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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

MEU PAI, MEU HERÓI

 
MEU PAI, MEU HERÓI

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada.
Um dia, quando você me ergueu nos braços, elevando-me acima da sua cabeça, descobri que você queria que eu percebesse o mundo de um ponto de vista muito abrangente.

Quando comecei a ensaiar meus primeiros passos, com a musculatura das pernas ainda frágil, você me sustentou segurando-me a mão, e entendi que você não desejava me carregar no colo para sempre: queria que eu andasse com as próprias pernas.
Quando entrei em casa pela primeira vez, ofegante, me queixando dos amigos, você disse para eu me acertar com eles, e compreendi que deveria assumir a responsabilidade pelos meus próprios atos.

Quando trouxe para casa minha primeira lição e você se sentou ao meu lado, orientando-me, mas não fez a lição para mim, entendi que você desejava que o aprendizado fosse uma conquista minha.

No dia em que alguns objetos alheios foram parar em minha mochila escolar, você, sem me ofender, me pediu para devolver ao legítimo dono, e compreendi que você queria fazer de mim uma pessoa honesta.
Quando, um dia, meus amigos saíram da sala e tracei alguns comentários maldosos sobre eles, e você me disse que não devemos falar mal das pessoas ausentes, aprendi as lições da sinceridade e do respeito.

Nos momentos difíceis, você estava sempre ao meu lado para me apoiar, e nas horas alegres não me faltou o seu abraço para compartilhar.
Quando fraquejei diante do primeiro embate da vida, você me falou de coragem...
Quando chorei as lágrimas provocadas pelo primeiro sofrimento, você me falou de resignação...
Quando desejei fugir dos compromissos que se apresentavam, você me falou de responsabilidade...

Quando pensei em mentir para um amigo, você me falou de fidelidade...
Quando senti em minha alma os açoites dos primeiros vendavais, você me falou de flexibilidade, e aprendi a me dobrar para não quebrar, como o pequeno ramo verde faz diante dos golpes do vento.

Quando você pressentiu em meu olhar a insinuação da vingança, me falou do perdão...
Quando desejei salvar o mundo, nos ardentes dias da juventude, você me ensinou a moderação e o bom senso.
Quando quis me submeter aos modismos do grupo, você me falou de liberdade.
Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo...
Assim, meu pai, desejo dizer que você sempre foi meu herói, meu amigo, meu grande mestre, meu companheiro de caminhada...

Você foi firme, quando era de firmeza que eu precisava...
Você foi terno, quando era de ternura que eu necessitava... Você foi lúcido, quando era de lucidez que eu precisava...
Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada...

Hoje, bem, hoje eu sei claramente o que estou fazendo aqui, porque você, meu pai, fez mais que apenas me orientar, você caminhou ao meu lado muitas vezes, me seguiu de perto outras tantas, e andou à minha frente muitas outras, deixando rastros de luz, como diretrizes seguras que eu pudesse seguir.

Hoje eu sei muito bem o papel que me cabe na construção de um mundo melhor, porque isso eu aprendi com você, meu grande e admirado amigo...
E quando eu vejo tantos jovens perdidos, sem rumo e sem esperança, vagando entre a violência e a morte, eu peço a Deus por eles, porque é bem possível que não tenham tido a felicidade de ter um pai como você...
E peço a Deus por você, papai, meu grande amigo.


Redação do Momento Espírita.
Imagem.: Do próprio Site
Fonte.: Site Mensagem Espírita: http://www.mensagemespirita.com.br

O HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos do SITE MENSAGEM ESPÍRITA pela mensagem que iluminou este espaço de aprendizagem e encontros sagrados.



terça-feira, 29 de julho de 2014

FIDELIDADE DE DEUS


Houve, em tempos passados, uma localidade denominada Sebastes. Situava-se entre a Judeia e a Síria. Foi ali que quarenta legionários da Décima Segunda legião romana deram sua vida por amor à verdade.

Presos por professarem o Cristianismo, os quarenta jovens marcharam saindo da cidade, escoltados por outros tantos soldados.
À frente se desenhava o lago de águas tristes e frias. O sol se afundava na direção do poente e o vento soprava gelado.

Os tambores soavam, ditando o ritmo da marcha. E os prisioneiros foram entrando no lago. Um passo, dois, três, dez, vinte. Os pés foram agitando a água e eles entrando mais e mais. Só ficaram as cabeças descobertas fora d’água.
Os superiores haviam lhes decretado uma terrível forma de morrer. Ali parados, impassíveis e silenciosos, iriam morrer enregelados.

As luzes do crepúsculo se envolveram num manto dourado e se retiraram, deixando que a noite se apresentasse com seu cortejo de estrelas.
Ao redor do lago, nas margens, familiares e amigos oravam silenciosos. E silenciosos permaneciam os jovens dentro d’água.

