristã. O termo "peixe" em grego χθύς (ichthýs) é o acrônimo de ησος Χριστός Θεο ιός Σωτήρ (Iēsoùs Christòs Theoù Yiòs Sōtèr), Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”.

Pão: O corpo do CristoVinho: O sangue de Cristo A Cruz:
O sacrifício Frases e Pensamentos de Jesus:“ Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”" O reino de Deus está dentro de vós."

"Sim, estarei sempre com vós, até o final dos tempos."

"Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo, e aborrecerás ao teu inimigo.

Eu porém vos digo: Amai a vossos inimigos, fazei o bem a quem vos tem ódio; e orai pelos que vos perseguem e caluniam. Para serdes filhos de vosso Pai, que está nos Céus, o qual faz nascer o seu Sol sobre bons e maus, esse Sol que nos dá energias e calor vivificando a terra, e que faz vir a chuva abençoada para a natureza e para nós que carecemos da água para a nossa vida. Esse Deus Pai e Criador de todas as coisas que através das matas verdejantes podemos receber o oxigênio da vida. Tudo isso e mais ainda, sobre bons e maus, justos e injustos."

O homem bom traz coisas boas do bem que carrega em seu coração, e o homem mau revela coisas malignas da maldade que carrega em seu coração. E, ao abrir seu coração, a boca fala."

“Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus”.
"Mestre, por que falas por parábolas? Por quê a vos é dado conhecer os mistérios do reino do céu, mas a eles não é dado. Porque aquele que tem, se lhes dá, mas aquele que não tem, até aquilo que tenha lhe será tirado.
Por isso que falo por parábolas; porque vendo não vêem e ouvindo e não ouvem e nem entendem. E assim se cumpre o que foi dito pelo profeta Isaías, que disse: Ouvindo, ouvireis, mas não entendereis. E vendo, vereis, mas não percebereis.
 Porque o coração deste povo se encontra endurecido. Taparam seus ouvidos e fecharam seus olhos para que seus olhos não vejam, e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os cure..."

“O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é bom, todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é mau, todo teu corpo se encherá de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada, imensa é a escuridão.”(Mateus, 15 Versículos: 10 e 11)“.

E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi e entendei:
O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”. (Mateus, 15 Versículos: 15 a 20)
E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola.
Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender? Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora?

Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem.Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.“
O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.”
“ Portanto vos digo: não andeis preocupados com a vossa vida, pelo que haveis de comer; nem com o vosso corpo, pelo que haveis de vestir. A vida vale mais do que o sustento e o corpo mais do que as vestes. Considerai os corvos: eles não semeiam, nem ceifam, nem têm despensa, nem celeiro; entretanto, Deus os sustenta. Quanto mais valeis vós do que eles?”.

Fonte Pesquisa: http://pt.wikipedia.org

Mestre Ascensionado El Morya

               

O Mestre Ascensionado El Morya, é diretor do Primeiro Raio - Azul e seu complemento Divino é a Mestra Miriam. Fundou a Teosofia no século passado, juntamente com o Mestre Kuthumi. Ele ergueu o seu Santuário, o Foco de Irradiação da Santa Vontade de Deus, aos pés do Himalaia - deste Templo é irradiada, ininterruptamente, a Fé na Misericórdia de Deus. Como raios de Sol, ela flui na mente, no sentimento e no mundo dos homens. No plano físico, El Morya assumiu diversas vidas: foi Matusalém e Abraão, patriarcas bíblicos; - foi Nabucodonosor, rei da Babilônia (630 a 562 anos a.C.); - foi Leônidas (532 a.C.), rei de Esparta; foi Melchior, um dos magos que visitou o Menino Jesus; - foi o Rei Arthur (século VI), que governou a Bretanha com a força de Excalibur; - foi Thomas Becket (1118 à 1170), arcebispo de Cantuária e chanceler da Inglaterra; - foi Thomas Morus (1478-1535), humanista inglês que morreu decapitado e foi mais tarde canonizado pela Igreja Católica; - foi Akbar, o Grande (1542-1605), pensador e Grão Mongol da Índia; - foi Shal Jahn (1592 à 1666), imperador da Índia que construiu o Taj Mahal; - foi Thomas Moore (1779-1852), poeta irlandês; - e foi El Morya Khan, filho de Ali Vardi Khan (monarca que ursupou o poder de Bangladesh em 1740), e que abandonou a realeza para ser líder religioso. Ascencionou em 1888 e hoje ainda habita na Terra, em um corpo físico que ele mesmo construiu. Vive em Shigatze, nas Cordilheiras do Himalaya, assim como os Mestres Kuthumi e Lord Maitreya que também trabalham para a evolução da humanidade. Aqueles que precisam de força, energia, vigor, e precisam resolver assuntos financeiros ou conseguir um bom emprego, deverão invocar o Mestre El Morya, repetindo as seguintes frases: "Eu sou a força de Hércules, eu sou minha ilimitada força e poder. nunca me desanimo". É homenageado em 6 de julho. Seu dia da semana é o domingo.

