quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ORAÇAO DE DOM INÁCIO

ORAÇÃO DE DOM INÁCIO DE LOYOLA

"Tomai, Senhor, e recebei
Toda a minha liberdade,
A minha memória também.
O meu entendimento e toda
A minha vontade.
Tudo o que tenho e possuo
Vós me destes com Amor.
Todos os dons que me destes,
Com gratidão Vos devolvo.
Disponde deles, Senhor,
Segundo a Vossa vontade.
Dai-me somente o Vosso Amor,
Vossa graça.
Isso me basta.
Nada mais quero pedir.
Amém."

(Dom Inácio de Loyola)

Nota: Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Prece de Natal

Senhor Jesus!...

Ante o Natal
Que nos refaz na Terra o mais formoso dia,
Somos gratos a todos os irmãos,
Que te festejam,
Entrelaçando as mãos
Nas obras do progresso.
Vimos também trazer-te a nossa gratidão
Pela fé que acendeste
Em nosso coração.
Mas, se posso, Jesus, desejo expor-te
O meu pedido de Natal;
Falando de progresso, rogo-te, se possível,
Guiar os homens e as mulheres,
Sejam de qualquer nível,
Para que inventem, onde estejam,
Novos computadores
Que consigam contar
As crianças que vagam nos caminhos,
Sem apoio e sem lar,
E os doentes cansados e sozinhos,
Presos no espaço de ninguém,
Para que se lhes dê todo o amparo do Bem.
Auxilia, Senhor, a humana inteligência
A fabricar foguetes
Dentro de segurança que não erra,
Que possam transportar remédio,
alimento e socorro,
Onde a dor apareça atribulando a Terra.
Que o mundo te receba as bênçãos naturais
Doando mais amor aos animais,
Que nunca desampare as árvores amigas,
Não envenene os ares,
Nem tisne as fontes, nem polua os mares,
Que o ódio seja, enfim, esquecido, de todo,
Que a guerra seja posta nos museus,
Que em todos nós impere o imenso
amor de Deus.
Que o teu Natal se estenda ao mundo inteiro
E que, pensando em teu amor,
De cada amanhecer
Que todos resolvamos a fazer
Um dia novo de Natal...
E que, encontrando alguém,
Possamos repetir, tocados de alegria,
De paz, amor e luz:
Companheiro, bom dia,
Hoje também é dia de Jesus.

Maria Dolores
(Mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em reunião pública da noite de 25 de setembro de 1982, em Uberaba - MG)

Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ceia de Natal - Uma reflexão Interplanetária

Um instrutor de elevada categoria espiritual chamou certa vez a nossa atenção para um quadro terráqueo, observando o NATAL, à meia-noite.

Estava reunida opulenta família, num lauto e elegante banquete. Sobre a mesa posta, guarnecida de alva toalha de linho belga, entre flores perfumadas e candelabros policromos, enfileiravam-se as mais fortes e exóticas bebidas, de permeio a indigestas comedorias natalinas.

Dentre o que se enxergava sobre a mesa, sobressaiam nas louças frias de um necrotério, os cadáveres de leitões recheados, besuntados de banha, trazendo espetados rodelas de limão; cabritos tostados, quais mercadorias salvas de um incêndio, galinhas e perus ao forno, retorcidos, demonstrando os finais estertores de uma degola cruel; churrasco "mignon" no espetinho trabalhado com esmero.

Era de estarrecer! Quanta carnificina! Quanto sangue derramado, quanta dor e sofrimento causados aos pobres e inocentes animais.

Vibravam ainda no espaço as angustiantes lamentações que os coitadinhos dos animais deviam ter lançado violentamente aos céus, quando tiveram seus corações transpassados pelo punhal assassino do carrasco insensível.

O saudável cereal, o apreciado legume, a boa hortaliça e a suculenta fruta, apenas representam, naquela mesa, o insignificante papel de mero adorno culinário.

Quase no final do banquete, alguém, levanta a voz, e, a pretexto de prece de Natal, todos começam, de afogadilho, a invocar Jesus, para que Ele, nesse seu glorioso dia, viesse abençoar a mesa posta, aquele matadouro doméstico de IRMÃOS menos evoluídos, aliás nossos irmãos mais chegados.
Sem demora e, como por milagre, a cena mudou inteiramente. Os Espíritos presentes apreciavam a reunião de semblante triste, piedosos; alguns até choravam ante a brutal carnificina.