Então, em nome de César, falou um oficial. Eles eram jovens e, levando em conta a sua inexperiência, seriam perdoados se jurassem fidelidade aos deuses protetores do Império.

Era tudo muito simples. Bastaria queimar algumas ervas, perante o improvisado altar a Júpiter Olímpico, na outra margem.
Dentro do lago, nem um mínimo movimento. O ar foi se fazendo mais frio e uma névoa começou a se erguer das águas.

Os guardas acendiam fogueiras nas margens, batiam as mãos, andavam para se aquecer. Mas os quarenta legionários permaneciam imóveis.
Então, eles começaram a cantar e mais forte do que o vento, o hino se ergueu como um grito vitorioso.

Era como uma cascata de esperanças feita de fé, ternura e renúncia.
Um a um, no transcorrer das horas, aquelas chamas foram se apagando na Terra, para tremeluzirem na Espiritualidade.

Quando nasceu o dia, somente um vivia. Um guarda se aproximou de uma mulher e lhe disse que seu filho vivia. Como ele vivera até então, teria sua vida poupada. Que ela o retirasse das águas e, em nome dele, oferecesse sacrifício aos deuses romanos.

Nunca. Foi a resposta dela. Se ele consciente não o fez, como poderia me aproveitar da sua agonia para traí-lo?
Firmemente, avançou para as águas e ali esteve com o filho até que o coração dele parasse de bater. Depois, apertando-o firmemente nos braços, tomou o seu corpo e o veio depositar aos pés do oficial da guarda.

* * *
Há mais de dois mil anos, na Judeia, um homem amou e morreu por muito amar. A maravilhosa fé que soube despertar teve o poder de modificar vidas.
A Sua voz convidava para viver a verdadeira vida, a vida que se desdobra para além da morte.
Dentre os Seus ensinos, lembramos: Quem perseverar até o fim, este será salvo.
Quem crer em mim, mesmo morto viverá.
A Sua mensagem atravessou os séculos e permanece viva até hoje, estabelecendo diretrizes seguras aos Seus seguidores.
A Sua é a mensagem do amor, da fé, da fidelidade até o fim.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXVIII, do livro A esquina de pedra, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O clarim. Em 16.12.2011.

HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece os irmãos DO SITE MOMENTO ESPÍRITA pelo texto que iluminou este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite o autor e a fonte. Obrigada. Hospital Espiritual do Mundo.

NOTA.: As imagens usadas neste site foram tiradas da net sem autoria das mesmas. Caso alguém conheça o autor das imagens, agradeceremos se nos for comunicado, para que possamos conferir os devidos créditos. Grata, Esperança.

domingo, 27 de julho de 2014

A SÍNDROME DO ORGULHO FERIDO - MELINDRE

A Síndrome do Orgulho Ferido - Melindre
Francisco Aranda Gabilan


Melindre Originariamente, um simples e comum substantivo masculino, com o sutil significado de ser a delicadeza no trato, cuidado extremo em não magoar ou ofender por palavras ou obras.
É o que dizem os dicionários... 
Mas, curiosamente, no dia a dia de relação entre as pessoas, há mais significados, dependendo da ótica de quem o analisa. Se a visão é de quem provocou o melindre em alguém, fala mais alto seu sentido menor: suscetibilidade exagerada, escrúpulo, com profunda significação como agente das crises da sociedade humana. Se a visão é de quem se melindrou, o “paciente” liga tal sentimento a uma “justa” indignação, à injustiça e à ingratidão alheias, com uma acentuada pitada de sentimento melodramático de auto-piedade, de vítima. 

Entretanto, sem rebuscamentos, sem volteios, sem rodeios e sem metáforas, melindre quer dizer mesmo orgulho ferido, egoísmo contrariado, vez que não há um autor sequer consultado e que se propõe analisar a questão fora os dicionários que não afirme peremptoriamente que o melindre não seja um sentimento filho direto do orgulho, usando da síntese de um ilustre espírito-espírita.

Tenhamos presente que uma célula da sociedade humana das mais representativas é a casa espírita, onde, lastimavelmente, também grassam interesses pessoais, desejos de destaque, arroubos de sabedoria, vaidades e tantos outros sentimentos iguais. Daí porque, quando menos se espera, surge o melindre... 