Fonte: Site Manancial de Luz   

Mestre Saint Germain


Este maravilhoso Ser que conhecemos como Saint Germain realizou a Sua ascensão no ano de 1684. Muitas e muitas vezes Ele aceitou novas encarnações e esforçou-se muito em estimular nos homens de diversos povos, neste planeta, o desejo de Liberdade, pois que é a Liberdade o seu dom especial.
Foi confiada a Ele, na qualidade de Mestre Ascensionado, a custódia do já iniciado ciclo de dois mil anos da Era da Liberdade. Assim como Jesus possuía a custódia do anterior ciclo de Dispensação Crística, o Mestre Ascensionado Saint Germain usufrui a preferência, o privilégio e a responsabilidade de Trazer a Liberdade no presente ciclo, a toda criatura - seja homem, ser elemental ou anjo prisioneiro. Chegará um tempo em que não mais haverá velhice, doença, pobreza ou males de qualquer natureza; nem mais haverá a chamada morte.Os ensinamentos editados pela "Ponte Para a Liberdade" contêm a orientação e indicação dos Mestres Ascensionados para melhor compreensão e aplicação do Fogo Sagrado, a fim de que todos possam obter a Liberdade do espírito, da emoção, do corpo físico e libertação das recordações. Estando os quatro corpos inferiores, definitivamente, purificados e harmonizados, e com isto em verdade "Libertados", o indivíduo estará, portanto, em condições de ser um Mestre Ascensionado ao final de sua encarnação; estará Livre para sempre!

Todas as Ascensionadas Legiões Celestiais ofereceram a Saint Germain seu auxílio para a solução desta gigantesca obra e Ele aceita qualquer cooperação de cada corrente de vida que está à procura de mais Luz e Liberdade.

Desde a época de Sua Ascensão, no ano de 1684, Saint Germain prepara-se para ser o Chohan do Sétimo Raio. No ano de 1786, recebeu o cargo da Bem-Amada Mestra Ascensionada Kuan Yin e, desde então, até o dia 1o de maio de 1954, Ele se dedica à preparação da imensa responsabilidade de Diretor Cósmico para o iniciado ciclo. Este abençoado Ascensionado Mestre pede, nesta Hora Cósmica, por preces, apelos, orações, dedicação e auxílio de todos os que O amem, Ele que sempre viveu para servir a Vida. Chegou agora o Grande e propício momento para trazer à Terra Seu presente de Liberdade.

 A Coroação de Saint Germain Em cada dois mil anos, a Terra entra em contato com um novo raio. A Roda Cósmica necessita, para uma completa rotação, de quatorze mil anos.
Cada Chohan que é escolhido como representante do novo raio é Coroado como Autoridade Cósmica, para continuar a evolução deste planeta e seus povos dentro este lapso de tempo.O Sexto Raio, que estava sob a orientação do Mestre Jesus, terminou seu ciclo no dia 1o de janeiro de 1954. Depois de um tempo transitório (poucos meses), começou, oficialmente, a Irradiação Cósmica do Sétimo Raio. O período de 1930 até 1954 é visto como a atividade do caminho preparatório semelhante ao trabalho antecipado de "João Batista".No dia 1o de maio de 1954, celebrou-se em Shamballa a cerimônia festiva da transmissão da coroa, cetro, espada e manto do Chohan retirante (Mestre Jesus) ao novo Chohan, Mestre Saint Germain.O símbolo da autoridade, COROA, veio à Terra sobre a cabeça do Arcanjo Miguel, com os primeiros homens, que encarnaram sobre o planeta e, desde então, vem sendo usada sucessivamente pelos Chohans dos Sete Raios, por transferência a cada um deles, quando já decorridos 2.000 anos.
Completara-se, portanto, 14.000 anos desde que o último Chohan do Sétimo Raio usou essa Coroa, transferida que fora de seu predecessor - o Chohan do Sexto Raio, que por sua vez, a recebera do quinto, prosseguindo desse modo a seqüência dos Chohans e seus Raios até o primeiro deles, no início do ciclo de 14.000 anos.O próprio Bem-Amado Mestre Jesus colocou nas mãos de Saint Germain o cetro da autoridade, investindo-o de poder sobre a evolução de todos os anjos, homens e seres elementais na presente Era, ao ser iniciado o novo ciclo de dois mil anos. O Maha Chohan entregou-Lhe a espada simbólica que representa o poder do Espírito Santo. O primeiro gesto de Saint Germain: colocou a coroa sobre a cabeça de Sua Chama Gêmea, Deusa da Justiça e da Oportunidade, a Bem-Amada PÓRTIA.Cada membro da hierarquia aproximou-se na correspondente ordem de categoria e todos, genuflexos, prestaram juramento perante o Novo Rei, Saint Germain, trazendo-Lhe as bênçãos de suas próprias emanações de vida. Anjos e seres elementais seguiram este exemplo, irradiando suas vibrações em direção ao reino humano e sobre todos os Seres que estavam cientes deste grande acontecimento cósmico.

