domingo, 19 de dezembro de 2010

Mais ou Menos

A gente pode morar
numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir
numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir
que tudo está mais ou menos,
tudo bem!
Mas o que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum:
É amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos.

Francisco Cândido Xavier

Mesmo Assim


 As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as Mesmo Assom.
Se você tem sucesso em suas realizações,
Ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha Sucesso Mesmo Assim.
O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o Bem Mesmo Assim.
A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja Honesto Mesmo Assim.
Aquilo que você levou anos para contruir,
pode ser destruído de um dia para outro.
Construa Mesmo Assim.
Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os Mesmo Assim.
Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que Você tem de Melhor Mesmo Assim.

Madre Tereza de Calcutá 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Alegria


Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.
A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.
Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.

Extraído do livro Bênçãos de Amor
Autores Diversos 
 Psicografia de Francisco Cândido Xavier (Meimei)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nas Orações de Natal

Rememorando o Natal,
lembramo-nos de que Jesus é 
o Suprimento Divino à Necessidade Humana.

Para o Sofrimento,
é o Consolo;
Para a Aflição,
é a Esperança;
Para a Tristeza,
é o Bom Ânimo;
Para o Desespero,
 é a Fé Viva;
Para o Desequilíbrio,
é o Reajuste;
Para o Orgulho,
é a Humildade;
Para a Violência,
é a Tolerância;
Para a Vaidade,
é a Singeleza;
Para a Ofensa,
é a Compreensão;
Para a discórdia,
é a Paz;
Para o egoísmo,
é a Renúncia;
Para a ambição,
é o Sacrifício;
Para a Ignorância,
é o Esclarecimento;
Para a Inconformação,
 é a Serenidade; 
Para a Dor,
é a Paciência;
Para a Angústia,
é o Bálsamo;
Para a Ilusão,
é a Verdade;
Para a Morte,
 é a Ressurreição.

Se nos propomos, assim, aceitar o
Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos, 
é imprescindível recordar que o seu
Apostolado não veio para os sãos e,
sim, para os antigos doentes da Terra,
entre os quais nos alistamos...
Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, 
façamos de nosso coração uma luz
que possa inflamar-se ao toque de seu 
infinito amor, cada dia, a fim de que
nossa tarefa ilumine com Ele 
a milenária estrada de nossas experiências, 
expulsando as sombras de nossos 
velhos enganos e despertando-nos 
o espírito para a glória 
imperecível da Vida Eterna.

Do livro "Os Dois Maiores Amores"
Psicografia de Francisco C. Xavier - Autores Diversos

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cantiga de Natal

 Eis o Natal brilhando novamente...
Sob as lembranças em que me aprofundo,
Revejo-te, Jesus, sobre a palha singela
No Grande Alvorecer, iluminando o mundo.
Torno a escutar os anjos e os pastores
Na divina canção que o tempo nos descerra:
- “Glória a Deus nas Alturas, paz aos homens,
Boa vontade para toda a Terra!...”
Parece-nos reter na estrela inesperada
A resposta de Deus à profecia,
Enviando às nações a Lei do Amor
Em celestes mensagens de alegria.
Os séculos passaram, muitas vezes
Vendo o império da morte em lutas fratricidas;
No entanto, quanto mais a treva surge e passa,
Mais dominas, Senhor, em nossas vidas.
Sabemos nós que a inteligência humana,
Senhoreando agora a ação de nobres gênios
Arma novo conflito em que se apaguem
Os ódios e ambições de passados milênios...
Entretanto, no mundo, o amor se estende,
O progresso do bem se espalha e avança,
Unem-se os templos para a mesma fé,
A caridade é luz de socorro e esperança.
O Natal reaparece... A Terra inteira
Renova-se ao clarão de Sol renovador.
E cantamos, Jesus, sentindo-te a presença:
- Louvado seja Deus! Bendito seja o amor!...

Maria Dolores
 Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em reunião pública da noite de  26 de setembro de 1981, em Uberaba, Minas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ORAÇAO DE DOM INÁCIO

ORAÇÃO DE DOM INÁCIO DE LOYOLA

"Tomai, Senhor, e recebei
Toda a minha liberdade,
A minha memória também.
O meu entendimento e toda
A minha vontade.
Tudo o que tenho e possuo
Vós me destes com Amor.
Todos os dons que me destes,
Com gratidão Vos devolvo.
Disponde deles, Senhor,
Segundo a Vossa vontade.
Dai-me somente o Vosso Amor,
Vossa graça.
Isso me basta.
Nada mais quero pedir.
Amém."