É o médium que não se conforma com a análise direta feita por companheiros estudiosos, quando ele, ao receber os Espíritos, bate os pés, as mãos, fala alto demais, repetitivamente, com linguagem às vezes inadequada, etc. Melindra-se e não aceita as observações e conselhos, retirando-se do trabalho ou isolando-se na crítica à casa e seus dirigentes. É o expositor que não cumpre os horários, nem o programa, que desvia sempre do assunto da palestra ou da aula, descambando para análises outras, não raro pessoais ou sem importância doutrinária, e que não aceita as recomendações da direção de manter-se fiel ao programa ou à conduta em classe ou na tribuna, melindrando-se com facilidade, afirmando que “nessa etapa da vida” não está mais para ouvir críticas “especialmente de quem sabe menos e é muito mais moço...” É o dirigente de área na casa que se julga auto-suficiente em tudo e não aceita conselhos e recomendações para melhoria do setor, ameaçando retirar-se, entregar o cargo, exigindo se promova reunião de diretoria para ouvir suas reclamações. É o diretor que tem sua proposição refugada e se sente desprestigiado, desaparecendo das reuniões e das assembléias. É até mesmo o doador de donativos, cujo nome foi omitido nos agradecimentos, magoando-se e fugindo a novas colaborações.

E assim por diante... 
O que se ouve, em todos os exemplos citados, é mais ou menos o seguinte: “Não entendo o porquê de tanta injustiça comigo, tanta ingratidão... logo eu, que tanto fiz, que tanto dei de mim, que tanto ajudei...”, seguido de lamentações e, não raro, até de choro, entremeado de rasgos de vítima do mundo e de todos. 

O erro está, neste caso, em o melindrado esperar (e até exigir) gratidão de todos pelo trabalho que ele desenvolveu na Casa, confundindo obrigações com favores. Ora, obrigações não implicam de modo algum em gratidão, muito especialmente se levando em conta que quem as assume, o faz livremente. Daí, quando contrariado, ferido em seu orgulho pessoal, julga-se vítima de ingratidão, de injustiça... e ameaça retirar-se, quando não se esquiva definitivamente.

Um lembrete rápido para reflexão: Jesus houvera curado dez leprosos numa única tarde; mas, quantos deles se detiveram para agradecer-lhe? Apenas um! Quando o Cristo voltou-se para seus discípulos e perguntou-lhes onde estariam os outros nove curados, todos já tinham desaparecido, sem sequer um agradecimento. E daí: Jesus se melindrou, desistiu da tarefa, julgou-os ingratos? Para pensar! 
Há mais uma agravante no fato que envolve o trabalhador descuidado: o melindre “propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral. Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.” (...) “Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente. Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.” 

Assiste razão integral ao preclaro Irmão X , a afirmar que “os melindres pessoais são parasitos destruidores das melhores organizações do espírito. Quando o disse-me-disse invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual.”

Ouçamos, afinal, todos nós, trabalhadores da seara espírita, os simplíssimos mas altamente judiciosos e adequadíssimos conselhos de André Luiz, na cartilha de boa condução moral chamada Sinal Verde , assim vazados: 

“Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração. 
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja. 
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente. 
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estuda-la. 

Melindres arrasam as melhores plantações de amizades. 
Quem reclama, agrava as dificuldades. 
Não cultive ressentimentos. 
Melindrar-se, é um modo de perder as melhores situações. 
Não se aborreça, coopere. 
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro”. 

Contra os vermes corrosivos do egoísmo, da vaidade e do orgulho (ferido ou não!), recomenda-se o uso do antisséptico da Boa Nova, distribuído altruisticamente por Jesus, quando nos exorta: Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos. 


TÍTULO.: A Síndrome do Orgulho Ferido - Melindre 
Por.: Francisco Aranda Gabilan (fagabilan@uol.com.br)

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sábado, 26 de julho de 2014

APENAS UM LEMBRETE

 APENAS UM LEMBRETE

Lembre-se que você é um Espírito imortal vivendo breve experiência num corpo físico.
Lembre-se que seu corpo é feito de matéria e, como tal, sofre o desgaste natural como tudo o que é matéria. Mas esse desgaste não atinge o Espírito.

Assim, quando você perceber que a sua pele está enrugando, lembre-se de que esse é um fenômeno que não alcança o Espírito.
Enquanto a sua pele enruga, seu Espírito pode ficar ainda mais radiante e mais iluminado.
Você não pode deter os segundos, nem evitar que se transformem em anos.

Não pode impedir que o seu cabelo caia ou se torne branco, mas isso não deve ser motivo para levar embora a vitalidade da sua alma imortal.
Sua esperança jamais poderá estar atrelada à sua forma física, pois o ser pensante que você é, é o mais importante e sobreviverá por toda a eternidade.
Sua força e sua vitalidade independem da sua idade.
Seu Espírito é o agente capaz de espanar a poeira do tempo.
Lembre-se de que você não é um corpo que tem um Espírito, é um Espírito temporariamente vivendo num corpo físico.

Chegará o dia que você encontrará uma linha de chegada e perceberá que logo à frente há outra linha de partida...
A vida é feita de idas e vindas... Partidas e chegadas.
Um dia você terá que abandonar esse corpo, mas jamais abandonará a vida...