 A Era da Liberdade o Grande Mestre Ascensionado SAINT GERMAIN é o Ser que dirige os dois mil anos já iniciados da Era da Liberdade. Sua gigantesca missão é Libertar todos os viventes, com também a Terra, e isto será realizado por meio do Fogo Violeta. Separadamente e em grupos, os homens apelam desejando dissolver toda criação inferior que obscurecer a luz dos homens.
Se apelais pela vossa Presença Divina "EU SOU" e ao Mestre Ascensionado Saint Germain para chamejar o Fogo Violeta através de vós, ele começará a afastar todas as criações negativas em vossos corpos do sentimento, do pensamento, etérico e físico; ireis constatar uma acentuada leveza e expansão em vossos sentimentos, uma notável clareza em vossos sentidos e mudança em vosso corpo. Alguns discípulos vêem esta chama violeta quando apelam por auxílio em seus círculos de vida; outros a sentem. Mesmo que vós não a vejais, ela está operando.
Parece ser invisível, mas chegamos a ver as coisas mais importantes da vida? Não são visíveis aos nossos olhos a vida, a eletricidade, o amor, o ódio, a guerra (os efeitos de guerra: ódio, vingança, tristezas, dor etc.) e a paz.; no entanto, são bem reais; podemos, em qualquer caso, ver os seus efeitos. O uso diário da vivente Chama Violeta pode afastar muita coisa que está acontecendo em vosso mundo. Mas, talvez deva ser esclarecido que, quando empregais sinceramente o Fogo Violeta e "acontecem" pequenos efeitos - isto não quer dizer que a Chama não faça a obra completa; significa que vossas Criações Humanas vêm à luz antes que as tenhais dissolvido.Sobre isto, alguém, em certa ocasião, disse:
 Assemelha-se a uma escada "rolante" trazendo ao mundo atual a ação das forças do passado. Vosso trabalho é usar, suficientemente, a Chama Violeta para que tais Forças Permaneçam Inertes ou Sejam Dissolvidas Antes Que Possam Agir.
Quando a Chama age, é com se explodisse uma porção de vossas criações humanas e então ficásseis livres de determinas qualidades inferiores.Procurai agir sempre com crescente entusiasmo, para dissolver-se rapidamente, tão depressa quanto possível, o que se apresenta na superfície de vossa vida diária.

 Algumas Encarnações do  Mestre Saint Germain:

 Rei da Cidade de Ouro, capital de uma antiga civilização, que floresceu há mais de 50.000 anos, onde hoje encontra-se o Saara.- Sumo Sacerdote do Templo da Chama Violeta em Atlântida.- Profeta Samuel.
Preparou e ungiu David como rei de Israel.- José, escolhido do Espírito Santo como pai de Jesus.- Mago Merlin, amigo e conselheiro do rei Artur que criou a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda que tinha como grande objetivo a procura do Santo Graal.
Roger Bacon, alquimista do século XIII, considerado precursor da ciência moderna.
Cristóvão Colombo, grande navegador que, superando a ignorância e o medo infundado dos europeus, descobriu a América, a Terra da Liberdade.- Francis Bacon, filósofo inglês do século XVII. Um dos fundadores da Franco-Maçonaria.
Possivelmente, também autor das peças literárias de Shakespeare.- Tendo alcançado sua Ascensão em 1º de maio de 1684, Saint Germain obteve a permissão do Conselho Cármico de retornar ao mundo num corpo físico, assombrando a Europa nos séculos XVIII e XIX, como o Conde de Saint Germain.

Fontes Bibliográficas:

"Haja Luz" - Ponte para a Liberdade" Os Mistérios Desvelados" - Ponte para a Liberdade" O Livro de Ouro de Saint Germain" - Ponte para a Liberdade" Os Senhores dos Sete Raios" - The Summit Lighthouse

O Mestre Ascensionado Kuthumi


O Mestre Ascensionado Kuthumi, também conhecido como Koot Hoomi ou K. H. ou Ramatis, já dirigiu o 2º Raio Dourado e foi elevado a Instrutor do Mundo, juntamente com Jesus. Seu Templo da Sabedoria e da Compreensão situa-se na Índia, em uma colina de Kashemira. Em suas vidas passadas ele foi Tutmosis III, faraó que expandiu o reino egípcio por quase todo o Oriente, foi Sarthon, sumo sacerdote na Ásia Menor, Baltasar, um dos reis magos, Pitágoras, matemático grego, Xá Jahan e São Francisco de Assis. Em uma de suas vidasfundou a fraternidade Essênia e na última encarnação foi o Sábio Kuthumi Cal Sing, que morava ao pé das montanhas do Himalaia. Nessa vida final ele viveu 320 anos e habitava em um convento de lamas, numa localidade chamada Shigatzé. Hoje ele ainda reside em Shigatzé, num corpo físico que ele mesmo construiu. Desta forma o Mestre acompanha a caminhada de seus discípulos. Kuthumi é o Mestre da Sabedoria, Iluminação, Paciência e Compreensão. Junto com El Morya, fundou a Escola dos Mistérios da Fraternidade Teosófica.

Fonte: Site Manancial de Luz