terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Como âmbar junto ao almiscar
teu espírito se mesclou
junto com meu espírito,
tudo que te alcança
também me alcança;
por isso tu és eu
e nada nos separa.

Al Hallay
Imagem: Josephine Wall

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Nada acontece por acaso

Nada acontece por acaso
não existe sorte.
Há um significado por detrás
de cada pequeno ato.
Talvez não possa ser visto
com clareza imediatamente,
mas sê-lo-á antes que passe
muito tempo.

Richard Bach

domingo, 5 de dezembro de 2010


Houve um tempo em que
eu era um homem e ela, uma mulher.
Mas, nosso Amor cresceu,
até não existir mais
nem ela nem eu;
Lembro-me apenas, vagamente,
que antes éramos dois 
e que o Amor, intrometendo-se,
tornou-nos um só.

Poema Persa 
Imagem: Josephine Wall

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


"Nós seres humanos, estamos na
natureza para auxiliar o progresso
dos animais, na mesma proporção
que os anjos estão para nos auxiliar.
Portanto quem chuta ou maltrata um
animal é alguém que não aprendeu a
amar"


Chico Xavier

Janelas na Alma


O sentimento e a emoção normalmente se transformam em lentes que coam os acontecimentos, dando-lhes cor e conotação próprias.
De acordo com a estrutura e o momento psicológico, os fatos passam a ter a significação que nem sempre corresponde à realidade.
Quem se utiliza de óculos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz.
Variando a cor das lentes, com tonalidade correspondente desfilarão diante dos olhos as cenas.
Na área do relacionamento humano, também, as ocorrências assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas.
É urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em relação com eles.
Uma atitude sensata é um abrir de janelas na alma, a fim de bem observar os sucessos da vilegiatura humana.
De acordo coma a dimensão e o tipo de abertura, será possível observar a vida e vivê-la de forma agradável, mesmo nos momentos mais difíceis.
Há quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impressões negativas, facultando a usança de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclamação.
Coloca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu séqüito de ocorrências.
O amor te facultará ampliar o círculo de afetividade, abençoando os teus amigos com a cortesia, os estímulos encorajadores e a tranqüilidade.
A bondade irrigará de esperança os corações ressequidos pelos sofrimentos e as emoções despedaçadas pela aflição que se te acerquem.
O perdão constituirá a tua força revigoradora colocada a benefício do delinqüente, do mau, do alucinado, que te busquem.
A ternura espraiará o perfume reconfortante da tua afabilidade, levantando os caídos e segurando os trôpegos, de modo a impedir-lhes a queda, quando próximos de ti.
As janelas da alma são espaços felizes para que se espraie a luz, e se realize a comunhão com o bem.
Colocando os santos óleos da afabilidade nas engrenagens da tua alma, descerrarás as janelas fechadas dos teus sentimentos, e a tua abençoada emoção se alongará, afagando todos aqueles que se aproximem de ti, proporcionando-lhes a amizade pura que se converterá em amor, rico de bondade e de perdão, a proclamarem chegada a hora de ternura entre os homens da Terra. 



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1990.

No Momento Exato


Como é impossível ao corpo manter-se sem o sangue, também a alma não viverá em paz sem o combustível da fé.
A fé constitui o elemento basilar para a sustentação da vida digna e realizadora.
Da mesma forma que o corpo não pode subsistir sem o alimento, o Espírito não consegue manter-se em equilíbrio sem a força da oração.
O alimento é secundário ao organismo, que o prescinde, momentaneamente, a fim de reequilibrar-se e manter a saúde, enquanto que, sem a prece, o ser espiritual se aturde e entorpece.
O homem está predestinado a dominar os instintos, vencendo as paixões que o agrilhoam à infelicidade, colocando-se a serviço do bem que lhe corresponde. Para consegui-lo, faz-se-lhe indispensável a coragem da fé, porquanto a covardia que o impede de tomar as decisões enobrecedoras é mais perigosa e violenta do que outras imperfeições que o assinalam, de certo modo, conseqüências dela.
A oração constitui a força mais eficaz para vencer tal impedimento - o medo - e atirar-se com valor na conquista dos objetivos para os quais se encontra no mundo.
Os grandes homens atingiram as metas a que se propunham, impulsionados pela fé que resultava da sua identificação com o bem. E a comunhão pela prece sempre lhes foi o alimento para sustentá-los nos momentos mais graves e cruciais da existência.
Certamente, outros tantos se arremeteram nas batalhas do crime e da destruição, guindados pelo egoísmo e pelo medo às situações de agressividade e loucura em que se exauriram.
Atormentados, odiaram e foram odiados; perseguiram e terminaram vencidos.
Os homens de fé em Deus sofreram, é certo, porém não impuseram sofrimentos a ninguém; amaram e deixaram rastros luminosos, clareando o roteiro daqueles que também amam e lhes seguem os exemplos e os passos.
E inadiável se eleja, entre o bem e o mal, o que é de melhor para a vida: mais profícuo, salutar, aprazível e pacificador.
Através da oração, será fácil discernir, escolher e adotar qual o caminho mais seguro e feliz.
A prece autêntica, aquela que brota do coração buscando Deus, a Ele se entregando, torna-se um escudo de segurança, de defesa, uma proteção contra os elementos perniciosos que vigem interiormente no homem ou que vêm de fora, tentando agredi-lo.
Só aparentemente se pode vencer um homem de fé, um homem que ora. Nunca, porém, se conseguirá dominá-lo. Ele é sempre livre e está sempre em paz. Nada o perturba, porque não teme a nada, a nada ambiciona, somente anelando por alcançar a perfeição.
A prece é a salvação da vida. Sem ela o homem enlouquece.
Quando estejas cercado de dificuldades e agressões, não vendo possibilidade alguma de chegar-te o socorro a tempo, ora, entregando-te a Deus, e a salvação te alcançará de Cima, no momento exato. 