Lembre-se que cada dia é uma oportunidade de viver e viver bem.
Se acontecer de cometer um engano, não detenha o passo, siga em frente pois logo adiante encontrará outro desafio...
A vida é feita de desafios... Vencemos uns, somos vencidos por outros, mas não podemos deter o passo.
E o maior de todos os desafios é vencer a si mesmo, usando a razão para não se deixar dominar por vícios e prazeres excessivos e prejudiciais.

Importante é não perder tempo vivendo de lembranças amargas e fotografias pela metade, amarelas e empoeiradas...
O dia mais importante é o dia de hoje... E hoje você tem a oportunidade de reescrever a sua história... Conhecer novas paisagens... Colecionar imagens de cores vivas.

Lembre-se que você é um Espírito feito de luz e a luz sempre pode suplantar as trevas... por mais densas que sejam.
O importante é que jamais detenha o passo...

Se as forças físicas não lhe permitem mais correr como antes, ande depressa.
Se algo o impedir de andar depressa, caminhe lentamente, mas siga em frente.
E, se por algum motivo, não puder mais caminhar sem apoio, use bengalas, muletas, cadeira de rodas. Mas vá em frente...
E se, um dia, você não puder mais movimentar seu corpo para continuar andando, voe com o pensamento.

Seu pensamento nada e ninguém poderá deter.
Você é livre para pensar, para aprender, para alcançar os céus em busca de esperança e paz.
O essencial é que você não pare nunca...

Deus não criou você para a derrota. Deus criou você para a vitória, para a felicidade plena. E essa conquista é a parte que lhe cabe.
Este é apenas um lembrete pois, um dia, um Sublime Alguém já nos disse tudo isso e nós esquecemos.
Esquecemos que Ele saiu do corpo mas jamais saiu da vida...

O Seu suave convite ainda paira no ar: Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-Me.
Esquecemos que Ele afirmou com convicção e firmeza: Nenhuma das ovelhas que o Pai Me confiou se perderá.

Eu sou uma de Suas ovelhas e você também é. Não importa a que religião você pertença. Não importa a que religião eu pertença.
Somos as ovelhas que o Criador confiou ao Sublime Pastor da Galileia, para que Ele nos ensine o caminho que nos conduzirá à felicidade plena.

* * *

Este é apenas um lembrete... que você pode até desconsiderar...
Mas uma coisa é certa: você não deixará de existir, como Espírito imortal que é e não evitará os percalços e as lições da caminhada, porque você, você é filho da Inteligência Suprema do Universo...
Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

A MISERICÓRDIA ELEVA A ALMA!

A Misericórdia eleva a Alma!
Francisco Rebouças

Bem-aventurados os que são misericordiosos,porque obterão misericórdia.
(S. MATEUS, cap. V, v. 7.)

Em sua sabedoria de Espírito Puro, Jesus, Modelo e Guia da humanidade, ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos.
Importante lição podemos haurir das palavras de Jesus, em resposta ao apóstolo Pedro, sobre o conhecer e o não praticar os ensinamentos cristãos conforme segue:

“— Senhor: que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam”?
Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:
— Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!”(1)
É, dessa forma, no labor do bem e no enfrentamento de nossas dificuldades intimas, que progredimos e desenvolvemos as virtudes latentes em nosso interior, a espera que nos decidamos por cultivá-las no exercício constante da caridade para com o próximo e para com a vida.

Em o Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos as claras explicações sobre esse nobre sentimento, que precisamos urgentemente desenvolver a benefício do nosso crescimento espiritual, na busca da implantação do Reino de Deus entre os homens o mais depressa possível, conforme abaixo descrito:
“A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. “Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.” (2)

O benfeitor Emmanuel nos afirma que: “Espiritismo, restaurando o Cristianismo, é universidade da alma”. Nesse sentido, vale recordar que Jesus, o Mestre por excelência, nos ensinou, acima de tudo, a viver construindo para o bem e para a verdade, como a dizer-nos que a chama da cabeça não derrama, a luz da felicidade sem o óleo do coração. (3)

Fontes:
(1) Xavier, Francisco Cândido – Livro: Jesus no Lar, FEB, 20ª edição - pelo Espírito Neio Lúcio – Cap. 4.
(2) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição – Capítulo X, item 4.
(3) Xavier, Francisco Cândido – Livro da Esperança, C.E.C., 15ª edição - Espírito Emmanuel – Cap. 12
Por: Francisco Rebouças.
Associação de Divulgação da Doutrina Espírita


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quinta-feira, 17 de julho de 2014

QUANDO ME AMEI DE VERDADE

 QUANDO ME AMEI DE VERDADE
KIM MCMILLEN


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Não devemos ter medo dos confrontos... Até os planetas se chocam e do caos nascem as Estrelas.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

KIM MCMILLEN

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

TUDO COMEÇA COM BONS PENSAMENTOS

TUDO COMEÇA COM BONS PENSAMENTOS...
MARIA SILVIA ORLOVAS


De fato tudo na vida começa com bons pensamentos, mas, e como as coisas terminam?
Para esta pergunta cabem muitas respostas, pois o desenrolar da vida depende de cada um de nós, das nossas atitudes diárias e também do nosso karma que nos coloca para vivenciar as mais diversas situações que semeamos como escolhas e pendências de vidas passadas.