Após as invocações, Jesus compareceu! Sim; o Nazareno chegou! No luzidio cortejo do Mestre vinham também necessitados, esfomeados, doentes e maltrapilhos. Formou-se então, ao redor do repugnante festim, sem que disso os convivas tivessem a menor idéia, um enorme anfiteatro, abrigando milhares e milhares de entidades, permanecendo bem no centro, o grupo devorador de cadáveres, saudando e homenageando o Menino Jesus que acabava de nascer.

Jesus, o invocado, ofuscando a multidão presente pela luminosidade que d'Ele se desprendia, chegou e colocou-se em pé ante aquela turba. De semblhante profundamente amargurado e triste, de coração opresso, abençoou, não aquele infeliz ato que dera margem a tanta carnificina e dor, mas sim à inditosa família e seus convidados, implorando a Deus uma razão mais lúcida para as suas mentes.

Em seguida, ergue Jesus seu olhar plácido e indulgente e suplica ajoelhado a Deus: "Pai; Perdoa-os mais uma vez, pois ainda não chegaram a entender o não matarás... a ninguém!" 


EIS COMO ALGUNS HOMENAGEIAM O MENINO  JESUS! 

(Mensagem recebida pela Fraternidade há quase 40 anos.)
Fonte: ramatis.org.br

Imagem: Claudio Gianfardoni

Natal

"Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e
boa vontade para com os homens”.
(Lucas , 2:14).

O cântico das legiões angélicas, na Noite Divina, expressa o programa do Pai acerca do apostolado que se reservaria ao Mestre nascente.

O louvor celeste sintetiza, em três enunciados pequeninos, a plataforma do Cristianismo inteiro.
Glória Deus nas Alturas, significando o imperativo de nossa consagração ao Senhor Supremo, de todo o coração e de toda a alma.
Paz na Terra, traduzindo a fraternidade que nos compete incentivar, no plano de cada dia, com todas as criaturas.
Boa Vontade para com os homens, definindo as nossas obrigações de serviço espontâneo, uns à frente dos outros, no grande roteiro da Humanidade.
O Natal exprime renovação da alma e do mundo, nas bases do Amor, da Solidariedade e do Trabalho.
Dantes, os que se anunciavam, em nome de Deus, exibiam a púrpura dos triunfadores sobre o acervo de cadáveres e despojos dos vencidos.
Com o Enviado Celeste, que surge na Manjedoura, temos o Divino Vencedor arrebanhando os fracos e os sofredores, os pobres e os humildes para a revelação do Bem Universal.
Dantes, exércitos e armadilhas, flagelos e punhais, chuvas de lodo e lama para a conquista sanguinolenta.
Agora, porém, e um Coração armado de Amor, aberto à compreensão de todas as dores, ao encontro das almas.
Não amaldiçoa.
Não condena.
Não fere.
Fortalecem as boas obras.
Ensina e passa.
Auxilia e segue adiante.
Consola os aflitos, sem esquecer-se de consagrar o júbilo esponsalício de Caná.
Reconforta-se com os discípulos no jardim doméstico; todavia, não desampara a multidão na praça pública.
Exalta as virtudes femininas no Lar de Pedro; contudo, não menospreza a Madalena transviada.
Partilha o pão singelo dos pescadores, mas não menoscaba o banquete dos publicanos.
Cura Bartimeu, o cego esquecido; entretanto, não olvida Zaqueu, o rico enganado.
Estima a nobreza dos amigos; contudo, não desdenha a cruz entre os ladrões.
O Cristo na Manjedoura representava o Pai na Terra.
O cristão no mundo é o Cristo dentro da vida.
Natal! Glória a Deus! Paz na Terra! Boa Vontade para com os Homens!
Se já podes ouvir a mensagem da Noite Inesquecível, recorda que a Boa Vontade para com todas as criaturas é o nosso dever de sempre.

Do livro Antologia Mediúnica do Natal
Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

A Manjedoura


As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarra-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor. Sem ele, que constitui o assunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade.
Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o xintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num oceano de metralha e de sangue.
Com o Alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias, onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração, assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o veneno das doutrinas extremistas e perversoras, verificamos a onda pesada de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros vaticínios lhe pesam sobre a fronte. É que a tempestade de amargura na dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da Manjedoura... Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as fontes regeneradoras da fraternidade e da paz. Sem ele, tudo serão perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações humanos é ainda o Caminho esquecido da Humildade.

Emmanuel
 (Do livro  Antologia Mediúnica do Natal,
Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Anjos Guardiães


Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.
Imagem: Takaki
Obs: Ao reproduzir o texto, favor citar autor e a fonte.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A Lição da Borboleta


"Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.


Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. 
Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente.
Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la,  porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. 
Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. 
Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Eu pedi forças...
e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte. 
Eu pedi sabedoria...
e Deus deu-me problemas para resolver. 
Eu pedi prosperidade...
e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem...
e Deus deu-me obstáculos  para superar.
Eu pedi AMOR
e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores...
e Deus deu-me oportunidades. 
Eu não recebi nada do que pedi...
mas eu recebi tudo de que precisava."

Autor: Desconhecido
Imagem: By AntjeDarling

Nasceste


“Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possui os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,
nem mais, nem menos, mas o justo para tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para tua realização.
Teus parentes, amigos são almas que atraístes,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino esta constantemente sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atividades...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada terrena.
Não reclames nem te faças de vitima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança esta em tuas mãos.
Reprograme tua meta, busque o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer
um novo fim.”

Francisco Candido Xavier

A Violeta

Havia num bosque isolado uma bonita violeta que vivia satisfeita entre suas companheiras.
    Certa manhã, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela, 
radiante e orgulhosa. Gemeu a violeta, 
dizendo: "Pouca sorte tenho eu entre as flores! 
Humilde o meu destino! 
Vivo pegada à terra, e não posso só levantar a face ao sol como fazem as rosas."
     A natureza ouviu, e disse à violeta:
 "Que te aconteceu, filhinha? 
As vãs ambições apoderaram-se de ti?
     - "Suplico-te, ó Mãe poderosa", disse a violeta. 
"Transforma-me numa rosa, por um dia só que seja."
     - "Tu não sabes o que estás pedindo", retrucou a natureza. 
"Ignoras o que se esconde de infortúnios atrás das aparentes grandezas."
     - "Transforma-me numa rosa esbelta e alta", insistiu a violeta. 
"E tudo o que me acontecer será a conseqüência 
dos meus próprios desejos e aspirações."

     A natureza estendeu a mão mágica, e a violeta tornou-se uma rosa suntuosa.

     Na tarde daquele dia, o céu escureceu-se, 
e os ventos e a chuva devastaram o bosque. 
As árvores e as rosas foram abatidas. 
Somente as humildes violetas escaparam ao massacre. 
E uma delas, olhando em volta de si, 
gritou às companheiras: 
"Hei, vejam o que a tempestade 
fez das grandes plantas que se levantavam 
com orgulho e impertinência."

     Disse outra: 
"Nós nos apegamos à terra; mas escapamos à fúria dos furacões."

     Disse uma terceira: 
"Somos pequenas e humildes; mas as tempestades nada podem contra nós."


     Então a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido 
violeta, estendida no chão como morta. E disse:
     - "Vejam e meditem, minhas filhas, sobre a sorte da violeta 
que as ambições iludiram. 
Que seu infortúnio lhes sirva de exemplo!"
     Ouvindo estas palavras, a rosa agonizante estremeceu e,
 apelando para todas as suas forças, disse com voz entrecortada:
     - "Ouvi, vós, ignorantes, satisfeitas, covardes. 
Ontem, eu era como vós, humilde e segura. 
Mas a satisfação que me protegia também me limitava.
 Podia continuar a viver como vós, pegada à terra, 
até que o inverno me devolvesse em sua
 neve e me levasse para 
o silêncio eterno sem que soubesse dos segredos 
e glórias da vida mais do que as inúmeras 
gerações de violetas, desde que houve violetas. 
Mas escutai no silêncio da noite e ouvi o 
mundo superior dizer a este mundo: 
O alvo da vida é atingir o que há além da vida. 
Pedi então à natureza - que nada mais é do 
que a exteriorização de nossos sonhos invisíveis -
 'transforma-me em rosa'. 
E a natureza acedeu ao meu desejo.
     "Vivi uma hora como rosa. 
Vivi uma hora como rainha. 
Vi o mundo pelos olhos das rosas. 
Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. 
Acariciei a luz com as pétalas das rosas. 
Pode alguma de vós vangloriar-se de tal honra?
 Morro agora, levando na alma o que nenhuma
 violeta jamais experimentara. 
Morro sabendo o que há atrás dos horizontes 
estreitos onde nascera, 
por que é esse o alvo da vida."

Khalil Gibran Khalil

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


"Tu pouco dás
quando dás de tuas posses.
É quando dás de ti próprio 
que realmente estás dando.
É belo dar quando solicitado; 
é mais belo ainda dar 
quando não solicitado; 
dar por haver apenas compreendido".

Gibran Khalil Gibran 
Imagem: Josephine Wall