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1988.
Imagem: Josephine Wall

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Cada dia que amanhece assemelha-se
a uma página em branco, na qual
gravamos os nossos pensamentos, ações
 e atitudes.
Na essência, cada dia
é a preparação de nosso
 próprio amanhã."

Psicografia de Francisco C. Xavier.
Livro:- Indicações Do Caminho.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Afeições

O amor não é cego.
Vê sempre as pessoas queridas
tais quais são
e as conhece, na intimidade,
mais do que os outros.
Exatamente por dedicar-lhes
imenso carinho,
recusa-se a registrar-lhes
os possíveis defeitos,
porquanto sabe amá-las
mesmo assim.



Francisco Cândido Xavier 
 Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Imagem: Josephine Wall

AMIGO INGRATO













Esmola e Caridade

Escusam-se muitos de
 não poderem ser caridosos,
alegando precariedade de bens,
 como se a caridade se
reduzisse a dar de comer
aos famintos,
dar de beber aos sedentos,
 vestir os nus e proporcionar
um teto aos desabrigados.
Além dessa caridade,
de ordem material,
outra existe - a moral,
que não implica o
gasto de um centavo sequer e,
não obstante,
é a mais difícil de ser praticada.
Exemplos? Eis alguns:
Seríamos caridosos se,
fazendo bom uso de nossas
forças mentais, vibrássemos ou orássemos
diariamente em favor
de quantos saibamos acharem-se
enfermos,
tristes ou oprimidos,
sem excluir aqueles
 que porventura se
considerem nossos inimigos.

Seríamos caridosos se, em
determinadas situações,
nos fizéssemos intencionalmente
 cegos para não vermos o
sorriso desdenhoso ou o
gesto disprezivo de
 quem se julgue superior a nós.

Seríamos caridosos se,
com sacrifício de nosso
valioso tempo,
fôssemos capazes de ouvir,
 sem enfado, o infeliz
que nos deseja confiar
 seus problemas íntimos,
embora sabendo
de antemão nada podermos
 fazer por ele, senão
 dirigir-lhe algumas
 palavras de carinho e
 solidariedade.

Seríamos caridosos se,
ao revés,
soubéssemos fazer-nos
momentâneamente
surdos quando alguém,
habituado a escarnecer
 de tudo e de todos, nos
atingisse com expressões
irônicas ou zombeteiras.
Seríamos caridosos se,
 disciplinando nossa
 língua, só nos referíssemos
ao que existe de bom nos seres
e nas coisas, jamais passando
adiante notícias que, mesmo
sendo verdadeiras, só sirvam
 para conspurcar a honra ou
abalar a reputação alheia.
Seríamos caridosos se,
embora as circunstâncias
 a tal nos induzissem, não
 suspeitássemos mal de
nossos semelhantes,
abstendo-nos de expender
qualquer juízo apressado e
 temerário contra eles, mesmo
 entre os familiares.
Seríamos caridosos se,
percebendo em nosso irmão um
intento maligno, o
 aconselhassemos
 a tempo, mostrando-lhe o erro
e despersuadindo o de o levar a
 efeito.
Seríamos caridosos se,
 privando-nos, de vez em
 quando, do prazer de um
 programa radiofônico ou
de T.V. de nosso agrado,
visitássemos pessoalmente
aqueles que, em leitos
 hospitalares ou de sua
residência, curtem
 prolongada doença
e anseiam por um pouco
 de atenção e afeto.
Seríamos caridosos se,