Ainda hoje, depois de tantos anos atendendo fico impressionada como as pessoas repetem os padrões, como a vida presente da maioria dos meus clientes é um reflexo de suas vidas passadas. Em princípio, pensava como a maioria na ação e na reação, num raciocínio básico.
Se fiz alguma coisa tenho que pagar pelo mal feito. Mas descobri que existem importantes nuances dessa lei. Uma das nuances acontece quando o indivíduo fica preso às suas crenças negativas e mesmo depois de já ter se penitenciado de ações ruins do passado como, por exemplo, ter sido um guerreiro e arruinado famílias, tendo causado para si a experiência de não se sentir aceito pela sua família ou de ser privado da companhia de pessoas amorosas e boas, não consegue se livrar desse condicionamento.

Sempre coloco esse pensamento para meu cliente: Ok, amigo, você já viveu isso e, agora, por que não continuar de outra forma, por que não se abrir para outras experiências? Mesmo nessa vida, você não muda o passado. Se por acaso não teve uma infância feliz, você não pode retornar e fazer de novo. Mas você pode perdoar seus pais, você pode criar para si mesmo relacionamentos com mais compreensão e amor. Pois muitas vezes a herança dessa existência pode ser negada. Por que você vai carregar com você as memórias de um pai cruel, bêbado ou de uma mãe cheia de críticas e mal humor? Você não precisa imitá-los, nem guardar a revolta pensando na pobre criança indefesa que você foi um dia.

Na realidade, o sofrimento causa marcas no corpo emocional e a alma inconsciente fica vivendo e revivendo os fatos desta e de outras vidas, ficamos vibrando nossas incertezas e seguimos vida afora usando os poucos recursos emocionais que aprendemos. Se meu pai gerou em mim sentimento de abandono, vou passar a vida inteira sem acreditar nas pessoas?

Não precisa ser assim. Somos fortes, somos seres de luz. Quando percebemos que estamos negativos, pesados, com pena de nós mesmos pelas tristezas da vida, precisamos mudar e, ao mesmo tempo, não colocar nos outros a nossa felicidade. As pessoas podem participar da nossa vida, mas não devem carregar o peso dessa responsabilidade. E em todas as nossas relações a forma de cada um agir terá enorme poder.

Se você está carente, cuidado, não releve as atitudes do parceiro, não feche os olhos para o que a vida está mostrando. Porque muitas vezes quando estamos infelizes com nossa caminhada criamos salvadores, damos poder a outras pessoas e outras situações. Tipo: Se conseguir esse trabalho, tudo será diferente. Se essa pessoa me amar serei feliz. Se me casar e constituir família, encontrarei felicidade. Na verdade, tudo isso é muito bom, mas dependerá das pessoas envolvidas fazer a vida dar certo. Algumas coisas dependerão de você mas, outras não.
Assim, comece sua história com bons pensamentos e tente com discernimento manter-se assim.

Boa sorte!

Por Maria Silvia Orlovas (Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores).
FONTE.: http://www.forumespirita.net/

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sábado, 5 de julho de 2014

O SILÊNCIO DA ALMA

 
O SILÊNCIO DA ALMA
NEALE DONALD WALSCH

Lembre-se: os silêncios mantêm os segredos, portanto, o som mais doce é o som do silêncio.
Essa é a canção da alma. Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a canção em seu trabalho, alguns procuram os segredos na contemplação tranquila.
Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distrações se aquietam.
Toda a vida se transforma em meditação.

Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma, aprendemos que tudo na vida é bênção.
Já não há luta, nem dor, nem preocupação. Só há experiência.
Respira em cada flor, voa com cada pássaro, encontra beleza e sabedoria em tudo, já que a sabedoria está em todos os lugares onde se forma a beleza. E a beleza se forma em todas as partes, não há que procurá-la, porque ela virá a ti.

Quando ages nesse estado, transformas tudo o que fazes numa meditação e assim, num dom, num oferecimento de ti para tua alma e de tua alma para o Todo.
Ao lavar os pratos desfruta do calor da água que acaricia tuas mãos. Ao preparar a ceia sinta o amor do universo que te trouxe esse alimento e, como um presente teu ao preparar essa comida, derrama nela todo o amor de teu ser.