(Dom Inácio de Loyola)

Nota: Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Prece de Natal

Senhor Jesus!...

Ante o Natal
Que nos refaz na Terra o mais formoso dia,
Somos gratos a todos os irmãos,
Que te festejam,
Entrelaçando as mãos
Nas obras do progresso.
Vimos também trazer-te a nossa gratidão
Pela fé que acendeste
Em nosso coração.
Mas, se posso, Jesus, desejo expor-te
O meu pedido de Natal;
Falando de progresso, rogo-te, se possível,
Guiar os homens e as mulheres,
Sejam de qualquer nível,
Para que inventem, onde estejam,
Novos computadores
Que consigam contar
As crianças que vagam nos caminhos,
Sem apoio e sem lar,
E os doentes cansados e sozinhos,
Presos no espaço de ninguém,
Para que se lhes dê todo o amparo do Bem.
Auxilia, Senhor, a humana inteligência
A fabricar foguetes
Dentro de segurança que não erra,
Que possam transportar remédio,
alimento e socorro,
Onde a dor apareça atribulando a Terra.
Que o mundo te receba as bênçãos naturais
Doando mais amor aos animais,
Que nunca desampare as árvores amigas,
Não envenene os ares,
Nem tisne as fontes, nem polua os mares,
Que o ódio seja, enfim, esquecido, de todo,
Que a guerra seja posta nos museus,
Que em todos nós impere o imenso
amor de Deus.
Que o teu Natal se estenda ao mundo inteiro
E que, pensando em teu amor,
De cada amanhecer
Que todos resolvamos a fazer
Um dia novo de Natal...
E que, encontrando alguém,
Possamos repetir, tocados de alegria,
De paz, amor e luz:
Companheiro, bom dia,
Hoje também é dia de Jesus.

Maria Dolores
(Mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em reunião pública da noite de 25 de setembro de 1982, em Uberaba - MG)

Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ceia de Natal - Uma reflexão Interplanetária

Um instrutor de elevada categoria espiritual chamou certa vez a nossa atenção para um quadro terráqueo, observando o NATAL, à meia-noite.

Estava reunida opulenta família, num lauto e elegante banquete. Sobre a mesa posta, guarnecida de alva toalha de linho belga, entre flores perfumadas e candelabros policromos, enfileiravam-se as mais fortes e exóticas bebidas, de permeio a indigestas comedorias natalinas.

Dentre o que se enxergava sobre a mesa, sobressaiam nas louças frias de um necrotério, os cadáveres de leitões recheados, besuntados de banha, trazendo espetados rodelas de limão; cabritos tostados, quais mercadorias salvas de um incêndio, galinhas e perus ao forno, retorcidos, demonstrando os finais estertores de uma degola cruel; churrasco "mignon" no espetinho trabalhado com esmero.

Era de estarrecer! Quanta carnificina! Quanto sangue derramado, quanta dor e sofrimento causados aos pobres e inocentes animais.

Vibravam ainda no espaço as angustiantes lamentações que os coitadinhos dos animais deviam ter lançado violentamente aos céus, quando tiveram seus corações transpassados pelo punhal assassino do carrasco insensível.

O saudável cereal, o apreciado legume, a boa hortaliça e a suculenta fruta, apenas representam, naquela mesa, o insignificante papel de mero adorno culinário.

Quase no final do banquete, alguém, levanta a voz, e, a pretexto de prece de Natal, todos começam, de afogadilho, a invocar Jesus, para que Ele, nesse seu glorioso dia, viesse abençoar a mesa posta, aquele matadouro doméstico de IRMÃOS menos evoluídos, aliás nossos irmãos mais chegados.
Sem demora e, como por milagre, a cena mudou inteiramente. Os Espíritos presentes apreciavam a reunião de semblante triste, piedosos; alguns até choravam ante a brutal carnificina.