embora essa atitude pudesse
 prejudicar nosso interesse pessoal,
tomássemos, sempre, a defesa do
fraco e do pobre, contra a
 prepotência do forte e a
usura do rico.
Seríamos caridosos se,
mantendo permanentemente
uma norma de proceder sereno
 e otimista, procurássemos
criar em torno de nós uma
atmosfera de paz, tranquilidade
e bom humor.
Seríamos caridosos se,
vez por outra,
endereçássemos uma palavra
de aplauso e de estimulo às
 boas causas e não procurássemos,
ao contrário, matar a fé
e o entusiasmo daqueles
 que nelas se acham empenhados.

Seríamos caridosos se deixássemos
de postular qualquer
 benefício ou vantagem,
desde que verificássemos
 haver outros direitos mais
 legítimos a serem atendidos
 em primeiro lugar.

Seríamos caridosos se,
vendo triunfar aqueles
 cujos méritos sejam
 inferiores aos nossos,
 não os invejássemos
e nem lhes desejássemos
mal.

Seríamos caridosos se
não desdenhássemos
 nem evitássemos os de
 má vida, se não temêssemos
 os salpicos de lama que os
cobrem e lhes estendêssemos
 a nossa mão amiga,
ajudando-os a levantar-se
e limpar-se.

Seríamos caridosos se,
 possuindo alguma parcela
 de poder, não nos
deixássemos tomar
pela soberba, tratando,
 os pequeninos de condição,
 sempre com doçura e urbanidade,
 ou, em situação inversa,
soubéssemos tolerar,
sem ódio, as impertinências
 daqueles que ocupam
melhores postos na
aisagem social.

Seríamos caridosos se,
 por sermos mais inteligentes,
não nos irritássemos com
 a inépcia daqueles que
nos cercam ou nos servem.

Seríamos caridosos se
 não guardássemos
 ressentimento daqueles
 que nos ofenderam ou
 prejudicaram, que feriram
 o nosso orgulho ou roubaram
a nossa felicidade,
perdoando-lhes
de coração.

Seríamos caridosos se
reservássemos nosso
rigor apenas para nós
 mesmos, sendo
pacientes e tolerantes
 com as fraquezas e
imperfeições daqueles
com os quais convivemos,
no lar, na oficina de
 trabalho ou
 na sociedade.

E assim,
dezenas ou
 centenas de outras
circunstâncias poderiam
 ainda ser lembradas,
em que, uma amizade
sincera, um gesto
fraterno ou uma simples
 demonstração de
simpatia, seriam
expressões inequívocas
 da maior de
 todas as
virtudes.

Nós, porém,
 quase não nos
apercebemos dessas
 oportunidades que se
 nos apresentam,
 a todo instante, para
 fazermos a caridade.
Porquê?
É porque esse tipo
de caridade não transpõe
as fronteiras de nosso
mundo interior,
não transparece,
não chama a atenção,
nem provoca glorificações.
Nós traímos,
empregamos a violência,
 tratamos ou outros com leviandade,
 desconfiamos,
 fazemos comentários de má fé,
 compartilhamos do
erro e da fraude,
mostramo-nos intolerantes,
 alimentamos ódios,
praticamos vinganças,
fomentamos intrigas,
espalhamos inquietações,
desencorajamos iniciativas nobres,
 regozijamo-nos com a impostura,
 prejudicamos interesses alheios,
 exploramos os nossos semelhantes,
 tiranizamos subalternos e familiares,
desperdiçamos fortunas
no vício e no luxo,
transgredimos, enfim,
todos os preceitos da Caridade,
 e, quando cedemos
 algumas migalhas do
 que nos sobra ou prestamos
 algum serviço, raras vezes
agimos sob a inspiração do
 amor ao próximo, via de regra
 fazemo-lo por mera ostentação,
 ou por amor a nós mesmos,
isto é, tendo em mira o
 recebimento de recompensas
 celestiais.
Quão longe estamos
de possuir a verdadeira caridade!
egoístas e miseravelmente
desprovidas de espírito
 de renúncia para praticá-la.

Mister se faz, porém,
 que a exercitemos, que
aprendamos a dar ou sacrificar
 algo de nós mesmos em
benefício de nossos
 semelhantes, porque
"a caridade é o cumprimento
 da Lei."

Fonte: Calligaris, Rodolfo. Da obra: As Leis Morais.
8a edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB, 1998.
Josephine Wall