Ao respirar, respira longa e profundamente, respira lenta e suavemente, respira a suave e doce simplicidade da vida, tão plena de energia, tão plena de amor.
É amor de Deus o que estás respirando. Respira profundamente e poderás senti-lo.
Respira muito, muito profundamente e o amor te fará chorar de alegria. 
Porque conheceste teu Deus e teu Deus te presenteou com tua alma.

Faz da tua vida e de todos os acontecimentos uma meditação.
Caminha na vigília, não adormecido. 
Move-te com a perfeição, não sem ela e não te detenhas na dúvida nem no temor, tampouco na culpa ou na auto- recriminação. 

Vive no esplendor permanente, com a certeza de que és muito amado.
Sempre és Um com Deus, Sempre és bem-vindo à casa.
Porque teu lar é Meu coração e o Meu é o teu.
Somos tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será.




sexta-feira, 4 de julho de 2014

A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO

A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO...
ROBERTO SHINYASHIKI


Frequentemente, eu me pergunto: "O que cada um de nós está fazendo neste planeta?"
Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e os minutos, esse filme é bobo. Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.

Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem, basicamente, dois motivos: evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.

Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos. 
Somos apenas as nossas almas.
E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre-se sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e que é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão maior para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.

A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, é que nos torna pessoas especiais.
Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro e alimentar-se bem fazem parte da vida, mas, não podem ser a razão de viver.

Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela ideia de ganhar dinheiro.

O que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, sem jamais desistir?
A resposta é uma só: A consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que, através do seu trabalho, está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta. 

Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência, pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida.

E quando chega no final do caminho percebe que o caixão não tem gavetas e que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.
Se você tem estado angustiado sem motivo aparente, está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.

Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir.
Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores,
na harmonia e na glória do bem.




quinta-feira, 26 de junho de 2014

NADA PODE DETER UM ESPÍRITO DETERMINADO

NADA PODE DETER UM ESPÍRITO DETERMINADO
HYRUM SMITH


Quando voltei do Exército, a minha esposa e eu fomos para a universidade para terminar os nossos estudos. Nessa época, passei a atuar também na comunidade e fui convidado a assumir a posição de conselheiro de um posto de exploração da organização de escoteiros mirins. Estava muito entusiasmado com essa nova oportunidade e, uma noite, reuni-me com os garotos. Pensava, então, nas grandes coisas que faríamos e nos objetivos que estabeleceríamos. Quando entrei na sala, porém, vi-me diante dos adolescentes mais “transados” que você possa imaginar.

A linguagem corporal deles falava bem alto, dizendo: "Você que se atreva a me ensinar alguma coisa!"
Pensei comigo mesmo enquanto entrava: "Minha nossa, preciso estar pronto para o que der e vier". E estava certo. Eu me apresentei:
- Olá, sou o seu novo conselheiro de exploração.
Pensei que ficariam entusiasmados, mas não ficaram. Então eu disse:
- Falarei um pouco sobre mim. Sou Hyrum Smith. Fui criado no Havaí, que é um lugar incrível. - Falei algumas coisas sobre o Havaí e depois perguntei: - Vocês gostariam de ir ao Havaí no ano que vem? Ganharemos o dinheiro juntos e mostrarei a vocês o que fazer. Montaremos um projeto juntos e depois passaremos duas semanas no Havaí. - E depois descrevi o quadro para eles: - Nadaremos no mar, visitaremos o Centro Cultural da Polinésia e visitaremos Pearl Harbor.

O silêncio era total. Nenhuma reação. Finalmente, tive de perguntar:
- Isso interessa a vocês? Gostariam de viajar para o Havaí?
Finalmente, um deles se mexeu. Atirou-se para a frente em sua cadeira e disse:
- Claro! E no ano seguinte iremos para a lua.
E todos eles riram. Não foi uma boa experiência. Fui falar com o ex-instrutor deles:
- Não acredito numa coisa dessas. Ofereci uma viagem ao Havaí para esses garotos. A classe toda caiu na risada.
Ele se dobrou no chão em gargalhadas. Achou a coisa mais engraçada que já ouvira. E disse:

- Hyrum, há uma coisa que você precisa entender. Nos últimos seis meses esses garotos tiveram cinco conselheiros de exploração. Cada um entrava oferecendo uma grande viagem. Nada tão ambicioso como o Havaí, não se preocupe, mas nenhuma dessas viagens se realizou. Quando você entrou lá e lhes ofereceu o Havaí, eles não acreditaram.
Pensei naquilo durante uma semana. Quando chegou o momento da segunda reunião, entrei pela porta e, quando os olhei, parecia que não tinham saído do lugar desde a semana anterior. Coloquei-me em frente deles e disse:

- Escutem aqui, garotos, na semana passada eu lhes ofereci uma viagem para o Havaí. Vocês não ficaram muito entusiasmados com a perspectiva, mas vou lhes dizer uma coisa. No próximo verão, eu e minha esposa vamos para o Havaí. Quer vocês venham ou não conosco, não dou a mínima. Entenderam? Não dou a mínima. Se quiserem vir, a decisão será de vocês.
Bem, eles começaram a se mexer. Um deles disse:
- Você está falando serio.
Um outro disse:
- O que temos de fazer? Você precisa falar para nós exatamente o que precisamos fazer.
E eu disse:

- A primeira coisa que vocês farão é memorizar um poema.
Isso os deixou muito entusiasmados.
- Vocês terão de guardá-lo na memória - eu disse. - A passagem para vocês entrarem naquele avião será declamar este poema, sem nenhum erro, à comissária de bordo.
E então eu os fiz memorizar as seguintes frases do poema "Will" ("Vontade"), de Ella Wheeler Wilcox:
There is no chance, no destiny, no jate, that cara circumvent or hinder or control the firm resolve of a determined soul.
* Nenhum acaso, nenhum destino, nenhuma sina / pode enredar ou impedir ou controlar / a firme resolução de um espírito determinado (N. da T).
Bem, eles acharam aquilo ótimo. Não conseguiam entender metade das palavras. "Você quer que o decoremos? Nós o decoraremos." Durante os 11 meses seguintes, todas as quartas à noite, eles tinham de se levantar e repetir aquelas mesmas frases. Durante aquele período, iniciamos o que se tornaria 29 grandes projetos para angariar fundos. Em cerca de 60 dias, descobrimos que não havia apenas 5 exploradores `transados', mas 17. Os outros garotos tinham acabado de sair da carpintaria.
- Presumo que vocês também vão para o Havaí.
- O que preciso fazer para ir?
- Precisa aprender um poema.
- Um poema? Você deve estar brincando!

Dezessete exploradores. Transformamos aqueles garotos nos melhores vendedores que a cidade já conheceu. Vendemos abotoaduras, guirlandas de Natal, extintores de incêndio, doces, uma vaca. Vendemos até o barco de um sujeito - e lhe contamos sobre a venda no dia seguinte.
Na metade do período, estávamos um pouco aquém das projeções financeiras. Perto da universidade havia um velho e enferrujado trator de terraplanagem D-9 da Caterpillar, e fomos contatar o dono. A máquina estava lá havia já 12 anos.
- Gostaríamos de ficar com seu trator - dissemos a ele. - O que farão com ele?
- Vamos vendê-lo.
- Lógico que vão. Faz 12 anos que venho tentando vender essa coisa. Está quebrado. Ninguém compra.

- Se você nos der o trator, nós venderemos.
- Acredite, Hyrum, ninguém comprará.
Ensinei o poema a ele. Ele nos deu o trator. Contatamos então um outro sujeito que trabalhava no ramo de solda. - Sabemos que o senhor pode cortar aço. - Posso. O que vocês têm aí?
- Temos aquela coisa enorme. Precisamos cortá-lo em pedaços pequenos.
- O que é aquilo? - ele perguntou. - Um trator de terraplanagem.
- Ninguém corta uma máquina dessas.
Ensinamos o poema para ele. Ele trouxe o seu equipamento de corte.
Levou quatro semanas, mas conseguiu reduzi-lo a pedaços bem pequenos.
Os garotos colocaram todos os pedaços dentro de um caminhão-tanque emprestado. Nove viagens. Levamos tudo para uma siderúrgica, vendemos o material como sucata e conseguimos um lucro líquido de 800 dólares.

Os meninos começaram a acreditar nas palavras do poema. Durante aquele ano, pensei que seria ótimo se os garotos pudessem patrocinar um concerto realmente de classe. Então contatei Reid Nibley, um dos melhores pianistas do país (que por coincidência morava nas proximidades). Bati em sua porta e disse:
- Mr. Nibley, o senhor não sabe quem eu sou, mas eu sei quem é o senhor, e tenho 17 escoteiros mirins que nunca viram um concerto de piano de primeira classe. Gostaríamos de saber se o senhor estaria disposto a fazer um concerto beneficente para nós. Vamos para o Havaí no próximo verão.
Ele simplesmente riu e disse:
- Não faço concertos beneficentes para ninguém. Estou sob contrato. Não posso fazê-lo.

- Se quisesse, o senhor poderia - eu disse. Caminhamos bastante
tempo e ele começou a ficar intrigado com aqueles 17 garotos que iriam para o Havaí. Ensinei-lhe o poema.
Deve ter exercido um grande impacto sobre ele, pois disse:
- Vou lhe dizer uma coisa: se não contar para ninguém, darei o concerto para vocês.
- Só contarei para as pessoas que comprarem os ingressos. - Negócio fechado.
Ele ficou muito entusiasmado com aquilo. Dirigiu-se ao primeiro
violino da Utah Symphony, Perry Kalt, e disse:
- Escute, aqueles garotos vão para o Havaí. Que tal você vir comi
go e fazermos um concerto de primeira classe para piano e violino? Percy Kalf ficou animado, e concordou.
Saímos a campo, vendemos as entradas e levantamos 750 dólares com
aquele concerto.
Dois meses antes da viagem, coloquei mais uma exigência:
- Para entrar naquele avião, vocês precisam estar todos uniformizados. - Hyrum, usar uniforme não é legal.