Após as invocações, Jesus compareceu! Sim; o Nazareno chegou! No luzidio cortejo do Mestre vinham também necessitados, esfomeados, doentes e maltrapilhos. Formou-se então, ao redor do repugnante festim, sem que disso os convivas tivessem a menor idéia, um enorme anfiteatro, abrigando milhares e milhares de entidades, permanecendo bem no centro, o grupo devorador de cadáveres, saudando e homenageando o Menino Jesus que acabava de nascer.

Jesus, o invocado, ofuscando a multidão presente pela luminosidade que d'Ele se desprendia, chegou e colocou-se em pé ante aquela turba. De semblhante profundamente amargurado e triste, de coração opresso, abençoou, não aquele infeliz ato que dera margem a tanta carnificina e dor, mas sim à inditosa família e seus convidados, implorando a Deus uma razão mais lúcida para as suas mentes.

Em seguida, ergue Jesus seu olhar plácido e indulgente e suplica ajoelhado a Deus: "Pai; Perdoa-os mais uma vez, pois ainda não chegaram a entender o não matarás... a ninguém!" 


EIS COMO ALGUNS HOMENAGEIAM O MENINO  JESUS! 

(Mensagem recebida pela Fraternidade há quase 40 anos.)
Fonte: ramatis.org.br

Imagem: Claudio Gianfardoni

Natal

"Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e
boa vontade para com os homens”.
(Lucas , 2:14).

O cântico das legiões angélicas, na Noite Divina, expressa o programa do Pai acerca do apostolado que se reservaria ao Mestre nascente.

O louvor celeste sintetiza, em três enunciados pequeninos, a plataforma do Cristianismo inteiro.
Glória Deus nas Alturas, significando o imperativo de nossa consagração ao Senhor Supremo, de todo o coração e de toda a alma.
Paz na Terra, traduzindo a fraternidade que nos compete incentivar, no plano de cada dia, com todas as criaturas.
Boa Vontade para com os homens, definindo as nossas obrigações de serviço espontâneo, uns à frente dos outros, no grande roteiro da Humanidade.
O Natal exprime renovação da alma e do mundo, nas bases do Amor, da Solidariedade e do Trabalho.
Dantes, os que se anunciavam, em nome de Deus, exibiam a púrpura dos triunfadores sobre o acervo de cadáveres e despojos dos vencidos.
Com o Enviado Celeste, que surge na Manjedoura, temos o Divino Vencedor arrebanhando os fracos e os sofredores, os pobres e os humildes para a revelação do Bem Universal.
Dantes, exércitos e armadilhas, flagelos e punhais, chuvas de lodo e lama para a conquista sanguinolenta.
Agora, porém, e um Coração armado de Amor, aberto à compreensão de todas as dores, ao encontro das almas.
Não amaldiçoa.
Não condena.
Não fere.
Fortalecem as boas obras.
Ensina e passa.
Auxilia e segue adiante.
Consola os aflitos, sem esquecer-se de consagrar o júbilo esponsalício de Caná.
Reconforta-se com os discípulos no jardim doméstico; todavia, não desampara a multidão na praça pública.
Exalta as virtudes femininas no Lar de Pedro; contudo, não menospreza a Madalena transviada.
Partilha o pão singelo dos pescadores, mas não menoscaba o banquete dos publicanos.
Cura Bartimeu, o cego esquecido; entretanto, não olvida Zaqueu, o rico enganado.
Estima a nobreza dos amigos; contudo, não desdenha a cruz entre os ladrões.
O Cristo na Manjedoura representava o Pai na Terra.
O cristão no mundo é o Cristo dentro da vida.
Natal! Glória a Deus! Paz na Terra! Boa Vontade para com os Homens!
Se já podes ouvir a mensagem da Noite Inesquecível, recorda que a Boa Vontade para com todas as criaturas é o nosso dever de sempre.

Do livro Antologia Mediúnica do Natal
Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

A Manjedoura


As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarra-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor. Sem ele, que constitui o assunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade.
Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o xintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num oceano de metralha e de sangue.
Com o Alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias, onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração, assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o veneno das doutrinas extremistas e perversoras, verificamos a onda pesada de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros vaticínios lhe pesam sobre a fronte. É que a tempestade de amargura na dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da Manjedoura... Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as fontes regeneradoras da fraternidade e da paz. Sem ele, tudo serão perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações humanos é ainda o Caminho esquecido da Humildade.

Emmanuel
 (Do livro  Antologia Mediúnica do Natal,
Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)