- Para entrar naquele avião, vocês precisam estar todos uniformizados.
E os uniformes começaram a surgir.
Finalmente chegou o dia da viagem. Eles haviam ganhado mais de oito mil dólares. Não pediram um centavo para os pais. Falando sobre as zonas de conforto: fiquei um semestre atrasado na faculdade, mas foi ótimo. Chegamos no aeroporto, e a aparência deles era excelente.
Uniformes novinhos em folha, paletós vermelhos de explorador. Uma das mães bordara os nomes em letras douradas. Quando o primeiro garoto entrou naquele avião da United Airlines, entregou o bilhete à comissária de bordo e disse:

- "Nenhum acaso, nenhum destino, nenhuma sina pode enredar ou impedir ou controlar a firme resolução de um espírito determinado." Não é um poema incrível?
- Sim, é incrível, garoto.
Por 17 vezes ela ouviu aquele poema. Minha esposa e eu éramos os últimos da fila. A comissária disse:

- Esperem! Deixe-me declamar um poema: "Nenhum acaso, nenhum destino, nenhuma sina..."
Ela o declamou inteiro. Eu disse:
- Não é um poema incrível?
E ela respondeu:
- Sim, e estamos atrasados meia hora. Vocês se importariam de partir?
Decolamos de San Francisco num 747. Aqueles garotos nunca tinham estado num avião. Afastamo-nos da costa e o capitão disse no alto-falante:
- Senhoras e senhores, temos um garoto na cabine. Ele se recusa a sair se não puder lhes declamar um poema.

Passamos duas semanas maravilhosas no Havaí. Surfamos, visitamos Pearl Harbor. Quase afoguei dois deles; um eu não tentei salvar, mas de qualquer forma ele sobreviveu.

Para mim, a experiência mais excitante da viagem foi quando os nossos exploradores se encontraram com um grupo de oito exploradores do estado de Nevada. Estes eram do tipo `transado': não usavam uniforme e tinham as camisas abertas no peito. Acharam o meu grupo meio estranho. Mas finalmente um dos meus garotos fez a pergunta:
- Como vocês conseguiram ganhar esta viagem?
A resposta:

- O que quer dizer, com ganhar a viagem, cara? Nossos pais perguntaram se queríamos vir ao Havaí para se livrar da gente por uma semana, e então nós viemos. Nenhum golpe.
O que aconteceu depois foi impagável. Os meus 17 garotos cercaram os oito de Nevada e disseram:
- O que querem dizer? Não foram vocês que ganharam a viagem? Pois vamos contar como nós chegamos aqui.
E contaram tudo, tintim por tintim.

Isso foi em 1970, e não perdemos contato com os garotos ao longo dos anos. O que fizeram das suas vidas é incrível. Naquele ano, aprenderam algo sobre caráter e determinação, e a lição criou raízes e brotou, amadureceu e frutificou nas suas vidas.
Vinte anos mais tarde, levamos aqueles garotos - agora homens adultos - e as suas esposas de volta para o Havaí para uma reunião. Nem todos puderam ir, mas a maioria deles compareceu. Foi uma experiência emocionante quando, no jantar que fizemos em Honolulu, cada um deles se levantou e repetiu o poema mais uma vez. Naquela noite passamos quatro ou cinco horas juntos e eles nos contaram o que fizeram com a sua vida nos últimos vinte anos. Foram momentos muito gratificantes.
Eles tinham aprendido uma ideia maravilhosa, simples, mas muito poderosa: quando você fizer o que for necessário, nada mais atravessará o caminho dos seus objetivos.

No meu entender, o que esta lei natural diz em resumo é que eu não posso dar a você a determinação de que você precisará para deixar a sua zona de conforto e efetivamente atingir seus objetivos. Eu não poderia dá-Ia aos meus 17 exploradores. A determinação precisa vir de dentro de você. Se você não for ou não se tornar uma pessoa determinada, não obterá controle sobre o seu tempo e a sua vida e não experimentará a paz interior de que falamos e que está disponível para todo aquele que aplicar estas leis naturais. Se, todavia, você estiver determinado a atingir a excelência, a chegar à paz interior através da identificação dos seus valores, do estabelecimento de objetivos e da disposição de se afastar das suas zonas de conforto e controlar os eventos que fazem o seu dia-a-dia, nada poderá detê-lo.

Do Livro Gerencie sua vida 
Por.: Hyrum Smith